Questões de Concurso
Sobre esquizofrenia e outros transtornos psicóticos em psicologia
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I. A presença de delírios e alucinações, sem qualquer alteração no comportamento ou na linguagem, exclui a possibilidade diagnóstica do transtorno.
II. Para o diagnóstico, é necessário que pelo menos um dos sintomas apresentados seja delírio, alucinação ou discurso desorganizado.
III. O comportamento grosseiramente desorganizado ou catatônico pode compor o quadro clínico do transtorno, embora não seja obrigatório em todos os casos.
IV. Alterações persistentes de memória recente e prejuízo global da orientação temporoespacial constituem critérios diagnósticos obrigatórios do transtorno psicótico breve.
Quais estão corretas?
I. Os quadros depressivos caracterizam-se por uma multiplicidade de sintomas afetivos, instintivos e neurovegetativos, ideativos e cognitivos, relativos à autovalorização, à vontade e à psicomotricidade. Além desses, em formas graves de depressão podem estar associados sintomas psicóticos (delírios e/ou alucinações), marcante alteração psicomotora (geralmente lentificação ou estupor), assim como fenômenos biológicos (neuronais ou neuroendócrinos).
II. Entre os sintomas e comportamentos que se manifestam nos quadros de esquizofrenia destacam-se os sintomas negativos, a exemplo das alucinações auditivas e audioverbais (“vozes” que o paciente ouve, geralmente com conteúdos de acusação, ameaça ou pejorativos) e dos delírios, frequentemente de conteúdo persecutório.
III. No Transtorno do Estresse pós Traumático (TEPT), o indivíduo experimenta um estado de contínua sensação de ameaça; tende a estar hiper vigilante ou pronto para reagir a estímulos, como ruídos inesperados. Os sintomas duram muitas semanas ou meses e causam grande sofrimento.
IV. O transtorno bipolar, em seus vários tipos, é marcado por fases nas quais episódios de mania e depressão ocorrem de modo relativamente delimitado no tempo, e, com frequência, há períodos de remissão, em que o humor do paciente encontra-se normal, eutímico, e as alterações psicopatológicas mais intensas regridem.
V. Há considerável consenso na literatura científica de que pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentam significativo déficit da cognição social. Mesmo aquelas que apresentam alto funcionamento (com linguagem e inteligência normais ou próximas do normal e interações sociais), apresentam dificuldades de diferentes níveis em tarefas de cognição social.
Após análise, conclui-se que é correto o que se afirma em:
No caso em tela, o agressor foi diagnosticado com esquizofrenia, considerado inimputável e foi absolvido.
Com relação a essa situação, é correto afirmar que
Atenção: o fragmento abaixo deve ser usado para responder à questão seguinte.
Lucas, 23 anos, foi diagnosticado com esquizofrenia e apresenta um quadro psiquiátrico agudo, com riscos à sua própria segurança e à de sua família.
Considerando o texto precedente, julgue o item a seguir, acerca da relação entre psicopatologia e criminalidade.
O comportamento criminoso violento é um fenômeno multideterminado, ou seja, diversos fatores costumam influenciar na sua ocorrência, não sendo razoável supor que um único fator, como possuir um transtorno mental, será capaz de determinar sozinho se alguém cometerá um crime violento ou não.
Considerando o texto precedente, julgue o item a seguir, acerca da relação entre psicopatologia e criminalidade.
Não existe nenhuma relação entre apresentar um transtorno mental e cometer crimes ou atos violentos, já que outros fatores de risco, como o gênero do autor, a sua idade e o consumo abusivo de substâncias, são os que realmente estão ligados ao cometimento de crimes.
Com relação à psicopatologia e às abordagens psicoterápicas, julgue o item que se segue.
De acordo com teorias psicodinâmicas, as defesas são mais primitivas nas neuroses que nos quadros psicóticos.
No que se refere à psicopatologia, julgue o item a seguir.
O prejuízo cognitivo é um aspecto central na esquizofrenia, já presente no primeiro episódio psicótico.
Marcos, 19 anos de idade, comparece ao hospital geral,
acompanhado de seu genitor, para atendimento de emergência.
Muito agitado e confuso, Marcos grita sem parar que seu corpo
está sendo levado pela luz. O pai comenta que tem notado o filho
mais quieto e calado. “Achei que fosse coisa de jovem que fica
mais afastado do pai nessa fase. Mas cheguei a comentar com a
mãe dele, há uns 6 meses, que estava achando ele esquisito
demais: começou a não falar coisa com coisa. A gente sempre
achou ele meio diferente dos outros meninos. Na escola, no
trabalho e com os amigos, ele sempre teve dificuldades. Em
contrapartida, nunca nos deu trabalho com bebida ou com droga.
Mas agora parece que pirou de vez. Há um mês e meio pegamos
Marcos nu, de cócoras, no quintal de casa. Ao perguntarmos o
que aquilo significava, ele nos disse que, por ora, não tinha
autorização para dizer; e pediu que nos retirássemos de seu
‘tribunal’. Ouvimos ele falando o que parecia ser uma outra
língua. Ficamos assustados. Apesar de ter passado por vários
acompanhamentos psicológicos desde criança e nunca ter
melhorado 100%, esta foi a primeira vez que me preocupei de
verdade. Tentamos conversar com calma depois, mas ele disse
que ainda não poderia ‘trazer à luz a revelação’ e que, no
momento correto, ‘todos seriam testemunhas de sua
consagração’. De lá para cá, foi ficando cada vez mais difícil.
Ele está sem dormir há mais de 3 dias, sem querer comer ou
tomar banho... Não deu mais para segurar. Resolvemos trazê-lo
mesmo contra a vontade. Estou certo de que há algo errado com
meu filho”.
A partir do caso clínico hipotético precedente, julgue o item a seguir, considerando a psicopatologia, as teorias e técnicas psicoterápicas e as técnicas de entrevista.
A psicoeducação é contraindicada em casos como o de Marcos.
Marcos, 19 anos de idade, comparece ao hospital geral,
acompanhado de seu genitor, para atendimento de emergência.
Muito agitado e confuso, Marcos grita sem parar que seu corpo
está sendo levado pela luz. O pai comenta que tem notado o filho
mais quieto e calado. “Achei que fosse coisa de jovem que fica
mais afastado do pai nessa fase. Mas cheguei a comentar com a
mãe dele, há uns 6 meses, que estava achando ele esquisito
demais: começou a não falar coisa com coisa. A gente sempre
achou ele meio diferente dos outros meninos. Na escola, no
trabalho e com os amigos, ele sempre teve dificuldades. Em
contrapartida, nunca nos deu trabalho com bebida ou com droga.
Mas agora parece que pirou de vez. Há um mês e meio pegamos
Marcos nu, de cócoras, no quintal de casa. Ao perguntarmos o
que aquilo significava, ele nos disse que, por ora, não tinha
autorização para dizer; e pediu que nos retirássemos de seu
‘tribunal’. Ouvimos ele falando o que parecia ser uma outra
língua. Ficamos assustados. Apesar de ter passado por vários
acompanhamentos psicológicos desde criança e nunca ter
melhorado 100%, esta foi a primeira vez que me preocupei de
verdade. Tentamos conversar com calma depois, mas ele disse
que ainda não poderia ‘trazer à luz a revelação’ e que, no
momento correto, ‘todos seriam testemunhas de sua
consagração’. De lá para cá, foi ficando cada vez mais difícil.
Ele está sem dormir há mais de 3 dias, sem querer comer ou
tomar banho... Não deu mais para segurar. Resolvemos trazê-lo
mesmo contra a vontade. Estou certo de que há algo errado com
meu filho”.
A partir do caso clínico hipotético precedente, julgue o item a seguir, considerando a psicopatologia, as teorias e técnicas psicoterápicas e as técnicas de entrevista.
Marcos manifesta afeto pueril e pensamento progressivamente desorganizado, características clínicas a serem consideradas para diagnóstico diferencial no quadro de psicoses reativas.