Questões de Concurso Comentadas sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa  em pedagogia

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Q4187786 Pedagogia
Em uma turma em processo de alfabetização, o professor observa que parte dos alunos consegue ler palavras regulares com relativa facilidade, mas apresenta dificuldades recorrentes na escrita de palavras em que um mesmo fonema pode ser representado por diferentes grafemas. Diante desse cenário, o docente reorganiza sua prática pedagógica para contemplar explicitamente a relação entre fonologia e ortografia, conforme descrito no texto. À luz dessa situação, a intervenção pedagógica mais adequada é aquela que:
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Q4187783 Pedagogia

Texto para a questão


Gêneros discursivos, BNCC e ensino da escrita: entre diretrizes e práticas pedagógicas


    A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reafirma, no ensino de Língua Portuguesa, uma concepção de linguagem de base enunciativo-discursiva, na qual o texto, compreendido como prática social situada, ocupa lugar central no processo de ensino-aprendizagem. Tal orientação desloca o foco da língua entendida como sistema abstrato para a língua em uso, exigindo do professor uma atuação pedagógica que articule leitura, produção textual e reflexão linguística de modo integrado e contextualizado.


    Nesse quadro, o trabalho com gêneros discursivos assume papel estruturante, pois é por meio deles que os sujeitos participam das práticas sociais de linguagem. A BNCC organiza essas práticas a partir de campos de atuação, reconhecendo que cada gênero se constitui em condições específicas de produção, circulação e recepção. Assim, ensinar Língua Portuguesa implica criar situações didáticas em que o aluno compreenda não apenas a forma do texto, mas também seus propósitos comunicativos e efeitos de sentido.


    Um exemplo dessa orientação pode ser observado no campo jornalístico-midiático, quando se propõe a produção de gêneros como notícia, reportagem ou artigo de opinião. Ao desenvolver uma atividade de produção de notícia, por exemplo, o professor precisa conduzir o aluno à análise do contexto de circulação, da seleção das informações relevantes, da organização composicional e das escolhas linguísticas adequadas ao gênero, superando práticas de escrita meramente reprodutivas.


    De modo semelhante, no campo das práticas de estudo e pesquisa, a produção de gêneros como artigos de divulgação científica ou relatórios exige que o ensino da escrita contemple estratégias de planejamento, textualização e revisão. Nesse caso, o gênero funciona como mediador entre o conhecimento científico e o leitor, demandando do aluno a mobilização de estratégias de leitura e escrita que garantam clareza, coesão e adequação ao interlocutor.


    Essas propostas evidenciam que a leitura e a produção textual não podem ser tratadas como atividades dissociadas. Ao contrário, compreender um gênero pressupõe analisar seus modos de dizer, seus valores discursivos e suas regularidades, o que implica práticas de leitura orientadas e reflexão sobre o funcionamento da língua em contextos reais de uso, conforme defendido pela BNCC.


    Conclui-se, portanto, que o ensino de Língua Portuguesa, alinhado às diretrizes da BNCC, requer do professor uma postura teórico-metodológica consistente, capaz de articular gêneros discursivos, estratégias de leitura e práticas de escrita em projetos pedagógicos significativos. Somente assim será possível formar leitores e produtores de texto competentes, capazes de atuar criticamente nas diferentes esferas sociais.


Texto adaptado a partir de MARINS, Ida Maria Morales. Gêneros textuais/discursivos e a BNCC: uma leitura reflexiva da prática de escrita. In: VIII ENALIC – Edição Digital, p. 469–480, 2019.

Com base no texto que discute a concepção enunciativo-discursiva de linguagem assumida pela Base Nacional Comum Curricular e suas implicações para o ensino de Língua Portuguesa, assinale a alternativa que expressa adequadamente a função dos gêneros discursivos no ensino da escrita, conforme orientações da BNCC.
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Q4187781 Pedagogia

Texto para a questão


Gêneros discursivos, BNCC e ensino da escrita: entre diretrizes e práticas pedagógicas


    A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reafirma, no ensino de Língua Portuguesa, uma concepção de linguagem de base enunciativo-discursiva, na qual o texto, compreendido como prática social situada, ocupa lugar central no processo de ensino-aprendizagem. Tal orientação desloca o foco da língua entendida como sistema abstrato para a língua em uso, exigindo do professor uma atuação pedagógica que articule leitura, produção textual e reflexão linguística de modo integrado e contextualizado.


    Nesse quadro, o trabalho com gêneros discursivos assume papel estruturante, pois é por meio deles que os sujeitos participam das práticas sociais de linguagem. A BNCC organiza essas práticas a partir de campos de atuação, reconhecendo que cada gênero se constitui em condições específicas de produção, circulação e recepção. Assim, ensinar Língua Portuguesa implica criar situações didáticas em que o aluno compreenda não apenas a forma do texto, mas também seus propósitos comunicativos e efeitos de sentido.


    Um exemplo dessa orientação pode ser observado no campo jornalístico-midiático, quando se propõe a produção de gêneros como notícia, reportagem ou artigo de opinião. Ao desenvolver uma atividade de produção de notícia, por exemplo, o professor precisa conduzir o aluno à análise do contexto de circulação, da seleção das informações relevantes, da organização composicional e das escolhas linguísticas adequadas ao gênero, superando práticas de escrita meramente reprodutivas.


    De modo semelhante, no campo das práticas de estudo e pesquisa, a produção de gêneros como artigos de divulgação científica ou relatórios exige que o ensino da escrita contemple estratégias de planejamento, textualização e revisão. Nesse caso, o gênero funciona como mediador entre o conhecimento científico e o leitor, demandando do aluno a mobilização de estratégias de leitura e escrita que garantam clareza, coesão e adequação ao interlocutor.


    Essas propostas evidenciam que a leitura e a produção textual não podem ser tratadas como atividades dissociadas. Ao contrário, compreender um gênero pressupõe analisar seus modos de dizer, seus valores discursivos e suas regularidades, o que implica práticas de leitura orientadas e reflexão sobre o funcionamento da língua em contextos reais de uso, conforme defendido pela BNCC.


    Conclui-se, portanto, que o ensino de Língua Portuguesa, alinhado às diretrizes da BNCC, requer do professor uma postura teórico-metodológica consistente, capaz de articular gêneros discursivos, estratégias de leitura e práticas de escrita em projetos pedagógicos significativos. Somente assim será possível formar leitores e produtores de texto competentes, capazes de atuar criticamente nas diferentes esferas sociais.


Texto adaptado a partir de MARINS, Ida Maria Morales. Gêneros textuais/discursivos e a BNCC: uma leitura reflexiva da prática de escrita. In: VIII ENALIC – Edição Digital, p. 469–480, 2019.

Considerando a concepção de linguagem que fundamenta a BNCC, o papel do texto no ensino de Língua Portuguesa caracteriza-se por:
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Q4187191 Pedagogia
O desenvolvimento da linguagem oral, da escrita, da audição e da leitura envolve um conjunto de habilidades que se constroem progressivamente, por meio de estímulos, interações, escuta atenta, ampliação de vocabulário e contato sistemático com diferentes práticas comunicativas. Nesse contexto, assinale a alternativa correta.
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Q4186844 Pedagogia
A linguagem manifesta-se em práticas diversas que envolvem compreensão, interpretação e construção de sentidos em situações comunicativas variadas. No âmbito dessas práticas, diferentes modos de uso da língua se articulam, exigindo do sujeito competências relacionadas à interpretação de textos, à reflexão sobre seus elementos constitutivos e à produção adequada de enunciados (ANTUNES, 2014).
Assinale a alternativa correta. 
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Q4185399 Pedagogia
Em relação à alfabetização, considerando a perspectiva do letramento, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Está atrelada à ideia de que, para a criança aprender a ler e a escrever, é necessário apenas decodificar sinais gráficos e transformá-los em sons e, para escrever, é necessário codificar sons da fala, transformando-os em sinais gráficos.
( ) Envolve a aprendizagem das famílias silábicas e a ideia de que, a partir do aprendizado sistemático de cada uma delas, apreende-se regras de formação de palavras, independentemente do contexto.
( ) Amplia o conceito de alfabetização, chamando a atenção não apenas para o domínio da habilidade de ler e escrever, mas também para o uso dessas habilidades em práticas sociais.
( ) Possibilita que a criança conviva com diferentes portadores textuais e, ao mesmo tempo, construa a base alfabética de escrita.  
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Q4183256 Pedagogia

Um estudante com hipótese diagnóstica de Dislexia do Desenvolvimento apresenta leitura silabada e baixa compreensão de textos. Ao orientar o professor de Língua Portuguesa, o neuropsicopedagogo explica que a intervenção deve focar na Consciência Fonológica.


Qual estratégia prática reflete esse fundamento neurocientífico?

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Q4174356 Pedagogia
Segundo Cagliari (2002, p. 28), “O objetivo mais geral do ensino de português para todas as séries da escola é mostrar como funciona a linguagem humana e, de modo particular, o português; quais os usos que tem e como os alunos devem fazer para estenderem ao máximo, ou abrangendo metas específicas, esses usos nas modalidades escrita e oral, em diferentes situações de vida.” A partir disso, é correto afirmar que a postura pedagógica adequada do professor deve:
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Q4163384 Pedagogia
Um ambiente alfabetizador eficaz nos Anos Iniciais caracteriza-se pela presença e uso social da leitura e escrita. Diante disso, assinalar a alternativa que descreve CORRETAMENTE um ambiente alfabetizador na perspectiva psicogenética.
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Q4163204 Pedagogia
A professora afixa na parede da sala cartazes com o cardápio da merenda, a rotina do dia e bilhetes informativos, e o Auxiliar Educacional ajuda a orientar a turma na leitura desses murais. Segundo o Pró-Letramento, a inclusão desses gêneros do cotidiano visa:
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Q4163186 Pedagogia
Durante uma atividade de leitura, o professor propõe que a turma da educação infantil elabore coletivamente um convite para a feira de ciências. Sabendo que os alunos ainda não escrevem convencionalmente, qual deve ser o papel do Auxiliar Educacional ao atuar como apoio nessa prática de letramento?
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Q4161648 Pedagogia
Durante uma atividade de escrita espontânea, uma criança registrou a palavra "batata" utilizando três letras, atribuindo uma representação gráfica para cada emissão silábica da fala. A professora observou que a produção revelava uma hipótese coerente elaborada pela própria criança acerca do funcionamento da escrita.
Com base na psicogênese da língua escrita, assinale a alternativa correta: 
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Q4153019 Pedagogia
A partir das contribuições de estudos teóricos decorrentes de pesquisas sobre Alfabetização e Letramento, e dos debates contemporâneos sobre alfabetização, pode-se afirmar que a relação entre alfabetização e letramento é compreendida CORRETAMENTE como:
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Q4149502 Pedagogia
Com base em Soares (2016), analise a sentença abaixo:
A alfabetização é um processo mecânico de codificação e decodificação, envolvendo aspectos cognitivos ou significativos da linguagem (1ª parte). A apropriação do sistema de escrita (alfabetização) e a inserção em práticas sociais de leitura e escrita (letramento) são processos interdependentes, simultâneos e reciprocamente constitutivos, devendo ocorrer de forma integrada desde os anos iniciais (2ª parte). A pedagogia da convergência integrativa proposta pela autora rejeita tanto os métodos fônicos puros quanto os métodos globais exclusivos, defendendo que a criança aprende o código justamente porque está imersa em situações que demandam seu uso significativo (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
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Q4149088 Pedagogia
No processo de alfabetização da criança, considera-se que a fase da escrita caracterizada como nível 1 pré-silábica pode ser constituída por duas hipóteses diferentes que são chamadas de:
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Q4149086 Pedagogia
O tipo de atividade e, portanto, intervenção pedagógica adequada à hipótese inicial pré-silábica é:
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Q4149071 Pedagogia
Para Vigotski, o ensino da língua passa pela prática social, pois a principal função da linguagem se constitui no intercâmbio social. Deste modo, assinale a alternativa que apresenta um exemplo de encaminhamento pedagógico relacionado à concepção de Vigotski sobre o ensino de linguagem.
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Q4148776 Pedagogia
A Gramática em Movimento: Integração Morfossintática e a Construção de Sentidos no Ensino de Língua Portuguesa



    A articulação morfossintática no ensino de Língua Portuguesa tem assumido papel central nas discussões contemporâneas sobre formação linguística e desenvolvimento da competência comunicativa. Em vez de tratar morfologia e sintaxe como conteúdos fragmentados e desvinculados das práticas reais de linguagem, as abordagens atuais defendem uma perspectiva integrada, na qual a estrutura das palavras e suas funções nos enunciados são analisadas em contextos concretos de uso. Dessa forma, o es tudo gramatical deixa de ocupar posição meramente classificatória e passa a contribuir para a compreensão dos efeitos de sentido produzidos nos textos.


    Sob o ponto de vista teórico, a morfossintaxe articula conhecimentos relacionados à formação das palavras, às classes gramaticais e às funções sintáticas desempenhadas nos enunciados. Paralelamente, perspectivas funcionalistas compreendem a gramática como resultado das necessidades comunicativas presentes nas interações sociais, considerando que escolhas linguísticas não ocorrem de maneira aleatória. Nesse contexto, a análise linguística propõe substituir práticas baseadas exclusivamente na memorização de regras por procedimentos reflexivos que permitam ao estudante compreender como determinados recursos estruturais influenciam a construção textual e a organização dos discursos.


    No âmbito da prática pedagógica, a articulação entre teoria e ensino exige metodologias que integrem leitura, escrita e reflexão linguística. Sequências didáticas organizadas a partir de gêneros textuais, análise de variações linguísticas e estudo dos efeitos de sentido produzidos pela prosódia constituem estratégias relevantes para o desenvolvimento da consciência morfossintática. Além disso, a mediação docente assume caráter dialógico, favorecendo debates sobre escolhas lexicais, estruturas sintáticas e adequação comunicativa em diferentes contextos sociais de interação.


    A consolidação dessa perspectiva depende, contudo, de processos formativos que possibilitem ao professor compreender a gramática como instrumento de interpretação e produção de sentidos. Quando a articulação morfossintática é trabalhada de forma contextualizada, os conteúdos gramaticais passam a contribuir efetivamente para o aprimoramento da leitura, da escrita e da argumentação. Assim, o ensino de Língua Portuguesa amplia sua função social e formativa, permitindo que o estudante desenvolva maior autonomia discursiva e capacidade crítica diante das múltiplas práticas de linguagem presentes na sociedade contemporânea.


BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018./ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de lín guas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007./TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. 14. ed. São Paulo: Cortez, 2013./MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008./NE VES, Maria Helena de Moura. Gramática de usos do português. São Paulo: Editora Unesp, 2011.
A progressão temática do texto conduz à compreensão de que a articulação entre teoria linguística e prática pedagógica produz impactos sobre a formação crítica do estudante. Considerando a conclusão do texto, assinale a alternativa correta.
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Q4148774 Pedagogia
A Gramática em Movimento: Integração Morfossintática e a Construção de Sentidos no Ensino de Língua Portuguesa



    A articulação morfossintática no ensino de Língua Portuguesa tem assumido papel central nas discussões contemporâneas sobre formação linguística e desenvolvimento da competência comunicativa. Em vez de tratar morfologia e sintaxe como conteúdos fragmentados e desvinculados das práticas reais de linguagem, as abordagens atuais defendem uma perspectiva integrada, na qual a estrutura das palavras e suas funções nos enunciados são analisadas em contextos concretos de uso. Dessa forma, o es tudo gramatical deixa de ocupar posição meramente classificatória e passa a contribuir para a compreensão dos efeitos de sentido produzidos nos textos.


    Sob o ponto de vista teórico, a morfossintaxe articula conhecimentos relacionados à formação das palavras, às classes gramaticais e às funções sintáticas desempenhadas nos enunciados. Paralelamente, perspectivas funcionalistas compreendem a gramática como resultado das necessidades comunicativas presentes nas interações sociais, considerando que escolhas linguísticas não ocorrem de maneira aleatória. Nesse contexto, a análise linguística propõe substituir práticas baseadas exclusivamente na memorização de regras por procedimentos reflexivos que permitam ao estudante compreender como determinados recursos estruturais influenciam a construção textual e a organização dos discursos.


    No âmbito da prática pedagógica, a articulação entre teoria e ensino exige metodologias que integrem leitura, escrita e reflexão linguística. Sequências didáticas organizadas a partir de gêneros textuais, análise de variações linguísticas e estudo dos efeitos de sentido produzidos pela prosódia constituem estratégias relevantes para o desenvolvimento da consciência morfossintática. Além disso, a mediação docente assume caráter dialógico, favorecendo debates sobre escolhas lexicais, estruturas sintáticas e adequação comunicativa em diferentes contextos sociais de interação.


    A consolidação dessa perspectiva depende, contudo, de processos formativos que possibilitem ao professor compreender a gramática como instrumento de interpretação e produção de sentidos. Quando a articulação morfossintática é trabalhada de forma contextualizada, os conteúdos gramaticais passam a contribuir efetivamente para o aprimoramento da leitura, da escrita e da argumentação. Assim, o ensino de Língua Portuguesa amplia sua função social e formativa, permitindo que o estudante desenvolva maior autonomia discursiva e capacidade crítica diante das múltiplas práticas de linguagem presentes na sociedade contemporânea.


BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018./ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de lín guas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007./TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. 14. ed. São Paulo: Cortez, 2013./MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008./NE VES, Maria Helena de Moura. Gramática de usos do português. São Paulo: Editora Unesp, 2011.
A construção argumentativa do texto estabelece relação entre os fundamentos teóricos da morfossintaxe e as práticas pedagógicas contemporâneas de ensino de Língua Portuguesa. Considerando os sentidos produzidos ao longo do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4148773 Pedagogia
A prática docente voltada para a alfabetização funcional deve articular o estudo dos fonemas às restrições posicionais e contextuais do sistema ortográfico. Considerando os desafios didáticos na apresentação das irregularidades e regularidades contextuais, analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa que indica uma estratégia de ensino condizente com a análise linguística proposta pela BNCC.
Alternativas
Respostas
21: D
22: D
23: C
24: B
25: E
26: B
27: B
28: B
29: A
30: D
31: A
32: C
33: C
34: D
35: A
36: A
37: C
38: D
39: C
40: D