Questões de Concurso
Comentadas sobre teorias e práticas para o ensino de história em pedagogia
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Ao elaborar um plano de aula de História para as séries finais do ensino fundamental, o professor parte do princípio que “não há intencionalidade na ação estudada, nem na ação do historiador.” (Horn, Geraldo Balduíno, Germinari, Geyso Dongley. O ensino de História e seu currículo: teoria e método. 3ª Edição. Petrópolis. Vozes, 2010. p. 99).
Tendo como premissa este pressuposto, podemos afirmar que o professor vê o conhecimento histórico como:
“Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.”
(BNCC – http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#fundamental/historia.)
É uma das competências específicas de História para o ensino fundamental que o estudante deve desenvolver ao mobilizar as habilidades que se relacionam aos conteúdos e objetos de conhecimento propostos pela:
A diversidade étnico-cultural nos mostra que os sujeitos sociais, sendo históricos, são, também, culturais. Essa constatação indica que é necessário repensar a nossa escola e os processos de formação docente, rompendo com as práticas seletivas, fragmentadas, corporativistas, sexistas e racistas ainda existentes.
(GOMES e SILVA, 2006, p. 25.)
A formação continuada deveria ser uma premissa em qualquer profissão. Mas quando se trata do caso específico de um professor, que se prepara do ponto de vista teórico e pedagógico para o ingresso no mundo educacional, essa questão é premente. Em relação às questões ligadas à diversidade étnico-cultural, em se tratando especificamente do professor da área de história:
A linha, cada vez mais tênue que separa o espaço virtual e o espaço físico, estimula que compreendamos a necessidade de um espaço híbrido para o ensino-aprendizagem. O blended learning (tipo de aprendizagem que combina o ensino remoto e presencial com o objetivo de reunir o melhor de ambos os métodos para chegar a uma aprendizagem mais eficiente) aponta uma mescla entre o ensino presencial e o online e está presente em muitas escolas e universidades pelo país.
(Moran, 2018.)
A defesa de um ambiente híbrido tanto no que diz respeito à história quanto às demais disciplinas visa mesclar modos de aprendizagens indutivos e dedutivos, como também atividades síncronas e assíncronas, ou seja:
Texto I
Na teoria, os meios educacionais almejam a aprendizagem significativa, mas na prática: “[...] a aprendizagem que muitas vezes ainda ocorre na escola é outra: a aprendizagem mecânica, aquela praticamente sem significado, puramente memorística, que serve para as provas e é esquecida, apagada, logo após”.
(Moreira, 2012, p. 12.)
Texto II
Para quando a aprendizagem é arbitrária ela se resume a uma memorização, o que ele chama de aprendizagem mecânica, na qual o aluno tende rapidamente a esquecer, pois não relacionou o que aprendeu com o que já sabia, daí a arbitrariedade, e, também, por não ter aprendido o conceito em sua substância, só sabe reproduzi-lo da forma que memorizou.
(NODA, M., 2005.)
Para que se consiga fugir dos protótipos de aprendizagens e avaliações mencionadas nos textos anteriores, é necessário que:
[...] Houve um tempo em que o ensino da história nas escolas não era mais do que uma forma de educação cívica. Seu principal objetivo era confirmar a nação no estado em que se encontrava no momento, legitimar sua ordem social e política – e ao mesmo tempo seus dirigentes – e inculcar nos membros da nação – vistos, então, mais como súditos do que como cidadãos participantes – o orgulho de a ela pertencerem, respeito por ela e dedicação para servi-la.
(LAVILLE, 1999, p. 26.)
Ao considerar que o ensino de história, atualmente, não está mais especificamente a serviço da manutenção do status quo das elites e da afirmação do Estado, é preciso partir do pressuposto de que a disciplina sofreu mudanças ao longo do tempo. Essas mudanças:
1. A História é uma ciência que busca compreender o passado humano em todas as suas dimensões, utilizando-se de métodos próprios para analisar as fontes e construir narrativas que expliquem os processos históricos.
2. O conceito de temporalidade é fundamental na História, pois permite a compreensão de como os eventos se relacionam e se influenciam ao longo do tempo.
3. A História não se restringe à simples coleta de fatos; ela interpreta, contextualiza e oferece explicações sobre como e por que os eventos ocorreram.
4. A interdisciplinaridade é uma característica importante na História, que frequentemente dialoga com áreas como a Geografia, a Sociologia, a Antropologia e a Economia.
5. Segundo Fernand Braudel, a História deve ser analisada em diferentes temporalidades, como a curta, a média e a longa duração, para se compreender a totalidade dos fenômenos históricos.
Alternativas:
1. O ensino de História tem progressivamente se distanciado de uma abordagem meramente cronológica e narrativa, para incorporar métodos que promovam a análise crítica e reflexiva dos processos históricos, considerando múltiplas perspectivas.
2. A utilização de fontes primárias, como documentos históricos, relatos orais, e objetos culturais, tem se tornado um pilar fundamental na metodologia de ensino, incentivando os alunos a atuar como investigadores da História.
3. A história local tem ganhado destaque como uma estratégia pedagógica para conectar os estudantes às suas comunidades, promovendo um entendimento mais profundo das relações entre o global e o local.
4. As tecnologias digitais e as redes sociais têm sido incorporadas ao ensino de História, permitindo novas formas de interação com o passado, como a recriação de eventos históricos em ambientes virtuais.
5. A educação histórica cética, proposta por autores como Jörn Rüsen, defende que o ensino de História deve ser orientado para a formação de um pensamento estoico que capacite os alunos a entenderem a temporalidade e a historicidade das ações humanas.
Alternativas:
Fonte: ROCHA, Helenice; MAGALHÃES, Marcelo; GONTIJO, Rebeca. O ensino de história em questão: cultura histórica, usos do passado. Rio de Janeiro: FGV, 2015, p. 97(adaptado).
Sobre a perceptiva do ensino e história, o debate sobre a inserção das novas linguagens correspondeu a um contexto em que:
ZAMBONI, Ernesta; FONSECA, Selva Guimarães. Contribuições da literatura infantil para a aprendizagem de noções do tempo histórico: leituras e indagações. Cad. Cedes, Campinas, vol. 30, n. 82, p. 339‑353, set./dez. 2010. Disponível em: http://www.scielo. br/pdf/ccedes/v30n82/05.pdf. p. 341. Acesso em: 18 jun. 2024.
Sobre a relação entre a Literatura e o ensino de História, assinale a alternativa correta.
FERNANDES, José Ricardo Oriá. Ensino de História e diversidade cultural: desafios e possibilidades. Cad. Cedes, Campinas, vol. 25, n. 67, p. 378‑388, set./dez. 2005. Disponível em: http://www.scielo. br/pdf/ccedes/v25n67/a09v2567.pdf. p. 381. Acesso em: 18 jun. 2024.
Nesse contexto, inicia-se a necessidade da valorização da diversidade étnico‑cultural no sistema educacional brasileiro, inserindo temáticas e conteúdos programáticos sobre a História da África, da cultura africana, afro-brasileira e indígena nos currículos.
Sobre o ensino de História e cultura africana e afro‑brasileira na Educação Básica, assinale a alternativa correta.
DUARTE, Rosália. Cinema & educação. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2009. p. 69.
O Cinema desempenha um papel importante na formação cultural das pessoas e é largamente utilizado nos processos educativos escolares.
Sobre o uso do Cinema nas salas de aula, assinale a alternativa correta.
I. O processo de ensino‑aprendizagem no ensino de História na EJA é entendido como uma construção que pressupõe uma função atuante e dinâmica do estudante.
II. Nessa modalidade de ensino, a metodologia mais adequada é a concepção bancária de Paulo Freire, pensada para ser utilizada na educação popular.
III. O ensino desse conteúdo deverá pautar a compreensão da sociedade, suas rupturas e permanências, habilitando o educando numa maior participação nesse processo.
Estão de acordo com as estratégias metodológicas do EJA as afirmativas
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004. p. 60.
Sobre o ensino de História nos séculos XIX e XX, assinale a alternativa correta.
Sobre o ensino de História nas reformas dos anos 1930 e 1940, é correto afirmar:
Esses procedimentos e suas implicações metodológicas estão fundamentados na (o):
I. retomada da identidade sociocultural, do reconhecimento dos lugares de vivência e da necessidade do estudo sobre os diferentes e desiguais usos do espaço, para uma tomada de consciência sobre a escala da interferência humana no planeta.
II. desenvolvimento das condições necessárias para que os alunos selecionem, compreendam e reflitam sobre os significados da produção, circulação e utilização de documentos (materiais ou imateriais), elaborando críticas sobre formas já consolidadas de registro e de memória, por meio de uma ou várias linguagens.
III. reconhecimento e pela interpretação de diferentes versões de um mesmo fenômeno, reconhecendo as hipóteses e avaliando os argumentos apresentados com vistas ao desenvolvimento de habilidades necessárias para a elaboração de proposições próprias.
IV. identificação dos eventos considerados importantes na história do Ocidente (África, Europa e América, especialmente o Brasil), ordenando-os de forma cronológica e localizando-os no espaço geográfico.
Estão corretas as preposições
BNCC, 2017, p.395. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase. Acesso em: 06 fev.de 2024
Assim, a História na BNCC, propõe o desenvolvimento de habilidades e competências importantes para analisar e compreender o significado de diferentes objetos, lugares, circunstâncias, temporalidades, movimentos de pessoas, coisas e saberes.
Nas competências citadas a seguir, assinale a proposição que esteja alinhada às diretrizes específicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino de História nos anos finais do Ensino Fundamental.
Considerando a BNCC e o ensino da História, anos iniciais do Ensino Fundamental, avalie as afirmativas a seguir.
I. Do 1º ao 5º ano, as habilidades trabalham com diferentes graus de complexidade, mas o objetivo primordial é o reconhecimento do “Eu”, do “Outro” e do “Nós”.
II. 3º e no 4º ano contemplam-se a noção de lugar em que se vive e as dinâmicas em torno da cidade, com ênfase nas diferenciações entre a vida privada e a vida pública, a urbana e a rural. Nesse momento, também são analisados processos mais longínquos na escala temporal, como a circulação dos primeiros grupos humanos.
III. no 5º ano a ênfase está em pensar a diversidade dos povos e culturas e suas formas de organização. A noção de cidadania, com direitos e deveres, e o reconhecimento da diversidade das sociedades pressupõem uma educação que estimule o convívio e o respeito entre os povos.
É correto o que se afirma em