Questões de Concurso
Sobre estudo das anemias em biomedicina - análises clínicas
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Relacione as colunas:
Coluna I
I. Talassemia
II. Anemia Falciforme
III. Hemoglobina
IV. Anemia Ferropriva
Coluna II
1. Proteína presente nos eritrócitos, constituindo aproximadamente 35% de seu peso. É um pigmento presente no sangue responsável por transportar o oxigênio, levando-o dos pulmões aos tecidos de todo o corpo.
2. Grupo de doenças do sangue caracterizadas por defeito genético que resulta em diminuição da produção de um dos dois tipos de cadeias que formam a molécula de hemoglobina.
3. Doença hereditária caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice.
4. Tipo de anemia decorrente da privação, deficiência, de ferro dentro do organismo levando à uma diminuição da produção, tamanho e teor de hemoglobina dos glóbulos vermelhos, hemácias.
I. As alterações podem ser divididas em estruturais ou de produção. II. A anemia falciforme é a doença hereditária causada por uma mutação de ponto no gene da globina beta da hemoglobina, originando uma hemoglobina anormal, denominada hemoglobina S (HbS). III. A mutação que ocorre na anemia falciforme é devido à substituição da valina pelo ácido glutâmico na posição 6 da cadeia beta. IV. As Talassemias são decorrentes de mutações nos genes das globinas (alfa ou beta), promovendo redução ou ausência de síntese de uma ou mais das cadeias de globina.
I- Todas as manifestações clínicas e hematológicas derivam do desequilíbrio da síntese das cadeias de globina. Na b-talassemia homozigótica a síntese de cadeias b está ausente (denominada bo-talassemia) ou muito diminuída (denominada b+-talassemia). Nos casos de b+-talassemia, a quantidade de síntese residual pode variar de menos 5% a quase 90% em relação ao normal. II- A reduzida disponibilidade de cadeias b limita o número de moléculas completas de Hb por célula, causando microcitose e hipocromia. Por outro lado, o excesso relativo de cadeias a precipita-se nos eritroblastos, determinando sua destruição precoce na medula óssea; assim, apesar da hiperplasia eritroide da medula, a liberação de hemácias maduras é deficiente. Além disso, as hemácias contendo cadeias precipitadas são destruídas prematuramente no baço, resultando um quadro hemolítico. III- Os defeitos gênicos das talassemias podem agrupar-se de forma simples em três categorias: a) grandes deleções (de seiscentos a mais de 20 mil nucleotídeos); b) pequenas deleções ou inserções de uma, duas ou quatro bases; c) mutações de ponto. As lesões moleculares responsáveis das b- talassemias são em sua maioria mutações pontuais que afetam a qualidade ou a quantidade do mRNA produzido IV- Diagnóstico do Homozigoto: Achados clínicos: Heterozigose nos dois pais; Sangue: anemia (Hb inferior a 9,0 g/dL), hipocromia, anisopoiquilocitose intensa, esquizócitos, hemácias e eritroblastos com granulações basófilas, hemácias em alvo, eritroblastos, desvio à esquerda dos granulócitos. Quando há hiperesplenismo, pode ocorrer leucopenia ou mais comumente plaquetopenia. Hemoglobinas: aumento da HbF, em geral de 20- 100% do total; Hb A2 do paciente muito variável, não tem valor diagnóstico (em contraposição, os pais, sendo heterozigotos, têm elevação da HbA2). V- Diagnóstico do Heterozigoto: são assintomáticos; Níveis de Hb ligeiramente diminuídos (10,5- 13,0 g/dL, mas podem ser mais baixos durante a gravidez ou nos primeiros anos de vida), microcitose e hipocromia com ferro sérico normal (ou às vezes ligeiramente elevado). Hemoglobinas: aumento da Hb A2 (3,5 a 6,0%), HbF normal ou ligeiramente elevada (< 5%). Existe uma forma rara em que HbA2 e HbF estão elevadas no heterozigoto. db-talassemia: o heterozigoto não tem aumento da HbA2, porém aumento da HbF de 5-15%.
Trata-se de um quadro de anemia:
A anemia ferropriva (AF) é uma condição patológica gerada pela deficiência de ferro no organismo. Como consequência, o indivíduo desenvolve diversos graus de anemia, o que pode levá-lo a complicações graves. Infelizmente, a AF possui uma prevalência alta no Brasil, chegando a patamares entre 30 a 60%, dependendo da região estudada.
PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS
NA ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE FERRO – Portaria do
Ministério da Saúde Nº 1.247, 2014.
Com relação ao diagnóstico laboratorial da AF, são parâmetros laboratoriais
Uma paciente do sexo feminino, 27 anos de idade, procura um ginecologista devido a um fluxo menstrual intenso, superior a 8 dias. A paciente apresenta pele e mucosas pálidas, fraqueza, dores de cabeça constantes e relata ter sofrido pequenos desmaios. O médico responsável suspeita que o quadro clínico da paciente pode ter gerado uma anemia e solicita um eritrograma. O resultado apresentado pela paciente foi: hemoglobina: 8 g/dL (valor de referência: 12 a 16 g/dL); hematócrito: 22% (valor de referência: 35% a 45%). Durante a análise da lâmina de esfregaço sanguíneo, o analista observou presença de 5% de reticulócitos. Em situações de anemia, sabe-se que o valor de reticulocitose deve ser corrigido.
Para essa paciente, o valor da porcentagem de reticulócitos deve ser:
O acompanhamento pré-natal é de grande importância desde o início da gestação e inclui diversos testes laboratoriais. Tais testes envolvem não apenas a confirmação da gravidez, mas a detecção de doenças que podem ser tratadas ou prevenidas.
A respeito desse assunto, julgue o item que se segue.
A severidade da anemia fetal consequente à eritroblastose
é diagnosticada e acompanhada pela dosagem de anti-Rh
no líquido amniótico.
Os índices hematimétricos, no setor de hematologia, auxiliam na análise dos tipos de anemias que podem ser identificados pelo hemograma. São conhecidos o Volume Corpuscular Médio (VCM), a Hemoglobina Corpuscular Média (HCM) e a Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM), que podem ser calculados usando o hematócrito (Ht), a hemoglobina (Hb) e o número de hemácias (Hm). Sobre os índices hematimétricos, analise as fórmulas a seguir:

As fórmulas 01, 02 e 03, são, respectivamente,