Questões de Concurso
Sobre legislação de psicologia e resoluções do conselho federal de psicologia em psicologia
Foram encontradas 5.966 questões
Um documento psicológico acerca do atendimento do paciente, que informa o fato de ele estar em acompanhamento psicológico, o comparecimento às sessões e o dia e horário de atendimento, mas que não informa sobre os sintomas, o estado psicológico atual do paciente ou sobre qualquer outro aspecto tem a característica de
Quanto ao laudo emitido pelo psicólogo, julgue o item a seguir.
O informe psicológico pode ser sistemático ou assistemático.
No caso de um psicodiagnóstico, deve ser sistemático,
tratando-se de uma unidade essencial do mesmo, durante a
qual o avaliador realiza a comunicação escrita do processo,
registrando aí as orientações e os encaminhamentos do caso,
bem como seu encerramento.
Julgue os itens seguintes, relativos ao exercício ético da profissão de psicólogo.
A má prática profissional não se configura por um ato
particular, de cunho inocente e tomado de forma isolada que
acarrete um conjunto de eventos maléficos.
Julgue os itens seguintes, relativos ao exercício ético da profissão de psicólogo.
Os erros profissionais podem ser resumidos em três grandes
tipos: a imperícia, a imprudência e a negligência. A
imperícia ocorre quando um profissional não devidamente
qualificado assume a responsabilidade pela condução do
caso. A imprudência ocorre em situação de omissão, quando
o paciente, necessitando de um atendimento ou
procedimento, não é atendido. A negligência ocorre quando
o terapeuta nega os limites inerentes à técnica ou a
possibilidade de que o imprevisto possa ocorrer.
Julgue os itens seguintes, relativos ao exercício ético da profissão de psicólogo.
A atividade de psicoterapia, ao ser exercida por pessoas de
diferentes formações, apresenta aspectos éticos mais
complexos, pois, dependendo de sua formação, o
profissional pode não possuir um código de conduta
específico que normatize a sua prática.
Os deveres do terapeuta para com o sigilo dos dados de um paciente cessam com a morte deste, ou com o fato de ser uma pessoa pública, neste caso poderá até confirmar uma informação que já seja de domínio público.
Nas perícias forenses, o conteúdo do laudo deve estruturar-se em uma introdução, procedimentos utilizados, conclusões derivadas e sua discussão. O informe deverá evitar a erudição, expressando-se com clareza nas descrições e nas discussões, concluindo com uma ou várias opiniões a respeito das perguntas formuladas pelo juiz ou pelos advogados.
As exceções à preservação do sigilo podem existir e são legalmente amparadas quando o profissional tiver de prestar testemunho em corte judicial, comunicar maus-tratos em crianças ou adolescentes, abuso de cônjuge ou idoso e ferimento por armas ou por atos criminosos. No Brasil, nos casos de criança de até doze anos de idade que sofreu abuso sexual, sua privacidade e confidencialidade sobrepõe-se a qualquer tipo de ordem judicial, devendo o profissional preservar o sigilo e resguardar-se de prestar testemunho ou comunicar o fato às autoridades competentes.
Na fronteira da confidencialidade com a privacidade, encontra-se o registro de informações de atendimentos individuais em prontuários de pacientes sob tratamento em instituições, em que vários profissionais (médicos, psicólogos, enfermeiros etc.) podem lidar com o prontuário do paciente. Portanto, a preservação do sigilo de algumas questões por parte do psicólogo é mais importante do que contar com o sistema de proteção aos documentos oferecidos pela instituição.
1. Sérgio é um servidor público que buscou o serviço de psicologia do órgão onde trabalha queixando-se de investir muito tempo na realização de tarefas escritas, como redação de documentos e preenchimento de formulários, e que seu chefe imediato já havia lhe chamado a atenção mais de uma vez pela demora na realização dessas tarefas. O funcionário informou que o motivo de sua demora é o cuidado e o critério de qualidade que adota no trabalho que realiza.
2. Para garantir a qualidade de seu trabalho, Sérgio disse revisar cada documento seis ou sete vezes, embora não se recorde de ter jamais encontrado um erro, mas sempre encontra uma forma de melhorar a qualidade do texto digitado ou a letra de forma manuscrita nos formulários preenchidos. Nesse último caso, ele preenche um novo formulário e descarta o anterior para o lixo.
3. Quando seus colegas saem para o intervalo de café, Sérgio continua trabalhando e sempre é o último a sair do trabalho ao final do dia. Em casa, freqüentemente dorme mal pensando ter cometido algum engano. No dia seguinte não revisa o trabalho do dia anterior e até esquece dele, mas à noite tem a mesma preocupação com o trabalho realizado no dia.
4. Sérgio queixou-se também de sonolência diurna, porque suas preocupações o mantêm acordado até tarde da noite e no dia seguinte ele precisa levantar muito cedo para o trabalho. Seu banho matinal dura em torno de 50 a 60 minutos e, após chegar ao local onde seu carro fica estacionado, Sérgio sempre volta à casa três ou quatro vezes para verificar se as janelas e portas estão todas trancadas e o gás desligado.
5. Após detalhada avaliação, o psicólogo diagnosticou transtorno obsessivo-compulsivo e informou ao paciente que ele seria tratado com a técnica de exposição e prevenção de resposta.
O sigilo deve proteger o atendido em tudo aquilo que o psicólogo ouve, vê ou de que tem conhecimento como decorrência do exercício da atividade profissional. Apenas uma exceção, concernente à guarda de sigilo pelo psicólogo, é permitida: quando os resultados do trabalho e(ou) intervenção forem solicitados por pessoas que ocupam cargos de direção e comando nas organizações.