Questões de Concurso
Comentadas sobre alfabetização e letramento em pedagogia
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( ) As práticas pedagógicas na Educação Infantil envolvem organização e condições de interação entre adultos e crianças. ( ) As práticas pedagógicas para crianças de 0 a 3 anos devem prever condições que possam garantir uma educação integral e que o cuidado é dissociável do processo educativo. ( ) As práticas pedagógicas na Educação Infantil visam valorizar as crianças em sua identidade pessoal, contribuindo para a sociabilidade, o que envolve direitos e deveres. ( ) As práticas pedagógicas na Educação Infantil norteiam as brincadeiras e interações, visando garantir experiências centralizadas na linguagem escrita.
I. Para que a criança se desenvolva, é suficiente um ambiente com mobiliário e brinquedos suficientes e apropriados para o objeto da brincadeira que será desenvolvida. II. A criança, quando brinca ao ar livre, experimenta brincadeiras mais livres. No entanto, quando a brincadeira acontece em um ambiente que é apropriado e tem a mediação de um adulto e a socialização com outras crianças, são proporcionadas aprendizagem e qualidade ao movimento educacional. III. A ludicidade é a característica da brincadeira. Em alguns momentos, ela ocorre por meio do faz de conta e é, nesse momento, que a criança utiliza-se de acontecimentos reais para criar um contexto para o desenvolvimento da brincadeira e que irá assimilar a linguagem, irá coordenar ações e promoverá relações interpessoais. IV. A socialização é imprescindível na Educação Infantil, pois é por meio dela que é possível desenvolver brincadeiras com papéis sociais, sendo esse o momento em que a criança aprende sobre moral e ética.
Uma análise histórica dos resultados da alfabetização no Brasil em avaliações nacionais e estaduais evidencia, desde os anos 1960-1970 até as atuais avaliações, um reiterado baixo nível de leitura e escrita na aprendizagem inicial da língua escrita.
Para a Profª Magda Soares, “enquanto considerarmos que ensinar a ler é uma questão de métodos e de atividades de interpretação de textos, continuaremos fracassando em alfabetizar e letrar adequadamente nossas crianças. Em relação à alfabetização, entendida como apropriação do sistema alfabético, prevalece a falsa suposição de que basta adotar um método, entre os vários que são oferecidos.”
Ainda segundo a Professora, ensinar a ler é um processo muito complexo e exige que os professores tenham:
Vivemos numa sociedade grafocêntrica. A leitura e a escrita permeiam as interações humanas. Entretanto, na escola, ainda enfrentamos dificuldades no desenvolvimento de atividades que promovam não apenas o aprendizado sobre a linguagem, mas também a conscientização da centralidade da escrita e da leitura na sociedade.
Esse problema – o inadequado processo de escolarização na modalidade escrita e a artificialização da produção dos alunos – tem se tornado um obstáculo para uma aprendizagem significativa.
Concepções sobre letramento (Bakhtin, Kleiman, Street, Soares, Freire) mostram uma possibilidade concreta para um ensino-aprendizagem significativo. (Adaptação: Base Nacional Comum Curricular)
Um caminho emancipatório para o ensino pode ser exemplificado pela:
Tendo como referência as obras Alfabetização e letramento na sala de aula, de Castanheira e Maciel (2008) e Métodos e didáticas de alfabetização: história, características e modos de fazer de professores: de Frade (2005), que discutem a avaliação na Educação Básica, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
( ) Segundo a obra organizada por Castanheira e Maciel (2008), um dos desafios a ser enfrentado no processo de planejamento dos trabalhos a serem desenvolvidos em sala de aula é a articulação entre a dimensão individual e a dimensão coletiva e institucional. Desse modo, o planejamento pode ser substituído pela escolha de um método de ensino ou por um livro didático.
( ) Segundo a obra organizada por Castanheira e Maciel (2008), a ideia de avaliar a alfabetização surge da necessidade de obtenção de informações sobre o quadro do ensino quando ainda é possível corrigir os percursos dos alunos. Isto é, surge da necessidade de diagnosticar os níveis de aprendizagem do alfabetizando em momentos mais precoces da escolarização, de modo a poder encontrar caminhos alternativos para que a criança aprenda a ler e a escrever.
( ) Segundo Frade (2005), há professores que não adotam um método específico, nem se apegam a um livro de alfabetização, mas que equilibram e usam, em sua prática, os princípios permanentes da decodificação e da compreensão. Para a autora, é importante que o professor escolha o eixo organizador do seu trabalho e tenha segurança ao eleger conteúdos e procedimentos.
( ) Segundo Frade (2005), no processo de alfabetização, é preciso focalizar mais intensamente a compreensão que a decodificação. Cabe ao professor realizar escolhas de livros ou métodos que direcionem para atividades que contribuam para a compreensão do sistema de escrita, contudo, espera-se que também seja crítico o suficiente para constatar que não há um método milagroso.
Assinale a sequência correta.
Batista (2005), no caderno Avaliação diagnóstica da alfabetização, apresenta exemplos de atividades para avaliação das crianças em processo de avaliação.
Em relação à capacidade “Ler e compreender palavras compostas por sílabas canônicas e não canônicas”, é correto afirmar que se tem como descritor
“A linguagem ocupa um papel central nas relações sociais vivenciadas por crianças e adultos. As crianças, desde cedo, convivem com a língua oral em diferentes situações: os adultos que as cercam falam perto delas e com elas.
Por meio da oralidade, as crianças participam de diferentes situações de interação social e aprendem sobre elas próprias, sobre a natureza e sobre a sociedade. Na instituição escolar, elas ampliam suas capacidades de compreensão e produção de textos orais, o que favorece a convivência delas com uma variedade maior de contextos de interação e a sua reflexão sobre as diferenças entre essas situações e sobre os textos nelas produzidos.
O mesmo ocorre em relação à escrita. As crianças e os adolescentes observam palavras escritas em diferentes suportes, como placas, outdoors, rótulos de embalagens; escutam histórias lidas por outras pessoas etc. Nessas experiências culturais com práticas de leitura e escrita, muitas vezes mediadas pela oralidade, meninos e meninas vão se constituindo como sujeitos letrados.”
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Cabe à escola, responsável pelo ensino formal da leitura e da escrita:
Zanluchi (2005) afirma que “Quando brinca, a criança prepara-se à vida, pois é através de sua atividade lúdica que ela vai tendo contato com o mundo físico e social, bem como vai compreendendo como são e como funcionam as coisas”. Ao brincar, a criança desenvolve diversos aspectos; contudo, aqui se fala sobre um importante instrumento do brincar, qual seja:
Leia e analise a entrevista com a Profª Magda Becker Soares. Após análise, marque a(s) proposição(ções) que exemplifica(m) “Objetivo Geral” no contexto da entrevista apresentada.
LETRAR É MAIS QUE ALFABETIZAR
Nos dias de hoje, em que as sociedades do mundo inteiro estão cada vez mais centradas na escrita, ser alfabetizado, isto é, saber ler e escrever, tem se revelado condição insuficiente para responder adequadamente às demandas contemporâneas. É preciso ir além da simples aquisição do código escrito, é preciso fazer uso da leitura e da escrita no cotidiano, apropriar-se da função social dessas duas práticas; é preciso letrar-se. O conceito de letramento, embora ainda não registrado nos dicionários brasileiros, tem seu aflorar devido à insuficiência reconhecida do conceito de alfabetização. E, ainda que não mencionado, já está presente na escola, traduzido em ações pedagógicas de reorganização do ensino e reformulação dos modos de ensinar, como constata a professora Magda Becker Soares, que, há anos, vem se debruçando sobre esse conceito e sua prática”. Urge, portanto, que se busque a especialização do docente, para que suas práticas pedagógicas ajudem os discentes no desenvolvimento linguístico. – (Adaptado) (http://www.nlnp.net/magda.htm)
I. Qualificar profissionais para atuar no processo de desenvolvimento de língua materna, acompanhando e enfrentando as mudanças constantes e rápidas no rumo da educação, surgidas pela alteração de informações nas áreas culturais, científicas, tecnológicas e pelo fenômeno da globalização.
II. Propiciar condições para o desenvolvimento de estudos e pesquisas relacionadas às diferentes áreas da linguagem, no sentido de ampliar a compreensão acerca da necessidade de formar falantes, leitores e produtores de textos competentes, por sua importância e função nas sociedades atuais.
III. Formar profissionais que contribuam para o processo de erradicação do analfabetismo em nosso país, como foco de obstrução à evolução social, cultural, cognitiva e afetiva de grande parte da população brasileira.
IV. Redimensionar o conceito de alfabetização e a formação do alfabetizador numa perspectiva interdisciplinar, tendo em vista as posições teóricas mais atuais, adotadas para a orientação dessa prática.
O texto é uma mensagem, isto é, um fato do discurso, uma passagem falada ou escrita que forma um todo significativo independentemente da sua extensão. Em sentido amplo, pode-se considerar como texto uma música, uma escultura, um filme, um poema, entre outros. Em sentido estrito, o texto é o resultado de um discurso; uma mensagem construída e, portanto, ligada a uma situação de enunciação. O texto apresenta-se em seus gêneros orais e escritos, exemplificados no âmbito da oralidade e no âmbito da escrita, como: Narrar, relatar, argumentar, expor, descrever ações. (...)
(MAIA, João Domingues. A noção de texto. Ática. São Paulo. P.12.)
Marque o exemplo de gênero, cujo aspecto tipológico é narrativo e os personagens centrais (protagonista e antagonista) são seres inanimados.
“Apropriação do sistema de escrita” diz respeito à apropriação, pela criança, do sistema da língua, tratando-se, portanto, da aquisição das regras que orientam a leitura e a escrita no sistema alfabético, bem como do domínio da ortografia da Língua Portuguesa. Nessa vertente, é importante que o alfabetizando compreenda diferenças entre a escrita alfabética e outras formas gráficas, compreendendo que:
I. A escrita se organiza da esquerda para a direita.
II. A função dos espaços em branco e dos sinais de pontuação.
III. O reconhecimento das unidades fonológicas como rimas, sílabas, terminações de palavras.
IV. A identificação das letras do alfabeto, compreendendo sua categorização gráfica e funcional e perceba a utilização de diferentes tipos de letras tanto na leitura quanto na escrita.
Estão em conformidade com a “Apropriação do sistema de escrita”:
A escrita torna a linguagem visível por meio de formas diferentes, ou seja, torna visível um objeto, uma palavra, uma sílaba, um som ou “uma coisa da linguagem até então apenas audível e pronunciável”. A atividade inicial da escrita tem um momento específico para acontecer e deve ser realizada, no primeiro bimestre, nas primeiras semanas de aula. (...) Dentre os diversos sistemas inventados e suas variadas evoluções, o sistema alfabético permitiu ao homem fixar as formas orais no tempo e no espaço. (HERRENSCHIMIDT, 1995, p.101). (Adaptado)
Considerando que a “Atividade diagnóstica – atividade inicial” é muito importante para o docente saber “o que os alunos sabem sobre a escrita”, analise as proposições com V (verdadeiro) ou F (falso). Em seguida, marque a alternativa correta.
I. A atividade inicial é um dos recursos de que o professor dispõe para conhecer as ideias que os alunos ainda não alfabetizados já construíram sobre o sistema de escrita, de uma forma geral.
II. A atividade inicial também representa um momento no qual os alunos têm a oportunidade de refletir sobre aquilo que escrevem.
III. As produções dos alunos (amostra da escrita) são organizadas em um portfólio e o resultado do desempenho deve ser registrado no mapa da classe.
IV. O registro da evolução da escrita deve ocorrer tão logo o professor tenha acesso aos conhecimentos dos alunos. Isto implica atualizar periodicamente o mapa da classe; se o aluno tem um avanço significativo na sua hipótese de escrita no meio do bimestre, o mapa deve ser alterado, porque deve expressar o desempenho real da classe.
“A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra, e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele” afirmou Paulo Freire na obra intitulada : A Importância do Ato de Ler (1988). Freire refere- se: