Questões de Concurso
Comentadas sobre medicina intensiva em medicina
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Uma paciente de 35 anos, sem comorbidades prévias, é admitida em uma unidade de terapia intensiva, em insuficiência respiratória. Familiares contam que a paciente apresentou quadro súbito de dor torácica ventilatório dependente e dispneia horas antes da admissão. Estava em uso apenas de anticoncepcional oral combinado. Ao exame clínico, apresenta estabilidade hemodinâmica, hipoxemia com necessidade de oxigenioterapia à 5l/min. Está orientada e alerta. Radiografia de tórax com sinais de aumento do ventrículo direito.
Qual o exame indicado para confirmar o diagnóstico?
Um paciente de 30 anos é internado na sala de emergência da UPA, sonolento e desidratado. Segundo sua esposa, o paciente apresentou diarreia e febre nos últimos 10 dias. Sem comorbidades ou uso de medicamentos contínuos. Ao exame físico: REG, sonolento, Glasgow 11/15, desidratado 4+/4+, pele fria e pegajosa. Taquicárdico, ausculta cardíaca sem sopros. FC: 138 bpm e PA: 70 × 40 mmHg. Ausculta pulmonar limpa sem ruídos agregados. Taquipneico, FR: 27 irpm e saturação de 98% em ar ambiente. Abdome plano, normotenso, ruídos hiperativos e sem dor à palpação. Exames laboratoriais: hemograma com leucocitose, neutrofilia, desvio à esquerda e presença de granulações tóxicas. Contagem de plaquetas e coagulograma normal. Cr 2,8mg/dL e U 95 mg/dL. Na+ 148 mEq/L, K+ 3,0 mEq/L. Albumina 4g/dL. Lactato 18 mg/dL (VR 18 mg/dL). Gasometria arterial: pH 7,0; HCO₃ de 5 mEq/L; pCO2 28mmHg.
Considerando todo o quadro clínico, podemos ter, respectivamente, como hipóteses diagnósticas e de conduta
Nesse caso, qual é a melhor alternativa em relação à propedêutica subsequente?
I. Pacientes não cooperativos em insuficiência respiratória hipoxêmica grave.
II. Na manutenção de hipoxemia ou acidose, apesar de teste com ventilação mecânica não invasiva.
III. Pacientes hipoxêmicos com sinais de utilização de musculatura acessória.
IV. Pacientes em parada respiratória.
São indicações de ventilação invasiva em pacientes na exacerbação da doença pulmonar obstrutiva crônica:
Leia o caso a seguir.
Mulher de 81 anos, moradora de Goiânia, aposentada. Passou a ter quadro de sonolência excessiva, episódios de confusão e desorientação que piora nas últimas 48 horas. Negou diarreia, vômitos ou febre. Portadora de hipertensão em uso de clortalidona e atenolol. No exame físico, mau estado geral, desidratada (4+/4+), perfusão ruim, PA 60/40 mmHg, FC 132 bpm, FR 24 ipm, oximetria 91% em ar ambiente, Glasgow 09. Exame sódio 168 mEq/L; potássio 5,1 mEq/L; ureia 268 mg/dl; creatinina 2,82 mg/dl; fósforo 5,2; hemoglobina 15,7 g/dl; leucócitos 9620/ mm3 ; plaquetas 235.000/ mm3 ; pH 7,33; pO2 72 mmHg; pCO2 32 mmHg; bicarbonato 16 nmol/L; BE -11,4 mmol/L; lactato 42 mg/dl; proteína C reativa 268,4 mg/L. Realizados dois acessos calibrosos, com infusão de 4 litros de soro fisiológico em 4 horas, com normalização da pressão, melhora do Glasgow, e, no exame de controle, com queda da PCR e lactato e queda de sódio para 160 mEq/L.
Nesse contexto, a correção rápida de sódio pode ocasionar:
Leia o caso a seguir.
Uma mulher de 55 anos, com história de doença pulmonar obstrutiva crônica, foi à emergência com aumento da dispneia e tosse há uma semana. Frequência respiratória de 35 rpm e saturação de oxigênio de 90% em ar ambiente. No exame físico, a paciente está sentada e inclinada para frente. Ela parece desconfortável e utiliza musculatura acessória para respirar. Na ausculta, apresenta chiado bilateral. Gasometria arterial da paciente: pH: 7,25, pCO2: 78 mmHg e pO2: 58 mmHg. (Valores referenciais: pH: 7,35 a 7,45, pCO2: 35 a 45 mmHg, pO2: 80 a 100 mmHg).
O mecanismo que explica os valores da gasometria arterial
é:
I. O diagnóstico de sepse é feito quando há aumento de 2 ou mais pontos no escore SOFA.
II. Em pacientes com suspeita de sepse, apesar da recomendação de administração precoce de antibioticoterapia em até 1h da apresentação na emergência, o benefício ainda é controverso.
III. O lactato elevado não se correlaciona com o risco de mortalidade.
Quais estão corretas?
( ) Em casos refratários ou mais severos, podemos utilizar o sulfato de magnésio endovenoso, 10 a 20 g a correr em 30 minutos.
( ) Para intubação em sequência rápida de pacientes asmáticos, tanto o propofol quanto a quetamina são as drogas de escolha devido ao seu efeito broncodilatador.
( ) Os β2–agonistas em infusão endovenosa apresentam melhor eficácia em relação ao seu uso por via de nebulização ou inalação com espaçador.
( ) A frequência respiratória elevada e o aumento do tempo inspiratório são priorizados nos parâmetros ventilatórios de um paciente asmático em ventilação mecânica.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: