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Paulo Freire, em sua obra mais conhecida, Pedagogia do Oprimido, afirma que “quanto mais analisamos as relações educador-educandos na escola, em qualquer de seus níveis (ou fora dela), parece que mais nos podemos convencer de que essas relações apresentam um caráter especial e marcante – o de serem relações fundamentalmente narradoras, dissertadoras”. (FREIRE, 1987, pág. 57)
O autor afirma que a narração de que o educador é o sujeito que conduz o educando à memorização mecânica e os transforma em vasilhas. “Quanto mais vá enchendo os recipientes com seus depósitos, tanto melhor o educador será. Quanto mais se deixem docilmente encher, tanto melhores educandos serão". (IDEM, pág. 58)
As características das relações entre professor e aluno descritas por Freire são próprias do que o autor denomina ‘educação bancária’. Em oposição, o autor afirma que deve-se priorizar a dialogicidade enquanto essência da educação como prática de liberdade.
Segundo o autor, para haver um diálogo em que se estabeleça uma relação horizontal, é necessário evitar:
Paulo Freire em uma de suas frases mais conhecidas dizia que “ninguém educa ninguém” [...]. O autor ainda enfatizava que “ninguém aprende sozinho” [...] “Aprendemos através do mundo” (2011; p. 95-101). Se essas premissas forem consideradas pelo profissional pedagogo no exercício de seu trabalho pedagógico, serão perceptíveis no ambiente laboral:
I. Diálogos que incentivem à busca pela aprendizagem.
II. Treinamentos para a resolução de problemas.
III. O educar e ser educado.
IV. Incentivos às trocas de experiências.
V. Capacitações para mistificação da realidade.
Estão incorretas as afirmativas:
Paulo Freire ressalta, na obra Pedagogia da Tolerância, algumas dicotomias presentes no processo educativo.
A primeira dicotomia é a maneira mecanicista de pensar o aprender e o ensinar. A relação entre aprender e ensinar é dialética, quer dizer, ensinar não é uma mera transferência de informações. A segunda dicotomia que Freire apresenta é a separação entre aprender e ensinar. Para ele ensinar e aprender se constituem numa relação que produz conhecimento. Não há separação entre teoria e prática. Quem aprende também ensina, e quem ensina aprende a ensinar. A terceira dicotomia que Freire nos mostra é a separação entre ensinar os conhecimentos existentes, e produzir novos conhecimentos. Não há como ensinar sem pesquisar. A pesquisa é parte fundamental do ato de ensinar.
Dessa maneira, o ato de ensinar é um(a):
O educador e a educadora devem ter consciência de que sua ação como alfabetizador e alfabetizadora é uma ação política. (Paulo Freire)
Assim, é dever da educadora e do educador:
Um dos clássicos escritos por Paulo Freire traz como título “Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa”. Nessa obra é abordada a questão da formação docente aliada à reflexão sobre a prática educativa-progressista para o desenvolvimento da autonomia do ser dos educandos. Com base nos escritos, leia atentamente as afirmativas a seguir:
I) ensinar exige criticidade: a curiosidade ingênua não é a mesma curiosidade que, aproximandose de forma cada vez mais metodicamente rigorosa do objeto cognoscível, torna-se curiosidade epistemológica;
II) ensinar exige bom senso: a vigilância do bom senso tem grande importância na avaliação que o professor, a todo momento, deve fazer de sua prática;
III) ensinar exige curiosidade: sem a curiosidade o professor não aprende e nem ensina;
IV) ensinar exige liberdade e autoridade: quanto mais criticamente a liberdade assume o limite necessário, tanto menos autoridade ela tem para continuar lutando em seu nome.
V) ensinar exige disponibilidade para o diálogo: o professor se sente seguro porque não há razão para se envergonhar por desconhecer algo.
Com base nas afirmativas anteriores, marque a opção em que todas as alternativas estejam CORRETAS:
Freire (1980) destaca importantes saberes necessários ao exercício da docência comprometida com a ação democrática, com a autonomia dos estudantes e com a transformação da sociedade, em busca de igualdade social.
Neste sentido, leia atentamente as frases a seguir, completando as lacunas com as seguintes expressões:
I. exige tomada consciente de decisões
II. exige pesquisa
III. exige apreensão da realidade
IV. exige comprometimento
V. não é transferir conhecimento
( ) Ensinar (_______________): ensinar requer criar as possibilidades para a produção ou construção do conhecimento, uma vez que o professor não o deposita no aluno.
( ) Ensinar (______________):o conhecimento da natureza do trabalho do professor se constitui como um saber fundamental para a ação docente, assim como a habilidade de apreender a substantividade do objeto aprendido, em seu contexto histórico e social.
( ) Ensinar (____________________): segundo Freire (1980), ao ensinar, o professor continua buscando, reprocurando. Pensar certo, do ponto de vista do professor, implica o respeito ao senso comum no processo de sua superação, assim como, o respeito e estímulo à capacidade criadora do educando.
( ) Ensinar (__________________): a presença do professor não pode passar “despercebida dos alunos na classe, é uma presença em si política”. O professor, assim, não pode ser um sujeito de omissão. A ação do professor é o seu testemunho.
( ) Ensinar (________________): é necessário que, na prática docente, exista a virtude da coerência, a fim de possibilitar, aos envolvidos, a decisão consciente de intervenção no mundo. Essa não é uma intervenção qualquer, mas revela uma intencionalidade, um querer fazer, frente ao ser no mundo.
Com base em freire (1980), assinale a alternativa que apresenta as palavras que preenchem CORRETAMENTE as lacunas, na ordem em que aparecem no texto.
A categoria teórica “autonomia”, outrora estudada por Paulo Freire, pode ser assim compreendida, considerando as anotações de Pacheco (2012), especificamente a partir de seu “Dicionário de Valores”:
Acerca das ideias do educador Paulo Freire, patrono da educação brasileira, é falso dizer-se que
Na ótica da Pedagogia do Oprimido, a educação que se pretende libertadora não se limita ao ato de narrar, de transmitir conhecimentos e valores aos educandos. Nessa perspectiva, é correto afirmar que ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si
[...]
A narração, de que o educador é o sujeito, conduz os educandos à memorização mecânica do conteúdo narrado. Mais ainda, a narração os transforma em “vasilhas”, em recipientes a serem enchidos pelo educador. Quanto mais vai se enchendo os recipientes, com seus “depósitos”, tanto melhor educador será. Quanto mais se deixem docilmente encher, tanto melhores educandos serão.
[...] Em lugar de comunicar-se, o educador faz “comunicados” e depósitos que os educandos, meras incidências, recebem pacientemente, memorizam e repetem.
[...]
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido, 17ª. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1987, p.33. Disponível em:
<http://www.dhnet.org.br/direitos/militantes/paulofreire/paulo_freire_pedagogia_do_oprimido.pdf>.
Acesso em: 18 set. 2016.
O termo “concepção bancária de educação” refere-se à pedagogia
"(...) o educador, ao repensar a educação , está também repensando a sociedade. ( ...) O ato educativo é essencialmente político. O papel do pedagogo é um papel político. Sempre que o pedagogo deixou de 'fazer política', escondido atrás de uma pseudo-neutral idade da educação , estava fazendo , com a sua omissão , a política do mais forte , a política da dominação ." (GADOTTI, 1988) O autor retoma uma expressão de Paulo Freire, cuja tese central é afirmar que nenhuma pedagogia é neutra; toda pedagogia é política.
Essa expressão ficou conhecida por Pedagogia do(a):
Nas palavras de Madalena Freire: "observar não é invadir o espaço do outro, sem pauta, sem planejamento , nem devolução , e muito menos sem encontro marca do observar uma situação pedagógica é olhá-la , fitá-la , mirá-la, admirá-la para ser iluminada por ela".
Telma Weisz lembra que "a prática da observação das aulas é um importante instrumento de reflexão porque o professor costuma estar tão envolvido em sua ação que não consegue enxergar o que salta aos olhos de um observador".
É sabido que um valioso recurso que os supervisores escolares devem utilizar para conseguir colaborar com o trabalho dos professores é a observação de sala, mas não uma observação que supõe apenas ver,ouvir, perceber e descrever o que está ocorrendo. Ela deve ter como intenção a formação continuada . Observar não tem como foco fiscalizar. Esse é um trabalho de parceria .
Para tanto, o objetivo da observação de aula deve ser:
No final dos anos 70 e durante a década de 80, havia entre os educadores uma discussão intensa sobre a necessidade de atualização curricular para o país, que estava saindo, lentamente, do modelo tecnicista . Era uma discussão teórica e restrita ao meio acadêmico. De um lado havia os defensores da Pedagogia dos Conteúdos e, de outro, as propostas associadas à Educação Popular.
O Prof. Carlos Rodrigues Brandão, diz que o objetivo da educação popular é contribuir para a produção de formas políticas de conhecimento popular, capazes de orientar e fortalecer a prática política dos movimentos populares .Pode-se afirmar que a teoria e a prática de Educação Popular se consubstanciaram de maneira fundamental nas ideias de:
“A pedagogia Freinet é uma proposta educativa coerente e de profundo compromisso com a criança e com sua efetiva participação na escola, na família e na comunidade.” (OLIVEIRA-FORMOSINHO, 2007). Segundo o autor, são características a serem reconhecidas na pedagogia Freinet:
I. Trabalho criativo como motor da ação educativa.
II. Educando visto como um indivíduo isolado.
III. Ação educativa centrada no professor.
Quais estão corretas?
Temas geradores, círculos de cultura e autogestão pedagógica são conceitos importantes para a compreensão da obra de:
Paulo Freire é um importante expoente na área educacional. Dentre muitas obras, no livro: Pedagogia da autonomia, ele assegura que:
Partindo da ideia implícita no texto, pode-se afirmar que NÃO faz parte da concepção de educação de Paulo Freire: