Questões de Concurso
Comentadas sobre aspectos sociológicos da educação em pedagogia
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Como o movimento e as práticas corporais podem contribuir para a socialização dos indivíduos em diferentes contextos?
Considerando a afirmativa acima, assinale a alternativa que melhor exemplifica uma ação pedagógica voltada à transformação social.
A educação, em sua essência, é um processo social intrinsecamente ligado às estruturas e dinâmicas de uma sociedade. Ela pode atuar tanto como um mecanismo de controle social, reproduzindo hierarquias e valores dominantes, quanto como um potente instrumento de transformação, fomentando a crítica, a autonomia e a superação das desigualdades. A relação entre escola, família e comunidade, por sua vez, é um campo fértil para a manifestação dessas tensões e possibilidades, influenciando diretamente a cultura e a organização social. Em um contexto de crescentes desigualdades sociais e complexas interações culturais, a escola se vê desafiada a redefinir seu papel.
Considerando a perspectiva sociológica da educação e a dualidade entre controle e transformação social, qual das seguintes abordagens melhor descreve o papel da escola na contemporaneidade, diante das demandas por uma educação que promova a equidade e a participação cidadã, em contraste com modelos que perpetuam a estratificação social?
Essa ação demonstra que o currículo deve ser entendido como:
Com base no excerto acima, identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas abaixo com relação à história e à concepção de infância e assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo.
( ) Vigotski redimensiona o conceito de infância quando o coloca no cenário do desenvolvimento cultural. Ao fazer isso, o autor desloca o enfoque biológico-evolucionista e supera a dimensão etária como elemento determinante para compreender o desenvolvimento da criança.
( ) Émile Durkheim foi quem primeiro buscou tecer os fios da infância aos fios da escola propondo uma educação moral para que as novas gerações se adequassem às regras existentes nos âmbitos social, político e econômico.
( ) Na perspectiva da Teoria Histórico-Cultural, a criança passa a ser compreendida como um sujeito que é influenciado pelos determinantes que constituem a formação social na qual está inserido, sem exercer influência sobre essa formação.
( ) No Brasil, as políticas sociais dirigidas às crianças durante todo o século XX se pautaram por um caráter paternalista e assistencial e se revelaram repressivas e de caráter policialesco quando dirigidas à “criança pobre”. Desse modo, a história da infância coincide com a história da assistência, contribuindo para a construção da imagem da “criança pobre” como uma ameaça social a ser contida.
( ) Florestan Fernandes compreendeu a criança como participante ativo da vida social e buscou estudar como se constituem as “culturas infantis”. Um dos trabalhos desse sociólogo contribuiu no sentido de reconhecer a criança como um agente de socialização tão importante quanto a família e a igreja.
I. O chamado modelo piramidal, que na década de 1970 norteou as diretrizes políticas para a Educação Física, passou na década seguinte a ser contestado, pois o Brasil não se tornou uma potência olímpica, tampouco ampliou significativamente o número de praticantes de atividades físicas.
II. Em sintonia com a vertente mais tecnicista, esportivista e biologicista, surgem novas abordagens crítico-progressistas na Educação Física escolar a partir do final da década de 1970.
III. As abordagens que tiveram maior impacto a partir de meados da década de 1970 são comumente denominadas de psicomotora, construtivista e desenvolvimentista.
IV. As abordagens críticas passaram a questionar o caráter alienante da Educação Física na escola, propondo um modelo de adaptação às contradições e injustiças sociais.
V. A Educação Física passou a ser entendida como uma área de conhecimento que trata da atividade física.
( ) A oficialização de aulas mistas na Educação Física foi um fator legal significativo nos anos 1990, que possibilitou impulsionar a produção do campo acadêmico sobre Educação Física e gênero. Nesse sentido, a composição das turmas mistas garante o término de hierarquizações e desigualdades de gênero.
( ) A atribuição dos papéis masculinos desde a socialização primária, como, por exemplo, jogar bola na rua, soltar pipa, escalar muros e outras atividades que envolvem riscos e desafios, mostram que as aptidões motoras são parte do processo biológico/natural do ser humano.
( ) O termo gênero se constitui num conjunto de significados culturalmente construído sobre um corpo sexuado, sendo o resultado causal do sexo e aparentemente fixo quanto a este, pois os sujeitos e seus corpos são elementos passivos num processo de moldagem de papéis de gênero.
( ) A incorporação da pedagogia queer tem sido sugerida no currículo escolar de Educação Física. Essa teoria permite pensar a ambiguidade, fluidez e multiplicidade das identidades para além da lógica binária e da heterossexualidade compulsória.
( ) São alguns dos elementos necessários para engendrar um modelo coeducativo na escola: o reconhecimento das discriminações de gênero e das potencialidades dos indivíduos independentemente do sexo; a igualdade de condições para desenvolver aptidões físicas e intelectuais sem distinção de gênero; e a transformação dos estereótipos sexistas.
I. É necessário considerar que o ensino de movimentos se concentra sobre a criança/o adolescente que “se-movimenta” e não sobre os movimentos da criança/do adolescente.
II. O desenvolvimento do saber humano enquanto capacidade de “saber-sentir”, “saber-pensar” e “saber-agir” se separa do desenvolvimento da subjetividade.
III. A reificação ou o controle da subjetividade pelo processo de civilizar a criança acontece quando esta, para tornar-se adulta, precisa perder a fascinação pelo mundo natural.
IV. Na escola, os conteúdos teóricos e práticos ministrados de modo repetitivo e mecânico nas disciplinas promovem a retirada de significados individuais, próprios das realizações humanas.