Questões de Concurso
Comentadas sobre avaliação psicológica em psicologia
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I. Na avaliação neuropsicológica o modelo epistemológico sempre possuirá correlação anatomofuncional, em contrapartida, a avaliação psicológica utiliza diversas teorias integradas ao pensamento psicológico a partir da demanda apresentada.
II. A avaliação neuropsicológica é considerada conhecimento básico e fundamental para atuação em Psicologia, em contrapartida, a avaliação psicológica é representada minimamente nos cursos de graduação por meio das Diretrizes Curriculares Nacionais.
III. A avaliação neuropsicológica é um processo mais flexível tendo em vista os instrumentos utilizados e disponíveis em artigos científicos de domínio público, em contrapartida, os testes psicológicos em avaliação psicológica são avaliados de maneira rigorosa e deve-se utilizar apenas os favoráveis.
IV. Na avaliação neuropsicológica a produção de documentos escritos está sujeita a variações de estrutura e conteúdo, em contrapartida, na avaliação psicológica deve-se descrever a demanda, procedimentos, resultados e raciocínio utilizado, conforme resolução do CFP n° 6 de 29 de março de 2019.
I. O profissional responsável deverá conhecer a legislação sobre avaliação psicológica no contexto brasileiro, fundamentos básicos da Psicologia, Psicopatologia e Psicometria.
II. O profissional responsável deverá dominar os procedimentos para levantamento, aplicação e interpretação de todos os instrumentos utilizados no processo de avaliação.
III. O profissional responsável deverá integrar todas as informações obtidas advindas de todas as fontes de informação do contexto avaliativo e realizar inferências a partir delas.
IV. O profissional responsável deverá ser reflexivo e crítico, de maneira sistêmica e comunicar os resultados obtidos no processo de avaliação através da entrevista devolutiva.
I. “Avaliação psicológica” constitui processo amplo de investigação e tomada de decisão, integrando dados provenientes de diversas fontes (p. ex., entrevistas, observações e análise documental), podendo ocorrer com ou sem testes.
II. “Testagem psicológica” é sinônimo operacional de avaliação psicológica, pois ambas dependem do mesmo núcleo de inferência e diferem apenas no número de sessões.
III. A diferenciação entre avaliação psicológica e psicodiagnóstico é necessariamente definida pela obrigatoriedade do uso de testes no psicodiagnóstico; sem testes, o procedimento deixa de ser psicodiagnóstico.
IV. O termo “psicodiagnóstico” pode ser compreendido mais pelo caráter investigativo e diagnóstico do que pela exigência de um instrumento específico; o uso de testes pode ser uma decisão técnica e ética, não um requisito absoluto.
Assinale a alternativa correta:
I. Após delimitar a demanda e realizar entrevista de história pessoal/clínica, o(a) psicólogo(a) formula hipóteses iniciais e esboça estratégia, podendo estimar o número de sessões e pactuar contrato com flexibilidade conforme o caso.
II. É eticamente relevante escolher técnicas que respondam às hipóteses; deve-se evitar submeter o paciente/cliente a técnicas desnecessárias apenas para “aumentar certeza” via volume de dados.
III. A prática recomendada é utilizar sempre múltiplos instrumentos para a mesma pergunta (por exemplo, três medidas para um único construto), pois a validade aumenta linearmente com redundância.
IV. Um teste ou técnica não é “universalmente válido” para todos os usos e populações; validade refere-se à adequação das inferências em um contexto e pode requerer rechecagem/validação local.
Assinale a alternativa correta:
I. A avaliação psicológica (em contraste com a testagem) reconhece que testes são apenas um tipo de instrumento; seu valor depende criticamente do conhecimento, habilidade e experiência do avaliador (Cohen et al., 2014).
II. Padrões profissionais sustentam que testes psicológicos devem ser usados apenas por pessoas qualificadas e que existe determinação ética de adotar medidas para prevenir mau uso de testes e de informações produzidas por eles (Cohen et al., 2014).
III. O conceito de “validade aparente” pode justificar eticamente o uso de um teste com baixa validade de critério, desde que os administradores o considerem mais “próximo do trabalho” (Cohen et al., 2014).
IV. Em processos psicodiagnósticos, testes e técnicas podem fundamentar conclusões; a opção por testes é técnica e ética e depende da relevância para produzir resultado mais confiável, não devendo ser confundida com “obrigatoriedade” de testagem (Hutz et al., 2018).
Assinale a alternativa correta:
I. A compreensão do motivo da avaliação e sua contextualização antecedem a anamnese/entrevista clínica e subsidiam hipóteses diagnósticas iniciais.
II. Entrevistas (anamnese semiestruturada e entrevistas estruturadas de sintomas), observação do comportamento durante o processo e técnicas apropriadas compõem o levantamento clinicamente relevante.
III. Definir avaliação psicológica envolve coletar e integrar dados para estimação psicológica por instrumentos como testes, entrevistas, estudos de caso e observação comportamental; logo, psicodiagnóstico consistente deve operar integração ativa dessas fontes.
IV. É cientificamente adequado afirmar que um teste “é válido” independentemente do uso pretendido e da população, desde que tenha evidência de validade no manual original.
Assinale a alternativa correta:
I. técnicas e instrumentos não psicológicos que possuam respaldo da literatura científica da área, que respeitem o Código de Ética e as garantias da legislação da profissão;
II. testes psicológicos não avaliados pelo Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI);
III. documentos técnicos, como protocolos ou relatórios de equipes multiprofissionais.
Está(ão) correto(s):
Leia a situação hipotética abaixo.
Uma rede de atenção primária quer adotar um instrumento de triagem de ansiedade com decisão encaminhar/não encaminhar. Em estudo local, o ponto de corte 15 gerou sensibilidade 0,78 e especificidade 0,82; a prevalência estimada é 20%; o erro-padrão de medida (EPM) próximo ao corte é 2 pontos. A gestão considera o falso-negativo mais custoso que o falso-positivo. Nesse contexto, e considerando os fundamentos de medida e decisão, a estratégia mais adequada para iniciar o uso institucional, mantendo justiça e precisão é:
Leia a situação hipotética abaixo.
Uma secretaria estadual precisa escolher um teste de atenção sustentada para adolescentes em escolas públicas, visando identificar riscos acadêmicos e planejar intervenções. Os instrumentos disponíveis são:
Teste A: normas de 2005 em adultos, sem estudo local em adolescentes; validade preditiva moderada em amostras internacionais.
Teste B: normas regionais em adolescentes, consistência interna aceitável, manual completo, mas sem estudo de invariância entre gêneros.
Teste C: normas nacionais atualizadas, validade convergente robusta, dados de estrutura interna satisfatórios, mas indícios de viés de funcionamento diferencial (DIF) por nível socioeconômico.
Sabendo que a decisão envolve políticas públicas, exigência de justiça distributiva e comparabilidade entre subgrupos, a estratégia CORRETA é:
Leia a situação hipotética abaixo.
Um órgão público encurtará um inventário de estresse de 30 para 12 itens, preservando comparabilidade histórica. Há calibração prévia em TRI, Teoria de Resposta ao Item, e suspeita de funcionamento diferencial do item (DIF) por escolaridade. Considerando fundamentos da medida, o plano mais consistente com precisão, equidade e vínculo métrico é:
I. É apenas um tipo de avaliação psicológica, que utiliza testes e métodos para aprofundamento e, por fim, um diagnóstico e confirmação das hipóteses primordiais do especialista.
II. O processo diagnóstico abrange todas as outras áreas segmentadas; pode ser aplicado em diversos âmbitos, como trabalho, saúde física, avaliação de potencial, teste vocacional, entre outros.
III. O psicodiagnóstico atua em ambiente clínico, especificamente para um diagnóstico e posterior tratamento. É muito mais específico, bem como suas práticas.
Assinale