Questões de Concurso
Sobre defesa sanitária em veterinária
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I- A notificação e/ou a comunicação de qualquer caso suspeito de doença vesicular são de obrigação exclusiva do médico veterinário em prazo não superior a 24 horas do conhecimento da suspeita; II- A confirmação de doença vesicular pelo serviço veterinário de inspeção em matadouros, no exame ante-mortem ou no post-mortem, deve ser imediatamente comunicada ao serviço veterinário oficial da Unidade da Federação envolvida; III- Somente poderão ser comercializadas e utilizadas no país vacinas contra a febre aftosa registradas e controladas pela ANVISA; IV- É permitida a importação de produtos que utilizem como matéria-prima carnes, miúdos ou vísceras que tenham sido submetidos a procedimentos de inativação do vírus da febre aftosa, de acordo com as recomendações da OIE.
Dos itens acima:
A febre aftosa é uma doença infecciosa transmissível, causada por vírus que acomete animais biungulados, como: bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos. Os principais sintomas são febre, vesículas/úlceras/bolhas na boca, patas e nas tetas, perda de apetite, salivação e manqueira. O controle da doença é feito por vacinação de bovinos e bubalinos. Para atingir o nível de país livre da doença sem vacinação, o Brasil está adequando sua política sanitária e alguns estados já não vacinam seus rebanhos. Recentes alterações foram introduzidas pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) no esquema vacinal envolvendo algumas características do produto.
As principais alterações relacionadas à vacina foram:
( ) Os herbívoros são considerados hospedeiros acidentais do vírus da raiva; participam da cadeia epidemiológica da raiva rural, contribuindo unicamente como sentinelas à existência do vírus, uma vez que, geralmente, não transmitem a infecção a outras espécies. ( ) Bovinos e equinos infectados apresentam período de incubação variável, manifestam sinais diversos de disfunção neurológica, adotando o decúbito permanente, e morrem entre 3 e 6 dias após o início dos sinais, podendo se prolongar por até 10 dias, em alguns casos. ( ) Embora as manifestações clínicas se confundam com outras doenças que afetam o sistema nervoso central, a presença de disfagia é uma característica tão marcante nessa enfermidade que na sua ausência pode-se descartar a suspeita de raiva. ( ) Carnes de animais com suspeitas de raiva devem ser desconsideradas para o consumo; partículas virais já foram encontradas em coração, pulmão, rim, fígado, testículo, glândulas salivares e músculo esquelético de animais que morreram com a doença. ( ) As amostras do sistema nervoso central coletadas de animais suspeitos devem ser conservadas por refrigeração até a chegada ao laboratório credenciado para a confirmação do diagnóstico de raiva; caso o período entre a coleta e o envio seja prolongado, recomenda-se a fixação em formol 10%.
Assinale a alternativa que contêm, de cima para baixo, a sequência correta.
Com base nos conhecimentos sobre influenza A, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) Influenza aviária pode ser definida como a infecção de aves pelos subtipos H5 e H7 do vírus influenza A de alta patogenicidade. ( ) Na natureza, podem circular cepas dos subtipos H5 e H7 do vírus influenza A com alto e baixo potencial de patogenicidade. ( ) Subtipos de influenza A diferentes de H5 e H7 não definem um quadro clínico de influenza aviária. ( ) O índice de patogenicidade obtido pela instilação nasal de cepas do vírus de influenza A em aves com 6 semanas de idade define a classificação de uma cepa como de alta ou de baixa patogenicidade. ( ) Qualquer subtipo de influenza A que, após inoculação intravenosa em aves com 6 semanas de idade, ocasione mortalidade de pelo menos 75% das aves desafiadas pode ser classificado como de alta patogenicidade.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Com base nos conhecimentos sobre esse tema, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) Mesmo tendo ocorrido oficialmente dois casos de EEB no Brasil, sendo um no estado do Paraná e outro no estado de Mato Grosso, o país continua sendo reconhecido pela OIE como país de risco controlado para EEB e, com isso, não há restrições ao comércio internacional de produtos e subprodutos de origem bovina originados do Brasil. ( ) Com o objetivo de prevenir a EEB, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento proíbe em todo o território nacional a produção, a comercialização e a utilização de produtos destinados à alimentação animal que contenham em sua composição proteínas e gorduras de origem animal. ( ) Os laboratórios credenciados para a realização de exames para o diagnóstico de raiva dos herbívoros devem encaminhar material biológico aos laboratórios credenciados para a realização de diagnóstico de encefalopatia espongiforme transmissível em todos os casos de doença em ruminantes com sinais clínicos neurológicos que tenham resultado negativo para a raiva dos herbívoros. ( ) A EEB, na dependência da cepa do príon infectante, pode apresentar-se sob duas formas clínicas distintas, sendo uma reconhecida como forma típica da doença e outra como forma atípica. Na forma típica, são observados sinais clínicos clássicos da doença e a forma atípica caracteriza-se, principalmente, por não ocasionar sinais neurológicos antecedendo a morte do animal. ( ) A forma atípica de EEB ocorre de forma espontânea e nela podem ser identificados príons com massa molecular distinta daquelas das cepas clássicas, sendo uma cepa priônica denominada H e outra L.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
I. Para a Brucelose, a vacinação, tanto com a vacina B19 quanto com a vacina RB51, só pode ser realizada sob responsabilidade de médicos veterinários cadastrados no serviço veterinário oficial de seu estado de atuação.
II. Para trânsito interestadual destinado à reprodução, é dispensada a apresentação de resultados negativos aos testes de diagnóstico para brucelose e tuberculose.
III. O processo de certificação de propriedades livres de brucelose, de tuberculose ou de brucelose e tuberculose são realizados por médicos veterinários habilitados pelo MAPA.
Quais estão corretas?
I. O Teste do Antígeno Acidificado Tamponado (AAT) para brucelose, que é muito sensível e de fácil execução, constitui o único teste de rotina realizado por médicos veterinários habilitados.
II. O Teste Cervical Simples (TCS) é adotado como prova de rotina para tuberculose, e o Teste da Prega Caudal (TPC) é utilizado exclusivamente em gado de corte também como prova de rotina para tuberculose.
III. O Teste Cervical Comparativo (TCC) pode ser utilizado como teste confirmatório em animais reagentes ao teste cervical simples ou ao teste da prega caudal ou como prova de rotina em rebanhos com histórico de reações inespecíficas, em estabelecimentos certificados como livres e em estabelecimentos com criação de bubalinos, visando garantir uma boa especificidade diagnóstica.
Quais estão corretas?
I. O PNCEBT visa ao controle e à erradicação da brucelose e da tuberculose bovina e suína, causadas por bactérias das espécies Brucella ovis e Mycobacterium abortus, respectivamente.
II. A epididimite ovina, causada por Brucella ovis, não é considerada nas medidas propostas neste Programa, em virtude de ser doença de características distintas, estando seu controle a cargo do Programa Nacional de Sanidade de Caprinos e Ovinos.
III. A ações compulsórias consistem na vacinação de bezerras entre os três e oito meses de idade contra a brucelose e o controle do trânsito de animais, já as voluntárias consistem na certificação de propriedades livres de brucelose e/ou de tuberculose.
Quais estão corretas?
I. A Raiva é uma doença de notificação obrigatória que afeta diretamente a saúde pública, o setor pecuário, a conservação da fauna selvagem e os animais domésticos. Todos os casos suspeitos em animais devem ser notificados aos órgãos públicos de saúde.
II. A Raiva animal, de animais silvestres e de produção, é considerada endêmica no Rio Grande do Sul.
III. De acordo com a espécie do animal, as amostras terão diferentes encaminhamentos para o diagnóstico laboratorial. Para cães e gatos, somente o material encefálico deverá ser encaminhado.
Quais estão corretas?
I - Ao risco de epidemia em humanos. II - À inexistência de cura para humanos acometidos. III - Ao risco de transmissão para os rebanhos de frangos. IV - Às grandes perdas econômicas no rebanho acometido.
Marque a alternativa CORRETA.
I - O estado de Santa Catarina é o único estado brasileiro que mantém a situação de “área livre sem vacinação” desde 2007, reconhecido pela Organização Mundial para Saúde Animal (OIE). II - O último foco de febre aftosa notificado no país ocorreu no ano de 2006, nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. III - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, entre os meses de agosto e setembro de 2013, reconheceu os estados de Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e a região centro-norte do estado do Pará como “zonas livres de febre aftosa com vacinação”. IV - Segundo a Organização Mundial para Saúde Animal (OIE), Paraguai, Colômbia e Peru, que fazem fronteira com o Brasil, estão em situação de “zona infectada”.
Estão corretas apenas as afirmativas