Questões de Concurso
Comentadas sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa em pedagogia
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Na Base Nacional Comum Curricular, considera-se que uma face do aprendizado da Língua Portuguesa decorre da efetiva atuação do estudante em práticas de linguagem que envolvem a leitura/escuta e a produção de textos orais, escritos e multissemióticos. Já a outra face provém da reflexão/análise sobre/da própria experiência de realização dessas práticas. Nessa segunda dimensão da aprendizagem está envolvido o conhecimento sobre:
I. as formas de composição dos textos;
II. os elementos próprios da fala, assim como os elementos paralinguísticos e cinésicos;
III. as formas de composição e estilo de cada uma das linguagens que integram os textos multissemióticos;
IV. os fenômenos da mudança e da variação linguísticas.
Estão corretos os itens
( ) Em todas as configurações histórico-sociais de vida, trabalho e cultura, a língua revela-se produto e condição das formas de sociabilidade e dos jogos das forças sociais. ( ) O binômio saber/sabor é indispensável e contribui para realizar a proeza do professor de língua ser bem sucedido na sala de aula. ( ) Nas aulas de Língua Portuguesa é suficiente que o professor esteja bem embasado pelo conhecimento específico para conseguir êxito no processo de ensino e aprendizagem. O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa.
Ser Nordestino (Bráulio Bessa)
Sou o gibão do vaqueiro, sou cuscuz, sou rapadura Sou vida difícil e dura Sou nordeste brasileiro Sou cantador violeiro, sou alegria ao chover Sou doutor sem saber ler, sou rico sem ser granfino Quanto mais sou nordestino, mais tenho orgulho de ser Da minha cabeça chata, do meu sotaque arrastado Do nosso solo rachado, dessa gente maltratada Quase sempre injustiçada, acostumada a sofrer Mas, mesmo com padecer sou feliz desde menino Quanto mais sou nordestino mais orgulho tenho de ser [...] (In: culturagenial.com.cordel.nordestino/poemas/).
“Uma evidência nem sempre tida em conta na didática da escrita é que, anterior ao 'como dizer' ou 'em que ordem dizer', está 'o que dizer', ponto onde começa, inclusive, a relevância do texto” (ANTUNES, Irandé. Língua, Texto e Ensino: Outra escola possível. São Paulo: Parábola, 2009. p. 168). Neste sentido, é preciso refletir que:
( ) A produção de gêneros escritos na escola e suas deficiências mais significativas se devem ao foco em paradigmas gramaticais, que são legítimos, mas não devem ser prioritários. ( ) O insucesso da escrita escolar tem raízes em espaços e momentos anteriores àqueles da elaboração de um trabalho escrito, insubstituíveis e necessários. ( ) A escrita produzida na escola deve ser pontual, no sentido de ser construída no momento imediato de sua materialização gráfica.
O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa
“Texto de prazer: aquele que contenta, enche, dá euforia; aquele que vem da cultura, não rompe com ela, está ligado a uma prática confortável da leitura”. (BARTES, Roland. O prazer do Texto. São Paulo: Perspectiva, 2002. p. 20).
A assertiva acima nos faz refletir sobre
Leia a piada a seguir e, em seguida, responda o que se pede.
Assim que Joãozinho chegou em casa, sua mãe perguntou: - Oi, meu filho, como foi a aula hoje? E o menino respondeu sem muito entusiasmo: - Foi bem! -Que bom! Tem certeza de que aprendeu tudo? - Acho que não, Mãe! Amanhã vou ter que ir de novo. (Fonte: CEREJA, William e COCHAR, Thereza. Português/Linguagens. São Paulo: Saraiva. 2015, p. 160).
Do gênero textual acima, pode-se depreender:
I- A ideia central da piada retrata a mesmice da sala de aula, evidenciando, sob a forma de humor, a ineficiência do processo de ensino e aprendizagem. II- O gênero lúdico incentiva o riso em sala de aula, cria um ambiente propício ao ensino e à aprendizagem, ajudando o professor a conquistar a atenção do aluno e a reter o conhecimento. III- A transposição do gênero piada ao discurso didático se configura e reflete as múltiplas possibilidades de uso da linguagem, provocando o riso, que nega o discurso autoritário.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Gramática deva ser “o ponto de chegada” da prática pedagógica, e não, “seu ponto de partida”. II- Língua Portuguesa deixe de ser visto como transmissão de conteúdos prontos e passe a ser uma atividade de construção de conhecimentos. III- Gramática tenha como princípio a memorização mecânica de regras para cumprimento do programa determinado.
É VERDADE o que se afirma apenas em:
Em Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário, Lerner (2002) ressalta a importância das modalidades organizativas para a organização do tempo didático.
De acordo com a autora, é correto afirmar que as
“atividades habituais”
Segundo a autora, essas experiências compartilham algumas propostas fundamentais sobre o processo de alfabetização e, de acordo com Ferreiro, uma dessas propostas fundamentais é a seguinte:
Alarcão (2003) afirma que a formadora Idália Sá-Chaves tem se dedicado à prática e à teorização de certa estratégia formativa que adota uma abordagem reflexiva para a formação de professores. Para Sá-Chaves, essa estratégia formativa apresenta, entre outras, algumas contribuições, pois promove nos participantes o desenvolvimento reflexivo, tanto ao nível cognitivo quanto metacognitivo, garante mecanismos de aprofundamento conceitual continuado, por meio do uso de feedback entre os participantes das comunidades de aprendizagem, além de “estimular a originalidade e criatividade individuais no que se refere aos processos de intervenção educativa, aos processos de reflexão sobre ela e à sua explicitação, através de vários tipos de narrativa”.
Segundo Alarcão, a formadora Sá-Chaves designa essa
estratégia formativa como