Questões de Concurso Sobre medicina
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Quais são, respectivamente, a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta mais adequada?
“À cardiologia, Encaminho o Sr. J. L. S., de 56 anos, com diagnóstico de cardiopatia isquêmica, que sofreu um infarto agudo do miocárdio há 3 meses. Tem orientação para o uso de antiagregantes plaquetários, mas tem história de úlcera péptica e teve reação alérgica ao clopidogrel e à ticlopidina. Desta forma, solicito orientação quanto à conduta preventiva.”
Ao ser assistido pelo cardiologista, o paciente será atendido em qual nível de atenção e receberá que tipo de prevenção, respectivamente?
Homem de 28 anos, estudante universitário, residente em zona urbana, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) referindo aparecimento de lesão cutânea em região dorsal da mão, cerca de 1 mês após ter sofrido arranhadura de gato de rua. A lesão apresenta úlceras com presença de crostas além de nodulações próximas. Foi submetido à biópsia da lesão cutânea e cultura de material. Observou-se dermatite granulomatosa difusa, presença de corpos asteroides e material eosinofílico ao redor de células características.
Qual é a principal hipótese diagnóstica e o respectivo tratamento para esse caso?
Com base nessas informações, a principal hipótese diagnóstica é
Com base na principal hipótese diagnóstica, o distúrbio ácido básico relacionado ao caso é
O fármaco introduzido no tratamento da paciente foi
Considerando a idade, os achados clínicos, radiológicos e a biologia tumoral típica, qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
Hipotonia persistente, fraqueza muscular proximal, atraso motor leve.
Hipogonadismo: micropênis discreto, testículos não descidos.
Hipofagia seletiva evoluindo para hiperfagia com ganho ponderal acelerado.
Déficit cognitivo leve a moderado, dificuldades de atenção e controle de impulsos.
Distúrbios comportamentais: birras, compulsão alimentar e temperamento instável.
Exame físico: estatura abaixo da média, mãos e pés pequenos, escápulas ligeiramente triangulares.
Estudos genéticos revelam deleção no cromossomo 15q11-q13 paterno, confirmando o diagnóstico molecular.
Com base nos critérios clínicos e genéticos, qual das alternativas abaixo descreve corretamente o mecanismo etiológico mais comum da SPW?
No exame físico:
Macrocefalia evidente (circunferência cefálica > 98º percentil).
Fontanela anterior tensa, pulsátil.
Sinais de irritabilidade e sono agitado, mas sem déficit motor focal.
Reflexos tendinosos normais, sem hipertonia.
Olhos com desvio para baixo (sinal de "sunset").
A ultrassonografia transfontanelar evidencia dilatação simétrica dos ventrículos laterais e terceiro ventrículo, com quarto ventrículo de tamanho normal. A RM confirma os achados e não mostra massa expansiva nem hemorragia intraventricular.
Com base na apresentação clínica, achados de neuroimagem e fisiopatologia, qual é a forma de hidrocefalia mais provável neste caso?
Qual hipótese diagnóstica é mais compatível com esse conjunto de achados?
Considerando a apresentação clínica, qual é a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta inicial mais adequada?
Parada súbita da atividade durante a escola, com olhar fixo por 5−10 segundos.
Retorno espontâneo à atividade sem confusão pós-ictal.
Frequência diária, variando de 10 a 20 episódios.
Nenhum relato de crises tônico-clônicas.
O exame neurológico e o desenvolvimento psicomotor estão normais.
O EEG mostra:
Descargas generalizadas de ondas lentas de 3 Hz associadas a espículas, evocadas ou espontâneas, especialmente com hiperventilação.
A ressonância magnética de crânio é normal.
Com base nos critérios da International League Against Epilepsy (ILAE), qual é o diagnóstico mais apropriado?
Considerando os transtornos do sono em neurologia pediátrica e seus diagnósticos diferenciais com epilepsia noturna, qual é a hipótese mais consistente, e qual conduta é mais apropriada?
Febre baixa nos últimos 2 dias.
Vômitos esporádicos.
Sem convulsões reportadas.
Exame físico:
Estado geral grave, Glasgow Coma Scale (GCS) 7 (Ocular 2, Verbal 2, Motora 3).
Pupilas isocóricas, fotorreagentes.
Sinais meníngeos discretos.
Reflexos tendinosos presentes, sem lateralização.
Sinais vitais: FC 130 bpm, PA 90/60 mmHg, FR 28/min, saturação 98%.
Exames laboratoriais:
Hemograma e eletrólitos dentro da normalidade.
Glicemia normal.
Função hepática e renal preservadas.
Gasometria sem acidose significativa.
Neuroimagem (RM de encéfalo):
Hipersinal difuso em substância branca periventricular e córtex parietal em T2/FLAIR.
Sem sinais de hemorragia ou lesão focal expansiva.
EEG:
Atividade difusa lenta, sem descargas epileptiformes.
Considerando a história, exame físico, exames laboratoriais, neuroimagem e EEG, qual é a etiologia mais provável do coma neste caso?
Qual é a conduta clínica mais apropriada neste cenário?
Exame físico:
Criança letárgica, reativa apenas a estímulos dolorosos.
Reflexos tendinosos normais, sem déficit motor focal.
Sinais meníngeos negativos.
Temperatura: 38,5°C.
Laboratórios iniciais:
Hemograma e eletrólitos dentro da normalidade.
Glicemia normal.
Função hepática levemente elevada (AST/ALT <2x).
O EEG mostra atividade difusa lenta, sem descargas epiléptiformes.
A RM de encéfalo apresenta hipersinal difuso bilateral em substância branca e núcleos da base em T2/FLAIR, sem lesão focal.
O líquor mostra leve pleocitose e proteína discretamente aumentada, sem alterações de glicose.
Considerando os achados clínicos, laboratoriais e de neuroimagem, qual é o diagnóstico mais provável?
Disartria espástica, reflexo de gag exaltado e labilidade emocional.
Fasciculações em língua e atrofia discreta de musculatura intrínseca lingual.
Hiperreflexia generalizada, sem fraqueza significativa nos membros.
Sem alterações sensitivas e sem distúrbios esfincterianos.
A EMG revela:
Sinais de desnervação ativa e crônica em região bulbar e em membros superiores, com unidades motoras de padrão neuropático.
Ausência de bloqueio de condução, sem potenciais sensitivos anormais.
A RM de encéfalo e crânio não mostra alterações estruturais. Sorologias e exames metabólicos são normais. Critérios mimetizadores (miastenia gravis bulbar, neuropatia motora, miopatias e lesões infiltrativas do tronco encefálico) foram excluídos.
Considerando os critérios diagnósticos e os fenótipos clínicos da ELA, qual é a classificação diagnóstica MAIS adequada para este caso?
Confusão mental com desatenção importante.
Oftalmoparesia com abdução limitada à direita.
Ataxia de tronco com marcha impossível sem apoio.
Temperatura normal; sem rigidez de nuca.
Laboratório mostra deficiência nutricional marcada, sem hipoglicemia. A RM ponderada em FLAIR e T2 revela hipersinal simétrico nos corpos mamilares e na região periaquedutal, sem realce anormal.
O paciente recebe tiamina intravenosa de maneira tardia (apenas após 18 horas do início dos sintomas), com melhora parcial da confusão, mas persistência de grave incapacidade de fixar novas memórias, além de fabricação de relatos falsos com convicção.
Com base no quadro e no curso clínico, qual achado abaixo é o MAIS característico da fase Korsakoff dentro do espectro Wernicke−Korsakoff?
Desinibição social grave, incluindo comentários inapropriados e condutas impulsivas.
Perda de empatia, irritabilidade e indiferença afetiva.
Comportamentos repetitivos estereotipados, como organizar talheres por horas.
Hiperalimentação com forte preferência por doces e por alimentos hiperpalatáveis.
Julgamento social prejudicado, apesar de memória episódica preservada nas fases iniciais.
Ao exame neurológico, não há sinais motores. O Mini-Mental é 26/30 (normal para a escolaridade).
A RM de encéfalo mostra atrofia predominante em córtex orbitofrontal e ínsula anterior, bilateral, com discreto predomínio direito.
Exames laboratoriais, LCR e pesquisa para doença de Alzheimer (biomarcadores ATN) são negativos.
Com base nos critérios clínicos vigentes para DFT variante comportamental, qual achado abaixo é o MAIS característico e sustentado pelo conjunto do caso apresentado?
Sensação súbita de déjà vu,
seguida de mal-estar epigástrico ascendente,
progressão para pausa comportamental com fixação do olhar,
e automatismos oroalimentares por 30−45 segundos.
Após a crise, apresenta confusão pós-ictal de 2 a 3 minutos. Não há generalização motora observada.
O EEG interictal mostra descargas rítmicas e pontas temporais anteriores unilaterais à esquerda, mais pronunciadas no sono.
A RM de encéfalo com protocolo de epilepsia evidencia hipersinal em T2/FLAIR e redução volumétrica do hipocampo esquerdo, com perda de arquitetura interna.
Os exames metabólicos e autoimunes são normais. A paciente não faz uso de substâncias psicoativas.
Com base na classificação atual da ILAE, na semiologia clínica, no EEG e na neuroimagem, qual é o diagnóstico MAIS adequado?