Questões de Concurso Sobre biomedicina - análises clínicas
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• Sorologia: anti-HIV, anti-HCV e HBsAg reagentes em teste inicial; exames confirmatórios pendentes.
• Imunoensaios detectaram anticorpos irregulares múltiplos: anti-C, anti-E e anti-K.
• Testes de biologia molecular indicaram ausência do gene para RhC e presença de RhE e K.
• Provas cruzadas: incompatibilidade parcial com hemácias ABO/RhD comuns.
• Histórico de múltiplas transfusões prévias, sem reações agudas.
Com base nesses dados, assinale a alternativa que apresenta a conduta transfusional segura mais adequada.
Um laboratório de análises clínicas recebe amostras de pacientes com suspeita de infecção por patógenos de alto risco biológico.
situações:
• O técnico manipulou amostras sem avental impermeável, luvas e máscara, mas dentro da Cabine de Segurança Biológica Classe II.
• Um mapa de risco atualizado indicou as áreas de risco biológico, químico e físico, mas os resíduos infectantes estavam sendo temporariamente armazenados em sacos plásticos comuns antes do descarte final.
• Instrumentos reutilizáveis perfurocortantes foram limpos com álcool 70% e hipoclorito a 0,5%, mas não passaram por esterilização em autoclave.
• Durante procedimentos de centrifugação, houve produção de aerossóis; não foi utilizado protocolo de contenção adicional, como tampa de rotor ou cabine de segurança.
Sobre as situações acima, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O uso de EPIs é indispensável, mesmo dentro da cabine de segurança biológica.
( ) O mapa de risco atualizado substitui o gerenciamento de resíduos infectantes.
( ) A desinfecção química com álcool 70% ou hipoclorito é suficiente para instrumentos perfurocortantes reutilizáveis, não sendo necessária a esterilização em autoclave.
( ) Procedimentos geradores de aerossóis, como centrifugação, exigem protocolos adicionais de contenção.
( ) Resíduos infectantes devem ser armazenados em recipientes rígidos, lacrados e sinalizados, independentemente da presença de mapa de risco ou sinalização.
I. Em pacientes com hemoglobinopatias submetidos a cirurgia eletiva, o objetivo da transfusão pré-operatória pode ser tanto aumentar o nível de hemoglobina quanto reduzir a proporção de hemoglobina S circulante a fim de prevenir crises vaso-oclusivas e complicações anestésicas.
II. A estratégia transfusional pode incluir transfusão simples ou eritrocitaférese, sendo esta última preferida em cirurgias de maior risco, por possibilitar redução mais eficaz da HbS sem elevação excessiva da viscosidade sanguínea.
III. Em transfusões perioperatórias, a escolha de hemocomponentes deve priorizar concentrado de hemácias O RhD compatíveis, sem necessidade de fenotipagem estendida, uma vez que o risco de aloimunização é baixo em pacientes falciformes jovens.
IV. O uso criterioso da transfusão durante o ato cirúrgico deve considerar protocolos de conservação sanguínea, como recuperação intraoperatória de hemácias, uso de antifibrinolíticos e monitoramento da coagulação, alinhando-se a boas práticas transfusionais.
Quais estão corretas?
• ABO: O. • RhD: positivo. • Kell: negativo. • Duffy: Fy(a–). • Kidd: Jk(b+).
Considerando o diagnóstico e tratamento das anemias, a prevenção de complicações transfusionais, a coleta e processamento do sangue, e o risco de infecções transmitidas por transfusão, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. A principal finalidade da fenotipagem eritrocitária em pacientes politransfundidos é selecionar hemocomponentes mais compatíveis, reduzindo risco de aloimunização e reações hemolíticas.
II. O hemocomponente mais seguro para João é o concentrado de hemácias O positivo, Kell-negativas, compatíveis nos sistemas Duffy e Kidd, devidamente testado e processado conforme as normas de biossegurança.
III. Além da aloimunização, pacientes com hemoglobinopatias submetidos a transfusões crônicas devem ser monitorados quanto a infecções transmitidas por transfusão, incluindo agentes emergentes.
I. A desleucocitação tem como principal finalidade reduzir a contaminação por leucócitos, diminuindo a ocorrência de reações febris não hemolíticas, aloimunização contra antígenos HLA e a transmissão de citomegalovírus, sendo especialmente recomendada em pacientes politransfundidos, em transplante de medula óssea e em portadores de hemoglobinopatias como a talassemia major.
II. A irradiação de hemocomponentes inativa a capacidade proliferativa dos linfócitos T do doador, prevenindo a doença do enxerto contra o hospedeiro associada à transfusão (DECH-AT). Essa indicação é mandatória em pacientes imunossuprimidos, RNs prematuros, em casos de transfusão intrauterina, transplante de células-tronco hematopoiéticas e no tratamento de algumas coagulopatias hereditárias.
III. Ambos os procedimentos são aplicados de modo rotineiro em qualquer transfusão de hemocomponentes, independentemente do risco clínico do receptor, já que sua utilização não impacta no custo-benefício do processo transfusional.
• Qual(is) anticorpo(s) materno(s) presente(s) está(ão) mais associado(s) a anemia fetal grave?
• Maria está em risco de desenvolver DHF/DHRN em seu feto?
• Qual é a principal consequência da destruição hemolítica das hemácias fetais e qual exame deve ser monitorado no RN?
Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, as respostas para as perguntas acima.
• Peso: 55 kg. • Hemoglobina: 12,8 g/dL. • Histórico de saúde: sem comorbidades, sem uso de medicamentos, doador regular de sangue total. • Intervalo desde a última doação de sangue total: 4 meses.
De acordo com a legislação vigente (RDC nº 34/2014 – Anvisa e Portaria de Consolidação nº 5/2017 – Ministério da Saúde), assinale a alternativa correta.
Art. 86. O Serviço que executa as atividades relacionadas ao EAC deve implementar um PGQ, que contemple, no mínimo:
I - o gerenciamento das tecnologias;
II - o gerenciamento dos riscos inerentes;
III - a gestão de documentos;
IV - a gestão de pessoal e de educação permanente dos profissionais;
V - o gerenciamento dos Processos Operacionais; e
VI - a Gestão do Controle da Qualidade (GCQ).
Faz parte, como constituinte desse programa, o Gerenciamento das Tecnologias. Estão inclusos nesse gerenciamento as





O peptídeo natiurético tipo B (BNP) é um hormônio que é principalmente liberado do miocárdio no ventrículo... O BNP possui uma multiplicidade de funções cardíacas e é liberado como um hormônio contrarregulatório, em resposta a uma variedade de estresses cardíacos, mas particularmente de estiramento (strech) cardíaco. É significativamente afetado por mudanças no volume e no desempenho cardíaco, e entre os seus efeitos estão a redução do volume de fluido e vasodilatação. Assim, este hormônio é um biomarcador sensível a alterações na fisiologia ventricular.
BURTIS & BURTIS. Tietz: Fundamentos de Química Clínica e diagnóstico molecular. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016, p. 1051.
Em relação ao texto exposto, em pacientes com doença de Chagas crônica, o BNP pode contribuir para o diagnóstico