Questões de Concurso
Sobre protagonismo juvenil e cidadania em pedagogia
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A disciplina escolar precisa ser construída pela escola considerando alguns desafios contemporâneos, entre eles o fato de que a sociedade hoje caminha para construir-se para todos. Perceber que mais gente participa da escola é um aspecto positivo. Para uma escola que se quer democrática, são algumas destas ações:
I – compreender que nem todos podem fazer parte da escola, uma vez que alguns não têm condições biológicas e socioculturais para isso;
II – construir um projeto pedagógico que expresse as necessidades e ideias do grupo a que ele se destina;
III – coibir tratamento preconceituoso para com os estudantes, independente de condições biológicas, socioculturais, de gênero, origem étnico-racial, religiosas e de orientações sexuais.
“A escola, instituição epicentro da sociedade contemporânea, padece da violência canalizada para seu interior e daquela que ela mesma gera nas suas próprias práticas.” (JUSTO, José Sterza, Escola no Epicentro da Crise Social, POA: Ed. Mediação, 2005, p. 47)
No que se refere a práticas escolares que geram a violência e, no lugar de promover a disciplina, geram indisciplina, podemos apontar:
I – o não reconhecimento dos estudantes como sujeitos, portadores de conhecimentos, desejos, expectativas;
II – práticas dialogadas de construção da escola, seu espaço, seus tempos e conteúdos;
III – a verticalização do poder, onde poucos definem os objetivos, as estratégias e os conteúdos do ensino.
A indisciplina na escola existe desde sempre, todavia, aspectos como o medo e o respeito unilateral eram mais fortes há alguns anos atrás. Hoje, na sociedade atual, considerando as demandas por democracia e inclusão social, temos o desafio de construir a disciplina com outros valores, ditos democráticos. Seriam atitudes que contribuíram para promover a disciplina em uma sociedade democrática:
I – substituir a ideia de respeito unilateral (baseado apenas na hierarquia e no poder de punição) pela ideia de respeito mútuo (horizontal e com base no diálogo);
II – práticas coerentes com os discursos, o que vem a favorecer o desenvolvimento de valores éticos;
III – combate permanente à indisciplina, com métodos calados na punição exemplar.
As instituições educativas podem contribuir com a prevenção ao uso de drogas: para isto, utilizam-se dois conceitos importantes, o conhecimento de fatores de risco e o desenvolvimento de atividades de prevenção. A própria escola pode gerar fatores risco, quando promove que:
I. o ambiente escolar não oportunize a participação em jogos, atividades físicas e artísticas que contribuam para um pleno desenvolvimento da pessoa;
II. o ambiente escolar não oportunize o sucesso escolar, gerando falta de vínculo com aprendizagens significativas e, por consequência, mais desigualdade social e frustração entre aqueles que participam de grupos sociais desvalorizados pela escola;
III. no ambiente escolar não circule informações adequadas sobre as drogas e seus efeitos.
Segundo estas ideias, uma proposta democrática de educação para a cidadania é aquela que envolve:
I. a participação ativa e a reciprocidade. II. os direitos humanos. III. a defesa de políticas afirmativas. IV. a crença na cidadania como concessão e os direitos humanos como conquista. V. a defesa da nação como um todo indiviso e heterogêneo.
Está correto o que se afirma APENAS em
Não sabemos ensinar às crianças a boa convivência no espaço público porque não a praticamos. Ora, como ensinar o que não sabemos, como esperar algo diferente dos mais novos, se eles não mais têm exemplos de comportamento adulto que os orientem?
(Adaptado de: SAYÃO, Rosely. Folha de S. Paulo, 17/06/2014)
Estes dois segmentos relacionam-se numa oposição de sentido:
( ) O jovem protagonista é frequentemente definido como o ator principal do desenvolvimento individual e comunitário.
( ) Pode-se acrescentar que o jovem protagonista é o ator principal, não em relação aos atores da sociedade civil em atuação num cenário dito público, mas da sua própria vida, autorresponsável que é por si próprio e pelos outros numa sociedade que não oferece garantias.
( ) O jovem protagonista faz parte da “minoria ativa” ou da “vanguarda”; é o líder, representante, organizador, o que vai à frente.
( ) O jovem protagonista ocupa uma dupla posição no campo das políticas públicas: objeto e agente das intervenções.
A sequência está correta em