Questões de Concurso Comentadas sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia

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Q3886390 Pedagogia

No contexto das abordagens da Educação Física escolar João Batista Freire, reconhecido como autor referência de uma delas, defende o jogo como instrumento pedagógico, um meio de ensino para as crianças. Segundo o autor, enquanto a criança brinca/joga, ela aprende.

Quanto à abordagem pedagógica presente no excerto acima, analise as afirmativas a seguir:


I. Trata-se da Construtivista que aponta a possibilidade de trabalho na Educação Física escolar com os jogos, abarcando elementos da cognição, motricidade, competição, atentando-se para que as situações de ensino sejam interessantes para as crianças.

II. Destaca a necessidade de recursos materiais com padrão oficial referentes ao ensino dos esportes, bem como instalações que permitam o ensino de diferentes modalidades esportivas para crianças e adolescentes.

III. Aponta que, por exemplo, em um jogo de futebol, o elemento socialização se faz presente, e a construção das regras pelos próprios estudantes é incentivada como expressão da autonomia. 


Assinale a alternativa CORRETA.

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Q3886388 Pedagogia
É possível reconhecer que aos professores de Educação Física escolar no Brasil, de forma geral, em seu processo de formação, quer inicial quer continuada, e em sua prática pedagógica têm sido solicitados conhecimentos relacionados as abordagens pedagógicas da Educação Física. Nesse contexto, entre outras, identifica-se a Crítico-superadora. Acerca dela INCORRETO afirmar que:
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Q3886386 Pedagogia
Na realidade da Educação Física escolar brasileira, é possível identificar-se, ao longo de sua história, em especial a partir da década de 1980, diferentes abordagens pedagógicas. Analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa que expressa conteúdo CORRETO referente à Abordagem Pedagógica Desenvolvimentista.
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Q3886384 Pedagogia

 “Contudo, ainda que o planejamento pressuponha algumas questões comuns, como por exemplo, a intencionalidade, a deliberação, a articulação de um conjunto de elementos e a ação coordenada de determinados agentes, tendo em vista os fins a atingir, ele não se faz sempre da mesma forma, assume características únicas em cada época e em cada sociedade em função do acúmulo das experiências, conhecimentos, habilidades humanas e também dos desafios a enfrentar. Assim, também ocorre com o planejamento educacional, que é indispensável ao adequado desenvolvimento das atividades educativas. Todavia, para que seja relevante, pressupõe-se que seja exequível, que parta da realidade concreta e das condições objetivas”


(Orso, 2015, p. 265-266). 


Com relação ao processo de planejamento das aulas de Educação Física escolar, analise as afirmações a seguir:


I. O plano de aula, para parte prática, não deve ser o mesmo para todos os anos de escolarização, pois é necessário complexificar o conhecimento ofertado aos estudantes. Mas para parte teórica pode ser igual, já que deve tratar apenas história da dança, esporte e luta.

II. No processo de planejamento de ensino das práticas corporais, é necessário estabelecer relação coerente entre o que trazem os documentos curriculares, o nível de desenvolvimento dos alunos, a realidade histórica e social e as condições materiais para realização das aulas.

III. O planejamento é um guia para o trabalho de ensino do professor. Durante o processo de implementação, é possível fazer ajustes com vistas ao atendimento de dificuldades ou avanço dos estudantes frente ao conteúdo danças urbanas, por exemplo.

IV. O processo de planejamento, quer do ensino para o ano letivo, quer para unidades didáticas ou ainda de cada aula na Educação Física escolar deve respeitar as questões culturais, de identidade, de gênero não perpetuando estereótipos ou outras formas de preconceitos. 


Estão CORRETAS:

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Q3886165 Pedagogia

Leia um caso hipotético abaixo:


 “Uma estudante com deficiência física está matriculada no 6º ano do Ensino Fundamental de uma escola regular. Contudo, a equipe pedagógica decidiu que ela deve passar a maior parte do tempo letivo em uma sala de recursos separada, realizando atividades individuais, sem participar das propostas coletivas em sala de aula. A escola justifica a medida argumentando que, dessa forma, oferece um "atendimento mais focado e seguro" à estudante.”

(Elaborado pelo autor).


Considerando as disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) sobre o Atendimento Educacional Especializado (AEE), a prática descrita é considerada

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Q3885427 Pedagogia

Leia um caso hipotético abaixo:


“Uma estudante com deficiência física está matriculada no 6º ano do Ensino Fundamental de uma escola regular. Contudo, a equipe pedagógica decidiu que ela deve passar a maior parte do tempo letivo em uma sala de recursos separada, realizando atividades individuais, sem participar das propostas coletivas em sala de aula. A escola justifica a medida argumentando que, dessa forma, oferece um "atendimento mais focado e seguro" à estudante.” (Elaborado pelo autor)


Considerando as disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) sobre o Atendimento Educacional Especializado (AEE), a prática descrita é considerada


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Q3885426 Pedagogia

"Entendemos que o PPP é uma ação intencional definida a partir de um compromisso coletivo [...]. Por fim, concebemos que o PPP não é apenas um documento, é um processo em espiral, de ação-reflexão-ação que exige uma reflexão coletiva e uma ação consciente e organizada de todos os envolvidos [...]. Isto porque acreditamos na construção do PPP como ação emancipatória/edificante, instrumento de valorização identitária dos cursos e de seus sujeitos e meio de luta para ruptura de padrões abissais, coloniais." 


(Fonte: RIBEIRO, G. K. N.; FALEIRO, W. Projeto político-pedagógico: instrumento de valorização identitária dos sujeitos. Rev. Ed. Popular, Uberlândia, v. 20, n. 1, 2021)


O texto define o Projeto Político-Pedagógico (PPP) a partir de uma racionalidade emancipatória, caracterizando-o como um "processo em espiral".


Em contraposição à racionalidade técnica e burocrática, essa concepção de "espiral" demanda que a avaliação institucional da escola seja estruturada como


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Q3885423 Pedagogia

No que se refere à educação para as relações étnico-raciais, Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva enfatiza que


“Para obter êxito, a escola e seus professores não podem improvisar. Têm que desfazer mentalidade racista e discriminadora secular, superando o etnocentrismo europeu, reestruturando relações étnico-raciais e sociais, desalienando processos pedagógicos. Isto não pode ficar reduzido a palavras e a raciocínios desvinculados da experiência de ser inferiorizados vivida pelos negros, tampouco das baixas classificações que lhe são atribuídas nas escalas de desigualdades sociais, econômicas, educativas e políticas.”


Fonte: BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno. Parecer CNE/CP n. 3, de 10 de março de 2004. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Relatora: Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva. Brasília, 2004. p. 15–16.


Considerando os fundamentos teóricos e legais em torno de uma Educação para as relações étnico raciais, sobretudo as Leis n.º 10.639/03 e n.º 11.645/08, avalie as afirmações a seguir: 


I. A efetivação da lei exige uma mudança de perspectiva curricular que desloque os povos negros e indígenas do lugar de objetos de estudo, frequentemente associados apenas à escravidão e ao folclore, para a posição de sujeitos produtores de ciência, tecnologia, arte e política.

II. Por se tratar de uma política de ação afirmativa, o foco pedagógico da legislação recai primordialmente sobre o fortalecimento da autoestima dos estudantes negros e indígenas, dispensando alterações estruturais na formação dos estudantes brancos, cuja identidade cultural já se encontra representada no currículo hegemônico.

III. A transversalidade proposta pelas diretrizes implica que a temática racial deve perpassar o cotidiano escolar e os diferentes componentes curriculares, superando a prática de reservar o debate exclusivamente para datas cívicas ou para as disciplinas de Humanidades.

IV. A abordagem pedagógica das relações étnico-raciais deve privilegiar a busca pelo consenso e pela harmonia social, evitando, sempre que possível, a discussão de conflitos e tensões históricas em sala de aula, a fim de não estimular a polarização entre os grupos de estudantes.



É CORRETO o que se afirma em 


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Q3885420 Pedagogia

LEIA O TEXTO ABAIXO E, EM SEGUIDA, RESPONDA A QUESTÃO


A ESCOLA AFASTADA DA VIDA

Antonio Perez Esclarín


        Derrubaram a velha escola e, em seu lugar, ergueram uma escola moderníssima e valiosa. Construída com ricos materiais, o luxo e a elegância brilhavam por todos os lugares. Nada lhe faltava: laboratórios, biblioteca, centros de orientação… Não obstante, os alunos definhavam de tédio e se sentiam estranhos, como em uma jaula dourada.

       

     O diretor não podia ocultar seu desconcerto, pois estava convencido de que a antiga apatia dos alunos se devia às pobres condições da velha escola e pensava que, na nova, tudo se modificaria.

       

     Um dia, um sábio pedagogo visitou a escola e, depois de escutar a queixa do diretor, levou-o a uma estação de trens que contava com todos os avanços tecnológicos e era uma obra-prima arquitetônica, mas tinha um único e gravíssimo problema: tinham-na construído longe dos trilhos. Por ali, não passava nenhum trem.

        

        — Tudo muito bonito e moderno, disse o diretor, mas para que serve uma estação longe dos trens?

      

      — E para que serve sua nova e luxuosa escola, se continua longe da vida? Creio que li em uma das obras de Tony de Mello a história do paraquedista que caiu na copa de uma árvore sem ter a menor ideia de onde se encontrava. Antes de poder desembaraçar-se dos ramos da árvore, passou por ali um caminhante, e o paraquedista lhe perguntou:

       

     — O senhor poderia, por favor, dizer-me onde estou?

      

      — O senhor se encontra em uma árvore.

     

       — Por acaso o senhor é professor? — Como soube?

     

       — Porque o que diz é verdade, mas não me serve de nada.


        Mostra-se, também, pertinente a história de um menino realmente habilidoso que vivia sempre inventando, consertando coisas, desmontando e voltando a montar aparelhos, plantando sementes, recolhendo ninhos, fabricando carrinhos… e costumava dizer: “Agora tenho de abandonar a aprendizagem por um grande período de tempo, porque tenho de ir à escola”.

        

        Uma das maiores fatalidades da escola atual é seu afastamento da vida. O mundo escolar construiu um mundo artificial dentro do mundo real, e a maioria das coisas que se exigem e se aprendem na escola só serve para permanecer ou continuar ascendendo em uma corrida de obstáculos que, com demasiada frequência, não leva a lugar algum. A escola gira e gira em um mundo irreal e sem importância, de conhecimentos mortos, em que o saber, em vez de ser capacidade para viver com maior plenitude, é concebido como acúmulo de dados desconexos, datas, conceitos, fórmulas, números… recital de um rito sem sentido.

       

        Só educaremos para a vida se a escola, os programas, os conteúdos estiverem imersos na realidade e na vida cotidiana do aluno, de sua família, do bairro, do povoado, da cidade, do país. O autêntico planejamento parte da experiência, dos saberes, dos sentimentos e das necessidades dos alunos, de tal modo a mergulhar a prática escolar na prática social cotidiana de sua vida. Abramos à vida os portões e as janelas das escolas. Deixemos que a realidade invada os programas. Não esqueçamos que só é possível preparar para a vida no âmbito da própria vida. Não nos queixemos da apatia dos alunos, se o ideal de nossas escolas parece ser o silêncio e a paz dos cemitérios. 



ESCLARÍN, Antonio Perez. Educar valores e o valor de educar: parábolas. São Paulo: Paulus, 2002.


Os trechos "O autêntico planejamento parte da experiência, dos saberes, dos sentimentos e das necessidades dos alunos, de tal modo a mergulhar a prática escolar na prática social cotidiana..." e "Só educaremos para a vida se a escola, os programas, os conteúdos estiverem imersos na realidade e na vida cotidiana do aluno, de sua família, do bairro..." destacam a importância de conectar a educação formal com a vida real dos estudantes.
Considerando essa perspectiva e os diferentes níveis de planejamento, avalie as asserções a seguir e a relação entre elas:
I. O Planejamento de Ensino (nível de ação do professor) deve ser compreendido como uma previsão estratégica, flexível e dinâmica, e não como uma listagem meramente burocrática de conteúdos a serem cumpridos.
PORQUE
II. É a partir do Planejamento de Ensino que se torna possível a concretização da criticidade e da relevância do saber, exigindo do professor a seleção estratégica de métodos, exemplos e atividades que dialoguem diretamente com a realidade local, a cultura e o cotidiano trazidos pelos alunos.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA. 
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Q3885417 Pedagogia

Leia o texto abaixo:


As teorias modernas da educação hoje apresentam-se em várias versões, variando das abordagens tradicionais às mais avançadas, conforme se situem em relação aos seus temas básicos: a natureza do ato educativo, a relação entre sociedade e educação, os objetivos e conteúdos da formação, as formas institucionalizadas de ensino, a relação educativa. A literatura internacional e a nacional dispõem de conhecidas classificações de teorias da educação ora chamadas de tendências ou correntes, ora de paradigmas.[...] Sem pretender retomar as abordagens teóricas que resultam nas classificações de teorias pedagógicas, são modernas a pedagogia tradicional, a pedagogia renovada, o tecnicismo educacional e todas as pedagogias críticas inspiradas na tradição moderna como a pedagogia libertária, a pedagogia libertadora, a pedagogia crítico-social. Um olhar sobre as práticas pedagógicas correntes nas escolas brasileiras mostra que tais tendências continuam ativas e estáveis, mantendo seu núcleo teórico forte, ainda que as pesquisas dos últimos anos venham mostrando outras nuances, outros focos de compreensão teórica, outras formas de aplicabilidade pedagógica. A meu ver, não há outras boas razões para alterar essa classificação. Isso não significa que não se apontem novas tendências, algumas já experimentadas em nível operacional, outras ainda restritas ao mundo acadêmico.


Fonte: LIBÂNEO, J. C. As teorias pedagógicas modernas revisitadas pelo debate contemporâneo na educação. In: LIBÂNEO, J. C.; SANTOS, A. (org). Educação na era do conhecimento em rede e transdisciplinaridade. Campinas: Alínea, 2005. p. 15-58. 


O autor Carlos Libâneo destaca-se na discussão sobre as Tendências Pedagógicas. 

Considerando as discussões tradicionais e contemporâneas sobre o assunto conforme a percepção desse autor, associe a Coluna A às descrições das práticas educativas na Coluna B.


Coluna A

1. Liberal Tradicional 

2. Corrente Racional-Tecnológica (Neotecnicista)

3. Progressista Crítico-Social dos Conteúdos 



Coluna B

( ) O planejamento escolar é orientado por matrizes de referência e metas de produtividade. O docente atua como um gestor de recursos instrucionais, buscando a máxima eficiência do ensino por meio de objetivos instrucionais operacionais e mensuráveis, priorizando a eficácia dos meios sobre fins éticos ou políticos.


( ) O ensino centra-se na transmissão de conteúdos e modelos culturais, considerados essenciais e cruciais para a formação moral e intelectual do aluno. A autoridade docente é a garantia da assimilação dos modelos exemplares. A autoridade docente é a garantia da assimilação dos modelos exemplares, sendo a avaliação focada na reprodução exata das informações repassadas. 


( ) A prática pedagógica assume a responsabilidade de garantir a apropriação do acervo cultural e científico da humanidade. A vivência imediata dos estudantes é confrontada com o saber sistematizado, permitindo a superação do senso comum e uma leitura estruturada e transformadora da realidade.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA da associação.

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Q3885397 Pedagogia

Leia um caso hipotético abaixo:


“Uma estudante com deficiência física está matriculada no 6º ano do Ensino Fundamental de uma escola regular. Contudo, a equipe pedagógica decidiu que ela deve passar a maior parte do tempo letivo em uma sala de recursos separada, realizando atividades individuais, sem participar das propostas coletivas em sala de aula. A escola justifica a medida argumentando que, dessa forma, oferece um "atendimento mais focado e seguro" à estudante.” (Elaborado pelo autor)


Considerando as disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) sobre o Atendimento Educacional Especializado (AEE), a prática descrita é considerada

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Q3885392 Pedagogia

Em uma atividade de Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) nos anos finais do Ensino Fundamental, um grupo de estudantes enfrenta um bloqueio criativo que rapidamente evolui para hostilidade mútua devido à pressão do prazo. Um dos integrantes, Marcos, percebe o aumento da tensão e, buscando interromper o conflito, respira fundo para controlar sua própria frustração. Em seguida, ele inicia um diálogo facilitador, evitando responder às provocações e conduzindo a conversa para que os próprios colegas estabeleçam um novo acordo de convivência e distribuam as tarefas de forma equitativa, garantindo a retomada da cooperação.


Embora a situação descrita envolva múltiplos processos emocionais, a ação específica de Marcos voltada para a mediação ativa do impasse e a negociação de novos combinados é considerada como 

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Q3885389 Pedagogia

LEIA O TEXTO ABAIXO E, EM SEGUIDA, RESPONDA A QUESTÃO


A ESCOLA AFASTADA DA VIDA

Antonio Perez Esclarín


        Derrubaram a velha escola e, em seu lugar, ergueram uma escola moderníssima e valiosa. Construída com ricos materiais, o luxo e a elegância brilhavam por todos os lugares. Nada lhe faltava: laboratórios, biblioteca, centros de orientação… Não obstante, os alunos definhavam de tédio e se sentiam estranhos, como em uma jaula dourada.

       

     O diretor não podia ocultar seu desconcerto, pois estava convencido de que a antiga apatia dos alunos se devia às pobres condições da velha escola e pensava que, na nova, tudo se modificaria.

       

     Um dia, um sábio pedagogo visitou a escola e, depois de escutar a queixa do diretor, levou-o a uma estação de trens que contava com todos os avanços tecnológicos e era uma obra-prima arquitetônica, mas tinha um único e gravíssimo problema: tinham-na construído longe dos trilhos. Por ali, não passava nenhum trem.

        

        — Tudo muito bonito e moderno, disse o diretor, mas para que serve uma estação longe dos trens?

      

      — E para que serve sua nova e luxuosa escola, se continua longe da vida? Creio que li em uma das obras de Tony de Mello a história do paraquedista que caiu na copa de uma árvore sem ter a menor ideia de onde se encontrava. Antes de poder desembaraçar-se dos ramos da árvore, passou por ali um caminhante, e o paraquedista lhe perguntou:

       

     — O senhor poderia, por favor, dizer-me onde estou?

      

      — O senhor se encontra em uma árvore.

     

       — Por acaso o senhor é professor? — Como soube?

     

       — Porque o que diz é verdade, mas não me serve de nada.


        Mostra-se, também, pertinente a história de um menino realmente habilidoso que vivia sempre inventando, consertando coisas, desmontando e voltando a montar aparelhos, plantando sementes, recolhendo ninhos, fabricando carrinhos… e costumava dizer: “Agora tenho de abandonar a aprendizagem por um grande período de tempo, porque tenho de ir à escola”.

        

        Uma das maiores fatalidades da escola atual é seu afastamento da vida. O mundo escolar construiu um mundo artificial dentro do mundo real, e a maioria das coisas que se exigem e se aprendem na escola só serve para permanecer ou continuar ascendendo em uma corrida de obstáculos que, com demasiada frequência, não leva a lugar algum. A escola gira e gira em um mundo irreal e sem importância, de conhecimentos mortos, em que o saber, em vez de ser capacidade para viver com maior plenitude, é concebido como acúmulo de dados desconexos, datas, conceitos, fórmulas, números… recital de um rito sem sentido.

       

        Só educaremos para a vida se a escola, os programas, os conteúdos estiverem imersos na realidade e na vida cotidiana do aluno, de sua família, do bairro, do povoado, da cidade, do país. O autêntico planejamento parte da experiência, dos saberes, dos sentimentos e das necessidades dos alunos, de tal modo a mergulhar a prática escolar na prática social cotidiana de sua vida. Abramos à vida os portões e as janelas das escolas. Deixemos que a realidade invada os programas. Não esqueçamos que só é possível preparar para a vida no âmbito da própria vida. Não nos queixemos da apatia dos alunos, se o ideal de nossas escolas parece ser o silêncio e a paz dos cemitérios. 



ESCLARÍN, Antonio Perez. Educar valores e o valor de educar: parábolas. São Paulo: Paulus, 2002.

A necessária articulação entre teoria e prática torna-se evidente ao confrontarmos a crítica de Perez Esclarín (1998), ao questionar 


“para que serve sua nova e luxuosa escola, se continua longe da vida?”, com a definição de Libâneo (2013).


Nesse contexto, segundo o autor, compete à Didática “converter os objetivos sociopolíticos e pedagógicos em objetivos de ensino; selecionar e organizar os conteúdos curriculares” (p.25).


Para superar tal distanciamento e efetivar a Didática como mediadora entre a escola e a realidade social, o docente deve

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Q3885388 Pedagogia

LEIA O TEXTO ABAIXO E, EM SEGUIDA, RESPONDA A QUESTÃO


A ESCOLA AFASTADA DA VIDA

Antonio Perez Esclarín


        Derrubaram a velha escola e, em seu lugar, ergueram uma escola moderníssima e valiosa. Construída com ricos materiais, o luxo e a elegância brilhavam por todos os lugares. Nada lhe faltava: laboratórios, biblioteca, centros de orientação… Não obstante, os alunos definhavam de tédio e se sentiam estranhos, como em uma jaula dourada.

       

     O diretor não podia ocultar seu desconcerto, pois estava convencido de que a antiga apatia dos alunos se devia às pobres condições da velha escola e pensava que, na nova, tudo se modificaria.

       

     Um dia, um sábio pedagogo visitou a escola e, depois de escutar a queixa do diretor, levou-o a uma estação de trens que contava com todos os avanços tecnológicos e era uma obra-prima arquitetônica, mas tinha um único e gravíssimo problema: tinham-na construído longe dos trilhos. Por ali, não passava nenhum trem.

        

        — Tudo muito bonito e moderno, disse o diretor, mas para que serve uma estação longe dos trens?

      

      — E para que serve sua nova e luxuosa escola, se continua longe da vida? Creio que li em uma das obras de Tony de Mello a história do paraquedista que caiu na copa de uma árvore sem ter a menor ideia de onde se encontrava. Antes de poder desembaraçar-se dos ramos da árvore, passou por ali um caminhante, e o paraquedista lhe perguntou:

       

     — O senhor poderia, por favor, dizer-me onde estou?

      

      — O senhor se encontra em uma árvore.

     

       — Por acaso o senhor é professor? — Como soube?

     

       — Porque o que diz é verdade, mas não me serve de nada.


        Mostra-se, também, pertinente a história de um menino realmente habilidoso que vivia sempre inventando, consertando coisas, desmontando e voltando a montar aparelhos, plantando sementes, recolhendo ninhos, fabricando carrinhos… e costumava dizer: “Agora tenho de abandonar a aprendizagem por um grande período de tempo, porque tenho de ir à escola”.

        

        Uma das maiores fatalidades da escola atual é seu afastamento da vida. O mundo escolar construiu um mundo artificial dentro do mundo real, e a maioria das coisas que se exigem e se aprendem na escola só serve para permanecer ou continuar ascendendo em uma corrida de obstáculos que, com demasiada frequência, não leva a lugar algum. A escola gira e gira em um mundo irreal e sem importância, de conhecimentos mortos, em que o saber, em vez de ser capacidade para viver com maior plenitude, é concebido como acúmulo de dados desconexos, datas, conceitos, fórmulas, números… recital de um rito sem sentido.

       

        Só educaremos para a vida se a escola, os programas, os conteúdos estiverem imersos na realidade e na vida cotidiana do aluno, de sua família, do bairro, do povoado, da cidade, do país. O autêntico planejamento parte da experiência, dos saberes, dos sentimentos e das necessidades dos alunos, de tal modo a mergulhar a prática escolar na prática social cotidiana de sua vida. Abramos à vida os portões e as janelas das escolas. Deixemos que a realidade invada os programas. Não esqueçamos que só é possível preparar para a vida no âmbito da própria vida. Não nos queixemos da apatia dos alunos, se o ideal de nossas escolas parece ser o silêncio e a paz dos cemitérios. 



ESCLARÍN, Antonio Perez. Educar valores e o valor de educar: parábolas. São Paulo: Paulus, 2002.

Releia o trecho abaixo: 


"A escola gira e gira em um mundo irreal e sem importância, de conhecimentos mortos, em que o saber... é concebido como acúmulo de dados desconexos, datas, conceitos, fórmulas, números… recital de um rito sem sentido." 


Para que a escola possa aproximar-se da vida, como sugere o autor, é necessário que o professor realize a transformação do conhecimento científico e cultural, denominado de "Saber Sábio", em conteúdo a ser ensinado nas escolas, o "Saber Ensinado".

No campo da Didática, o nome que se atribui a essa etapa de recontextualização e adaptação do saber para o ensino é 

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Q3885387 Pedagogia

Leia o texto abaixo:


As teorias modernas da educação hoje apresentam-se em várias versões, variando das abordagens tradicionais às mais avançadas, conforme se situem em relação aos seus temas básicos: a natureza do ato educativo, a relação entre sociedade e educação, os objetivos e conteúdos da formação, as formas institucionalizadas de ensino, a relação educativa. A literatura internacional e a nacional dispõem de conhecidas classificações de teorias da educação ora chamadas de tendências ou correntes, ora de paradigmas.[...] Sem pretender retomar as abordagens teóricas que resultam nas classificações de teorias pedagógicas, são modernas a pedagogia tradicional, a pedagogia renovada, o tecnicismo educacional e todas as pedagogias críticas inspiradas na tradição moderna como a pedagogia libertária, a pedagogia libertadora, a pedagogia crítico-social. Um olhar sobre as práticas pedagógicas correntes nas escolas brasileiras mostra que tais tendências continuam ativas e estáveis, mantendo seu núcleo teórico forte, ainda que as pesquisas dos últimos anos venham mostrando outras nuances, outros focos de compreensão teórica, outras formas de aplicabilidade pedagógica. A meu ver, não há outras boas razões para alterar essa classificação. Isso não significa que não se apontem novas tendências, algumas já experimentadas em nível operacional, outras ainda restritas ao mundo acadêmico.


Fonte: LIBÂNEO, J. C. As teorias pedagógicas modernas revisitadas pelo debate contemporâneo na educação. In: LIBÂNEO, J. C.; SANTOS, A. (org). Educação na era do conhecimento em rede e transdisciplinaridade. Campinas: Alínea, 2005. p. 15-58. 


O autor Carlos Libâneo destaca-se na discussão sobre as Tendências Pedagógicas. 

Considerando as discussões tradicionais e contemporâneas sobre o assunto conforme a percepção desse autor, associe a Coluna A às descrições das práticas educativas na Coluna B.


Coluna A

1. Liberal Tradicional 

2. Corrente Racional-Tecnológica (Neotecnicista)

3. Progressista Crítico-Social dos Conteúdos 



Coluna B

( ) O planejamento escolar é orientado por matrizes de referência e metas de produtividade. O docente atua como um gestor de recursos instrucionais, buscando a máxima eficiência do ensino por meio de objetivos instrucionais operacionais e mensuráveis, priorizando a eficácia dos meios sobre fins éticos ou políticos.


( ) O ensino centra-se na transmissão de conteúdos e modelos culturais, considerados essenciais e cruciais para a formação moral e intelectual do aluno. A autoridade docente é a garantia da assimilação dos modelos exemplares. A autoridade docente é a garantia da assimilação dos modelos exemplares, sendo a avaliação focada na reprodução exata das informações repassadas. 


( ) A prática pedagógica assume a responsabilidade de garantir a apropriação do acervo cultural e científico da humanidade. A vivência imediata dos estudantes é confrontada com o saber sistematizado, permitindo a superação do senso comum e uma leitura estruturada e transformadora da realidade.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA da associação.

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Q3885328 Pedagogia

LEIA O TEXTO ABAIXO E, EM SEGUIDA, RESPONDA A QUESTÃO


A ESCOLA AFASTADA DA VIDA

Antonio Perez Esclarín


        Derrubaram a velha escola e, em seu lugar, ergueram uma escola moderníssima e valiosa. Construída com ricos materiais, o luxo e a elegância brilhavam por todos os lugares. Nada lhe faltava: laboratórios, biblioteca, centros de orientação… Não obstante, os alunos definhavam de tédio e se sentiam estranhos, como em uma jaula dourada.

        O diretor não podia ocultar seu desconcerto, pois estava convencido de que a antiga apatia dos alunos se devia às pobres condições da velha escola e pensava que, na nova, tudo se modificaria.

        Um dia, um sábio pedagogo visitou a escola e, depois de escutar a queixa do diretor, levou-o a uma estação de trens que contava com todos os avanços tecnológicos e era uma obra-prima arquitetônica, mas tinha um único e gravíssimo problema: tinham-na construído longe dos trilhos. Por ali, não passava nenhum trem.

        — Tudo muito bonito e moderno, disse o diretor, mas para que serve uma estação longe dos trens?

        — E para que serve sua nova e luxuosa escola, se continua longe da vida? Creio que li em uma das obras de Tony de Mello a história do paraquedista que caiu na copa de uma árvore sem ter a menor ideia de onde se encontrava. Antes de poder desembaraçar-se dos ramos da árvore, passou por ali um caminhante, e o paraquedista lhe perguntou:

        — O senhor poderia, por favor, dizer-me onde estou?

        — O senhor se encontra em uma árvore.

        — Por acaso o senhor é professor? — Como soube?

        — Porque o que diz é verdade, mas não me serve de nada.



        Mostra-se, também, pertinente a história de um menino realmente habilidoso que vivia sempre inventando, consertando coisas, desmontando e voltando a montar aparelhos, plantando sementes, recolhendo ninhos, fabricando carrinhos… e costumava dizer: “Agora tenho de abandonar a aprendizagem por um grande período de tempo, porque tenho de ir à escola”.

        Uma das maiores fatalidades da escola atual é seu afastamento da vida. O mundo escolar construiu um mundo artificial dentro do mundo real, e a maioria das coisas que se exigem e se aprendem na escola só serve para permanecer ou continuar ascendendo em uma corrida de obstáculos que, com demasiada frequência, não leva a lugar algum. A escola gira e gira em um mundo irreal e sem importância, de conhecimentos mortos, em que o saber, em vez de ser capacidade para viver com maior plenitude, é concebido como acúmulo de dados desconexos, datas, conceitos, fórmulas, números… recital de um rito sem sentido.

        Só educaremos para a vida se a escola, os programas, os conteúdos estiverem imersos na realidade e na vida cotidiana do aluno, de sua família, do bairro, do povoado, da cidade, do país. O autêntico planejamento parte da experiência, dos saberes, dos sentimentos e das necessidades dos alunos, de tal modo a mergulhar a prática escolar na prática social cotidiana de sua vida. Abramos à vida os portões e as janelas das escolas. Deixemos que a realidade invada os programas. Não esqueçamos que só é possível preparar para a vida no âmbito da própria vida. Não nos queixemos da apatia dos alunos, se o ideal de nossas escolas parece ser o silêncio e a paz dos cemitérios. 


ESCLARÍN, Antonio Perez. Educar valores e o valor de educar: parábolas. São Paulo: Paulus, 2002.


Releia o trecho abaixo: 


"A escola gira e gira em um mundo irreal e sem importância, de conhecimentos mortos, em que o saber... é concebido como acúmulo de dados desconexos, datas, conceitos, fórmulas, números… recital de um rito sem sentido."


Para que a escola possa aproximar-se da vida, como sugere o autor, é necessário que o professor realize a transformação do conhecimento científico e cultural, denominado de "Saber Sábio", em conteúdo a ser ensinado nas escolas, o "Saber Ensinado".


No campo da Didática, o nome que se atribui a essa etapa de recontextualização e adaptação do saber para o ensino é

Alternativas
Q3885327 Pedagogia

Leia o texto abaixo: 


As teorias modernas da educação hoje apresentam-se em várias versões, variando das abordagens tradicionais às mais avançadas, conforme se situem em relação aos seus temas básicos: a natureza do ato educativo, a relação entre sociedade e educação, os objetivos e conteúdos da formação, as formas institucionalizadas de ensino, a relação educativa. A literatura internacional e a nacional dispõem de conhecidas classificações de teorias da educação ora chamadas de tendências ou correntes, ora de paradigmas.[...] Sem pretender retomar as abordagens teóricas que resultam nas classificações de teorias pedagógicas, são modernas a pedagogia tradicional, a pedagogia renovada, o tecnicismo educacional e todas as pedagogias críticas inspiradas na tradição moderna como a pedagogia libertária, a pedagogia libertadora, a pedagogia crítico-social. Um olhar sobre as práticas pedagógicas correntes nas escolas brasileiras mostra que tais tendências continuam ativas e estáveis, mantendo seu núcleo teórico forte, ainda que as pesquisas dos últimos anos venham mostrando outras nuances, outros focos de compreensão teórica, outras formas de aplicabilidade pedagógica. A meu ver, não há outras boas razões para alterar essa classificação. Isso não significa que não se apontem novas tendências, algumas já experimentadas em nível operacional, outras ainda restritas ao mundo acadêmico.

Fonte: LIBÂNEO, J. C. As teorias pedagógicas modernas revisitadas pelo debate contemporâneo na educação. In: LIBÂNEO, J. C.; SANTOS, A. (org). Educação na era do conhecimento em rede e transdisciplinaridade. Campinas: Alínea, 2005. p. 15-58.


O autor Carlos Libâneo destaca-se na discussão sobre as Tendências Pedagógicas.

Considerando as discussões tradicionais e contemporâneas sobre o assunto conforme a percepção desse autor, associe a Coluna A às descrições das práticas educativas na Coluna B. 



Coluna A


1. Liberal Tradicional

2. Corrente Racional-Tecnológica (Neotecnicista)

3. Progressista Crítico-Social dos Conteúdos 



Coluna B

( ) O planejamento escolar é orientado por matrizes de referência e metas de produtividade. O docente atua como um gestor de recursos instrucionais, buscando a máxima eficiência do ensino por meio de objetivos instrucionais operacionais e mensuráveis, priorizando a eficácia dos meios sobre fins éticos ou políticos.

( ) O ensino centra-se na transmissão de conteúdos e modelos culturais, considerados essenciais e cruciais para a formação moral e intelectual do aluno. A autoridade docente é a garantia da assimilação dos modelos exemplares. A autoridade docente é a garantia da assimilação dos modelos exemplares, sendo a avaliação focada na reprodução exata das informações repassadas. 

( ) A prática pedagógica assume a responsabilidade de garantir a apropriação do acervo cultural e científico da humanidade. A vivência imediata dos estudantes é confrontada com o saber sistematizado, permitindo a superação do senso comum e uma leitura estruturada e transformadora da realidade.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA da associação. 

Alternativas
Q3885300 Pedagogia

A ESCOLA AFASTADA DA VIDA 

Antonio Perez Esclarín 


Derrubaram a velha escola e, em seu lugar, ergueram uma escola moderníssima e valiosa. Construída com ricos materiais, o luxo e a elegância brilhavam por todos os lugares. Nada lhe faltava: laboratórios, biblioteca, centros de orientação… Não obstante, os alunos definhavam de tédio e se sentiam estranhos, como em uma jaula dourada.

O diretor não podia ocultar seu desconcerto, pois estava convencido de que a antiga apatia dos alunos se devia às pobres condições da velha escola e pensava que, na nova, tudo se modificaria.

Um dia, um sábio pedagogo visitou a escola e, depois de escutar a queixa do diretor, levou-o a uma estação de trens que contava com todos os avanços tecnológicos e era uma obra-prima arquitetônica, mas tinha um único e gravíssimo problema: tinham-na construído longe dos trilhos. Por ali, não passava nenhum trem.

— Tudo muito bonito e moderno, disse o diretor, mas para que serve uma estação longe dos trens?

— E para que serve sua nova e luxuosa escola, se continua longe da vida? Creio que li em uma das obras de Tony de Mello a história do paraquedista que caiu na copa de uma árvore sem ter a menor ideia de onde se encontrava. Antes de poder desembaraçar-se dos ramos da árvore, passou por ali um caminhante, e o paraquedista lhe perguntou:

— O senhor poderia, por favor, dizer-me onde estou?

— O senhor se encontra em uma árvore.

— Por acaso o senhor é professor? — Como soube?

— Porque o que diz é verdade, mas não me serve de nada.


Mostra-se, também, pertinente a história de um menino realmente habilidoso que vivia sempre inventando, consertando coisas, desmontando e voltando a montar aparelhos, plantando sementes, recolhendo ninhos, fabricando carrinhos… e costumava dizer: “Agora tenho de abandonar a aprendizagem por um grande período de tempo, porque tenho de ir à escola”.

Uma das maiores fatalidades da escola atual é seu afastamento da vida. O mundo escolar construiu um mundo artificial dentro do mundo real, e a maioria das coisas que se exigem e se aprendem na escola só serve para permanecer ou continuar ascendendo em uma corrida de obstáculos que, com demasiada frequência, não leva a lugar algum. A escola gira e gira em um mundo irreal e sem importância, de conhecimentos mortos, em que o saber, em vez de ser capacidade para viver com maior plenitude, é concebido como acúmulo de dados desconexos, datas, conceitos, fórmulas, números… recital de um rito sem sentido.

Só educaremos para a vida se a escola, os programas, os conteúdos estiverem imersos na realidade e na vida cotidiana do aluno, de sua família, do bairro, do povoado, da cidade, do país. O autêntico planejamento parte da experiência, dos saberes, dos sentimentos e das necessidades dos alunos, de tal modo a mergulhar a prática escolar na prática social cotidiana de sua vida. Abramos à vida os portões e as janelas das escolas. Deixemos que a realidade invada os programas. Não esqueçamos que só é possível preparar para a vida no âmbito da própria vida. Não nos queixemos da apatia dos alunos, se o ideal de nossas escolas parece ser o silêncio e a paz dos cemitérios. 


ESCLARÍN, Antonio Perez. Educar valores e o valor de educar: parábolas. São Paulo: Paulus, 2002. 

Os trechos 


"O autêntico planejamento parte da experiência, dos saberes, dos sentimentos e das necessidades dos alunos, de tal modo a mergulhar a prática escolar na prática social cotidiana..." e "Só educaremos para a vida se a escola, os programas, os conteúdos estiverem imersos na realidade e na vida cotidiana do aluno, de sua família, do bairro..." destacam a importância de conectar a educação formal com a vida real dos estudantes.


Considerando essa perspectiva e os diferentes níveis de planejamento, avalie as asserções a seguir e a relação entre elas:


I. O Planejamento de Ensino (nível de ação do professor) deve ser compreendido como uma previsão estratégica, flexível e dinâmica, e não como uma listagem meramente burocrática de conteúdos a serem cumpridos.

PORQUE

II. É a partir do Planejamento de Ensino que se torna possível a concretização da criticidade e da relevância do saber, exigindo do professor a seleção estratégica de métodos, exemplos e atividades que dialoguem diretamente com a realidade local, a cultura e o cotidiano trazidos pelos alunos.


A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA. 

Alternativas
Q3885298 Pedagogia

A ESCOLA AFASTADA DA VIDA 

Antonio Perez Esclarín 


Derrubaram a velha escola e, em seu lugar, ergueram uma escola moderníssima e valiosa. Construída com ricos materiais, o luxo e a elegância brilhavam por todos os lugares. Nada lhe faltava: laboratórios, biblioteca, centros de orientação… Não obstante, os alunos definhavam de tédio e se sentiam estranhos, como em uma jaula dourada.

O diretor não podia ocultar seu desconcerto, pois estava convencido de que a antiga apatia dos alunos se devia às pobres condições da velha escola e pensava que, na nova, tudo se modificaria.

Um dia, um sábio pedagogo visitou a escola e, depois de escutar a queixa do diretor, levou-o a uma estação de trens que contava com todos os avanços tecnológicos e era uma obra-prima arquitetônica, mas tinha um único e gravíssimo problema: tinham-na construído longe dos trilhos. Por ali, não passava nenhum trem.

— Tudo muito bonito e moderno, disse o diretor, mas para que serve uma estação longe dos trens?

— E para que serve sua nova e luxuosa escola, se continua longe da vida? Creio que li em uma das obras de Tony de Mello a história do paraquedista que caiu na copa de uma árvore sem ter a menor ideia de onde se encontrava. Antes de poder desembaraçar-se dos ramos da árvore, passou por ali um caminhante, e o paraquedista lhe perguntou:

— O senhor poderia, por favor, dizer-me onde estou?

— O senhor se encontra em uma árvore.

— Por acaso o senhor é professor? — Como soube?

— Porque o que diz é verdade, mas não me serve de nada.


Mostra-se, também, pertinente a história de um menino realmente habilidoso que vivia sempre inventando, consertando coisas, desmontando e voltando a montar aparelhos, plantando sementes, recolhendo ninhos, fabricando carrinhos… e costumava dizer: “Agora tenho de abandonar a aprendizagem por um grande período de tempo, porque tenho de ir à escola”.

Uma das maiores fatalidades da escola atual é seu afastamento da vida. O mundo escolar construiu um mundo artificial dentro do mundo real, e a maioria das coisas que se exigem e se aprendem na escola só serve para permanecer ou continuar ascendendo em uma corrida de obstáculos que, com demasiada frequência, não leva a lugar algum. A escola gira e gira em um mundo irreal e sem importância, de conhecimentos mortos, em que o saber, em vez de ser capacidade para viver com maior plenitude, é concebido como acúmulo de dados desconexos, datas, conceitos, fórmulas, números… recital de um rito sem sentido.

Só educaremos para a vida se a escola, os programas, os conteúdos estiverem imersos na realidade e na vida cotidiana do aluno, de sua família, do bairro, do povoado, da cidade, do país. O autêntico planejamento parte da experiência, dos saberes, dos sentimentos e das necessidades dos alunos, de tal modo a mergulhar a prática escolar na prática social cotidiana de sua vida. Abramos à vida os portões e as janelas das escolas. Deixemos que a realidade invada os programas. Não esqueçamos que só é possível preparar para a vida no âmbito da própria vida. Não nos queixemos da apatia dos alunos, se o ideal de nossas escolas parece ser o silêncio e a paz dos cemitérios. 


ESCLARÍN, Antonio Perez. Educar valores e o valor de educar: parábolas. São Paulo: Paulus, 2002. 

Releia o trecho abaixo: 


"A escola gira e gira em um mundo irreal e sem importância, de conhecimentos mortos, em que o saber... é concebido como acúmulo de dados desconexos, datas, conceitos, fórmulas, números… recital de um rito sem sentido." 


Para que a escola possa aproximar-se da vida, como sugere o autor, é necessário que o professor realize a transformação do conhecimento científico e cultural, denominado de "Saber Sábio", em conteúdo a ser ensinado nas escolas, o "Saber Ensinado".

No campo da Didática, o nome que se atribui a essa etapa de recontextualização e adaptação do saber para o ensino é

Alternativas
Q3885098 Pedagogia
Analise as afirmativas a seguir sobre a formação docente, de acordo com os Referenciais Nacionais para a Formação de Professores e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.

( ) A formação continuada dos professores deve ocorrer, preferencialmente, em atividades extracurriculares ou fora da jornada regular de trabalho, de modo a não interferir nas horas destinadas à docência.

( ) A formação continuada é uma exigência permanente da profissão docente, uma vez que a formação inicial não responde plenamente às demandas contemporâneas, que estão em constante transformação.

( ) A formação continuada decorre da iniciativa individual e autônoma do professor, orientada pela busca de oportunidades formativas que articulem a prática pedagógica, o conhecimento teórico e a participação na gestão educacional.


As afirmativas são, respectivamente,
Alternativas
Respostas
2501: C
2502: C
2503: C
2504: E
2505: A
2506: A
2507: C
2508: A
2509: A
2510: B
2511: A
2512: B
2513: E
2514: B
2515: B
2516: B
2517: B
2518: A
2519: B
2520: D