Questões de Concurso
Comentadas sobre concepções de mundo, homem e educação em pedagogia
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Basicamente, estamos sempre educando para um mundo que ou já está fora dos eixos ou para aí caminha, pois é essa a situação humana básica, em que o mundo é criado por mãos mortais e serve de lar aos mortais durante tempo limitado. O mundo, visto que feito por mortais, se desgasta e, dado que seus habitantes mudam continuamente, corre o risco de tornar-se mortal como eles.
(Adaptado de: ARENDT, H. Entre o passado e o futuro, 2003, p. 243)
A partir dos fundamentos filosóficos expressos no trecho,
A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade:
I. O pleno desenvolvimento do educando.
II. O seu preparo para lutas corporativas.
III. A emancipação ideológica.
Quais estão corretas?
Platão (427-347 a.C.), por exemplo, firmou posição a favor das ideias congênitas, defendendo a tese de que a alma precede o corpo e que, antes de encarnar, tem acesso ao conhecimento. Ele afirmou que conhecer é relembrar, pois a pessoa já domina determinados conceitos desde que nasce.
Essa perspectiva sustenta que as pessoas naturalmente carregam certas aptidões, habilidades, conceitos, conhecimentos e qualidades em sua bagagem hereditária. Tal concepção motivou um tipo de ensino que ficou conhecido como:
Para Mario Sergio Cortella, “Se o ensino da Filosofia trabalhar com a noção/ideia de pluralidade cultural, diversidade de vida e multiplicidade étnica, fará com que haja a compreensão do respeito à diversidade. Pobres, negros, mulheres, homossexuais, entre outros, precisam ser tratados, no campo da ética e do ensino da Filosofia, dentro do conceito que eu chamo de antropodiversidade.
Lidamos muito com o conceito de biodiversidade, mas também é preciso introduzir a ideia de diversidade humana. Nessa direção, o ensino da Filosofia não tem a exclusiva tarefa de fazer essa conversão, mas tem a força de oferecer fundamentos para que se pense, no campo da história humana e da reflexão filosófica, o lugar da diversidade.”
Cabe ressaltar que, as chamadas minorias nas quais normalmente são referidas, são minorias:
Aprender a ser cidadão e a ser cidadã é, entre outras coisas, aprender a agir com respeito, solidariedade, responsabilidade, justiça, não-violência; aprender a usar o diálogo nas mais diferentes situações e comprometer-se com o que acontece na vida coletiva da comunidade e do País.
Esses valores e essas atitudes precisam ser aprendidos e desenvolvidos pelos estudantes e, portanto, podem e devem ser ensinados na escola. Para que os estudantes possam assumir os princípios éticos, são necessários pelo menos dois fatores: - que os princípios se expressem em situações reais, nas quais os estudantes possam ter experiências e conviver com a sua prática; - e que haja um desenvolvimento da sua capacidade de autonomia moral, isto é, da capacidade de analisar e eleger valores para si, conscientemente e livremente.
Uma educação em valores deve partir de temáticas significativas do ponto de vista ético e propiciar condições para que os alunos e as alunas desenvolvam sua capacidade dialógica, tomem consciência de seus sentimentos e emoções (e das demais pessoas) e desenvolvam a capacidade autônoma de tomar decisões em situações conflitantes do ponto de vista ético/moral.
A melhor forma de ensiná-los, portanto, é fazer com que:
Assinale a alternativa CORRETA.
Leia o texto para responder à questão.
Numa primeira aproximação e concretização do significado amplo que nos sugere Sacristán (2000), propomos definir
o currículo como “o projeto seletivo de cultura, cultural, social,
política e administrativamente condicionado, que preenche a
atividade escolar e que se torna realidade dentro das condições da escola tal como se acha configurada”. Este conceito
de currículo, referencial para a ordenação teórica da problemática correspondente, sugere-nos que existem três grandes
grupos de problemas ou elementos em interação recíproca,
que são os que definitivamente concretizam a realidade curricular como cultura escolar.
( ) Democratização do acesso e da permanência, isto é, aumentar cada vez mais o número de pessoas em qualquer idade na educação básica e que elas não só entrem como permaneçam dentro da escola. ( ) Democratização da gestão, isto é, que as comunidades pedagógicas (pais, alunos, professores e funcionários) tenham presença ativa dentro do equipamento escolar. ( ) Uma nova qualidade de ensino em relação ao tempo que vivemos com uma modificação das condições de trabalho docente e de formação continuada de modo que a gente faça melhor aquilo que a gente precisa fazer.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: