Questões de Concurso
Sobre psicoterapias em psicologia
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Sobre o crescente emprego de psicoterapias breves nos diversos contextos institucionais, analise as questões abaixo:
I. Este tipo de psicoterapia tem sido bem aceita, pois permite melhorar a qualidade dos serviços oferecidos nas diversas instituições que realizam atendimentos de saúde mental e diminui as filas de espera dos pacientes.
II. A possibilidade de realizar um processo com começo, meio e fim dentro de um tempo reduzido é a especificidade dessa modalidade terapêutica, pois trabalha com aspectos circunscritos e objetivos limitados.
III. Não é uma boa opção para ser usada com terapeutas em formação, devido este tipo psicoterapia não corresponder satisfatoriamente aos seus objetivos acadêmicos, técnicos e sociais.
IV. Alguns autores citam que não há consenso quanto a duração mais adequada para um processo de psicoterapia breve. Há sugestões desde 4 (quatro) até 40 (quarenta) sessões, sendo 12 (doze) sessões o número de sessões mais aconselhados.
V. Alguns autores delineiam que há consenso quanto a duração adequada para um processo de psicoterapia breve, sendo este o número de 12 (doze) sessões.
Está correto o que se afirma na alternativa:
O trabalho terapêutico com os sentimentos que emergem no ato abusivo deve ser evitado no tratamento com o abusador psicológico.
Leia as proposições e assinale a opção CORRETA.
I. A Psicologia Clínica vem ampliando seu escopo de investigação para além do aspecto individual, pois já não entende o ser humano sem considerá-lo como parte dos contextos em que está inserido. Necessita, cada vez mais, definir como objeto de estudo as relações grupais, e não apenas o indivíduo isoladamente. Dutra mostra esta mudança de rumo da pesquisa nesta área, apontando a necessidade de se considerar o contexto social na observação clínica. Os elementos presentes na prática clínica e que a caracterizam incluem: a observação acurada do ser, a escuta, o sofrimento psíquico e a expressão da subjetividade. Estes elementos, cada vez mais, passam a ser considerados também em relação ao contexto, o que leva à observação das relações, das escolhas e dos movimentos grupais. A pesquisa em Psicologia Clínica pode privilegiar esses aspectos e, deste modo, realizar estudos de grupos, com enfoque clínico, voltados para o conhecimento da dinâmica grupal e da ética presente nas práticas que se centram nas relações;
II. Batista Pinto aponta que a pesquisa em Psicologia Clínica pode se beneficiar do princípio que rege o progresso da ciência: a influência do conhecimento novo, que traz contradições e evidências de paradoxos nos fenômenos observados, possibilitando que o estudioso de um determinado tema compreenda as dimensões que se complementam ou se suplementam de um objeto estudado. Segundo esta autora, teoria e método são a base da pesquisa científica e permitem que se possa conhecer o conjunto de problemas relativos ao foco de estudo. Esta definição ampara a escolha do método qualitativo para se aprofundar o conhecimento sobre as várias nuances de informações que o grupo, em contexto clínico ou de intervenção psicossocial, possa oferecer;
III. As Psicoterapias Breves Psicodinâmicas (PBPs) são assim denominadas por visarem atendimentos de curto prazo e que seguem orientações embasadas na teoria Humanista. Essa modalidade de psicoterapia, para ser considerada breve, deve, além de ser circunscrita no tempo, obedecer a outros critérios, como por exemplo, o estabelecimento de um foco a ser trabalhado, a definição dos objetivos a serem alcançados e a existência de um planejamento de estratégias. Outras características peculiares são a disposição face a face entre terapeuta e paciente, a flexibilidade e a atividade do terapeuta;
IV. Para demarcar uma clínica de compreensão fenomenológica existencial, pode-se entender a atitude clínica como possibilidade do cuidado do psicólogo implicado no movimento de atenção ao cliente como existência, acompanhando-o na tarefa de apropriar-se daquilo que sabe pré-ontologicamente, possibilitando, na sua situação concreta e totalmente singular, que se compreenda e assuma o que ele é, em seu estar-lançado, e o que pode ser. É mediante essa apropriação narrativa da sua conjuntura e das suas maneiras de sentir-se e de responder praticamente a ela, que o cliente chegará a compreender-se como aquele cujo ser está sempre em jogo no conjunto das circunstâncias existenciais que lhe são tematicamente abertas na interlocução clínica. Dessa forma, pode compreender-se e aceitar-se, sejam quais forem os seus sofrimentos, como responsável, no sentido de responder e apropriar-se das solicitações concretas da vida.