Questões de Concurso
Comentadas sobre neurologia em medicina
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A síndrome de Sturge-Weber do tipo I, conhecida como a forma clássica dessa síndrome, caracteriza-se principalmente por angioma leptomeníngeo e cutâneo no território de inervação do trigêmeo, associada a alterações oculares como glaucoma.
A esclerose tuberosa se caracteriza por manchas hipocrômicas ou acrômicas, angiofibromas faciais (de Pringle), rabdomiomas cardíacos, túberes corticais e fibroma ungueal, entre outros critérios. Essa síndrome costuma estar associada a epilepsia comumente iniciada na infância, podendo, com muita frequência, assumir no lactente a forma de síndrome de West.
A síndrome de Arnold-Chiari é uma malformação cerebral que se caracteriza por grande dilatação do IV ventrículo, hipoplasia ou agenesia do verme cerebelar e formação cística na fossa posterior.
A síndrome álcool-fetal (SAF), uma das três causas congênitas mais frequentes de deficiência intelectual, é causada por exposição materna ao álcool e está associada à tríade de déficit de crescimento pré- e pós-natal, dismorfias faciais e anormalidades no neurodesenvolvimento. A SAF tem como principal alteração patológica um distúrbio de migração neuronal.
O pico do período de migração neuronal ocorre entre o terceiro e o quinto mês de vida intrauterina. Entre os distúrbios comuns a esse período destacam-se as lisencefalias, as heterotopias, as disgenesias corticais e a agenesia de corpo caloso.
A criptococose, infecção fúngica mais comum do SNC, é causada pelo Cryptococcus, um fungo de distribuição mundial, sendo a maioria dos pacientes imunocomprometida. A meningoencefalite, isolada ou associada ao comprometimento pulmonar, é a sua forma clínica mais frequente, ocorrendo em mais de 80% dos casos.
Meningite crônica é aquela que se desenvolve lentamente, com duração de 4 semanas ou mais. A meningite tuberculosa constitui a forma mais frequente e mais grave de acometimento do SNC, causada pelo Mycobacterium tuberculosis, e é uma das três principais causas de meningite crônica.
O aumento da hipertensão intracraniana pode levar as estruturas encefálicas a tender a escapar por aberturas naturais, formando hérnias que comprimem estruturas vizinhas. A hérnia das amídalas cerebelares ocasiona como sinal mais importante a paralisia ipsilateral do III par craniano (pupila fixa e midriática).
Situação hipotética: Uma paciente com quatorze anos de idade queixa-se de crises há uns 8 meses, que ocorrem 1 a 2 vezes/mês, caracterizadas por quadro súbito sequencial de disartria, hipoacusia, zumbido (e ocasionalmente até diplopia), seguido, após uns 20 min, por cefaleia hemicraniana de forte intensidade, pulsátil, com náuseas e vômitos, porém sem fotofobia ou fonofobia, que costuma durar de 10 h a 12 h. Assertiva: Nessa situação, o diagnóstico mais provável é a migrânea com aura do tronco cerebral (antigamente denominada migrânea do tipo basilar)
Situação hipotética: Um lactente masculino, com dois anos e três meses de idade, evoluindo há 3 semanas com quadro progressivo de marcha atáxica, náuseas e vômitos matinais ocasionais, irritabilidade, hoje acordou com paralisia do VI par direito. Assertiva: Nessa situação, considerando-se a faixa etária e o quadro clínico, o tumor mais provável é o meduloblastoma, um tipo de tumor maligno embrionário.
Encefalopatia epiléptica infantil precoce com surtosupressão, também denominada síndrome de Ohtahara, caracteriza-se por crises epilépticas iniciadas nos três primeiros meses de vida, com crises predominantemente do tipo tônicas focais e crises mioclônicas.
As síndromes de Crouzon e de Apert são causas de craniossinostoses sindrômicas, e ambas cursam com o fechamento precoce das suturas coronais, o qual é denominado de dolicocefalia.
As síndromes do X frágil, de Canavan, de Alexander e de Sotos são exemplos de síndromes relacionadas à macrocefalia.
O diagnóstico de microcefalia é eminentemente clínico e tem como principais causas cromossômicas as síndromes de Down, de Edwards, de Patau e de Rett.
O reflexo tônico cervical assimétrico (Magnus Kleijn) após os seis meses de vida é sempre patológico, pois sua persistência prejudica o alcance da simetria corporal, a junção das mãos na linha média e o rolar na cama.
No caso de um lactente de nove meses de vida, nascido a termo, que ainda não se sente com tronco retificado e sem o apoio das mãos, a conduta ideal será encaminhá-lo para reabilitação (ou estimulação precoce) e investigar doenças neuromusculares.
Indivíduos com multimorbidade tendem a apresentar grande complexidade e vulnerabilidade, pois sofrem de mais problemas cognitivos, funcionais e psicossociais. A avaliação geriátrica ampla (AGA) é a resposta a essa complexidade e, geralmente, inclui a avaliação do paciente em vários domínios, sendo mais comumente incluídos o físico (médico), o mental, o social, o funcional e o ambiental. Com relação à AGA, julgue o item que se segue.
A AGA orienta para medidas de preservação e restauração
da saúde, mas não define critérios para institucionalização.
Indivíduos com multimorbidade tendem a apresentar grande complexidade e vulnerabilidade, pois sofrem de mais problemas cognitivos, funcionais e psicossociais. A avaliação geriátrica ampla (AGA) é a resposta a essa complexidade e, geralmente, inclui a avaliação do paciente em vários domínios, sendo mais comumente incluídos o físico (médico), o mental, o social, o funcional e o ambiental. Com relação à AGA, julgue o item que se segue.
Para facilitar a avaliação geriátrica, são usados instrumentos
capazes de detectar sinais de demência, delirium, depressão,
efeitos colaterais medicamentosos, fragilidade, déficits
visuais e auditivos, bem como de grandes síndromes
geriátricas.
Uma mulher de 75 anos de idade, branca, viúva, mãe de 3
filhos, compareceu ao ambulatório médico acompanhada de sua
filha. A filha relatou que a mãe estava esquecendo muitas coisas
rotineiras, como panelas ao fogo, ferro de passar roupas ligado e
as portas de casa abertas. Ainda segundo o relato da filha, a mãe
repetia os mesmos fatos que recentemente havia relatado, não
dormia bem à noite e estava muito agressiva. A paciente não
sofrera quedas, não tinha infecções recentes, diabetes nem
doença na tireoide, mas tinha hipertensão arterial e fazia uso de
enalapril 10 mg de 12 em 12 horas. Os citados sintomas tinham
iniciado havia vários meses, no entanto recentemente houve uma
piora. A filha afirmou achar que a mãe estava “esclerosada”.
Com relação ao caso clínico hipotético apresentado, julgue o item subsequente.
A primeira classe terapêutica que deve ser licenciada para o
uso na doença de Alzheimer e que, consistentemente, produz
melhora sintomática dessa doença é a dos
anticolinesterásicos, na qual se incluem a rivastigmina, a
donepezila, a galantamina e a memantina.
Uma mulher de 75 anos de idade, branca, viúva, mãe de 3
filhos, compareceu ao ambulatório médico acompanhada de sua
filha. A filha relatou que a mãe estava esquecendo muitas coisas
rotineiras, como panelas ao fogo, ferro de passar roupas ligado e
as portas de casa abertas. Ainda segundo o relato da filha, a mãe
repetia os mesmos fatos que recentemente havia relatado, não
dormia bem à noite e estava muito agressiva. A paciente não
sofrera quedas, não tinha infecções recentes, diabetes nem
doença na tireoide, mas tinha hipertensão arterial e fazia uso de
enalapril 10 mg de 12 em 12 horas. Os citados sintomas tinham
iniciado havia vários meses, no entanto recentemente houve uma
piora. A filha afirmou achar que a mãe estava “esclerosada”.
Com relação ao caso clínico hipotético apresentado, julgue o item subsequente.
O diagnóstico da doença de Alzheimer é provável quando a
instalação dos sintomas cognitivos é rápida ou súbita e estão
presentes os sinais neurológicos focais.