Questões de Concurso
Sobre currículo (teoria e prática) em pedagogia
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Para entender o conceito de currículo, é preciso separá-lo da prática e do contexto em que se encontra, pois ele é uma sistematização técnica de conteúdos institucionalizados.
O currículo é uma práxis que ocorre em condições concretas de interações sociais e culturais.
Currículo não é algo dado, não é realidade objetiva, e sim processual, provisória, visto que ele está relacionado à temporalidade histórica.
A atribuição do técnico em assuntos educacionais em relação ao currículo das organizações é somente a de executor, isto é, colocar em prática o que já está estabelecido.
Modelos rígidos de coleta de dados devem nortear a avaliação do processo de trabalho em grupo para que não haja distorções nos dados necessários para possíveis reformulações do processo.
Caso, durante uma reunião, o grupo proponha ao técnico responsável pela condução dos trabalhos a realização de uma autoavaliação pelo grupo, ele não deverá autorizar essa atividade, visto que ela não possibilitará a reformulação de práticas realizadas pelo grupo.
As técnicas de trabalho em grupo foram desenvolvidas para aumentar e dinamizar a produtividade dos trabalhos; por isso, elas não são absolutas, são ferramentas dinâmicas, passíveis de modificação e de adaptação.
É de exclusiva responsabilidade do condutor o bom funcionamento do grupo, que pressupõe planejamentos e ações com relação a horários, pauta de reunião, decisões, divisão de tarefas, programação dos próximos encontros e avaliação.
Dado o caráter processual do planejamento, as etapas do processo de ensino têm como principal característica a inflexibilidade.
O uso de recursos didáticos pelo professor deve estar alicerçado no domínio que esse tem do conteúdo com o qual trabalhará; do contrário, os objetivos de ensino dificilmente serão alcançados.
Considera-se recurso didático todo material audiovisual utilizado pelo professor no processo de ensino e aprendizagem, exceto passeios e visitas a museus e zoológicos, que são atividades pedagógicas vivenciais.
A discussão em torno da perspectiva interdisciplinar em educação não tem respaldo nas teorias do currículo, em razão do atendimento, por este, das necessidades de todas as disciplinas de forma individual.
Por meio do planejamento de ensino, o professor direciona suas ações para alcançar metas específicas, define estratégias e recursos necessários para atingir os objetivos e propõe meios de se avaliar os resultados obtidos.
A descrição e a problematização da realidade, sua compreensão crítica e a proposição coletiva de alternativas de ação são três momentos do processo de avaliação do planejamento.
Em razão de sua importância para o bom andamento do ensino, o planejamento deve ser pensado e executado pelos professores a partir de reflexões conjuntas com os alunos e a comunidade escolar.
O primeiro passo no planejamento das aulas é o diagnóstico da realidade sobre a qual se vai atuar; esse diagnóstico servirá de base para a formulação dos objetivos, os quais serão o norte do plano de aulas.
O professor deve, antes de qualquer planejamento, identificar com clareza os seus objetivos instrucionais ou educacionais, caso contrário a ação docente poderá não ter sentido.
O projeto político-pedagógico organiza o trabalho a ser desenvolvido pela escola no que diz respeito às ações coletivas, contudo a sala de aula é território do professor, que determina, de forma autônoma, como o seu trabalho será executado.
São os objetivos de ensino que expressam os propósitos definidos quanto ao desenvolvimento de capacidades necessárias para que o educando lide com as transformações sociais.
O professor deve ter os objetivos educacionais como ponto de partida para a realização de seu trabalho pedagógico.