Questões de Concurso
Sobre educação infantil em pedagogia
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I. É necessário assegurar espaços e tempos para a participação, o diálogo e a escuta cotidiana das famílias, assim como garantir o respeito e a valorização das diferentes formas em que elas se organizam.
II. Quando a criança passa a frequentar a educação infantil, não é possível assegurar o atendimento a cada especificidade que ela apresenta, por isso a integração das ações e projetos educacionais deve pautar-se, fundamentalmente, no compartilhamento, para que a família saiba o que está sendo desenvolvido.
III. O trabalho com as famílias requer que as equipes de educadores as compreendam como parceiras, reconhecendo-as como criadoras de diferentes ambientes e papéis para seus membros. Essas famílias estão em constante processo de modificação de seus saberes, fazeres e valores em relação a uma série de pontos, dentre eles o cuidado e a educação dos filhos.
IV. As professoras e os professores compreendem que compartilham a educação das crianças com os membros da família, exercendo as mesmas funções para contribuir com o enriquecimento das experiências cotidianas das crianças.
Assinale a alternativa CORRETA.
Considerando os níveis de desenvolvimento da escrita segundo Ferreiro e Teberosky (1999), analise a descrição abaixo.
Fernanda é professora de crianças entre 3 e 4 anos. Naquela manhã, quando entramos na sua sala, ela estava se dirigindo para uma das mesinhas:
– Fernanda, olha a casa que eu fiz...Tem um monte de janelinhas.
– Que bonita casa, Marina! O que mais você fez?
– Meu nome... aqui... aqui... aqui... – respondeu Marina, apontando um serrilhado contínuo feito na parte superior da folha.
Assinale a alternativa que apresenta o nível CORRETO de desenvolvimento da escrita da menina.
I. A responsabilidade pela criança é cheia de conflitos; envolve protegê-la do mundo, cuidar para que ela não sucumba aos seus perigos, mas, também, garantir que as novas gerações preservem o mundo que receberam para assegurar que ele e a humanidade sobrevivam.
II. As crianças chegam ao mundo da cultura, no qual já estão presentes formas de se expressar, tradições, costumes, histórias, objetos, modos de conviver etc.. Portanto, a experiência que elas viverão não é uma experiência de descoberta, como querem alguns, mas de “recriação”, pois a criança trabalha sobre elementos já presentes na cultura de seu grupo de origem.
III. A responsabilidade pela entrada da criança no universo cultural que ela compartilha com seu grupo social tem, cada vez mais, envolvido outros sujeitos e instituições fora da família. Isso é fruto das profundas transformações que ocorreram no campo social.
IV. A educação constitui um processo de transmissão cultural e não de produção de sentidos e de criação de significados.
V. A experiência da educação infantil precisa ser muito mais qualificada. Ela deve incluir o acolhimento, a segurança, o lugar para a emoção, para o gosto, para o desenvolvimento da sensibilidade; não pode deixar de lado o desenvolvimento das habilidades sociais nem o domínio do espaço e do corpo e das modalidades expressivas. Deve, por fim, privilegiar o lugar para a curiosidade e o desafio e a oportunidade para a investigação.
Assinale a alternativa CORRETA.
“Respeitar a criança não é limitar suas oportunidades de descoberta, é conhecê-la verdadeiramente para proporcionar-lhe experiências de vida ricas e desafiadoras, é procurar não fazer por ela, auxiliando-a a encontrar meios de fazer o que quer, é deixá-la ser criança” (HOFFMANN; SILVA, 1995, p. 14).
De acordo com a citação acima, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o
aspecto mais visado pela ação educativa segundo a concepção descrita por Hoffmann e Silva.
( ) O atendimento em creches e pré-escolas como um direito social das crianças se concretiza na Constituição de 1988, com o reconhecimento da educação infantil como dever do Estado para com a educação. ( ) A identidade das creches e pré-escolas atualmente é marcada por diferenciações em relação à classe social das crianças, o que reflete na fragmentação das concepções sobre educação em espaços coletivos, compreendendo o cuidar como atividade meramente ligada ao corpo e destinada às crianças mais pobres e o educar como experiência de promoção intelectual reservada aos filhos dos grupos socialmente privilegiados. ( ) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), ao regulamentar esse ordenamento, introduziu uma série de inovações em relação à educação básica, dentre as quais figura a integração das creches nos sistemas de ensino, compondo, junto com as pré-escolas, a primeira etapa da educação básica. ( ) Lei nº 9.394/96 vincula a educação básica aos municípios e evidencia o estímulo à heteronomia das unidades educacionais na organização determinada pelas propostas curriculares do município, garantindo a oferta de uma educação igual para todas as crianças.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
I. Observação crítica e criativa de atividades, brincadeiras e interações das crianças no cotidiano. II. Utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (relatórios, fotografias, desenhos, álbuns etc.). III. Continuidade dos processos de aprendizagens por meio da criação de estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição vividos pela criança (transição casa/instituição de educação infantil, transições no interior da instituição, transição creche/pré-escola e transição pré-escola/ensino fundamental). IV. Produção de documentação específica que permita às famílias conhecer o trabalho da instituição junto às crianças e os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança na educação infantil. V. Não retenção das crianças na educação infantil.
Assinale a alternativa CORRETA.
Uma pedagogia da infância tem como objeto de preocupação os processos de constituição do conhecimento pelas crianças, como seres humanos concretos e reais, pertencentes a diferentes contextos sociais e culturais também constitutivos de suas infâncias. Essa complexidade representa, para a pedagogia, a necessidade de percepção do sujeito-criança, orientando a ação pedagógica por olhares que contemplem sujeitos múltiplos e diversos, reconhecendo, sobretudo, a criança como um:
Os Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil defendem uma perspectiva educacional que respeite a diversidade cultural e promova o enriquecimento permanente do universo de conhecimentos, criando condições para que as crianças desfrutem da vida ao ar livre, aprendam a conhecer o mundo em que vivemos, compreendam as repercussões das ações humanas nesse mundo e sejam incentivadas em atitudes de preservação e respeito à biodiversidade. Em síntese, para propor parâmetros de qualidade para a educação infantil, é imprescindível levar em conta que as crianças, desde que nascem, são:
I. cidadãos de direitos. II. indivíduos únicos, singulares. III. seres sociais e históricos. IV. seres competentes, produtores de cultura. V. indivíduos humanos, parte da natureza animal, vegetal e mineral.
Assinale a alternativa CORRETA.
I. auxílio nas atividades que não puderem realizar sozinhas. II. atendimento de suas necessidades básicas físicas e psicológicas. III. atenção especial em momentos peculiares de sua vida. IV. atenção em relação às suas particularidades e desejos pessoais.
Assinale a alternativa CORRETA.
Na sala de aula da professora Doralice Silva, 1º. Ano do Ensino Fundamental, escola pública, existem vinte e cinco crianças. Dentre estas, três inclusões, sendo um menino com espectro autista, uma menina com deficiência intelectual e um menino com diagnóstico de hiperatividade. Durante o planejamento de uma sequência didática para trabalhar o sistema de escrita alfabética, Doralice considerou a possibilidade de flexibilização curricular para atender a seguinte realidade: três alunos não estão alfabéticos (um aluno encontra-se na hipótese pré-silábica, outro na hipótese de escrita silábica com valor sonoro e o terceiro na hipótese silábico-alfabética). Assinale a alternativa que melhor define a perspectiva teórica correspondente a essas hipóteses ( Pré-silábica; Silábica; Silábico-alfabética e Alfabética).
Uma palavra só!
Era uma vez um rei mandão — como muitos — que resolveu castigar qualquer um que falasse uma mentira (mentira pelo menos no seu ponto de vista). Mas a primeira vítima do castigo real foi seu próprio filho, condenado a nunca mais abrir a boca para falar, a não ser, única e exclusivamente... a palavra “exclusivamente”. É assim que o príncipe sai pelo mundo, respondendo a tudo: “exclusivamente”. Até que um dia ele conhece Eva. Ele a seguia, tímido, meio de longe. Eva era fantástica. Sabia inclusive ler, o que era raríssimo naquele tempo. "Se ao menos eu soubesse ler e escrever", pensava o príncipe.
Talvez por pena, a contorcionista, que passava o seu tempo livre lendo romances, notando o interesse do príncipe pelas letras, decidiu que o ensinaria a ler e a escrever. Escreveu bem grande EXCLUSIVAMENTE e tentou lhe ensinar as letras dessa palavra. No princípio, para sermos sinceros, o príncipe não entendia nada. Eva repetia. Um dia já estava no finalzinho da palavra: -M-E-N, MEN, T-E, TE. MEN-TE, MENTE. De repente deu um clique no príncipe. Ele pegou o lápis e com certa dificuldade — não muita — escreveu alguma coisa. Depois cortou algumas letras de EXCLUSIVAMENTE e deixou apenas E - V - A. Ela não aguentou e lhe deu um beijo. O príncipe tinha descoberto a maior maravilha. Agora, por exemplo, se gritavam por ele, perguntando onde ele estava, podia pegar o C da sílaba CLU e o A que está em VAMENTE e dizer: CÁ.
Não era uma resposta muito longa, mas já era alguma coisa para quem tinha passado tanto tempo só com "exclusivamente". E podia também inventar [...] palavras meigas para acarinhar a contorcionista. Mas... os candongueiros do reino, que não percebiam que as novas palavras estavam dentro da palavra exclusivamente, foram mexericar para o rei que o príncipe não estava mais lhe obedecendo. E levaram o menino preso. A contorcionista foi atrás e tentou explicar que o príncipe só usava as letras de exclusivamente. Mas o rei não queria saber de explicações.
– Bem... — disse sua majestade. — Se o príncipe responder a três perguntas simples, só com a palavra exclusivamente, eu até lhe entrego minha coroa. Mas, se não der conta, vou ter que cortar a língua dele.
– Quantos anos você tem? – perguntou para começar.
– E - X - C - L - U - S - I - V - A - M - E - N - T - E - soletrou o príncipe e repetiu de novo, falando bem alto as letras S - E - T - E as outras bem baixinho.
– Oh céus! Então é mesmo verdade que só tem usado a palavra exclusivamente? — assustou-se o rei.
– E quem foi que lhe ensinou esse truque dos diabos?
O príncipe apontou a contorcionista e de novo repetiu as letras de exclusivamente, enfatizando E - L - A. Hoje, o príncipe fala o que ele quer e o rei sem coroa, que não é mais o dono da verdade, anda tomando umas aulas com a contorcionista.
LAGO, Ângela. Uma palavra só! São Paulo: Moderna, 1996. [Adaptado].