🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Comentadas sobre principais autores em pedagogia

Questões Discursivas

Foram encontradas 9.131 questões

Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: MPE-ES Prova: FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Pedagogo |
Q4218836 Pedagogia
O construtivismo é uma referência importante nos debates educacionais e nas políticas públicas brasileiras das últimas décadas.

Assinale a opção que melhor sintetiza o construtivismo. 
Alternativas
Q4217895 Pedagogia
Jean Piaget e Bärbel Inhelder, em “A Psicologia da Criança”, propõem uma periodização do desenvolvimento mental infantil que abrange desde o período sensório-motor até as operações formais da pré-adolescência. Os autores estabelecem relações fundamentais entre o desenvolvimento cognitivo, a construção das estruturas lógico-matemáticas, a evolução da função semiótica e os fatores maturacionais, experienciais e sociais que intervêm nesse processo. Considerando o que os autores defendem na referida obra, analise as afirmações a seguir.
I. Piaget e Inhelder caracterizam o período sensório-motor (0 a 18-24 meses) como uma fase em que a inteligência é essencialmente prática, construindo-se exclusivamente por meio de percepções e movimentos, sem intervenção da representação ou do pensamento. Nesse nível, a criança elabora os esquemas de assimilação que servem de substrato para as construções perceptivas e intelectuais ulteriores, organizando o real em torno de categorias como objeto permanente, espaço, tempo e causalidade.
II. Os autores afirmam que a função semiótica ou simbólica, que surge entre 1 ano e meio e 2 anos, permite a representação de objetos ou acontecimentos ausentes por meio de significantes diferenciados. Entre as cinco condutas que manifestam essa função estão a imitação diferida, o jogo simbólico, o desenho, a imagem mental e a linguagem. Piaget e Inhelder sustentam que a linguagem é o único fator responsável pela constituição das operações lógico-matemáticas, pois sem ela a criança não seria capaz de desenvolver estruturas de reversibilidade e conservação.
III. No que concerne às operações concretas (dos 7-8 aos 11-12 anos), os autores demonstram que a criança adquire noções de conservação (substância, peso, volume), torna-se capaz de classificar, seriar e estabelecer correspondências, mas ainda apresenta limitações importantes: suas operações apoiam-se diretamente sobre objetos concretos e não sobre hipóteses enunciadas verbalmente, e as estruturas de reversibilidade (inversão e reciprocidade) permanecem separadas, sem se integrar num sistema único que combine ambas as formas de reversibilidade.
IV. Piaget e Inhelder descrevem o pensamento formal (a partir dos 11-12 anos) como caracterizado pela liberação do concreto e pela capacidade de operar sobre hipóteses e proposições. A combinatória, que permite considerar todas as associações possíveis entre elementos ou fatores, e o “grupo” das duas reversibilidades (INRC), que integra inversão e reciprocidade num sistema de quatro transformações, são estruturas próprias desse nível. Os autores afirmam que tais estruturas resultam exclusivamente da maturação biológica do sistema nervoso, independentemente de qualquer interação social ou experiência física.
V. Na conclusão da obra, os autores identificam quatro fatores do desenvolvimento mental: maturação orgânica, experiência física e lógico-matemática, interações e transmissões sociais, e equilibração (auto-regulação). Piaget e Inhelder sustentam que, embora a afetividade constitua a “energética” das condutas, sendo indissociável do aspecto cognitivo, os fatores de evolução são comuns a ambos os aspectos, havendo um notável paralelismo funcional entre o desenvolvimento cognitivo e o afetivo, como demonstram as relações objetais, as interações interindividuais e os sentimentos morais.
Considerando as formulações de Piaget e Inhelder presentes nos capítulos analisados, conclui-se que é correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4217893 Pedagogia
José Carlos Libâneo, em sua “Didática”, estabelece que o processo de ensino é estruturado a partir da articulação entre objetivos, conteúdos, métodos e avaliação, sendo o planejamento o instrumento que assegura essa unidade. O autor critica práticas que fragmentam esses componentes e propõe uma concepção crítico-social do planejamento, vinculada à democratização do ensino. Considerando os fundamentos apresentados nos Capítulos 6, 7, 9 e 10, analise o texto-base extraído e responda à questão.
“A relação objetivo-conteúdo-método tem como característica a mútua interdependência. O método de ensino é determinado pela relação objetivo-conteúdo, mas pode também influir na determinação de objetivos e conteúdos.” (p. 150). 
“A avaliação escolar é parte integrante do processo de ensino e aprendizagem, e não uma etapa isolada. Há uma exigência de que esteja concatenada com os objetivos-conteúdos-métodos expressos no plano de ensino e desenvolvidos no decorrer das aulas.” (p. 196- 197).
“Os objetivos gerais expressam propósitos mais amplos acerca do papel da escola e do ensino diante das exigências postas pela realidade social e diante do desenvolvimento da personalidade dos alunos. [...] Os objetivos específicos de ensino determinam exigências e resultados esperados da atividade dos alunos, referentes a conhecimentos, habilidades, atitudes e convicções.” (p. 122-123).
“A Didática é o principal ramo de estudos da Pedagogia. Ela investiga os fundamentos, condições e modos de realização da instrução e do ensino. A ela cabe converter objetivos sóciopolíticos e pedagógicos em objetivos de ensino, selecionar conteúdos e métodos em função desses objetivos, estabelecer os vínculos entre ensino e aprendizagem, tendo em vista o desenvolvimento das capacidades mentais dos alunos.” (p. 23-24).
Considerando a articulação entre objetivos, conteúdos, métodos e avaliação no processo de planejamento didático segundo Libâneo, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4217892 Pedagogia
José Carlos Libâneo, em sua “Didática”, propõe uma estruturação didática da aula que articula diferentes etapas ou passos do processo de ensino, sempre em função dos objetivos, conteúdos, características dos alunos e condições concretas. O autor também distingue diferentes tipos de aula conforme os objetivos predominantes. Considerando os fundamentos apresentados nos Capítulos 8 e 10 da obra, analise o texto-base extraído e responda à questão.
“Os objetivos educacionais são, pois, uma exigência indispensável para o trabalho docente, requerendo um posicionamento ativo do professor em sua explicitação, seja no planejamento escolar, seja no desenvolvimento das aulas.” (p. 122). 
“Na prática, como devem ser conjugados as etapas ou passos da aula? Ocorrem todos numa aula só ou a cada um correspondem aulas diferentes? Os professores com mais tempo de magistério vão adquirindo, com a experiência, seu sistema próprio de organização e distribuição das aulas conforme a matéria, o conteúdo, o número de aulas semanais, adequando a cada tipo de aula os métodos de ensino.” (p. 187).
“A estruturação da aula é a organização, seqüência e inter-relação dos momentos do processo de ensino. Toda atividade humana implica um modo de ser realizada, uma seqüência de atos sucessivos e inter-relacionados para atingir seu objetivo. O trabalho docente é uma atividade intencional, planejada conscientemente visando atingir objetivos de aprendizagem. Por isso precisa ser estruturado e ordenado.” (p. 93).
“Podemos ter, assim: aulas de preparação e introdução da matéria, no início de uma unidade; aulas de tratamento mais sistematizado da matéria nova; aulas de consolidação (exercícios, recordação, sistematização, aplicação); aulas de verificação da aprendizagem para avaliação diagnóstica ou de controle.” (p. 187).
Com base na concepção de Libâneo sobre a estruturação didática da aula e os tipos de aula, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4217891 Pedagogia
No capítulo 9 de sua “Didática”, José Carlos Libâneo aborda a avaliação escolar como componente essencial do processo de ensino, criticando práticas reducionistas e propondo uma concepção que articula funções pedagógico-didáticas, diagnósticas e de controle. Considerando os fundamentos apresentados pelo autor, analise o texto-base extraído do Capítulo 9 e responda à questão.
“A prática da avaliação em nossas escolas tem sido criticada sobretudo por reduzir-se à sua função de controle, mediante a qual se faz uma classificação quantitativa dos alunos relativa às notas que obtiveram nas provas. Os professores não têm conseguido usar os procedimentos de avaliação [...] para atender a sua função educativa.” (p. 194).
“O entendimento correto da avaliação consiste em considerar a relação mútua entre os aspectos quantitativos e qualitativos. A escola cumpre uma função determinada socialmente, a de introduzir as crianças e jovens no mundo da cultura e do trabalho; tal objetivo social não surge espontaneamente na experiência das crianças jovens, mas supõe as perspectivas traçadas pela sociedade e um controle por parte do professor. [...] Desse modo, a quantificação deve transformar-se em qualificação, isto é, numa apreciação qualitativa dos resultados verificados.” (p. 195-196). 
“A avaliação escolar cumpre pelo menos três funções: pedagógico-didática, de diagnóstico e de controle. A função pedagógico-didática se refere ao papel da avaliação no cumprimento dos objetivos gerais e específicos da educação escolar. A função de diagnóstico permite identificar progressos e dificuldades dos alunos e a atuação do professor que, por sua vez, determinam modificações do processo de ensino para melhor cumprir as exigências dos objetivos. A função de controle se refere aos meios e à freqüência das verificações e de qualificação dos resultados escolares, possibilitando o diagnóstico das situações didáticas.” (p. 192-193).
Considerando as críticas de Libâneo às práticas avaliativas tradicionais e sua proposta de uma avaliação integrada ao processo de ensino, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4217890 Pedagogia
José Carlos Libâneo, em sua obra “Didática” (2006), dedica um capítulo ao planejamento escolar, destacando sua importância como instrumento de direção do processo de ensino. O autor diferencia os níveis de planejamento (plano da escola, plano de ensino e plano de aula) e estabelece requisitos para que o planejamento cumpra sua função pedagógica. Considerando os fundamentos apresentados por Libâneo, analise o texto-base extraído do Capítulo 10 e responda à questão.
“O trabalho docente, sendo uma atividade intencional e planejada, requer estruturação e organização, a fim de que sejam atingidos os objetivos do ensino. A indicação de etapas do desenvolvimento da aula não significa que todas as aulas devam seguir um esquema rígido. A opção por qual etapa ou passo didático é mais adequado para iniciar a aula ou a conjugação de vários passos numa mesma aula ou conjunto de aulas depende dos objetivos e conteúdos da matéria, das características do grupo de alunos, dos recursos didáticos disponíveis, das informações obtidas na avaliação diagnóstica etc. Por causa disso, ao estudarmos os passos didáticos, é importante assinalar que a estruturação da aula é um processo que implica criatividade e flexibilidade do professor, isto é, a perspicácia de saber o que fazer frente a situações didáticas específicas, cujo rumo nem sempre é previsível.” (p. 179).
“O plano de ensino é a previsão dos objetivos e tarefas do trabalho docente para um ano ou semestre. É um documento mais elaborado que serve de guia para as atividades diárias. O plano de aula é o detalhamento do plano de ensino. É a previsão do desenvolvimento da aula para um dia ou para uma unidade didática. Nele, o professor especifica os objetivos, os conteúdos, os métodos e técnicas, as formas de organização do ensino, as tarefas de estudo, os meios auxiliares, bem como as formas de avaliação.” (p. 232-241).
“Os conteúdos de ensino são o conjunto de conhecimentos, habilidades, hábitos, modos valorativos e atitudinais de atuação social, organizados pedagógica e didaticamente, tendo em vista a assimilação ativa e aplicação pelos alunos na sua prática de vida.” (p. 129).
Considerando a concepção de planejamento escolar defendida por Libâneo, bem como a relação entre os diferentes níveis de planejamento e as exigências de flexibilidade e criatividade docente, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4217889 Pedagogia
Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, em “Psicogênese da Língua Escrita” (1999), realizaram investigações experimentais com crianças de 4 a 6 anos para compreender os processos de construção do conhecimento sobre a escrita. No Capítulo 2, as autoras analisam os critérios utilizados por crianças pré-escolares para distinguir o que “serve para ler” do que “não serve para ler”, mesmo antes de saberem ler convencionalmente. Considerando os dados e as interpretações apresentados pelas autoras, analise o texto-base extraído do Capítulo 2 e responda à questão.
“Que uma criança não saiba ainda ler, não é obstáculo para que tenha idéias bem precisas sobre as características que deve possuir um texto escrito para que permita um ato de leitura. Quando apresentamos às crianças diferentes textos escritos em cartões e lhes pedimos que nos dissessem se todos esses cartões ‘servem para ler’ ou se existem alguns que 'não servem', observamos dois critérios primordiais utilizados: que exista uma quantidade suficiente de letras, e que haja variedade de caracteres. Em outras palavras, a presença das letras por si só não é condição suficiente para que algo possa ser lido; se há muito poucas letras, ou se há um número suficiente; porém, da mesma letra repetida, tampouco se pode ler. E isso ocorre antes que a criança seja capaz de ler adequadamente os textos apresentados.” (p. 43)
“O critério de quantidade mínima de caracteres foi utilizado por 57,41% da totalidade da amostragem; porém, mais frequentemente em CM (na qual se mantém próximo aos 70% em todas as idades) que em CB (na qual aumenta progressivamente de 4 a 6 anos para situar-se ali em torno dos 60%). O critério de variedade de caracteres foi utilizado por 68% da totalidade da amostragem.” (p. 49).
“Isso nos indica que, inclusive quando uma letra é reconhecida como tal e mais ainda, nomeada adequadamente, não serve de garantia que seja sempre uma letra; depende do contexto em que se encontra. Para um adulto é óbvio que uma letra é sempre uma letra em qualquer contexto em que se apresente. Para as crianças, o problema surge de outra maneira: a mesma forma gráfica pode ser uma coisa ou outra em função do contexto. Para que algo seja uma letra, é preciso que esteja com outras letras.” (p. 47). 
Com base nos critérios de legibilidade identificados por Ferreiro e Teberosky e nas interpretações das autoras sobre os processos de conceitualização infantil, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4217888 Pedagogia
Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, em sua obra “Psicogênese da Língua Escrita” (1999), propõem uma ruptura com as concepções tradicionais de alfabetização ao investigar os processos de construção do conhecimento sobre a escrita por parte da criança, antes mesmo da escolarização formal. As autoras fundamentam-se na teoria psicogenética de Jean Piaget e nas contribuições da psicolinguística contemporânea para compreender o sujeito como ativo na aquisição da língua escrita. Considerando os fundamentos teórico-metodológicos apresentados na obra, analise o texto-base extraído do Capítulo 1 e responda à questão. 
“A teoria de Piaget nos permite – como já dissemos – introduzir a escrita enquanto objeto de conhecimento, e o sujeito da aprendizagem, enquanto sujeito cognoscente. [...] A concepção da aprendizagem (entendida como um processo de obtenção de conhecimento) inerente à psicologia genética supõe, necessariamente, que existam processos de aprendizagem do sujeito que não dependem dos métodos (processos que, poderíamos dizer, passam ‘através’ dos métodos). O método (enquanto ação específica do meio) pode ajudar ou ficar, facilitar ou dificultar: porém, não pode criar aprendizagem. A obtenção de conhecimento é um resultado da própria atividade do sujeito.” (p. 31).
“Um sujeito intelectualmente ativo não é aquele que ‘faz muitas coisas’, nem um sujeito que tem uma atividade observável. Um sujeito ativo é aquele que compara, exclui, ordena, categoriza, reformula, comprova, formula hipóteses, reorganiza, etc., em ação interiorizada (pensamento) ou em ação efetiva (segundo seu nível de desenvolvimento).” (p. 32).
“Na teoria de Piaget, o conhecimento objetivo aparece como uma aquisição, e não como um dado inicial. O caminho em direção a este conhecimento objetivo não é linear: não nos aproximamos dele passo a passo, juntando peças de conhecimento umas sobre as outras, mas sim através de grandes reestruturações globais, algumas das quais são ‘errôneas’ (no que se refere ao ponto final); porém, ‘construtivas’ (na medida em que permitem aceder a ele). Esta noção de erros construtivos é essencial.” (p. 33).
Considerando os conceitos de “sujeito ativo”, “erros construtivos” e a relação entre métodos de ensino e processos de aprendizagem conforme expostos pelas autoras, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4217383 Pedagogia
As teorias da aprendizagem influenciam a compreensão do desenvolvimento humano e a organização das práticas educativas. A partir desse tema, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4217061 Pedagogia
Considerando a obra Uma Lagarta Muito Comilona, de Eric Carle, assinale a alternativa que MELHOR expressa uma de suas principais características no contexto da literatura infantil.
Alternativas
Q4217036 Pedagogia
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Educação para o trabalho ou para a autonomia social?

    As formas de lidar com as metodologias de ensino e o objetivo central da educação contemporânea têm se transformado rápida e quase imperceptivelmente. Fato que, apesar de atual, não e inédito. Bertrand Russelljá discorria em 1932 sobre as teorias e os caminhos da educação, momento em que argumentava que há três teorias divergentes sobre o que constitui uma boa educação. A primeira sustenta que a educação deve proteger a criança contra influências prejudiciais. A segunda vê a educação como um processo de desenvolvimento da cultura e das capacidades do educando. A terceira perspectiva sustenta que a educação deve ser pensada em função da comunidade, e não do indivíduo, tendo como objetivo a formação de cidadãos socialmente úteis.
    Essas três teorias não são mutuamente excludentes; todas têm valor. Cada uma delas é enfatizada em diferentes graus por diferentes sistemas educacionais. Na prática, diferentes sociedades ou sistemas educacionais tendem a privilegiar uma delas, conforme suas orientações políticas, econômicas e culturais predominantes. Para o autor, o mais desejável seria alcançar um equilíbrio dinâmico entre o desenvolvimento individual e a responsabilidade social, de modo que a educação possa formar sujeitos plenos e, ao mesmo tempo, cidadãos comprometidos com o bem coletivo.
    A análise de Russell sobre as três concepções de educação - proteção moral, desenvolvimento individual e preparação social - revela tensões importantes quando aplicada de forma desequilibrada. A terceira concepção, que entende a educação como meio de formar "cidadãos úteis" à sociedade, pode ser distorcida por sistemas que priorizam a utilidade econômica em detrimento do sentido humano do trabalho.
    É justamente nesse ponto que a crítica de Mario Sergio Cortella se torna especialmente contundente: segundo ele, o que transforma o esforço em sacrifício é a ausência de sentido. O trabalho, quando reduzido à mera sobrevivência, perde seu valor existencial e se converte em opressão. Assim, uma educação que forme apenas para o mercado, sem cultivar o pensamento crítico, a autonomia e a consciência ética, contribui para a alienação do sujeito.
    Para Paulo Freire, a formação do sujeito não se materializa de forma verticalizada nem unidirecional, mas ocorre de modo dialogico e recíproco, em um processo de construção coletiva do conhecimento, no qual o educador instiga o educando a partir de informações préconcebidas, enquanto o educando contribui com suas proprias vivências. Essa perspectiva desafia as práticas bancárias de ensino, nas quais o aluno é visto como recipiente passivo, e propõe uma educação na qual ambos os agentes exercem papel ativo no processo formativo. Essa ideia se aproxima da segunda teoria de Russell, que valoriza a educação como processo de desenvolvimento das capacidades do educando, em oposição à mera formação de indivíduos úteis ao sistema. Ambos rejeitam a educação como imposição de conteúdos imutáveis e defendem o papel ativo do sujeito no aprendizado. Essa visão também dialoga com a crítica de Cortella à alienação do trabalho. Se a educação não promove consciência, criticidade e proposito, ela esvazia o sujeito e o submete à repetição sem reflexão. Assim, para os três autores, ensinar e aprender são processos criadores e dialogicos, capazes de formar cidadãos autônomos.

Adaptado de: UMA, A. M. A. Educação: ato emancipatório ou adestramento? Educ. Soc., Campinas, v.47, e299663,2026.
Considerando a conclusão do texto, a emancipação do sujeito e a formação de cidadãos autônomos dependem de um processo educativo que:
Alternativas
Q4217034 Pedagogia
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Educação para o trabalho ou para a autonomia social?

    As formas de lidar com as metodologias de ensino e o objetivo central da educação contemporânea têm se transformado rápida e quase imperceptivelmente. Fato que, apesar de atual, não e inédito. Bertrand Russelljá discorria em 1932 sobre as teorias e os caminhos da educação, momento em que argumentava que há três teorias divergentes sobre o que constitui uma boa educação. A primeira sustenta que a educação deve proteger a criança contra influências prejudiciais. A segunda vê a educação como um processo de desenvolvimento da cultura e das capacidades do educando. A terceira perspectiva sustenta que a educação deve ser pensada em função da comunidade, e não do indivíduo, tendo como objetivo a formação de cidadãos socialmente úteis.
    Essas três teorias não são mutuamente excludentes; todas têm valor. Cada uma delas é enfatizada em diferentes graus por diferentes sistemas educacionais. Na prática, diferentes sociedades ou sistemas educacionais tendem a privilegiar uma delas, conforme suas orientações políticas, econômicas e culturais predominantes. Para o autor, o mais desejável seria alcançar um equilíbrio dinâmico entre o desenvolvimento individual e a responsabilidade social, de modo que a educação possa formar sujeitos plenos e, ao mesmo tempo, cidadãos comprometidos com o bem coletivo.
    A análise de Russell sobre as três concepções de educação - proteção moral, desenvolvimento individual e preparação social - revela tensões importantes quando aplicada de forma desequilibrada. A terceira concepção, que entende a educação como meio de formar "cidadãos úteis" à sociedade, pode ser distorcida por sistemas que priorizam a utilidade econômica em detrimento do sentido humano do trabalho.
    É justamente nesse ponto que a crítica de Mario Sergio Cortella se torna especialmente contundente: segundo ele, o que transforma o esforço em sacrifício é a ausência de sentido. O trabalho, quando reduzido à mera sobrevivência, perde seu valor existencial e se converte em opressão. Assim, uma educação que forme apenas para o mercado, sem cultivar o pensamento crítico, a autonomia e a consciência ética, contribui para a alienação do sujeito.
    Para Paulo Freire, a formação do sujeito não se materializa de forma verticalizada nem unidirecional, mas ocorre de modo dialogico e recíproco, em um processo de construção coletiva do conhecimento, no qual o educador instiga o educando a partir de informações préconcebidas, enquanto o educando contribui com suas proprias vivências. Essa perspectiva desafia as práticas bancárias de ensino, nas quais o aluno é visto como recipiente passivo, e propõe uma educação na qual ambos os agentes exercem papel ativo no processo formativo. Essa ideia se aproxima da segunda teoria de Russell, que valoriza a educação como processo de desenvolvimento das capacidades do educando, em oposição à mera formação de indivíduos úteis ao sistema. Ambos rejeitam a educação como imposição de conteúdos imutáveis e defendem o papel ativo do sujeito no aprendizado. Essa visão também dialoga com a crítica de Cortella à alienação do trabalho. Se a educação não promove consciência, criticidade e proposito, ela esvazia o sujeito e o submete à repetição sem reflexão. Assim, para os três autores, ensinar e aprender são processos criadores e dialogicos, capazes de formar cidadãos autônomos.

Adaptado de: UMA, A. M. A. Educação: ato emancipatório ou adestramento? Educ. Soc., Campinas, v.47, e299663,2026.
O texto estabelece um ponto de convergência entre as perspectivas de Paulo Freire e Bertrand Russell. Esse alinhamento teórico se fundamenta: 
Alternativas
Q4216528 Pedagogia
Na perspectiva de Vygotsky, o que distingue o desenvolvimento biológico e psicológico dos animais mais evoluídos do desenvolvimento humano é a diferença que se estabelece entre as funções psicológicas naturais e as funções psicológicas superiores. Sobre as funções psicológicas superiores, analisar os itens.
I. Permitem o controle consciente do comportamento, a ação intencional e a liberdade do indivíduo em relação às características do momento e do espaço presentes. II. Fazem parte de um processo abstrato, que corresponde à fase de estabilidade psicológica e ocorre em contextos culturais e sociais determinados. III. São os processos para a retenção da informação na memória de longo prazo.
Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q4216522 Pedagogia
A concepção construtivista de Piaget defende que o conhecimento é construído ativamente pelo sujeito em interação com o meio. Considerando-se essa perspectiva, no trabalho interdisciplinar: 
Alternativas
Q4212924 Pedagogia
O processo de ensino e aprendizagem pode ser compreendido a partir de diferentes bases teóricas da psicologia, que explicam como o sujeito aprende, desenvolve o pensamento e constrói conhecimento ao longo do tempo. Essas teorias influenciam diretamente a prática pedagógica, inclusive o ensino da dança. Considerando as principais teorias da aprendizagem, assinale a alternativa que apresenta corretamente a teoria e seu princípio fundamental.
Alternativas
Q4209431 Pedagogia
Sobre o processo de desenvolvimento humano na compreensão de Lev Vygotsky, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I- O desenvolvimento humano não é linear e seu ritmo é irregular.
PORQUE
II- O desenvolvimento humano constitui uma possibilidade, então é imprevisível e não obrigatório; uma vez desencadeado, pode mudar de rumo e depende de múltiplos aspectos.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4209428 Pedagogia
Lucas, estudante de 10 anos, matriculado no 5º ano do Ensino Fundamental, demonstra bom desempenho em atividades que envolvem objetos concretos, jogos de classificação, ordenação de figuras, comparação de quantidades e resolução de problemas com apoio de materiais manipuláveis. Entretanto, apresenta dificuldades quando precisa resolver situações matemáticas abstratas, formular hipóteses sem apoio visual ou explicar procedimentos apenas por meio de linguagem simbólica. A professora observa que Lucas aprende melhor quando pode experimentar, testar, comparar e reorganizar suas respostas a partir dos erros.
A partir do contexto descrito, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas sobre a teoria de Jean Piaget e suas contribuições para a compreensão da aprendizagem.
I- As dificuldades de Lucas diante de tarefas abstratas devem ser compreendidas como expressão do modo como seu pensamento se organiza em determinado momento do desenvolvimento cognitivo, especialmente porque, no estágio das operações concretas, a criança tende a raciocinar melhor quando pode apoiar-se em situações observáveis, objetos, ações e relações concretas.
PORQUE
II- O conhecimento é construído ativamente pelo sujeito na interação com o objeto, por meio dos processos de assimilação, acomodação e equilibração; por isso, as práticas pedagógicas devem propor situações desafiadoras, compatíveis com o nível de desenvolvimento da criança, favorecendo a passagem de formas de pensamento mais simples para formas mais elaboradas.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4209427 Pedagogia
João, estudante do Ensino Fundamental, apresenta maior facilidade de aprendizagem quando consegue relacionar os novos conteúdos aos conhecimentos que já possui. Ao estudar um tema novo, busca exemplos, informações e procedimentos anteriormente aprendidos para compreender a nova situação. Desse modo, amplia gradualmente seus esquemas de pensamento, incorporando novas informações sem precisar modificar profundamente suas estratégias cognitivas. No entanto, quando a atividade exige uma mudança mais complexa de procedimento ou uma reorganização significativa de seus modos de pensar, João tende a repetir caminhos já conhecidos.
Com base no caso apresentado, marque a opção que caracteriza CORRETAMENTE o tipo predominante de aprendizagem de João: 
Alternativas
Q4209426 Pedagogia
Sobre desenvolvimento e aprendizagem segundo Henri Wallon, analise as afirmativas a seguir.
I- Para Wallon, o desenvolvimento infantil deve ser compreendido de forma integrada, considerando a relação dinâmica entre afetividade, cognição, motricidade e meio social, pois a criança não se desenvolve de modo fragmentado, mas como pessoa completa em interação com o mundo.
II- A afetividade, na teoria walloniana, não é um elemento secundário ou externo à aprendizagem; ao contrário, constitui um domínio funcional fundamental, que se transforma ao longo do desenvolvimento e interfere diretamente nas relações escolares, na motivação, na participação e nos modos de aprender.
III- Na perspectiva walloniana, a escola deve reconhecer a centralidade do desenvolvimento intelectual, mas pode tratar os aspectos afetivos e motores como dimensões complementares, sem interferência direta na aprendizagem escolar.
IV- A relação professor-aluno, segundo Wallon, deve ser compreendida como uma unidade relacional situada, pois aquilo que ocorre em sala de aula envolve dimensões cognitivas, afetivas, motoras e sociais que afetam simultaneamente o estudante, o professor e o próprio processo de ensino-aprendizagem.
V- A teoria walloniana contribui para a educação ao defender que as atividades escolares devem considerar as características concretas dos estudantes, seus estágios de desenvolvimento, suas necessidades afetivas e sociais e as condições do meio em que vivem, evitando práticas pedagógicas homogêneas e descontextualizadas.
É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q4208969 Pedagogia

Perrenoud (1999) considera _______________ toda prática de avaliação contínua que pretenda contribuir para melhorar as aprendizagens em curso, qualquer que seja o quadro e qualquer que seja a extensão concreta da diferenciação do ensino.



Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima. 

Alternativas
Respostas
41: D
42: A
43: C
44: C
45: C
46: C
47: C
48: D
49: C
50: C
51: B
52: C
53: A
54: C
55: D
56: B
57: E
58: E
59: C
60: C