Questões de Concurso
Sobre transfusão e transplante em biomedicina - análises clínicas
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Com base na análise da tabela e nos conhecimentos sobre fisiologia do sangue, analise as afirmativas a seguir:
I.Larissa corresponde ao indivíduo 2, pois apresenta leucocitose acentuada, característica compatível com quadros de leucemia.
II.Marina corresponde ao indivíduo 1, uma vez que sua viagem a Cusco pode ter induzido aumento na produção de eritrócitos devido à menor pressão parcial de oxigênio em grandes altitudes.
III.Beatriz corresponde ao indivíduo 3, pois apresenta parâmetros hematológicos dentro dos valores de referência, compatíveis com um indivíduo saudável.
IV.A CHCM elevada observada no indivíduo 1 indica maior concentração de hemoglobina nas hemácias, podendo aumentar a eficiência no transporte de oxigênio. V.Caso Beatriz tivesse sido exposta a monóxido de carbono, haveria formação de carboxiemoglobina, o que aumentaria a capacidade de transporte de oxigênio no sangue.
É correto o que se afirma em:
O Sistema ABO é o mais importante em medicina transfusional devido à presença regular de anticorpos naturais contra os antígenos ausentes nas hemácias do indivíduo. Sobre a tipagem ABO e a Lei de Landsteiner, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Um indivíduo do grupo O possui aglutininas (anticorpos) anti-A e anti-B no soro e não apresenta antígenos A ou B nas hemácias.
(__)O grupo AB é considerado receptor universal de hemácias pois não possui anticorpos anti-A nem anti-B no plasma.
(__)O antígeno H é o precursor necessário para a formação dos antígenos A e B; indivíduos com fenótipo Bombaim (hh) não expressam H, A ou B.
(__)Os anticorpos do sistema ABO são predominantemente da classe IgG, atravessam a placenta e causam doença hemolítica grave no primeiro filho.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
I. O produto gênico do alelo O é desprovido de atividade enzimática. Os indivíduos que são homozigotos para o alelo O não podem adicionar açúcares terminais ao antígeno H e expressam apenas o antígeno H.
II. A enzima codificada pelo alelo A transfere uma porção galactose terminal para o antígeno H. Então, os indivíduos que contêm um alelo A (homozigoto AA, heterozigotos AO ou heterozigotos AB) formam o antígeno A pela adição da galactose terminal em alguns dos seus antígenos H.
III. O produto gênico do alelo B transfere uma porção N-acetilgalactosamina terminal. Os indivíduos que expressam um alelo B (homozigotos BB, heterozigotos BO ou heterozigotos AB) formam o antígeno B pela adição da N-acetilgalactosamina terminal a alguns de seus antígenos H.
IV. Os heterozigotos AB formam tanto antígenos A quanto antígenos B a partir de alguns de seus antígenos H. A terminologia foi simplificada de maneira que os indivíduos OO são ditos do tipo sanguíneo O; os indivíduos AA e AO são do tipo sanguíneo A; os indivíduos BB e BO são do tipo sanguíneo B; e os indivíduos AB são do sanguíneo AB.
V. As mutações no gene codificador da fucosiltransferase que produz o antígeno H são raras; indivíduos homozigotos para essa mutação são ditos do grupo sanguíneo Mumbai (Bombay - Oh) e não podem produzir antígenos H, A ou B.
Quais estão corretas?
( ) A obtenção de concentrado de plaquetas pode ocorrer tanto pela separação de sangue total quanto por plaquetaférese, sendo este último método preferido em pacientes que necessitam de transfusões repetidas, pois reduz o risco de aloimunização.
( ) A albumina humana, obtida por fracionamento do plasma, é considerada um hemoderivado e pode ser indicada na expansão volêmica de pacientes cirúrgicos em choque hemorrágico agudo, como substituto de hemácias.
( ) A plasmaférese terapêutica pode ser utilizada em situações específicas, como Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) e síndrome de Guillain-Barré, constituindo uma modalidade de aférese de uso clínico especializado.
( ) Em transfusões perioperatórias, o uso de hemocomponentes deve estar alinhado a protocolos de conservação sanguínea, como recuperação intraoperatória de hemácias e uso de antifibrinolíticos, reduzindo a exposição a transfusões alogênicas desnecessárias.
( ) Durante cirurgias eletivas, a transfusão de hemácias está indicada de forma profilática para todos os pacientes com níveis de hemoglobina <12 g/dL, independentemente da clínica ou do tipo de procedimento cirúrgico.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. Pacientes com esferocitose hereditária podem necessitar de transfusões periódicas de hemácias, devendo-se priorizar concentrados fenotipados e leucorreduzidos, pela possibilidade de aloimunização eritrocitária.
II. Durante e após o TMO, todas as hemácias e plaquetas devem ser irradiadas para prevenir reação enxerto versus hospedeiro associada à transfusão.
III. A esplenectomia prévia reduz o risco de aloimunização transfusional, dispensando a necessidade de fenotipagem estendida dos hemocomponentes.
IV. O suporte transfusional plaquetário no TMO segue protocolos gerais, com transfusão profilática indicada quando contagens <10.000/µL, ou em níveis superiores na presença de sangramento ou fatores de risco adicionais.
V. Em pacientes submetidos a múltiplas transfusões, a sobrecarga de ferro deve ser monitorada, e pode ser necessária terapia quelante, mesmo após o transplante.
Quais estão corretas?
• Sorologia: anti-HIV, anti-HCV e HBsAg reagentes em teste inicial; exames confirmatórios pendentes.
• Imunoensaios detectaram anticorpos irregulares múltiplos: anti-C, anti-E e anti-K.
• Testes de biologia molecular indicaram ausência do gene para RhC e presença de RhE e K.
• Provas cruzadas: incompatibilidade parcial com hemácias ABO/RhD comuns.
• Histórico de múltiplas transfusões prévias, sem reações agudas.
Com base nesses dados, assinale a alternativa que apresenta a conduta transfusional segura mais adequada.
I. Em pacientes com hemoglobinopatias submetidos a cirurgia eletiva, o objetivo da transfusão pré-operatória pode ser tanto aumentar o nível de hemoglobina quanto reduzir a proporção de hemoglobina S circulante a fim de prevenir crises vaso-oclusivas e complicações anestésicas.
II. A estratégia transfusional pode incluir transfusão simples ou eritrocitaférese, sendo esta última preferida em cirurgias de maior risco, por possibilitar redução mais eficaz da HbS sem elevação excessiva da viscosidade sanguínea.
III. Em transfusões perioperatórias, a escolha de hemocomponentes deve priorizar concentrado de hemácias O RhD compatíveis, sem necessidade de fenotipagem estendida, uma vez que o risco de aloimunização é baixo em pacientes falciformes jovens.
IV. O uso criterioso da transfusão durante o ato cirúrgico deve considerar protocolos de conservação sanguínea, como recuperação intraoperatória de hemácias, uso de antifibrinolíticos e monitoramento da coagulação, alinhando-se a boas práticas transfusionais.
Quais estão corretas?
• ABO: O. • RhD: positivo. • Kell: negativo. • Duffy: Fy(a–). • Kidd: Jk(b+).
Considerando o diagnóstico e tratamento das anemias, a prevenção de complicações transfusionais, a coleta e processamento do sangue, e o risco de infecções transmitidas por transfusão, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. A principal finalidade da fenotipagem eritrocitária em pacientes politransfundidos é selecionar hemocomponentes mais compatíveis, reduzindo risco de aloimunização e reações hemolíticas.
II. O hemocomponente mais seguro para João é o concentrado de hemácias O positivo, Kell-negativas, compatíveis nos sistemas Duffy e Kidd, devidamente testado e processado conforme as normas de biossegurança.
III. Além da aloimunização, pacientes com hemoglobinopatias submetidos a transfusões crônicas devem ser monitorados quanto a infecções transmitidas por transfusão, incluindo agentes emergentes.
I. A desleucocitação tem como principal finalidade reduzir a contaminação por leucócitos, diminuindo a ocorrência de reações febris não hemolíticas, aloimunização contra antígenos HLA e a transmissão de citomegalovírus, sendo especialmente recomendada em pacientes politransfundidos, em transplante de medula óssea e em portadores de hemoglobinopatias como a talassemia major.
II. A irradiação de hemocomponentes inativa a capacidade proliferativa dos linfócitos T do doador, prevenindo a doença do enxerto contra o hospedeiro associada à transfusão (DECH-AT). Essa indicação é mandatória em pacientes imunossuprimidos, RNs prematuros, em casos de transfusão intrauterina, transplante de células-tronco hematopoiéticas e no tratamento de algumas coagulopatias hereditárias.
III. Ambos os procedimentos são aplicados de modo rotineiro em qualquer transfusão de hemocomponentes, independentemente do risco clínico do receptor, já que sua utilização não impacta no custo-benefício do processo transfusional.