Questões de Concurso Sobre museologia
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A Lei nº 11.904/2009 institui o Estatuto de Museus e dá outras providências e trata diretamente das questões de Segurança em Museus: [...] Art. 22. Aplicar-se-á o regime de responsabilidade solidária às ações de preservação, conservação ou restauração que impliquem dano irreparável ou destruição de bens culturais dos museus, sendo punível a negligência. [...]
(Disponível em: https://gestaodesegurancaprivada.com.br/seguranca-em-museus-o-que-e-e-medidas/. Acesso em: julho de 2024.)
A segurança em museus é um conjunto de medidas de segurança, destinadas à proteção física do acervo, assim como do edifício e das pessoas em um museu contra ameaças decorrentes de ações intencionais ou acidentais. A responsabilidade solidária em relação à segurança dos museus:
Palácio do Catete passa por revitalização após ameaça de fechamento
O Palácio do Catete, um exemplar da arquitetura neoclássica brasileira e lar do Museu da República há 60 anos, está passando por uma importante revitalização após o risco de fechamento das portas. As obras fazem parte do projeto RevivaRio Museu da República, em parceria com o Instituto Carioca Cidade Criativa. Os trabalhos incluem o religamento dos chafarizes, o restauro do portão principal, que está completamente vandalizado, e um novo paisagismo para os famosos jardins. Além das melhorias estruturais, o museu receberá uma nova sinalização bilíngue e um parquinho infantil.
(Disponível em: https://diariodorio.com/palacio-do-catete Acesso em: julho de 2024.)
O Museu da República tem como missão preservar, investigar e comunicar os testemunhos vinculados à história da República Brasileira. Esse museu:

(Disponível em: https://tokdehistoria.com.br/tag/documentos-antigos/. Acesso em: julho de 2024.)
O amigo Urano Andrade, de Salvador, Bahia, publicou uma interessante história ocorrida em junho de 1761, na bela cidade baiana de Ilhéus, onde dois homens negros foram presos como “feiticeiros”, resistiram à prisão e, na sequência do processo, houve algo bem diferenciado. Além das informações contidas no texto, é interessante ver a forma como estes documentos oficiais eram elaborados há 255 anos, os termos utilizados na época e as preocupações dos membros da justiça. Vale frisar que os documentos produzidos em terras potiguares no período setecentista não diferem em nada da forma aqui apresentada.
(Disponível em: https://tokdehistoria.com.br/tag/documentos-antigos/. Acesso em: julho de 2024. Adaptado.)
O documento apresentado anteriormente é parte do acervo do Arquivo Público do Estado da Bahia, da seção colonial, maço: 201. No caso específico dos museus, para se tornar parte do acervo, o objeto ou documento, entre outras ações
[...] A centralidade da comunicação museológica está na recepção, posto que não se inicia e tampouco encerra-se no museu, mas no meio cultural e no cotidiano das pessoas. Isso não diminui o papel do museu, e da exposição, mas o recoloca em outros termos, sobretudo no que se refere à integração do processo comunicacional entre as condições de produção, veiculação de mensagens e recepção. Os estudos de recepção, por sua vez, viabilizam o entendimento de como os processos comunicacionais engendrados pelos museus aproximam-se ou distanciam-se da cultura, partindo do pressuposto que cada visitante é um representante da cultura que vive.
(MARTIN-BARBERO, Jesus. 1997.)
No excerto anterior, que considera que “cada visitante é um representante da cultura que vive”, percebe-se uma concepção mais democrática da museologia. Trata-se de uma característica
A Política Nacional de Educação Museal (PNEM) é uma orientação para a realização de ações que fortaleçam o campo profissional da educação museal e garantam condições mínimas para a realização das práticas educacionais nos museus e processos museais.
O Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), instituição que funcionou até ser transformada no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), priorizava, em seus tombamentos, a arte colonial brasileira e a arquitetura religiosa.
A educação museal e a educação patrimonial tem se consolidado como campos de conhecimento distintos, com a criação de diretrizes, normativas e políticas públicas próprias.
O Programa Educativo e Cultural (PEC) é um documento fundamental para orientar o planejamento dos museus, sendo inclusive dever dessas instituições elaborá-lo e implementá-lo, pois é a partir do PEC que se definem a identidade, os objetivos e as estratégias de cada instituição.
De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a educação patrimonial se constitui especificamente de processos educativos formais que têm como foco o patrimônio cultural.
I. Os modelos contemporâneos de Museologia têm buscado superar o caráter limitado do modelo custodial/tecnicista ao incorporar contribuições teóricas e práticas que surgiram ao longo do século XX, como os ecomuseus e a Nova Museologia. A Nova Museologia, especificamente, redefiniu o papel do museu, transformando-o de uma instituição voltada para a transmissão de conhecimento para um veículo de expressão da identidade comunitária.
II. O movimento dos ecomuseus, inicialmente associado ao impacto de ideias ambientalistas e à criação de museus ao ar livre, foi consolidado pelo movimento da Nova Museologia, que incorporou a participação comunitária no tratamento e cuidado do patrimônio. A Declaração de Quebec, de 1984, formalizou o Movimento Internacional para uma Nova Museologia (MINOM), estabelecendo uma rede de conceitos fundamentada em território, patrimônio e comunidade.
III. As tecnologias digitais também desempenharam um papel crucial na transformação dos museus contemporâneos. O conceito de museu virtual não só reconfigura o papel das exposições e dos acervos, mas também transforma os museus em sistemas de informação. A musealização de objetos imateriais, como as tradições orais, rituais e artes do espetáculo, deixou de ser um desafio teóricos para uma refulgente prática de campo.
IV. A musealização refere-se ao processo de transformação de objetos materiais e imateriais em testemunhos históricos. No entanto, somente a partir de 1972, o conceito de patrimônio passou a incluir a dimensão imaterial, dada pela Convenção da UNESCO de 1972, sobre a proteção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural.
V. O desenvolvimento da Nova Museologia e dos ecomuseus contribuiu diretamente para a problematização do papel tradicional do museu, ampliando sua função para além da simples exposição de objetos materiais. A perspectiva contemporânea busca integrar os museus como agentes de transformação social, o que se reflete no movimento dos museus virtuais, que dispensam o edifício físico e os acervos tradicionais, redefinindo completamente a função da instituição museal.
É correto afirmar que há:
Nesse sentido, o alargamento da noção de património é considerado: