Questões de Concurso
Comentadas sobre pneumologia em medicina
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Segundo o último documento, publicado em 2023, a reabilitação pulmonar em pacientes com DPOC pode melhorar
I. Todos os pacientes na alta hospitalar devem receber prescrição de corticoide por via oral por 5 a 7 dias, pois o processo inflamatório que causa a exacerbação da asma dura esse período, e a retirada do corticoide antes desse período está associada a piora dos sintomas.
II. A hidrocortisona é o corticoide de escolha para uso nos departamentos de emergência, pois tem melhor penetração pulmonar e menor efeito mineralocorticoide.
III. Os agonistas beta-adrenérgicos inalatórios de curta ação são fundamentais no tratamento dos pacientes com exacerbação de asma aguda e devem ser administrados imediatamente.
Está correto o que se afirma em
Assinale a opção que apresenta um fármaco que pode causar esse sintoma e a conduta adequada para manejo dessa situação.
Assinale a opção que indica o tratamento de escolha para essa condição.
Ao exame: PA 85x60 mmHg, FC 112 BPM, FR 25 IRPM. Ausculta pulmonar com diminuição do MV à esquerda.
De acordo com esse quadro, assinale a opção que indica o diagnóstico correto.
Assinale o achado abaixo que está associado a uma maior probabilidade diagnóstica de embolia pulmonar em pacientes com suspeita clínica da doença.
Caso Clínico 5
Paciente de 65 anos, internada em unidade de terapia intensiva com quadro de pneumonia comunitária grave, tendo sido submetida a intubação orotraqueal e ventilação mecânica há 4 dias. Antecedente de hipertensão arterial sistêmica e transtorno bipolar do humor, em uso de losartam e carbonato de lítio. Evolui estável hemodinamicamente, aparentando normovolemia, porém com débito urinário de cerca de 5000mL/ 24 horas desde a internação (sem estímulo diurético). Recebe dieta enteral quali e quantitativamente adequada as suas necessidades. Peso estimado de 70Kg. Exames laboratoriais evidenciando hipernatremia progressiva (última dosagem sódio 154mEq/L), além de uréia 70mg/dL, creatinina 1,1mg/dL, glicemia 100mg/dL, potássio 3,5mEq/L. Urina tipo 1 com densidade 1010, leucócitos 3000/mm3, hemácias 2000/mm3
Considerando as informações disponibilizadas, o
diagnóstico provável é de
Caso Clínico 3
Paciente do sexo masculino, 42 anos, deu entrada no
departamento de emergência com relato de acidente ofídico
ocorrido na propriedade rural onde trabalha, há 4 horas. O local
da picada, tornozelo direito, evoluiu precoce e
progressivamente com dor e edema. Negava comorbidades ou
uso regular de medicamentos. No momento da admissão, o
paciente se apresentava em regular estado geral, queixando
náuseas e dor intensa no membro inferior direito. Foram
observados equimoses e sangramento no local da picada.
Durante a evolução, paciente apresentou gengivorragia e
epistaxe, além de piora considerável do edema de membro
inferior, tendo sido feito diagnóstico de síndrome
compartimental de membro inferior. Observaram-se oligúria e
alteração na coloração da urina, que ficou avermelhada.
Exames demonstraram o seguinte resultado: Gasometria (pH:
7,29, pO2: 80mmHg, pCO2: 26mmHg, Bicarbonato: 12mEq/L),
creatinofosfoquinase (CPK) 50.000U/L, ureia 50mg/dL,
creatinina 2,8mg/dL, cálcio total 7,2mg/dL, fósforo 6,5mg/dL,
potássio 6,5mEq/L, sódio 136mEq/L, urina tipo 1 (fita reagente
positiva para sangue, leucócitos 5.000/mm3, hemácias
2000/mm3).
Caso Clínico 2
Paciente de 65 anos, admitido em unidade de prontoatendimento com quadro de “cansaço” progressivo iniciado há 5 dias. Vinha “acordando com falta de ar e tosse”, porém nesta madrugada nem conseguiu “se deitar”. Refere ser portador de hipertensão arterial em uso de metoprolol 50mg 2x/dia, losartam 50mg 2x/dia e hidroclorotiazida 25mg/dia. Alega ter interrompido essas medicações há 2 semanas, por problemas financeiros.
Ao exame: paciente alerta, com muita dificuldade para falar,
porém colaborativo e obedecendo a comandos.
Expansibilidade torácica simétrica e bilateral, com presença de
tiragem intercostal e de fúrcula. Frequência respiratória de 30
incursões por minuto, estertores crepitantes até ápice à direita
e 2/3 inferiores a esquerda. Saturação periférica de oxigênio
82%. Frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto,
presença de B3. Pressão arterial de 190x100mmHg (sentado).
Distensão jugular venosa evidente a 45 graus. Edema de
membros inferiores bilateral (3+/4+). Trouxe eco da última
consulta (há 2 meses) evidenciando fração de ejeção de 58,9%,
espessura septo 11mm, espessura parede de ventrículo
esquerdo 11mm, massa de ventrículo esquerdo 279g, diâmetro
átrio esquerdo 40mm, predomínio de onda atrial no enchimento
do ventrículo esquerdo, indicando alteração do relaxamento
(disfunção diastólica grau I). Exames colhidos na urgência
evidenciaram: eletrocardiograma em ritmo sinusal, com sinais
de hipertrofia ventricular esquerda; gasometria com pH: 7,59,
pO2: 50mmHg, pCO2: 24mmHg, bicarbonato: 22mEq/L,
bicarbonatos: 22; BNP (peptídeo natriurético do tipo B) =
800pg/mL.
I- As defesas das vias respiratórias inferiores envolvem imunoglobulina A (IgA) salivar, proteases e lisossomos, inibidores do crescimento produzidos pela flora normal e fibronectina, que reveste a mucosa e inibe a aderência.
II- As defesas inespecíficas das vias respiratórias inferiores envolvem tosse, depuração mucociliar e angulação das vias respiratórias para a prevenção da infecção dos espaços aéreos.
III- As defesas específicas das vias respiratórias incluem uma variedade de mecanismos imunes específicos a patógenos, incluindo a opsonização por IgA e IgG, peptídeos antimicrobianos, efeitos anti-inflamatórios do surfactante, fagocitose por macrófagos alveolares e respostas imunes mediadas por linfócitos T.
IV- O termo pneumonia intersticial refere-se a uma variedade de condições não relacionadas de causa desconhecida, caracterizadas por inflamação e fibrose do interstício pulmonar.
Analisados os itens, é CORRETO afirmar que:
( ) A avaliação da existência de DP é realizada por meio de radiografia de tórax. Deve-se solicitar a realização desse exame em incidências posteroanterior e perfil. A radiografia em decúbito lateral do lado suspeito pode ser útil para determinar se o líquido pleural é livre.
( ) Até 200 mL de líquido pleural apenas opacificam o recesso costofrênico posterior. Para opacificação do recesso costofrênico lateral, são necessários cerca de 400 mL de líquido pleural. O DP forma uma opacificação homogênea com linha côncava voltada para o mediastino.
( ) Em casos de derrames pleurais volumosos, que opacificam todo o hemitórax, deve-se observar a posição da traqueia para diferenciar DP de atelectasia.
( ) Nesta última, a traqueia está desviada para o lado atelectasiado e, no DP, desvia-se para o lado do derrame. O derrame subpulmonar ocorre entre a base do pulmão e a margem inferior do diafragma.
Respondidos os itens, a sequência CORRETA é:
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma síndrome clínica e fisiopatológica que resulta da oclusão da circulação arterial pulmonar por um ou mais êmbolos. Os eventos tromboembólicos estão relacionados, em mais de 90% dos casos, com êmbolos originados em sítios de trombose venosa profunda (TVP), principalmente dos vasos da coxa e pelve. Raramente, os êmbolos podem ser procedentes das veias renais, membros superiores ou do ventrículo direito (VD).
Sobre o enunciado, é INCORRETO dizer que: