Questões de Concurso Sobre clínica cirúrgica e anestesiologia em veterinária

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Q4310365 Veterinária
Durante os procedimentos cirúrgicos em pequenos animais, o monitoramento cardiovascular e o suporte de fluidoterapia são essenciais para prevenir a hipoperfusão tecidual.
Sobre as diretrizes para o manejo anestésico, analise as afirmativas a seguir.

I. A hipotensão arterial em cães sob anestesia geral é comumente definida quando a Pressão Arterial Média (PAM) atinge valores inferiores a 60 mmHg.
II. O uso isolado de soluções glicosadas a 5% sem eletrólitos é a escolha primária de emergência para a expansão rápida do volume intravascular em pacientes em choque hipovolêmico grave.
III. Os anestésicos voláteis, como o isoflurano e o sevoflurano, promovem depressão cardiovascular dose-dependente, principalmente por redução da resistência vascular sistêmica e da pressão arterial, podendo também alterar o débito cardíaco conforme a profundidade anestésica e as condições do paciente.

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4310327 Veterinária
O conhecimento das cavidades corporais e de seus revestimentos serosos (peritônio e pleura) fundamenta as principais vias de acesso cirúrgico na rotina de pequenos e grandes animais. Determinados órgãos localizam-se no espaço retroperitoneal, permanecendo aderidos à parede dorsal do abdome e sendo revestidos pelo peritônio em sua face ventral. Assinale a opção que indica corretamente um órgão retroperitoneal e uma implicação clínica ou cirúrgica dessa condição. 
Alternativas
Q4300480 Veterinária
O adequado manejo da dor aguda pós-operatória é um pilar indispensável para o bem-estar animal, aceleração da cicatrização tecidual e redução de complicações sistêmicas na clínica de pequenos animais. No planejamento anestésico e cirúrgico de cadelas submetidas à ovariohisterectomia (OSH) eletiva, o uso de ant-iinflamatórios não esteroidais (AINEs) pode ser realizado de forma preemptiva (pré-operatória) ou no período pós-operatório imediato.

Considerando os mecanismos de ação farmacodinâmica dos AINEs, a fisiologia da dor aguda e as implicações clínicas da analgesia preemptiva, assinale a alternativa que apresenta a afirmativa CORRETA.
Alternativas
Q4300479 Veterinária
A jejunojejunostomia em equinos constitui um procedimento de alta complexidade, indicado em quadros de abdômen agudo obstrutivo estrangulante (como vólvulo de intestino delgado, aprisionamento no forame epiploico ou intussuscepção) que resultam em necrose isquêmica transmural. O sucesso pós-operatório depende crucialmente da minimização de complicações motoras intestinais e do controle rigoroso da viabilidade da anastomose pelo Médico Veterinário.

Analise as afirmativas a seguir sobre a fisiopatologia, rito cirúrgico e manejo pós-operatório em equinos submetidos à jejunojejunostomia:

I. O ileus pós-operatório (POI) é uma complicação motora comum, caracterizada pela perda temporária da atividade contrátil coordenada do trato gastrointestinal, clinicamente manifestada por acúmulo de refluxo nasogástrico, distensão de alças e dor secundária, sendo agravada por manipulação mecânica excessiva das alças e inflamação da camada muscular externa. 
II. A infusão contínua de lidocaína por via intravenosa no período pós-operatório é recomendada como protocolo adjuvante, pois atua reduzindo o ileus pósoperatório por meio de efeitos anti-inflamatórios (bloqueio de citocinas), modulação do tônus simpático e atenuação direta da dor nociceptiva.
III. A cicatrização primária da anastomose intestinal apresenta uma fase inicial de latência (lag phase) nos primeiros 3 a 5 dias pós-operatórios, caracterizada por intensa degradação enzimática de colágeno na submucosa, período no qual a força de tensão e a integridade da alça dependem quase exclusivamente do suporte mecânico fornecido pelo padrão e material de sutura empregados.
IV. A cicatrização de anastomoses do intestino delgado é caracterizada por um rápido aumento na deposição de colágeno maduro nas primeiras 12 horas, tornando a integridade da anastomose totalmente independente do suporte mecânico dos fios de sutura desde o período pós-operatório imediato.

Estão CORRETAS:
Alternativas
Q4293581 Veterinária
Durante o procedimento de indução anestésica em um paciente canino utilizando propofol por via intravenosa, o médico veterinário observa a ocorrência de apneia pós-indução imediata.
Com base nas diretrizes de suporte básico à via e ao manejo de vias aéreas em anestesiologia veterinária, assinale a alternativa que apresenta a conduta imediata correta.
Alternativas
Q4284744 Veterinária
Um Shih Tzu, fêmea, 6 anos, é atendido com queixa de olho vermelho, lacrimejamento excessivo e blefaroespasmo há 5 dias. O proprietário relata que o animal coça o olho frequentemente e que teve um episódio similar há 2 meses que melhorou com colírio antibiótico. O exame oftalmológico revela hiperemia conjuntival, edema corneano leve, e teste de fluoresceína positivo mostrando úlcera superficial com bordas irregulares e epitélio solto ao redor. O teste de Schirmer mostra produção lacrimal reduzida (8 mm/5 min, referência: > 15 mm/5 min). A citologia não evidencia infecção bacteriana. O animal foi tratado com colírio antibiótico (tobramicina) a cada 6 horas, lubrificante ocular a cada 4 horas, colar elizabetano e repouso por 10 dias, mas a úlcera persiste sem melhora significativa.
Considerando o diagnóstico de úlcera de córnea indolente em Shih Tzu com síndrome do olho seco associada, qual das seguintes alternativas representa a abordagem diagnóstica e terapêutica mais apropriada neste momento?
Alternativas
Q4284743 Veterinária
Os flaps e enxertos de pele são técnicas fundamentais em cirurgia reconstrutiva de pequenos animais, permitindo o reparo de defeitos teciduais significativos resultantes de trauma, queimaduras, infecções ou complicações cirúrgicas. A escolha apropriada entre flap e enxerto, bem como o tipo específico de cada um, é essencial para otimizar o resultado funcional e estético, prevenindo complicações como infecção, contraturas teciduais e perda de função.
Considerando os princípios e as aplicações clínicas de flaps e enxertos de pele em pequenos animais, qual das seguintes afirmações está incorreta?
Alternativas
Q4284741 Veterinária
A seguir, estão listadas as hérnias abdominais, afecções cirúrgicas prevalentes na rotina cirúrgica de pequenos animais (Lista A), e cinco características clínicas, epidemiológicas ou diagnósticas (Lista B). Faça a correspondência correta entre cada hérnia e sua característica principal:

Lista A - Hérnias Abdominais:
1. Hérnia Umbilical 2. Hérnia Incisional 3. Hérnia Inguinal 4. Hérnia Perineal 5. Hérnia Femural
Lista B - Características:

( ) Defeito na parede abdominal ao longo de uma cicatriz cirúrgica anterior, resultante de falha na cicatrização adequada. Geralmente indolor e redutível, pode aparecer semanas a meses após a cirurgia.
( ) Mais comum em fêmeas de raças pequenas, com uma predisposição de aproximadamente 3:1 comparado aos machos, e frequentemente apresenta-se em filhotes ou cães jovens. Clinicamente, esta hérnia se apresenta como uma protrusão palpável na região medial da coxa, geralmente pequena (0,5-2 cm), firme e redutível.
( ) Muito prevalente em fêmeas, que pode apresentar aumento de volume bilateral, comumente transitório, e reponde muito bem com ovariohisterectomia.
( ) Protrusão visível na região da linha alba resultante de falha do desenvolvimento. Geralmente, indolor e redutível, frequentemente assintomática em filhotes, com fechamento espontâneo possível até 6 meses de idade.
( ) Mais comum em cães machos não castrados e idosos, com predisposição em Pastor Alemão e Collie.

Assinale a alternativa que corresponde à sequência correta:
Alternativas
Q4284739 Veterinária
Uma clínica veterinária de emergência recebe três pacientes simultaneamente em um sábado à noite:
Paciente 1: cão, 7 anos, com histórico de insuficiência renal crônica estágio 4 (creatinina 4,2 mg/dL, ureia 180 mg/ dL) há 8 meses, apresentando-se com apetite reduzido e letargia discreta. O proprietário relata que o animal está assim há 2 dias, mas não há piora aguda. Sinais vitais estáveis: FC 80 bpm, FR 20 rpm, TPC 2 segundos.
Paciente 2: gato, 4 anos, com ferida penetrante na pata traseira esquerda após pisar em vidro. Hemorragia controlada com curativo compressivo. O animal está alerta, mucosas rosadas, FC 120 bpm (elevada pelo estresse), TPC 1,5 segundos. Ferida limpa, sem sinais de infecção.
Paciente 3: cão, 6 anos, Dogue Alemão, apresentando distensão abdominal aguda há 30 minutos, inquietação intensa, tentativas de vômito, salivação excessiva. Sinais vitais: FC 160 bpm, FR 28 rpm, TPC > 2 segundos, mucosas pálidas, pulso femoral fraco. Suspeita clínica de SDVG.
Considerando os conceitos de urgência, emergência, gravidade e triagem, qual das alternativas abaixo apresenta a análise correta da situação clínica e a priorização apropriada dos pacientes?
Alternativas
Q4284738 Veterinária
Um gato macho de 5 anos, pesando 4,5 kg, foi atendido com histórico de anorexia há 6 dias, secundária à obstrução esofágica por corpo estranho sólido (osso). Após remoção endoscópica bem-sucedida do corpo estranho, o animal apresenta disfagia persistente e recusa alimentação voluntária. O clínico planeja iniciar suporte nutricional enteral para evitar desnutrição progressiva e síndrome da realimentação. Considerando a fisiopatologia da disfagia pós-esofágica, o risco de refluxo gastroesofágico e a duração esperada do suporte, qual das alternativas abaixo apresenta a combinação correta de via de acesso, calibre da sonda e tempo de permanência?
Alternativas
Q4284737 Veterinária
Um cão da raça Dogue Alemão, macho, 5 anos, foi atendido em emergência com distensão abdominal aguda, inquietação, salivação intensa, tentativas não produtivas de vômito e mucosas congestas. O exame clínico revelou frequência cardíaca de 180 bpm, tempo de preenchimento capilar superior a 2 segundos, pulso femoral fraco e temperatura retal de 36,8°C. Os exames laboratoriais revelaram: Hematócrito: 16%, Sódio: 138 mEq/L, Potássio: 2,9 mEq/L, Ureia: 98 mg/dL, Creatinina: 2,1 mg/dL, pH sanguíneo: 7,19; PCO2: 28mmHg; HCO3: 11mEq/l.
Responda, com base nos dados laboratoriais, qual alteração eletrolítica mais comum, potencialmente fatal, pode estar presente em casos de síndrome dilatação vólvulo gástrica; qual das alterações gasométricas abaixo é compatível com o quadro apresentado; e qual das opções abaixo é uma complicação frequente durante a reperfusão tecidual após a descompressão gástrica, respetivamente:
Alternativas
Q4284736 Veterinária
A infecção cirúrgica (ISC) é uma complicação grave que aumenta a morbimortalidade. Sobre a classificação e os fatores de risco da ISC, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4284735 Veterinária
Durante a realização de uma cistotomia em um cão macho de 5 anos de idade, para remoção de urólitos de oxalato de cálcio, o cirurgião veterinário planeja o fechamento da bexiga urinária. Considerando as propriedades biológicas dos materiais de sutura e a biomecânica dos padrões de síntese tecidual em pequenos animais, assinale a alternativa que apresenta a combinação correta de fio de sutura e padrão de sutura para o fechamento deste órgão oco:
Alternativas
Q4282797 Veterinária
Uma novilha leiteira, holandesa, 18 meses, foi atendida em clínica veterinária apresentando claudicação severa do membro pélvico direito com impossibilidade de estender o joelho. O proprietário relata que o animal apresentou episódio agudo de queda durante a movimentação no curral há 2 dias. Ao exame clínico, observa-se edema moderado na região do joelho, posicionamento do membro em flexão permanente, e palpação revela deslocamento medial da patela com impossibilidade de redução manual. O animal apresenta dor severa à manipulação da articulação femorotibial. Radiografias confirmam luxação medial de patela com possível envolvimento de estruturas articulares. Considerando a etiologia, a fisiopatologia, a classificação e o manejo clínico-cirúrgico de luxação de patela em bovinos de leite, qual das seguintes alternativas melhor descreve esta afecção? 
Alternativas
Q4282796 Veterinária
Uma vaca leiteira, holandesa, 5 anos, multipara, foi atendida em emergência com prolapso retal completo. O proprietário relata que a vaca apresentou esforço excessivo durante a defecação há aproximadamente 4 horas, resultando em prolapso de aproximadamente 60 cm de reto. A vaca apresenta sinais clínicos severos: mucosas pálidas e secas, frequência cardíaca de 110 bpm, frequência respiratória de 40 irpm, tempo de preenchimento capilar de 3 segundos, temperatura retal de 36,8°C. O exame do prolapso revela edema severo, descolorado roxo-escura com áreas de necrose e presença de contaminação fecal. O veterinário suspeita de choque hipovolêmico secundário ao prolapso retal, com possível comprometimento hemodinâmico severo. A vaca apresenta hematócrito de 48% (referência: 24-46%), proteína plasmática total de 8,2 g/dL (referência: 6,0-7,5 g/dL), indicando hemoconcentração severa. Considerando os desafios hemodinâmicos, fluidoterapia apropriada, uso de cristaloides e coloides em grandes animais, analise as seguintes afirmativas, julgando se verdadeiras (V) ou falsas (F): 

l. O prolapso retal em vacas é uma emergência cirúrgica que resulta em perda significativa de fluidos corporais através da superfície mucosa edemaciada e necrótica do reto prolapsado. A hemoconcentração observada (hematócrito 48%, proteína plasmática total 8,2 g/dL) indica perda de fluidos corporais com retenção relativa de células sanguíneas e proteínas, resultando em choque hipovolêmico. A fluidoterapia deve ser iniciada imediatamente com cristaloides (solução de Ringer lactato) em bolus de 20-40 mL/kg IV durante 15-30 minutos, seguida de manutenção contínua, com objetivo de restaurar perfusão tecidual e normalizar parâmetros hemodinâmicos.
II. Em caso de choque hipovolêmico severo como o apresentado, o uso de coloides (albumina, dextrana, gelatina, plasma) é contraindicado em grandes animais, pois estes medicamentos aumentam significativamente a pressão oncótica intravascular, causando extravasamento de fluido para o interstício e piora do edema. Portanto a fluidoterapia deve ser baseada exclusivamente em cristaloides, evitando completamente o uso de qualquer coloide em vacas com choque hipovolêmico.
III. A monitorização hemodinâmica durante fluidoterapia em prolapso retal deve incluir avaliação contínua de frequência cardíaca, frequência respiratória, tempo de preenchimento capilar, coloração de mucosas, temperatura de extremidades e possível mensuração de pressão venosa central (PVC) através de cateter em veia jugular. A normalização destes parâmetros indica resposta apropriada à fluidoterapia. Porém, em grandes animais, a interpretação de PVC deve levar em conta que valores normais são diferentes de pequenos animais (referência em vacas: 5-15 cm H,O), e elevação de PVC pode indicar sobrecarga de volume ou falha cardíaca.
IV. A velocidade de infusão de cristaloides em vacas com choque hipovolêmico deve ser agressiva na fase inicial (bolus rápido), mas deve ser reduzida significativamente após restauração de perfusão tecidual básica, pois infusão contínua agressiva de cristaloides em grandes animais pode resultar em edema pulmonar, edema subcutâneo severo e possível falha cardíaca. Além disso, em casos de prolapso retal com edema severo, infusão excessiva de cristaloides pode piorar o edema do tecido prolapsado, dificultando a redução e aumentando risco de necrose tecidual.
V. A escolha entre cristaloides e coloides em vacas com choque hipovolêmico deve ser baseada exclusivamente no tipo de fluido disponível no momento, sem consideração de fatores clínicos como severidade do choque, tempo de evolução ou presença de edema. Portanto, se apenas houver cristaloides, deve-se usar cristaloides; se houver apenas coloides à disposição, deve-se usar coloides, independentemente de qualquer outra consideração clínica.

Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q4282794 Veterinária
Uma ovelha da raça Santa Inês, primípara, 3 anos, foi atendida em emergência após 8 horas de trabalho de parto sem progresso. A proprietária relata que a ovelha apresenta contrações uterinas fortes e frequentes, mas não consegue expelir o feto. Ao exame clínico, a ovelha apresenta sinais de fadiga, mucosas pálidas, frequência cardíaca elevada (120 bpm) e temperatura retal de 38,5°C. O exame obstétrico revela dilatação cervical completa, presença de líquido amniótico, mas o feto está em posição transversa (dorso-sacral), com os membros anteriores fletidos. Após tentativa de mutação manual sem sucesso, o veterinário suspeita de distocia mecânica. Considerando os conhecimentos sobre fisiopatologia da distocia, manobras de mutação e extração, fetotomia e cesariana em pequenos ruminantes, analise as seguintes afirmativas, julgando se verdadeiras (V) ou falsas (F): 

l. A distocia em pequenos ruminantes é definida como a dificuldade ou impossibilidade de expulsão do feto durante o parto, podendo ser classificada em distocia materna (relacionada ao tamanho ou à conformação da pelve) ou distocia fetal (relacionada ao tamanho, à posição ou à conformação do feto). A posição transversa do feto, como a observada no caso apresentado, é uma causa comum de distocia fetal em ovelhas primíparas, representando aproximadamente 15-20% dos casos de distocia em pequenos ruminantes. 
II. As manobras de mutação são procedimentos manuais realizados com objetivo de corrigir a posição do feto dentro do útero, permitindo sua extragdo por via vaginal. Em caso de posição transversa, como a descrita, a manobra apropriada seria a rotação do feto para posição longitudinal (dorso-sacral para dorso-vertebral), seguida de flexão dos membros anteriores e de posterior extração forçada. Estas manobras devem ser realizadas sob sedação e analgesia apropriadas, com lubrificação adequada do canal pélvico, e requerem experiência clínica significativa para evitar ruptura uterina ou lesão fetal.
III. A extração forçada em pequenos ruminantes deve ser realizada apenas após tentativas falhadas de mutação manual e com aplicação de tração moderada durante as contrações uterinas. Em fetos viáveis, a extração forçada pode resultar em lesão fetal severa (fraturas, hemorragia intracraniana) e lesão materna (ruptura uterina, hemorragia vaginal severa). Portanto a extração forçada deve ser evitada completamente em todos os casos de distocia, sendo a cesariana a única opção terapêutica apropriada para qualquer situação de distocia em pequenos ruminantes.
IV. A fetotomia é um procedimento cirúrgico que consiste na divisão do feto em segmentos para facilitar sua extração por via vaginal, em casos de distocia fetal em que a extração inteira é impossível. Indicações incluem feto morto, feto muito grande em relação à pelve materna ou quando cesariana não é viável (falta de recursos, morte materna iminente). A fetotomia requer conhecimento anatômico detalhado, instrumentação apropriada e experiência clínica, sendo considerada um procedimento de salvação em situações desesperadas.
V. A cesariana em pequenos ruminantes é realizada através de incisões na linha média ventral ou incisão no flanco, com exteriorização do útero gravídico. O procedimento deve ser realizado sob anestesia geral com intubação endotraqueal, com a preparação cirúrgica apropriada da área operatória. A cesariana oferece melhor prognóstico materno e fetal se comparada à fetotomia ou à extração forçada, especialmente em casos de distocia materna (pelve pequena) ou quando há viabilidade fetal. Porém a cesariana em pequenos ruminantes apresenta taxa de complicações pós-operatórias muito elevada (> 50%), incluindo infecção, deiscência de sutura e morte materna, tornando-a contraindicada em praticamente todos os casos de distocia.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q4282791 Veterinária
Um equino, macho, 10 anos, apresenta histórico de laminite aguda há 6 meses que evoluiu para claudicação crônica persistente. O exame clínico revela deformidade da parede ungueal com crescimento anormal do casco, sensibilidade aumentada à palpação da sola e dificuldade na locomoção. A radiografia lateral do casco revela rotação da falange distal com deslocamento dorsal da ponta e possível osteólise do processo extensor. Qual das seguintes afirmações melhor descreve o manejo clínico e prognóstico da laminite crônica com essas alterações radiográficas? 
Alternativas
Q4282790 Veterinária
Um equino, fêmea, 12 anos, apresenta claudicação progressiva bilateral nos membros anteriores, com piora durante o exercício e melhora com repouso. O exame da flexão do carpo demonstrou-se positivo, e houve aumento da claudicação após compressão dorso-palmar com pinga de casco. A radiografia revela alterações degenerativas na superfície articular do osso navicular e possível entesopatia. Qual das seguintes alternativas melhor descreve a fisiopatologia e o manejo clínico da síndrome do navicular? 
Alternativas
Q4282789 Veterinária
Um equino, macho, 8 anos, apresenta-se com claudicação aguda no membro anterior esquerdo, edema localizado na região metacarpiana e sensibilidade aumentada à palpação do tendão flexor digital superficial. O proprietário relata que o animal foi submetido a exercício intenso no dia anterior. Considerando a apresentação clínica sugestiva de tendinite, qual das seguintes afirmações representa a abordagem diagnóstica e terapêutica mais apropriada para este caso? 
Alternativas
Q4282788 Veterinária
Um equino, macho, 8 anos, sofreu trauma penetrante na região metacarpiana do membro anterior direito durante acidente com arame farpado. A ferida apresenta aproximadamente 12 cm de comprimento, com bordas irregulares e contaminação visível. O animal foi atendido 6 horas após o trauma. Durante o exame clínico, o veterinário observa que a ferida está sangrando moderadamente, apresenta tecido muscular exposto em algumas áreas e sinais de contaminação ambiental. O proprietário relata que o animal não recebeu qualquer cuidado prévio, além de limpeza superficial com água. Considerando os conhecimentos sobre fisiologia da cicatrização, manejo de feridas traumáticas e infectadas, bem como prevenção do tecido de granulação exuberante em equinos, julgue as seguintes afirmativas se verdadeiras (V) ou falsas (F): 

l. A fase inflamatória da cicatrização inicia-se imediatamente após o trauma e é caracterizada pela hemostasia, infiltração de células inflamatórias (neutrófilos, macrófagos) e limpeza da ferida através de fagocitose. Esta fase é essencial para a reparação adequada e normalmente dura entre 3 a 5 dias, sendo recomendável que o veterinário preserve esta resposta fisiológica natural durante este período.
Il. A contaminação bacteriana em feridas traumáticas é um fator crítico que interfere significativamente na cicatrização. Feridas contaminadas com mais de 105 unidades formadoras de colônia (UFC) por grama de tecido apresentam risco aumentado de infecção clínica. O desbridamento cirúrgico precoce, realizado dentro de 6 a 8 horas após o trauma, associado a limpeza adequada e possível antibioticoterapia, reduz significativamente a carga bacteriana e favorece a cicatrização apropriada.
III. O tecido de granulação exuberante em equinos é uma complicação comum em feridas da região distal dos membros e é caracterizado pelo crescimento excessivo de tecido de granulação que ultrapassa o nível das bordas da ferida. Este crescimento excessivo está associado a fatores como movimento excessivo do membro, inflamação crônica, infecção persistente e possível deficiência de zinco. A prevenção inclui imobilização apropriada do membro, controle de infecção, manejo adequado da ferida e possível aplicação de corticosteroides tópicos ou agentes anti-inflamatórios.
IV. A fase de proliferação da cicatrização caracteriza-se pela síntese de colágeno, angiogênese e reepitelização, iniciando-se aproximadamente no terceiro dia após o trauma e durando várias semanas. Durante esta fase, o tecido de granulação é formado, e a resistência tensional da ferida aumenta progressivamente. Fatores como nutrição adequada (especialmente proteínas, vitaminas C e A e zinco), ausência de infecção e imobilização apropriada são fundamentais para o sucesso desta fase.
A aplicação de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) em feridas traumáticas é contraindicada em qualquer circunstância, pois estes medicamentos inibem completamente a resposta inflamatória necessária para a cicatrização. Portanto o uso de AINEs deve ser evitado totalmente em animais com feridas traumáticas, independentemente da severidade da inflamação ou dor apresentada pelo animal.

Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Respostas
1: C
2: E
3: D
4: A
5: C
6: D
7: E
8: A
9: E
10: C
11: A
12: D
13: A
14: D
15: D
16: A
17: E
18: B
19: E
20: A