Questões de Concurso Sobre pedagogia
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A prova em duas fases, conforme o próprio nome indica, é realizada em duas etapas. Na primeira, a prova deve ser resolvida em um tempo limitado, individualmente e sem consulta. Depois, o professor corrige as resoluções e, com base nelas, faz questionamentos para o estudante, e tece considerações a respeito das respostas dadas. Com isso, encerra-se a primeira fase. A segunda fase é iniciada quando o professor devolve a prova comentada para os estudantes, combina com eles o prazo de entrega da segunda versão da prova, que deve ser feita em outra folha. Segundo Ponte et al. (1997, p. 12), a prova em duas fases deve ser composta por questões de dois tipos: “(1) perguntas de interpretação ou pedindo justificações e problemas de resolução relativamente breve; e (2) questões abertas e problemas requerendo alguma investigação e respostas mais desenvolvidas”. Na primeira fase, pretende-se que o estudante resolva as questões do tipo (1) e comece a trabalhar com as questões do tipo (2) e na segunda fase, corrija ou melhore as primeiras questões e resolva as segundas. Varandas (2000, p. 24) observa que a “segunda fase tem um forte componente de investigação, contribuindo de uma forma favorável, quer para a aprendizagem, quer para o desenvolvimento de capacidades, atitudes e valores dos alunos”.
PASSOS, A. Q.; BURIASCO, R.L.C de. A prova em duas fases: uma experiência na 1ª série do Ensino Médio. Programa de Desenvolvimento Educacional do Paraná, p. 1505-8, 2009.
Com base no texto e nos processos avaliativos no ensino de Matemática, na prova em duas fases, o papel do erro no processo de ensino e aprendizagem de matemática, especialmente nesse tipo de avaliação, deve ser
Considerando que, na Educação Infantil, as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças têm como eixos estruturantes as interações e a brincadeira, assegurando-lhes os direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecerse, a organização curricular da Educação Infantil na BNCC está estruturada em cinco campos de experiências, no âmbito dos quais são definidos os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. Os campos de experiências constituem um arranjo curricular que acolhe as situações e as experiências concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Brasília: Ministério da Educação, 2018. [Adaptado].
Alguns dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para a Educação Infantil, em sua definição dentro da Base Nacional Comum Curricular, apresentam características explicitamente relacionadas às habilidades e competências matemáticas preconizadas para as próximas etapas da educação básica. Um exemplo é o seguinte: “Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois).” Esse objetivo de aprendizagem e desenvolvimento está inserido no campo de experiência da Educação Infantil intitulado
Durante uma formação sobre a BNCC em Ciências da Natureza, o coordenador pediu que o grupo comentasse o documento.
O Professor I iniciou a discussão: — Quando leio a BNCC de Ciências, não vejo só uma lista neutra de conteúdos. É um texto que seleciona certos modos de explicar corpo, ambiente e matéria como legítimos na escola. Quando isso vira currículo, acabamos formando um certo tipo de estudante de Ciências, que aprende a se reconhecer dentro dessa maneira específica de organizar conceitos e modelos, enquanto outras formas de se perceber e de perceber o mundo vão ficando em segundo plano.
O Professor II acrescentou: — Concordo que o currículo produz esse tipo de sujeito, mas me preocupo também com a história dessas escolhas. A forma como a BNCC seleciona determinados temas, fala de tecnologia e quase não traz certos saberes do trabalho ou da comunidade está ligada a disputas sobre o que conta como conhecimento escolar. As explicações que aparecem ali foram sendo construídas ao longo do tempo por grupos, instituições e interesses, e tratá-las como naturais pode apagar essa trajetória e as desigualdades envolvidas.
Por fim, o Professor III comentou: — Eu entendo de forma mais direta. A BNCC de Ciências organiza o que os estudantes precisam aprender em cada ano: observar fenômenos, fazer experiências simples, registrar resultados e chegar às explicações mais gerais. Se seguimos essa sequência de conteúdos e habilidades, eles vão acumulando informações confiáveis e confirmam, nas atividades práticas, as explicações que a ciência apresenta. Para mim, o currículo é esse plano bem estruturado que orienta passo a passo o que ensinar em cada etapa.
A relação entre as falas dos professores e as concepções de currículo e de ciência é caracterizada como: