Questões de Concurso
Comentadas sobre principais autores em pedagogia
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Leia as afirmativas a seguir:
I. Os jogos, na Educação Física escolar, podem desenvolver no aluno uma disposição favorável para a superação de limitações pessoais.
II. Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro é um dos objetivos do Ensino Fundamental brasileiro.
III. O atletismo é um esporte de fácil assimilação, que exige pouco investimento em infraestrutura.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. A avaliação do desenvolvimento das aprendizagens não deve ser um processo permanente nas instituições de ensino.
II. Na perspectiva de Piaget, a fala não é inata, mas construída na coletividade, a partir da experiência.
III. Cabe aos docentes ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos.
Marque a alternativa CORRETA:
Sobre Planejamento escolar, segundo LEBÂNEO, a afirmativa INCORRETA é:
Segundo Perrenoud, suscitar o desejo de aprender, oferecer atividades opcionais de formação, negociar com os alunos regras e outros acertos, através de um Conselho eleito por eles, e favorecer seus projetos pessoais refere-se à qual competência?
Segundo Luckesi, se a avaliação contribui para o desenvolvimento das capacidades dos alunos, pode-se dizer que ela se converte em ferramenta pedagógica, em um elemento que melhora a aprendizagem do aluno e a qualidade do ensino. A função da avaliação dentro desse conceito seria de:
Segundo Libâneo, formação de atitudes, métodos baseados na facilitação da aprendizagem, educação centralizada no aluno, nos quais o professor deve garantir um clima de relacionamento pessoal autêntico, baseado no respeito, estão caracterizadas na tendência pedagógica:
Taborda de Oliveira (2002, p. 58-60) tece algumas críticas ao Coletivo de Autores (1992), afirmando que os autores reunidos ali instauram “[...] uma ruptura com uma determinada maneira de pensar a educação física escolar no Brasil, a partir, principalmente, da radicalidade com que aponta para o conflito como categoria fundante da prática pedagógica” (p. 60).
Indique abaixo se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma em relação a essas críticas:
( ) Falta-lhes a concretude da sala de aula em sua análise.
( ) Os autores esbarram nos limites da denúncia, da abstração e da generalização.
( ) Parte de suas análises consideram, de fato, a sala de aula, mas não a concretude dos sujeitos.
( ) O espaço reservado aos sujeitos históricos não se encontra na realidade, mas antes na teoria.
( ) Suas proposições metodológicas pouco avançam no sentido daquilo que é tradicionalmente concebido como organização escolar.
( ) As perspectivas metodológicas defendidas avançam em relação ao que tradicionalmente se defende em termos de currículo, mas não se sustentam, de fato, na produção intelectual sobre currículo.
A sequência correta é
Fonseca e Ramos (2017, p. 197) afirmam a necessidade de “[...] que o professor compreenda e valorize a pluralidade de manifestação da cultura corporal de movimento, posta em ação por meio dos jogos, esportes, ginásticas, danças e lutas”, em consonância com o preconizado pelo Coletivo de Autores (1992).
Nessa perspectiva, os autores ressaltam ainda a importância de “[...] entender que essas manifestações corporais identificam o movimento como mais que uma simples produção motora”, entendendo-o “[...] como possibilidade de expressão de sentimentos e comunicação, bem como de promoção de lazer e saúde [...]. Nessa perspectiva, não há como se pensar em um padrão motor correto, mas, sim, em uma variação de possibilidades.” Essa é a razão pela qual defendem a necessidade de ampliação “[...] no conceito de participação nas aulas por parte do professor para tornar o processo de inclusão possível em sua ação docente” e tomam como exemplo a questão da deficiência.
Suas análises permitem afirmar que é possível pensar e instituir práticas inclusivas que consideram as pessoas com deficiência,
Os elementos abordados por Bracht (2005, p. 112-114), na crítica ao esporte e suas instituições, constituem-se numa análise que
Ainda no que diz respeito à síntese das críticas que apresenta, Bracht (2005) analisa o esporte e as instituições. Em certa altura dessa análise indica que:
O esporte de alto rendimento ou espetáculo vai organizar-se a partir dos princípios econômicos vigentes na economia de mercado – situa-se no plano da transformação da cultura em mercadoria, é parte do que se chama de indústria de entretenimento e precisa ser estudado no plano da economia da cultura. Em princípio, poderia, regendo-se pelas leis de mercado, prescindir da intervenção generosa (ou subsidiária) do Estado, prescindir também da legitimação via contribuição educativa e para a saúde, mas, como aliás outros setores da economia – que fazem concomitantemente apologia da economia de mercado – parece não querer abrir mão desta ‘parceria (BRACHT, 2005, p.111).
Em consonância com as críticas tecidas pelo autor, pode-se afirmar que a organização esportiva,
Em Bracht (2005), o autor coloca como objetivos para o estudo que realiza, “a) oferecer à comunidade da Educação Física brasileira e de áreas afins, uma síntese das principais críticas de cunho sócio-filosófico do esporte, e b) contribuir para o avanço da avaliação e do entendimento críticos das funções sociais e do significado humano do fenômeno esportivo.”
Ao se propor essa tarefa, iniciam-se suas análises por meio de uma abordagem d’a gênese do esporte moderno e, nela, considera um esquema dual, em que pese a complexidade de uma abordagem do tipo.
O esquema dual de que se vale o autor é esporte
Ao pensar a educação do corpo na e para a escola, Taborda de Oliveira e Linhales (2011, p. 405) apontam que:
Mapeando e catalogando fontes, identificando novos acervos, ampliando o diálogo com a literatura e, sobretudo, ampliando a compreensão histórica da educação do corpo na escola para além dos limites de seu conteúdo sem, contudo, excluí-lo, podemos contribuir de forma bastante significativa para a compreensão do lento processo de afirmação da forma escolar como modo privilegiado de socialização, uma vez que podemos entender os vários dispositivos mobilizados para controle dos corpos por diferentes formas escolares em diferentes períodos da história da escolarização e em diferentes regiões do Brasil.
Sendo assim, pode-se considerar que
I. essa é uma perspectiva que deve promover maior abertura e ampliação do diálogo com outras áreas do saber na compreensão dos processos de formação e de educação dos corpos.
II. essa perspectiva não deve considerar a padronização de condutas, baseada na definição de tempos e espaços escolares como referência, sob pena de engessar e comprometer suas análises.
III. essa perspectiva encontra possibilidades de investigação pouco exploradas na história das disciplinas escolares e no estudo de práticas corporais institucionalizadas por meio das quais se privilegia a formação do espírito.
IV. nessa perspectiva, a interação e a inter-relação, com as diversas áreas do saber, proporcionam ao historiador da educação possibilidades fecundas de investigação dos mais diversos saberes e práticas escolares instituídos, que dão sustentação à educação corporal em determinado contexto.
V. nessa perspectiva, deve-se manter o estudo das diferentes culturas escolares relativamente afastado das transformações nos padrões de entendimento e no comportamento corporal, como forma de se obter mais clareza dos processos de desenvolvimento da forma escolar e de seus dispositivos.
Está correto apenas o que se afirma em
Silva, Silva e Molina Neto (2016), ao tratarem das Possibilidades da Educação Física no ensino médio técnico, avaliam que:
No Brasil, a educação profissional e tecnológica está em expansão, com a atribuição de contribuir com o desenvolvimento material da nação. Porém, é tarefa dos Institutos Federais de Educação avançar para além desse desenvolvimento material, cabendo-lhes proporcionar uma formação para o pensar. Essa formação, no entanto, só poderá acontecer se não se restringir à capacitação técnica exigida pelos interesses de um mercado de trabalho (SILVA; SILVA; MOLINA NETO, 2016, p. 326).
Em consonância com essas afirmações, é correto dizer que
Ainda no Coletivo de Autores (p. 30-33), ao se tratar da Educação Física Escolar no currículo escolar, são considerados alguns princípios curriculares, cuja referência no trato com o conhecimento articulam-se à ideia de currículo ampliado. Posto isso, relacione os princípios aos significados correspondentes.
Príncípios
1. Relevância social do conteúdo
2. Contemporaneidade do conteúdo
3. Adequação às possibilidades sociognoscitivas do aluno
4. Simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade
5. Provisoriedade do conhecimento
6. Espiralidade da incorporação das referências do pensamento
Significados
( ) Inclui o que também é considerado clássico.
( ) Confronta o etapismo na organização curricular conservadora.
( ) Vincula a explicação da realidade concreta.
( ) Compartilha significados construídos no pensamento do aluno.
( ) Compreende diferentes formas de organizar o pensamento.
A sequência correta é:
Em Darido (2012, p. 135), a autora considera a classificação de conteúdos de Zabala (1998) para “[...] discutir o que avaliar” nas dimensões conceitual, procedimental e atitudinal.
Sendo assim, no que diz respeito à dimensão conceitual, é correto propor questões cujas respostas
Soares et al. (1992, p. 26-27), no Coletivo de Autores, ao tratarem da concepção de currículo ampliado, tomam, inicialmente, duas aproximações conceituais em relação a currículo, cuja origem vem do latim curriculum e “[...] significa corrida, caminhada, percurso.”
Essas duas aproximações são:
I. O currículo escolar representa o projeto de escolarização do homem no processo de apreensão do conhecimento científico, apropriando-se desse conhecimento, que é confrontado com o saber que o aluno traz de seu cotidiano e de outras referências do pensamento humano.
II. O currículo escolar toma como objeto o conhecimento científico, a partir do qual o aluno desenvolve suas habilidades e capacidades intelectuais de forma a torná-lo instrumento para sua formação intelectual e profissional.
III. O currículo escolar incorpora um projeto de escolarização que considera determinado conhecimento científico, apropriado pela escola, como referência de um dado projeto de sociedade, considerado como único caminho a ser percorrido pelo aluno.
IV. O currículo escolar tem como objeto a reflexão do aluno, e o conhecimento científico é apropriado e tratado, metodologicamente, de modo a facilitar sua apreensão e o desenvolvimento da capacidade intelectual do aluno.
V. O currículo escolar expressa os anseios da sociedade, com base nas necessidades de formação técnica e profissional dos alunos, nas condições materiais oferecidas pelas escolas e nas demandas de acesso ao conhecimento científico.
Está totalmente correto apenas o que se afirma em
“Quando entro em uma sala de aula devo estar sendo um ser aberto a indagações, à curiosidade, às perguntas dos alunos, a suas inibições; um ser crítico e inquiridor, inquieto em face da tarefa que tenho – a de ensinar e não a de transferir conhecimento.” (Paulo Freire)
Numa perspectiva progressista, ensinar é:
Lúcia Moysés afirma que: “Percebe-se, sem grande esforço, que falta clareza nas representações que os professores têm de muitos aspectos básicos da Educação. Normalmente, ignoram quais são as concepções teóricas que subjazem ao seu trabalho. Assim, misturando concepções, orientando-se ora pelos livros didáticos e ‘guias do professor’, ora pelo seu bom senso, eles o vão realizando. Faltam-lhes, sobretudo, coerência. Além dos problemas relativos à formação dos professores ou à pouca autonomia que eles têm, há ainda muitos outros que a esses vêm se somar, comprometendo a qualidade do ensino.”
Dentre os problemas já citados, pode(m)-se acrescentar:
“Quando os alunos se encontram em situações de luto, é importante que os adultos tenham convicções para conversar sobre o assunto sem medo, sem achar que mencioná-lo pode aumentar a dor ou a tristeza. A escola também precisa estar preparada para trabalhar a perda. Claro, tudo isso conversado, respeitando o tempo de cada um. O que não pode acontecer é o silêncio ou a escola fingir que nada está acontecendo.” (Fátima Geovanini).
Quando acontece a morte de algum aluno, por exemplo, é fundamental:
Nas brincadeiras de papéis sociais, a criança se apropria de elementos materiais e simbólicos da realidade que lhe circunda e, portanto, constitui-se tipicamente como um sujeito social. Consequentemente torna-se necessária a interferência crítica do professor com direcionamentos adequados para que a criança possa reproduzir papéis sociais com enredos que desenvolvam ações humanizadoras. Nesse sentido, é INCORRETO afirmar que: