Questões de Concurso
Comentadas sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa em pedagogia
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A respeito do trabalho relacionado à linguagem oral e escrita, consta na Proposta Curricular da Rede Municipal de Ensino de São José que:
1. Partindo do pressuposto de que o texto é essencial para o trabalho com a língua escrita, lembramos a importância de que ele seja compreendido na sua totalidade e interpretado de forma que as crianças sejam capazes de contar suas ideias oralmente. Isto indica que a oralidade deve estar presente antes mesmo do que qualquer encaminhamento de atividades de sistematização com o código escrito.
2. O professor deverá ter claro que o trabalho com o texto possibilitará ao aluno a produção de outros textos significativos, levando em consideração os aspectos constitutivos de um bom texto, tais como coerência, clareza, coesão e consistência argumentativa.
3. O trabalho de produção de textos se dá num processo linear, de hesitações, de reorganizações e reestruturações, com “erros e desvios”, como resultado da interação entre fala, leitura e escrita.
4. É importante que o professor trabalhe com textos de diferentes gêneros: informativos, publicitários, de correspondência, didáticos, literários (em prosa e em verso), lúdicos, entre outros, tanto os já impressos como os produzidos pelos próprios alunos.
5. Os textos produzidos pelos alunos devem ser, inicialmente, registrados pelo professor no quadro, como escriba, buscando sempre ser o mais fiel possível ao texto oral, sob a observação dos autores, pois é necessário que os alunos percebam o registro como forma de representação e que a escrita possui convenções, letras, pontuações e outros sinais gráficos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Nesse contexto, compreender bem um texto:
1- Com o ensino-aprendizagem dos tipos de discurso, o aluno pode dominar 2- Com o ensino-aprendizagem dos diferentes tipos de planificação, o aluno pode 3- Com o ensino-aprendizagem dos mecanismos enunciativos, o aluno pode 4- O domínio dos mecanismos de coesão verbal permite 5- O ensino-aprendizagem da utilização dos signos da língua, permitiria
( ) o desenvolvimento das representações do tempo e de sua organização. ( ) desenvolver processos mentais e linguageiros complexos: raciocínios práticos, implicados nas interações dialogais; raciocínios causais-cronológicos, implicados nos relatos e nas narrações; raciocínios de ordem lógica e/ou semi-lógica, implicados nos discursos teóricos.
( ) desenvolver a capacidade de selecionar e de utilizar os signos, com a apropriação progressiva de suas nuances semânticas.
( ) a mobilização das unidades e das estruturas linguísticas próprias de cada tipo e aprender as relações de interdependência entre gêneros, tipos e situação discursiva, inserindose nas representações coletivas constituintes dos mundos discursivos. ( ) desenvolver a capacidade de assumir diferentes formas de posicionamento e de engajamento enunciativos construídos em um grupo social e de se situar em relação a eles.
Assinale a alternativa que apresenta a ordem CORRETA da correlação entre operações de linguagem que desenvolvem capacidades de linguagem e níveis de análise do texto.
Sobre as "Questões Éticas, Culturais e Cidadãs no Ensino da Língua Portuguesa" - analise as assertivas com (V) verdadeiro ou (F) falso:
(__) O ensino de Língua Portuguesa tem sido, desde os anos 70, o centro da discussão acerca da necessidade de melhorar a qualidade de ensino no país. O eixo dessa discussão no ensino fundamental centra-se, principalmente, no domínio da leitura e da escrita pelos alunos, responsável pelo fracasso escolar que se expressa com clareza nos dois funis em que se concentra a maior parte da repetência: na primeira série (ou nas duas primeiras) e na quinta série. No primeiro, pela dificuldade de alfabetizar, no segundo, por não se conseguir levar os alunos ao uso apropriado de padrões da linguagem escrita, condição primordial para que continuem a progredir.
(__)O domínio da linguagem, como atividade discursiva e cognitiva, e o domínio da língua, como sistema simbólico utilizado por uma comunidade linguística, são condições de possibilidade de plena participação social. Pela linguagem, os homens e as mulheres se comunicam, têm acesso à informação, expressam e defendem pontos de vista, partilham ou constroem visões de mundo, produzem cultura.
(__)Sem negar a importância dos textos que respondem a exigências das situações privadas de interlocução, em função dos compromissos de assegurar ao aluno o exercício pleno da cidadania, é preciso que as situações escolares de ensino de Língua Portuguesa priorizem os textos que caracterizam os usos públicos da linguagem. Os textos a serem selecionados são aqueles que, por suas características e usos, podem favorecer a reflexão crítica, o exercício de formas de pensamento mais elaboradas e abstratas, bem como a fruição estética dos usos artísticos da linguagem, ou seja, os mais vitais para a plena participação numa sociedade letrada.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Em relação à Linguagem, é INCORRETO afirmar:
A intervenção pedagógica do professor tem valor decisivo no processo de aprendizagem e, por isso, é preciso avaliar sistematicamente se ela está adequada, se está contribuindo para as aprendizagens que se espera alcançar. (PCN Língua Portuguesa).
A respeito da intervenção pedagógica do professor, julgue as afirmativas abaixo:
I.Em se tratando da área de Língua Portuguesa, o professor tem um papel fundamental: o de modelo.
II.Não há necessidade de o professor ensinar o valor que a língua tem, demonstrando o valor que tem para si.
III.Se o professor é um usuário da escrita de fato, se tem boa e prazerosa relação com a leitura, se gosta verdadeiramente de escrever, funcionará como um excelente modelo para seus alunos.
IV.Quando os alunos provêm de comunidades pouco letradas, onde não participam de atos de leitura e escrita junto com adultos experientes, muito provavelmente o professor será a única referência.
Qual(is) afirmativa(s) está(ão) CORRETA(S):
A leitura é um processo cognitivo, histórico, cultural e social de produção de sentidos. Isso significa dizer: o leitor — um sujeito que atua socialmente, construindo experiências e história — compreende o que está escrito a partir das relações que estabelece entre as informações do texto e seus conhecimentos de mundo, ou seja, o leitor é sujeito ativo do processo. Na leitura, não age apenas decodificando, isto é, juntando letras, sílabas, palavras, frases, porque ler é muito mais do que apenas decodificar. Ler é atribuir sentidos. E, ao compreender o texto como um todo coerente, o leitor pode ser capaz de refletir sobre ele, de criticá-lo, de saber como usá-lo em sua vida.
Conceber a leitura desse modo muda radicalmente a forma de pensar e de organizar o seu ensino. Se os sentidos não estão prontos no texto, é preciso contribuir para que os alunos criem boas estratégias para estabelecer relações necessárias à compreensão. É importante que, nas aulas de leitura, o aluno faça perguntas, levante hipóteses, confronte interpretações, conte sobre o que leu e não apenas faça questionários de perguntas e respostas de localização de informação. Aula de leitura, então, começa com o acionamento ou a mobilização de conhecimentos anteriores do leitor. Os textos são marcados pelo momento histórico em que são escritos, pela cultura que os gerou, e ter essas informações, no momento da leitura, contribui para a compreensão.
Uma nova concepção de leitura pressupõe o outro, os outros. Há um componente social no ato de ler. Lemos para nos conectarmos ao outro que escreveu o texto, para saber o que ele quis dizer, o que quis significar. Mas lemos também para responder às nossas perguntas, aos nossos objetivos. Nas aulas tradicionais de leitura, o aluno lê por ler, ou para responder perguntas para o professor saber que ele leu. Em situações sociais, em nossa vida cotidiana, no entanto, lemos para buscar respostas para nossas perguntas. Ler, portanto, pressupõe objetivos bem definidos. E esses objetivos são do próprio leitor, em cada uma das situações de leitura. São objetivos que vão sendo modificados à medida que lemos o texto. Assim, a cada nova informação, vamos reformulando nossos objetivos. Um grande desafio das aulas de leitura é levar o aluno a formular (e reformular) seus próprios objetivos.
Delaine Cafiero. Letramento e leitura: formando leitores críticos. In: Egon de Oliveira Rangel e Roxane Helena Rodrigues Rojo. Língua Portuguesa: ensino fundamental. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010 (com adaptações).
Considerando as competências e as habilidades propostas pelo ReCAL com relação ao componente curricular de língua portuguesa no ensino fundamental, julgue o próximo item.
Devido a demandas relacionadas a falhas nas estratégias de
ensino-aprendizagem, a concepção e as estratégias para o
ensino de língua portuguesa foram mudando ao longo do
tempo, o que incluiu, por exemplo, a ruptura em relação ao
ensino tradicional, que se fundamentava no ensino da
gramática; por essa razão, atualmente, deve-se dar ênfase à
esfera didática em detrimento da esfera normativa.
A leitura é um processo cognitivo, histórico, cultural e social de produção de sentidos. Isso significa dizer: o leitor — um sujeito que atua socialmente, construindo experiências e história — compreende o que está escrito a partir das relações que estabelece entre as informações do texto e seus conhecimentos de mundo, ou seja, o leitor é sujeito ativo do processo. Na leitura, não age apenas decodificando, isto é, juntando letras, sílabas, palavras, frases, porque ler é muito mais do que apenas decodificar. Ler é atribuir sentidos. E, ao compreender o texto como um todo coerente, o leitor pode ser capaz de refletir sobre ele, de criticá-lo, de saber como usá-lo em sua vida.
Conceber a leitura desse modo muda radicalmente a forma de pensar e de organizar o seu ensino. Se os sentidos não estão prontos no texto, é preciso contribuir para que os alunos criem boas estratégias para estabelecer relações necessárias à compreensão. É importante que, nas aulas de leitura, o aluno faça perguntas, levante hipóteses, confronte interpretações, conte sobre o que leu e não apenas faça questionários de perguntas e respostas de localização de informação. Aula de leitura, então, começa com o acionamento ou a mobilização de conhecimentos anteriores do leitor. Os textos são marcados pelo momento histórico em que são escritos, pela cultura que os gerou, e ter essas informações, no momento da leitura, contribui para a compreensão.
Uma nova concepção de leitura pressupõe o outro, os outros. Há um componente social no ato de ler. Lemos para nos conectarmos ao outro que escreveu o texto, para saber o que ele quis dizer, o que quis significar. Mas lemos também para responder às nossas perguntas, aos nossos objetivos. Nas aulas tradicionais de leitura, o aluno lê por ler, ou para responder perguntas para o professor saber que ele leu. Em situações sociais, em nossa vida cotidiana, no entanto, lemos para buscar respostas para nossas perguntas. Ler, portanto, pressupõe objetivos bem definidos. E esses objetivos são do próprio leitor, em cada uma das situações de leitura. São objetivos que vão sendo modificados à medida que lemos o texto. Assim, a cada nova informação, vamos reformulando nossos objetivos. Um grande desafio das aulas de leitura é levar o aluno a formular (e reformular) seus próprios objetivos.
Delaine Cafiero. Letramento e leitura: formando leitores críticos. In: Egon de Oliveira Rangel e Roxane Helena Rodrigues Rojo. Língua Portuguesa: ensino fundamental. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010 (com adaptações).
Considerando as competências e as habilidades propostas pelo ReCAL com relação ao componente curricular de língua portuguesa no ensino fundamental, julgue o próximo item.
No que se refere às práticas de linguagem, nos anos iniciais
do ensino fundamental, deve-se dar ênfase aos processos de
análise linguística/semiótica (alfabetização e ortografização),
ao passo que, nos anos finais do ensino fundamental, há
outros tipos de conhecimentos que são importantes, como o
conhecimento da situação de comunicação, do gênero textual
e do funcionamento dos recursos da língua.
A leitura é um processo cognitivo, histórico, cultural e social de produção de sentidos. Isso significa dizer: o leitor — um sujeito que atua socialmente, construindo experiências e história — compreende o que está escrito a partir das relações que estabelece entre as informações do texto e seus conhecimentos de mundo, ou seja, o leitor é sujeito ativo do processo. Na leitura, não age apenas decodificando, isto é, juntando letras, sílabas, palavras, frases, porque ler é muito mais do que apenas decodificar. Ler é atribuir sentidos. E, ao compreender o texto como um todo coerente, o leitor pode ser capaz de refletir sobre ele, de criticá-lo, de saber como usá-lo em sua vida.
Conceber a leitura desse modo muda radicalmente a forma de pensar e de organizar o seu ensino. Se os sentidos não estão prontos no texto, é preciso contribuir para que os alunos criem boas estratégias para estabelecer relações necessárias à compreensão. É importante que, nas aulas de leitura, o aluno faça perguntas, levante hipóteses, confronte interpretações, conte sobre o que leu e não apenas faça questionários de perguntas e respostas de localização de informação. Aula de leitura, então, começa com o acionamento ou a mobilização de conhecimentos anteriores do leitor. Os textos são marcados pelo momento histórico em que são escritos, pela cultura que os gerou, e ter essas informações, no momento da leitura, contribui para a compreensão.
Uma nova concepção de leitura pressupõe o outro, os outros. Há um componente social no ato de ler. Lemos para nos conectarmos ao outro que escreveu o texto, para saber o que ele quis dizer, o que quis significar. Mas lemos também para responder às nossas perguntas, aos nossos objetivos. Nas aulas tradicionais de leitura, o aluno lê por ler, ou para responder perguntas para o professor saber que ele leu. Em situações sociais, em nossa vida cotidiana, no entanto, lemos para buscar respostas para nossas perguntas. Ler, portanto, pressupõe objetivos bem definidos. E esses objetivos são do próprio leitor, em cada uma das situações de leitura. São objetivos que vão sendo modificados à medida que lemos o texto. Assim, a cada nova informação, vamos reformulando nossos objetivos. Um grande desafio das aulas de leitura é levar o aluno a formular (e reformular) seus próprios objetivos.
Delaine Cafiero. Letramento e leitura: formando leitores críticos. In: Egon de Oliveira Rangel e Roxane Helena Rodrigues Rojo. Língua Portuguesa: ensino fundamental. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010 (com adaptações).
Considerando as competências e as habilidades propostas pelo ReCAL com relação ao componente curricular de língua portuguesa no ensino fundamental, julgue o próximo item.
O ReCAL foi concebido como um documento somente
norteador, pois cabe a cada escola de Alagoas reformular o
seu projeto político-pedagógico em consonância com as
consolidações da Base Nacional Comum Curricular
(BNCC), a qual prevê o diálogo apenas com questões
globais, devendo ser obedecidas as competências e as
habilidades específicas do componente, que são comuns e
devem estar presentes em todas as unidades escolares de
ensino do estado.