Questões de Concurso
Sobre educação sexual: na família, na escola em pedagogia
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Informe se é falso (F) ou verdadeiro (V) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. De acordo com o Ministério da Saúde (1993), o término da adolescência, em linhas gerais, é caracterizado pelo atendimento das seguintes condições:
( ) estabelecimento de uma identidade sexual e possibilidade de estabelecer relações afetivas estáveis.
( ) capacidade de assumir compromissos profissionais e de manter-se.
( ) aquisição de um sistema de valores pessoais.
( ) relações de reciprocidade com a geração precedente, principalmente com os pais e demais membros da família e com a sociedade.
MONK, J.; HANSON, S. “Não excluam metade da humanidade da geografia humana”. In: SILVA, Joseli Maria; ORNAT, Marcio Jose; CHIMIN JR, Alcides Baptista (Org.). Geografias feministas e das sexualidades: encontros e diferenças. Ponta Grossa: Todapalavra, 2016, p. 48.
Assinale a alternativa que apresenta uma abordagem com cegueira de gênero na geografia escolar.
A pesquisadora Guaciara Lopes Louro pode ser considerada uma das principais articuladoras em pensar as contribuições da Teoria Queer na área da educação no Brasil. Sobre esta teoria, analise as assertivas abaixo:
I. A teoria queer permite pensar a ambiguidade, a multiplicidade e a fluidez das identidades sexuais e de gênero mas, além disso, também sugere novas formas de pensar a cultura, o conhecimento, o poder e a educação;
II. Um currículo queer se aproximaria de programas multiculturais bem-intencionados, onde as diferenças de gênero, sexuais ou étnicas são toleradas ou são apreciadas como curiosidades exóticas;
III. Uma pedagogia e um currículo queer dirige-se apenas aos sujeitos marginalizados que se reconhecem na posição queer.
IV. A mudança epistemológica trazida pela teoria queer limita-se ao terreno da sexualidade.
Assinale a alternativa CORRETA:
No artigo “Gênero e sexualidade: pedagogias contemporâneas”, Guacira Lopes Louro (2008) retoma a frase de Simone de Beauvoir “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher” para introduzir as discussões sobre gênero e sexualidade. Ademais, menciona que, atualmente, essa frase poderia ser compreendida também no masculino. Ao fazer isso, ela evidencia seu entendimento em relação ao assunto.
Qual das alternativas a seguir expressa a compreensão da autora?
De acordo com estudos relacionados às questões de gênero, há diferença entre sexo, orientação sexual, identidade de gênero e expressão de gênero.
Analise o quadro a seguir e associe as colunas corretamente.

Assinale a alternativa que contém a ordem CORRETA de associação de cima para baixo
Leia o texto.
A mídia como meio de informações pode oferecer benefícios e prejuízos e em se tratando de crianças e adolescentes a atenção deve ser maior. Muitas vezes o que se aprende com a mídia é inapropriado para uma determinada faixa etária. Estudos nos Estados Unidos demonstram que 10 a 30% das ocorrências de atos de violência, sexo e uso de drogas são atribuíveis à influência da mídia. O tempo utilizado pelos jovens assistindo à televisão tem aumentado significativamente, e esta já é a principal fonte de educação sexual naquele país. Atualmente muitos autores consideram como principais agentes de influência sobre os adolescentes, em ordem crescente, a mídia, os pais e o grupo de iguais. Entretanto, deve-se analisar a influência da mídia em seu conjunto mais amplo, seja através de informações não apenas originadas da televisão e da internet, mas também do cinema, videogames, videocassete e música.
FEIJÓ; OLIVEIRA. Jornal de Pediatria, 2001. (Texto adaptado).
Os dados apresentados sugerem que nos EUA, em decorrência de significativa exposição diária à mídia, apresentam comportamentos sexuais preocupantes, tais como:
Trabalhar com adolescentes exige preparo e amadurecimento. A adolescência é marcada por uma fase importante no desenvolvimento da pessoa, o corpo muda muito rápido e as angústias e inseguranças decorrentes tanto dessas mudanças afetam o adolescente e, assim, as pessoas que convivem com ele. É necessário respeito e conhecimento sobre esta fase para que o clima de convivência seja o melhor possível. Pode-se afirmar, sobre esta fase, que:
I. Na adolescência, a intensidade dos hormônios masculinos e femininos provoca maior sensibilidade quanto aos desejos sexuais que se intensificam.
II. Do ponto de vista da sociabilidade, o grupo social (amigos e amigas) passa a ter, para a/o adolescente, um valor muito importante, pois é necessário, enquanto um sujeito que está amadurecendo, partilhar marcas de identidade (roupas, comportamento social, etc.) e conquistar o respeito dos pares em idade.
III. O rápido desenvolvimento do raciocínio hipotético-dedutivo alavanca o desenvolvimento intelectual permitindo
generalizações rápidas, por sua vez, as capacidades de reflexão e generalização provocam uma percepção do mundo
mais independente e questionadora.
“Mesmo não sendo estabelecida distinção formal entre meninos e meninas, as pesquisas apontam que, na escola, há reprodução e fortalecimento de modelos simbólicos e traços de gênero.”
(Pereira e Souza, 2011.)
É fundamental se pensar em práticas pedagógicas inclusivas nas aulas de educação física, em especial no que diz respeito às questões de sexualidade e gênero, ou seja, aulas para meninos e aulas para meninas. NÃO se caracteriza como um procedimento didático‐pedagógico correto para se trabalhar as questões de gênero nas aulas de educação física:
Leia o fragmento a seguir.
“Além das novas demandas e dos entraves do cenário escolar e suas próprias condições de vida e de trabalho, o professor ainda se depara com outras dificuldades que complicam a realização das intenções dos PCNs de ênfase em parâmetros curriculares não tradicionais, como sexualidade e gênero”.
(Abramovay et al., 2004)
Assinale a alternativa que apresenta a proposta que tem como
objetivo mitigar o apresentado no fragmento.
A pesquisa Juventudes e Sexualidade de Abramovay et al. (2004) mostra que professores têm dificuldade em trabalhar as temáticas sexualidade e afetividade em sala de aula. Muitas vezes, abordam o estudo do corpo sob uma visão higienista, delegando essa tarefa ao campo da biologia (“saber competente”).
Assinale a alternativa que exemplifica uma proposta alternativa à visão higienista sobre sexualidade nas escolas.
A respeito da história da educação sexual no Brasil, relacione os períodos listados a seguir com suas respectivas características.
1. Início da década de 1920
2. 1928 até 1950
3. Anos 1960
4. Anos 1970
5. Anos 1980
6. 1995
( ) Intensificam-se os debates e ressurgem projetos legislativos voltados para a educação sexual; a visibilidade do movimento feminista tem lugar em tal dinâmica.
( ) A orientação sexual é assumida nos Parâmetros Curriculares para o Ensino Fundamental (PCNs), como um dos “temas transversais” da programação pedagógica, de forma articulada com diversas disciplinas e outros temas.
( ) Com a expansão da AIDS e dos casos de gravidez entre adolescentes, a orientação sexual passou a ser preocupação das escolas, principalmente as da rede privada.
( ) Surgem ideias inovadoras, defendidas por feministas como Berta Lutz; reivindica-se a adoção da educação sexual com o objetivo de proteção à infância e à maternidade.
( ) As experiências de educação sexual aplicadas em algumas escolas no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo resultaram em perseguição a seus diretores.
( ) Nesse período, apesar da educação sexual ter sido aprovada pelo Congresso Nacional houve retrocessos, principalmente por influência da Igreja.
Assinale a alternativa que mostra a relação correta, na ordem
de cima para baixo.
I – A abordagem sobre a sexualidade deve fundar-se na visão tradicional, a partir da qual se demarca o “certo” e o “errado” em relação às concepções, valores, crenças e comportamentos.
II – Compete à escola intervir nas orientações que cada família oferece como base para a educação sexual dos filhos.
III – O respeito às diferenças é um fundamento pedagógico que deve ser considerado pela escola em relação às famílias.
IV – A escola somente poderá intervir nas famílias quando deflagradas situações sobre a sexualidade em que ocorra violação de direitos da criança e do adolescente, principalmente comunicando ao Conselho Tutelar.
V – A transversalidade da orientação sexual deve considerar, prioritariamente, os aspectos biológicos e religiosos, seguidos das condições psíquicas relacionadas aos desvios comportamentais.