Questões de Concurso
Sobre aspectos sociológicos da educação em pedagogia
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Fonte: http://chebolas.blogspot.com/2013/06/charge-foto-e-frase-do-dia_8.html
Caso Inácio
Inácio nasceu diferente. Foi uma criança cuja família, desde cedo, percebeu que ele tinha o desenvolvimento atrasado em relação aos irmãos: demorou a falar, a andar, tinha dificuldade para compreender. O médico disse que não havia o que fazer e que ele seria “retardado” ao longo de toda sua vida. Na primeira infância, ele ficou em casa, pois nenhuma creche ou pré-escola aceitaram matriculá-lo, sob a alegação de que ele não tinha autonomia para andar, usar banheiro, alimentar-se ou se vestir/despir e, que por isso, a escola não tinha condições de recebê-lo. Em sua cidade, também não havia nenhuma instituição especializada que pudesse acolhê-lo. Quando Inácio atingiu 6 anos, a política de inclusão escolar foi implementada no sistema educacional municipal. Inácio ingressou na faixa etária de escolaridade obrigatória, na época, definida entre 6 e 14 anos, quando ele teve sua matrícula garantida e seus pais foram obrigados, por lei, a levá-lo para a escola, porque, segundo a Constituição Brasileira, a educação é um direito subjetivo, portanto inalienável. Ele começou, então, a frequentar uma classe de primeiro ano, mas sem, de fato, estar participando das aulas, das provas ou tendo acesso ao currículo. Ele era cadeirante, não se expressava pela fala, mas apenas com poucos gestos, não conseguia controlar a baba e, ao ser matriculado na classe comum, não foi bem aceito ou benquisto nem por seus colegas da turma, nem por professores, que não sabiam como se comportar diante dele, pois o achavam muito estranho. Muitos sentiam nojo de sua baba constante e procuravam não se aproximar muito. Sua professora não sabia o que fazer com ele na sala de aula, mas ela tinha uma auxiliar da escola que ocasionalmente aparecia nos momentos de levá-lo ao banheiro, efetuar trocas de fraldas, cuidar de sua higiene, alimentá-lo e acompanhá-lo no recreio. Nos demais períodos escolares, ele permanecia num canto isolado da sala e sua família tinha a responsabilidade de trazê-lo para a escola e vir buscá-lo, porque não havia transporte escolar adaptado para viabilizar seu acesso à escola. E, assim, ele foi passando de ano em ano, sendo automaticamente promovido pelos seus professores e sendo tratado como se fosse um objeto inanimado dentro da sala de aula, pois não tinha livros, cadernos ou material próprio. Ninguém conseguia comunicar-se se com ele e Inácio permanecia o tempo todo na sala, em sua cadeira adaptada, sem se comunicar ou fazer nenhuma atividade. Inácio permaneceu na escola comum porque sua família fazia questão disso, ainda que ele parecia não avançar e, dependendo da professora e do conselho de classe, em alguns anos, foi promovido e, em outros, retido na série que cursava. Ao completar 18 anos, sem concluir o ensino fundamental, a família de Inácio foi chamada para decidir se ele iria frequentar uma classe de Educação de Jovens e Adultos ou se iria requerer um certificado de terminalidade específica de conclusão do ensino fundamental. Sua família até fazia muito gosto que ele continuasse na escola, mas percebeu que Inácio se cansara e decidiu retirá-lo da escola, depois de anos tentando, sem sucesso, que ele aprendesse a ler, a escrever ou a dominar no mínimo as quatro operações matemáticas. Ele saiu sem ter amigos e também sem perspectivas de emprego. Sua família solicitou ao Estado e conquistou o direito ao benefício de prestação continuada. Hoje, Inácio, já adulto, permanece em casa assistindo à televisão ou fica na calçada observando o movimento da rua. Ele raramente sai de casa, pois a família tem dificuldade de transportá-lo e ocasionalmente faz uso do transporte especial gratuito, recentemente implantado no município, mas apenas quando precisa ir ao médico ou à agência da previdência para a revisão de seu benefício. A família guarda na gaveta o certificado de terminalidade específica do ensino fundamental concedido pela escola, sem entender para que serve esse documento.
Fonte: MENDES, Eniceia Gonçalves. Sobre alunos "incluídos" ou da "inclusão", reflexões sobre o conceito de inclusão escolar. In: Sônia Lopes Victor; Alexandro Braga Vieria; Ivone Martins de Oliveira. (Org.). Educação Especial Inclusiva: conceituações, medicalização e politicas. 1ed.Campos de Goytacazes (RJ): Brasil Multicultural, 2017, v. 1, p. 60-83.
( ) O fato de ser rotulado como “retardado” pode significar uma postura preconceituosa ou discriminatória, que poderá refletir ao longo da sua vida.
( ) O fato de ser caracterizado e diagnosticado como pessoa com deficiência, já pressupõe ser excluído na escola e sem perspectiva de ser incluído socialmente.
( ) O fato de estar na condição de deficiência não o torna incapaz ou incompetente, cabendo à família e à escola criarem estratégias e recursos para tornar Inácio cada vez mais independente no aspecto socioeducativo.
As afirmativas são, respectivamente:
Nesta perspectiva, analise a função da instituição escolar nas asserções seguintes:
I- Na escola, os conteúdos abordados, os métodos de ensino, as motivações e a organização do processo de ensino e aprendizagem, bem como suas manifestações e as relações estabelecidas entre professores e alunos cumprem a função de manutenção das desigualdades e injustiças econômicas e sociais.
PORQUE
II- Na sociedade de classes, a escola, bem como as questões sociais, políticas e culturais são reflexo/reprodução de propósitos estabelecidos no âmbito das relações de produção que se dão por meio da exploração de uma classe por outra.
Analisando o contexto, pode-se afirmar que:
Considerando as informações presentes no texto, analise as asserções a seguir e a relação entre elas:
I- O(a) psicopedagogo(a) é essencial, ao participar da dinâmica da comunidade educativa, promovendo orientações metodológicas de acordo com as particularidades dos indivíduos do grupo e colaborando no desenvolvimento de projetos educativos, além de acompanhar a implementação de novas propostas de ensino.
PORQUE
II- O estudo psicopedagógico desempenha um papel fundamental ao aprofundar a compreensão das particularidades e demandas de aprendizagem de um aluno específico, permitindo que a escola disponibilize recursos adequados para suprir essas necessidades.
A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA:
“ Por incrível que pareça, a questão do racismo, preconceito e discriminação não é tão comum. Isso acontece, mas (sic) infelizmente ainda existem muitas pessoas com esse Defeito, às vezes nós mesmos temos essa reação, mas quando nos damos conta já passou e nem nos preocupamos em rever o erro que cometeu e simplesmente deixa prá lá,” (J.PARDA, apud BONFIM, BOAKARI, ARAÚJO, 2013, p. 200).
A análise do depoimento conduz à seguinte conclusão:
I- O racismo é um obstáculo à garantia do direito humano à educação.
PORQUE
II- O racismo restringe as condições e as oportunidades para que a população negra viva em igualdade de direitos com os demais na sociedade brasileira.
A respeito dessas asserções, analise a opção CORRETA:
( ) A aprendizagem baseada em problemas estimula a competitividade entre os alunos e não favorecem o trabalho em equipe.
( ) A aprendizagem baseada em problemas é uma estratégia em que o estudante assume o papel de agente e principal responsável pelo seu aprendizado.
( ) O aprendizado que fica apenas no nível da memorização tem pouco valor para a vida social e profissional.
( ) Ao estabelecer a dinâmica da aprendizagem baseada em problemas o professor assume obrigatoriamente a condição de fornecedor de conhecimentos.
A sequência CORRETA é:
Qual dos autores abaixo apresenta em sua teoria de aprendizagem o conceito de situação social de desenvolvimento?
Os pensamentos de Durkhein e Marx fazem referência