Questões de Concurso
Comentadas sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia
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1. A restrição de participação.
2. A limitação no desempenho de atividades.
3. Os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
O Monitor de Creche é o profissional designado para auxiliar no suporte acadêmico, comportamental e emocional dos alunos em uma instituição de ensino. Como educador, deve participar de ações formativas para interação com as crianças e adolescentes nos diversos espaços da instituição de ensino. Além disso, é de fundamental importância capacitar os alunos de forma a gerenciar possíveis conflitos. Para o bom exercício profissional e o trabalho em equipe, o Monitor de Creche deve executar suas atividades, primando pela conduta ética. Sobre sua ética profissional, analise as afirmativas a seguir.
I. Possui código de ética próprio.
II. Deve ter reputação ilibada, tratando todos os alunos, equipes e comunidade, com urbanidade e respeito.
III. Tem sua própria equipe de estagiários, não se submetendo ao professor ou qualquer outro profissional institucional.
IV. Seu papel é multifacetado e abrange responsabilidades essenciais, que ajudam a criar um ambiente de aprendizado eficaz e inclusivo.
Está correto o que se afirma em
Leia o texto a seguir atentamente:
Os pais de E. tinham recebido o diagnóstico de cegueira e autismo com deficiência mental em virtude de encefalopatia congênita e anoftalmia (ausência do globo ocular) por malformação embrionária. E. era um garoto de seis anos de idade que gostava muito de música, repetia com entonação e ritmo alguns refrãos desconexos. Não tolerava o contato físico e verbal das pessoas, enrolava-se como um tatu na rede ou colchão, pois gostava apenas de ficar deitado. Se crianças ou pessoas aproximavam-se dele, ficava muito ansioso, irritado e nervoso; fugia de qualquer contato e escondia-se, enrolando-se no colchão. A mãe relatava que E. não gostava de colo e afagos, esquivava-se do contato materno. Ele era indiferente ao ser chamado pelo nome, à voz da mãe, pai, irmã e avós. Não manifestava ou reagia a qualquer forma de expressão afetiva. A família preocupava-se muito com as questões de alimentação, porque E. era muito seletivo: não aceitava modificação alimentar, só comia arroz com farinha, um tipo de biscoito salgado e bebia Coca-Cola. Irritava-se e entrava em crise diante de qualquer modificação no ritual de alimentação. O que proporcionava prazer a E. era o balanço na rede e a piscina. Esses elementos foram utilizados para iniciar o processo de interação e comunicação com E. O caminho escolhido pela família foi uma escola especial que atendia crianças autistas, isso porque a escola de cegos não recebia crianças com deficiência múltipla. O processo de adaptação de E. foi lento. Irritava-se muito com barulho, com vozes e movimento das outras crianças, mesmo sendo poucas. Desorganizava-se com frequência, beliscava, batia, jogava longe tudo que estivesse ao seu alcance. Quando o nível de tensão aumentava, engolia sua prótese sabendo que chamava atenção com isso. Afastava as pessoas, ria e esperava a reação. De forma semelhante, fazia xixi e cocô nas calças, mesmo sem vontade na tentativa de isolar-se no banheiro, que era um dos seus lugares preferidos, talvez pelo pouco barulho. No início, qualquer pessoa que se aproximasse dele apanhava muito: levava socos, mordida, beliscões. Utilizava-se um aparato protetor para se lidar com E. – luvas. Procurava-se antecipar a aproximação das pessoas e a ocorrência dos eventos com mensagens curtas e objetivas, descrevendo-se e interpretando-se as ações. Decodificar a linguagem e interpretar o contexto era uma grande dificuldade para E..
(Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/deficienciamultipla.pdf. Acesso em: julho de 2024. Adaptado.)
Tendo os dados textuais como suporte, é pertinente implementar ações no sentido de:
O texto a seguir tipifica comportamentos de pessoas com deficiência que são público-alvo do AEE:
A natureza do comprometimento da interação social desses indivíduos varia dependendo do seu nível de desenvolvimento, como por exemplo, em bebês, pode-se perceber a ausência e a indiferença à afeição ou ao contado físico, falta de contato visual direto, de respostas faciais e/ou ao sorriso social, bem como a uma ausência de resposta à voz dos pais. As crianças pequenas usam o adulto para exercerem intercâmbios, podendo agarrar-se a uma pessoa específica ou usar as mãos dos pais para alcançar as coisas que desejam sem nunca fazer contato visual, como se o importante fosse a mão, e não a pessoa. A linguagem é precária e não se parece com a de outras crianças da mesma idade e, mesmo com a ausência da linguagem, não se tem o acompanhamento de tentativa de comunicação gestual ou mímica, pois para esses sujeitos não há jogo de faz de conta, e também não há jogo de imitação social. Quando a linguagem existe, percebe-se que são ditas palavras simples, e há uma repetição como um eco daquilo que o interlocutor acaba de dizer. Às vezes, não há presença de artigo e nem conjunções. Além disso, estes sujeitos não costumam se reconhecer pelo seu nome, e até podem utilizar a palavra “você” para se identificar. A sua compreensão da linguagem também é limitada a frases simples.
(COHEN, 2010.)
Tais informações dizem respeito ao transtorno
Leia o texto e assinale a afirmativa que NÃO se harmoniza com o conteúdo apresentado.
Existem modelos conceituais para compreender e explicar a incapacidade. O modelo médico considera a incapacidade como um problema da pessoa, causado diretamente pela doença, trauma ou outro problema de saúde, que requer assistência médica sob a forma de tratamento individual por profissionais. Os cuidados em relação à incapacidade têm por objetivo a cura ou a adaptação do indivíduo e mudança de comportamento. A assistência médica é considerada como a questão principal e, a nível político, a resposta almejada é a modificação ou reforma da política de saúde. No modelo social de incapacidade, por sua vez, considera-se a questão principalmente como um problema criado pela sociedade e, basicamente, como uma questão de integração plena do indivíduo na sociedade. A incapacidade não é um atributo de um indivíduo, mas sim um conjunto complexo de condições, que desfavorecem a atuação do incapaz, muitas das quais criadas pelo ambiente social. Assim, a solução do problema requer uma ação social e é responsabilidade coletiva da sociedade fazer as modificações ambientais necessárias para a participação plena das pessoas com incapacidades em todas as áreas da vida social. Portanto, é uma questão atitudinal ou ideológica que requer mudanças sociais que, a nível político, se transformam numa questão de direitos humanos. A Abordagem biopsicossocial baseia-se numa integração dos dois modelos opostos já descritos. Para se obter a integração das várias perspectivas, é utilizada uma abordagem “biopsicossocial”. Assim, tenta-se chegar a uma síntese que ofereça uma visão coerente das diferentes formas de participação dos indivíduos e perspectivas de saúde: biológica, individual e social.
(Disponível em: https://www.assistiva.com.br/tassistiva.html. Acesso em: julho de 2024. Adaptado.)
Leia o texto e analise as asserções a seguir.
A ciência tem privilegiado o trabalho mental referenciado em princípios de pensamento que enfatizam análise objetiva de dados, busca organizada de explicação para fatos registrados e controlados, método disciplinado conduzindo a organização e explicação para fatos registrados e controlados, método disciplinado conduzindo a respostas apropriadas em direções previamente hipotetizadas segundo o conhecimento existente. Por outro lado, pode-se trabalhar a partir de uma postura oposta para captar o que está acontecendo, isso implica em pensar com dados, mas não necessariamente sobre eles, gerando configurações, ideias, conhecimentos e construções mentais novas, não derivados dos dados presentes, embora, em sentido amplo, tendo a ver com o assunto estudado. Jerome Bruner investigou a questão do pensamento nas ciências matemáticas, mostrando a dificuldade de aceitação do trabalho mental mais subjetivo, embora ele seja marcante nas áreas mais férteis de pesquisa, precisamente nas ciências exatas, e faça contribuições relevantes às ciências. É nesse aspecto que a educação para alunos superdotados/com altas habilidades encontra um lugar realmente especial. Por suas características, modo próprio de ser, responder e agir, adquirem a instrumentação mais rápida e prontamente que os outros; portanto, sobra-lhes uma boa parcela do tempo escolar, e há a tendência de simplificar a instrumentação, o que abre espaço de ação ainda mais amplo. Aí também está um grande desafio para os educadores: visualizar vias para estimular o pensamento, cultivar a intuição, libertar e exercitar a imaginação criadora, prover tempo, espaço e meios apropriados para que o aluno talentoso possa efetivamente pensar. Pensar nos seus próprios termos, da maneira mais produtiva e satisfatória para ele, sobre aspectos de seu mundo físico, psicológico e social que lhe captaram o interesse e estimularam a curiosidade.
(Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/altashabilidades.pdf. Acesso em: junho de 2024. Adaptado.)
I. Em âmbitos científicos, o pensamento intuitivo tem sido preterido em relação ao analítico.
II. O pensamento subjetivo e intuitivo, embora relacionado aos dados disponíveis para estudo, tem alcance além deles.
III. Absorver conhecimentos e memorizar dados deve ser o objetivo primordial da educação direcionada aos superdotados/com altas habilidades, tendo em vista sua capacidade e produtividade excepcionais.
Está correto o que se afirma apenas em
“Este paradigma associou a ideia da diversidade como fator de enriquecimento social e o respeito às necessidades de todos os cidadãos como pilar central de uma nova prática social: a construção de espaços inclusivos em todas as instâncias da vida na sociedade, de forma a garantir o acesso imediato e favorecer a participação de todos nos equipamentos e espaços sociais, independente das suas necessidades educacionais especiais, do tipo de deficiência e do grau de comprometimento que estas apresentem. A transformação dos sistemas educacionais tem se efetivado para garantir o acesso universal à escolaridade básica e a satisfação das necessidades de aprendizagem para todos os cidadãos.”
Considerando o exposto, é possível afirmar que se trata do paradigma