Questões de Concurso Sobre medicina
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Com base no relato acima, um exame prático que deve ser solicitado no sangue da criança a fim de comprovar a principal hipótese diagnóstica é o(a):
Um lactente com 2 meses e meio de vida, em aleitamento materno exclusivo desde o nascimento, foi levado por seus pais a um serviço de emergência pediátrica com o relato de que, há aproximadamente 15 dias, a criança passou a apresentar quadro de cólicas, vômitos e irritabilidade logo após as mamadas. A mãe informou que na última semana, logo após alimentar o bebê, houve o aparecimento de hiperemia perioral, que desaparecia em alguns minutos após a lavar a boca da criança com água corrente. Há cerca de 12 horas, assim que começou a amamentar o bebê, surgiram placas avermelhadas em todo corpo da criança, com edema em ambos os olhos e nos lábios.
Os sinais vitais da criança, ao chegar à emergência, estavam normais, havendo apenas poucas placas eritematosas no corpo.
Questionada pelo médico, a mãe informou que, no momento, não estava fazendo uso de qualquer tipo de medicamento.
Com base nesse relato, a melhor hipótese diagnóstica e a conduta a ser adotada são, respectivamente:
Um adolescente de 17 anos, cujos exames são mostrados abaixo, foi levado a um serviço de alergia apresentando pele universalmente seca, liquenificada e muito escoriada, sobretudo nas pregas anticubitais, poplíteas e regiões glúteas, onde era possível observar focos de contaminação secundária. Os pais informaram que o menor já havia feito diversos tratamentos desde muito jovem, inclusive com corticosteroides tópicos e sistêmicos, anti-histamínicos e drogas imunossupressoras, como ciclosporina A, methotrexate e azatioprina, sem, contudo, obter uma melhora significativa. Perguntados, os familiares relataram que, no momento da consulta, o rapaz estava fazendo uso apenas de anti-histamínico (fexofenadina) e cremes hidratantes, visto que, dois meses antes da consulta, precisou ser internado em uma UTI para o tratamento de pneumonia bacteriana complicada com derrame pleural.
Assim, diante dos exames mostrados abaixo, da gravidade do quadro dermatológico e da impossibilidade de se continuar com tratamentos baseados em medicamentos imunossupressores convencionais, a droga indicada dentre aquelas relacionadas para iniciar um novo esquema terapêutico é:
• Leucócitos: 13.000 células/mm3
• Basófilo: 0%
• Eosinófilo: 10%
• mielócitos e metamielócitos: 0%
• bastões: 4%
• neutrófilos: 50%
• linfócitos: 28%
• monócitos: 8%.
• IgE total: 1.250 KU/mL
• IgE específica para Dermatophagoides farinae e pteroníssinus:
maior que 100 KU/L (< 0.1 KU/L)
• Blomia tropicalis: 65 KU/L (< 0,1 KU/L)
• caspa de gato: 4,5 KU/L (< 0,1 KU/L)
• camarão: 8 KU/L (< 0,1 KU/L)
• clara de ovo: 13 KU/L (< 0,1 KU/L)
• gema de ovo: 6 KU/L (< 0,1 KU/L)
• caseína: 8 KU/L (< 0,1KU/L)
• alfa-lactoalbumina: 15 KU/L (< 0,1 KU/L)
• beta-lactoglobulina: 6 KU/L (< 0,1 KU/L)
Uma mulher de 45 anos procurou atendimento médico relatando que, há mais ou menos 3 semanas, passou a apresentar, de forma irregular, placas e pápulas eritematosas evanescentes disseminadas por todo o corpo. Na anamnese, a paciente informou que as lesões eram muito pruriginosas e que surgiam principalmente no final do dia, desaparecendo ora espontaneamente, ora com o uso de anti-histamínicos ou corticosteroide oral. Informou, ainda, que, nos últimos dias, por recomendação médica, não fez uso de qualquer tipo de medicamento além dos antialérgicos recomendados e que iniciou dieta de exclusão alimentar rigorosa, sem, contudo, obter qualquer melhora significativa. Em sua história, não havia relato de asma, rinossinusite, doenças infecciosas relevantes ou outras manifestações ligadas à atopia.
Os exames solicitados foram: hemograma completo, bioquímica do sangue, provas reumatológicas, fezes, urina (EAS e urinocultura) e provas de função tiroidiana, todos com resultados normais.
Com base nesse relato, a hipótese diagnóstica mais provável e o melhor tratamento para essa etapa inicial da doença são, respectivamente:
Um menino de 14 anos, morador do Rio de Janeiro, foi levado pelos pais à consulta com oftalmologista com a queixa de coceira, ardência, lacrimejamento e vermelhidão em ambos os olhos. Na anamnese, os pais informaram que, além dos sintomas oculares, o adolescente também apresentava história de crises diárias de espirros, prurido nasal, pele seca e pruriginosa. O exame oftalmológico evidenciou, em ambos os olhos, a presença de hiperemia conjuntival, edema palpebral e secreção não purulenta.
Um exame sorológico, realizado no paciente meses antes da consulta, revelou a presença de níveis elevados de IgE total, com IgE específicas também aumentadas para antígenos de ácaros, fungos do ar e epitélio de gato.
Com relação ao caso apresentado acima, além das medidas gerais, como o controle do ambiente e compressas d’água gelada nos olhos, a melhor forma de iniciar o tratamento desse paciente é com a prescrição de:
Uma mulher, após conviver durante 20 anos com um homem HIV positivo, e com o qual mantinha relações sexuais regulares sem o uso de preservativos, sempre se mostrou soronegativa, apesar da exposição permanente ao vírus.
Das moléculas abaixo, assinale aquela cuja mutação pode explicar a resistência da mulher à infecção pelo HIV:
Na fase de atividade inflamatória, essa condição se caracteriza pela presença de:
A Equipe da Atenção Domiciliar (AD) é acionada com urgência pela família de Juvenal, paciente com metástase, em cuidados paliativos por internação domiciliar. Ao chegar ao domicílio, Arthur, médico da equipe AD, constata o óbito.
Em relação a essa situação, é correto afirmar que Arthur deve:
Mirtes, 42 anos, paciente diagnosticada com hanseníase, acompanhada na Unidade de Boas Novas, em poliquimioterapia PQT-U (rifampicina, dapsona e clofazimina) há 6 semanas, chega à UPA apresentando náuseas, vômitos amarelados associados a epigastralgia, inapetência, odinofagia, disfagia, fadiga e Tax = 39 °C, prurido cutâneo, icterícia, edema em membros inferiores, edema de mãos, dermatite maculopapular em pés.
Nesse caso, a conduta deve ser:
Nesse momento, a conduta deve ser:
Ronaldo vai à unidade básica de saúde e, de acordo com seus exames recentes, é diagnosticado com diabetes mellitus tipo 2.
Em relação à retinopatia diabética (RD), a conduta deve ser:
O mesmo paciente Ricardo, em vista dos resultados de seus exames, deve ser submetido ao tratamento da hipertensão arterial.
Em relação a esse tratamento, é correto afirmar que:
Em uma consulta de retorno, Ricardo, 52 anos, desempregado, traz os resultados de exames e o resultado do MRPA (PA média = 135 x 85 mmHg).
Na consulta, PA = 150 X 90 mmHg. O exame de ECG está normal; raio X de tórax normal; colesterol total = 330; HDL = 30; LDL = 167; triglicerídeos = 290; glicemia em jejum = 109; K = 4; Cr = 0,9; EAS = sem alterações.
A partir dos exames, conclui-se que:
Giovana, 25 anos, chega à unidade de pronto atendimento com tosse seca, chiado no peito e dispneia aos grandes esforços, com piora à noite. Apresenta-se sem história de febre, sem perda de peso, sem expectoração crônica, sem histórico de tabagismo, sem rinorreia aquosa, obstrução ou prurido nasal, sem dor torácica ventilatório-dependente e sem tosse com expectoração. Relata piora próximo a fumaça de cigarro. Ao exame pulmonar, apresenta tosse, murmúrio vesicular e sibilos difusos, especialmente na expiração forçada. Não tem outras alterações. Peso = 56kg, altura = 1,60 m, IMC = 23,5 kg/m² , FC = 78 bpm e FR = 17 irpm. O exame cardiovascular registra ritmo regular em 2 tempos, sem sopro e sem alteração de ictus. O abdômen está normotenso, sem organomegalias. Diante desse quadro, o médico decide solicitar uma espirometria para confirmar o diagnóstico de asma.
O resultado espirométrico que caracteriza o quadro de asma é:
Maura, 45 anos, secretária, sem filhos, se queixa de tonturas, enjoos e suores algumas vezes ao dia. Tem sentido muita sede e urinado com frequência à noite. Dr. Gilson chama a paciente, cumprimenta-a com um sorriso e, após recebê-la, se apresenta e pede que se acomode na cadeira disponível, pergunta como pode ajudá-la e deixa que ela fale sem interrompê-la. A fala livre acontece por cerca de três minutos. Durante a entrevista, na etapa de coleta das informações, o médico observa os seguintes dados: “Dr., estou muito cansada e sem energia. Tenho tido essas crises de tontura, enjoo e suores várias vezes ao dia, mesmo quando como. Antes eu achava que era barriga vazia, mas não é, não. Você entende? Tenho medo de ser doença ruim.”
Gilson acena que sim com a cabeça e resolve perguntar: “E como isso tem interferido na sua rotina?”.
E ela responde: “Me sinto fraca, sem disposição, não consigo trabalhar, não como direito e nem durmo bem”.
trabalhar, não como direito e nem durmo bem”. Então Gilson diz: “Você está se sentindo fraca, sem disposição, tem sentido tontura, enjoo e suores várias vezes ao dia, mesmo após comer?”.
Ela confirma que é isso mesmo. Após a conversa e o exame físico, o médico explica que, ao que tudo indica, isso pode ser por uma síndrome metabólica, que pode ser resultado da alimentação, sobrepeso e sedentarismo. Nesse caso, ele propõe que sejam realizados alguns exames de sangue, colhidos na própria unidade. Conversam sobre a importância de tentar fazer alguma atividade física; ela propõe caminhar à noite após o trabalho. Ela chora com a possibilidade de ter diabetes. O médico procura tranquilizá-la e explica que, se ela estiver com alguma alteração metabólica, farão um planejamento para que fique tudo bem. Explica que há medicações boas e seguras, que a atividade física regular e que algumas modificações na alimentação vão ajudá-la a ficar bem e que ele sempre estará à disposição para orientar e tirar todas as suas dúvidas.
Considerando o Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP), é correto afirmar que:
Nesse caso, a terapia hipolipemiante mais indicada é:
Um homem de 43 anos, após ganho de peso e alguns sintomas dispépticos, procurou o ambulatório de clínica médica. Não havia qualquer histórico de doença pregressa e uso regular de medicação. Seu consumo de álcool era ocasional (em torno de 30 gramas por semana). Não havia história familiar de doença hepática, tampouco sinais ou sintomas como icterícia, dor abdominal ou alteração de hábito intestinal. Ao exame, detectaram-se IMC de 29; circunferência abdominal de 102 cm (altura 1,89 m); pressão arterial de 140 x 90 mmHg; e hepatimetria de 16 cm em linha hemiclavicular direita com fígado palpável e borda romba. Exames laboratoriais revelaram: glicemia de jejum 110 mg/dl, HDL colesterol 40 mg/dl, LDL colesterol 130 mg/dl, triglicerídeos 160 mg/dl, aspartato aminotransferase (AST) de 70 U/L (normal: 15 a 41) e alanina aminotransferase (ALT) 67 U/L (normal: 10 a 35). O restante do hemograma, da bioquímica e do coagulograma foi normal. Na segunda consulta, trouxe a ultrassonografia de abdômen e outros exames solicitados.
Sobre a investigação de doença hepática gordurosa associada a disfunção metabólica, é correto afirmar que:
O tratamento instituído foi: