Questões de Concurso
Sobre protagonismo juvenil e cidadania em pedagogia
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Não sabemos ensinar às crianças a boa convivência no espaço público porque não a praticamos. Ora, como ensinar o que não sabemos, como esperar algo diferente dos mais novos, se eles não mais têm exemplos de comportamento adulto que os orientem?
(Adaptado de: SAYÃO, Rosely. Folha de S. Paulo, 17/06/2014)
Estes dois segmentos relacionam-se numa oposição de sentido:
( ) O jovem protagonista é frequentemente definido como o ator principal do desenvolvimento individual e comunitário.
( ) Pode-se acrescentar que o jovem protagonista é o ator principal, não em relação aos atores da sociedade civil em atuação num cenário dito público, mas da sua própria vida, autorresponsável que é por si próprio e pelos outros numa sociedade que não oferece garantias.
( ) O jovem protagonista faz parte da “minoria ativa” ou da “vanguarda”; é o líder, representante, organizador, o que vai à frente.
( ) O jovem protagonista ocupa uma dupla posição no campo das políticas públicas: objeto e agente das intervenções.
A sequência está correta em
I. Falar em cidadania é falar em direitos. Portanto, falar em cidadania de crianças e adolescentes é dizer que crianças e adolescentes têm o direito a ter direitos.
II. A partir da Constituição Federal e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), crianças e adolescentes devem ser consideradas sujeitos de direitos.
III. Pela idade, criança e adolescente são cidadãos pela metade, pois sofrem algumas restrições.
IV. Além dos direitos fundamentais inerentes a toda pessoa, crianças e adolescentes são portadores de direitos especiais em razão da sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
Três colegas conversam sobre a importância da educação escolar.
João – Para mim, educar é uma coisa; instruir é outra. A escola é responsável pelos conteúdos, pelas disciplinas, por ler, escrever e contar. Professor não tem que dar educação e bons modos. É a família que tem de educar, dar os valores, ensinar o que é certo e errado. O problema é que a família não educa mais...
Maria – Eu penso que a escola é uma oportunidade que a sociedade tem de formar todos nos mesmos valores. A escola tem que inculcar os valores da ordem, da civilidade e do bom comportamento nas crianças e nos jovens. Enfim, tem de educar. Se não for assim, fica este caos que vivemos..
Antônio – A educação é uma tarefa de todo mundo: família, escola, igreja, clube de esporte, meios de comunicação, sociedade em geral. Por onde passamos, estamos aprendendo regras, valores e a importância da convivência. Nem sempre são os mesmos valores, mas estamos aprendendo e escolhendo os valores em que mais acreditamos...
Analisando a conversa entre João, Maria e Antônio, verifica-se
que
No ensino fundamental, as ações pedagógicas dos sistemas de ensino e das instituições escolares devem-se voltar, em relação a conhecimentos e a valores, para a constituição de identidades capazes de protagonizar ações autônomas e solidárias.