Questões de Concurso Comentadas sobre ginecologia e obstetrícia em medicina

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Q3789825 Medicina
Uma paciente feminina de 58 anos, histórico de menopausa aos 50 anos, sem antecedentes urológicos ou ginecológicos, comparece à consulta queixando-se de infecções urinárias de repetição. Apresentou 3 episódios nos últimos 4 meses, tendo sido tratada com múltiplos antimicrobianos. No último episódio, há 3 semanas, refere cultura positiva para Klebsiella pneumoniae, com tratamento guiado por antibiograma, estando assintomática no momento.
Ao exame físico, você observa um introito vaginal pouco estreitado, com mucosa pálida e friável. Não há presença de distopia genital e a paciente não refere queixas de incontinência urinária. Já se encontra em reposição hormonal com implante subdérmico (chip) de gestrinona. Diante do exposto, qual a melhor conduta, dentre as alternativas abaixo, para a paciente no momento?
Alternativas
Q3789648 Medicina
Paciente de 25 anos, sem comorbidades, gestante de 8 semanas, na sua primeira consulta de prénatal relata ao seu obstetra estar preocupada com o risco de hipertensão gestacional, visto que sua mãe teve pré-eclâmpsia na gravidez de sua irmã. Para melhor avaliar o risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia durante a gravidez, seu obstetra utiliza uma combinação de parâmetros maternos, segundo o modelo de predição de desenvolvimento de pré-eclâmpsia da Fetal Medicine Foundation (FMF) e, após análise dos exames colhidos na 12ª semana de gravidez, opta por prescrever AAS, início imediato, devendo ela manter a medicação até 36 semanas. Sobre o algoritmo proposto pela FMF, referendado pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), inclusive para uso no Brasil, podemos afirmar que:
Alternativas
Q3789646 Medicina
São causas possíveis de polidrâmnio, EXCETO:
Alternativas
Q3789644 Medicina
Anomalias cromossômicas ocorrem em 0,1% a 0,2% dos nascidos vivos, sendo a aneuploidia clinicamente significativa mais comum entre os recém-nascidos vivos a síndrome de Down (trissomia 21). Os marcadores ultrassonográficos de aneuploidia fetal podem indicar um risco aumentado, mas não são diagnósticos por si só, pois também podem aparecer em fetos saudáveis. Frente a cálculo de risco aumentado, pode ser discutido com a gestante a possibilidade de testes mais específicos ou invasivos, como por exemplo cariótipo fetal em amostra de líquido amniótico. As alternativas abaixo indicam marcadores ultrassonográficos de aneuploidia fetal observados no primeiro trimestre de gravidez, EXCETO:
Alternativas
Q3789643 Medicina
Considerando o consenso da International Association of Diabetes in Pregnancy Study Group (IADPSG), referendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), dentro de uma situação de viabilidade financeira e disponibilidade técnica total, para diagnóstico adequado das alterações glicêmicas durante a gravidez, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3789642 Medicina
Mulher de 27 anos, primigesta nulípara procurou a maternidade com gravidez de 39 semanas e bolsa rota há 3 horas. Sinais vitais sem alterações. Ao exame físico apresentava altura uterina de 35 cm, feto único, batimentos cardíacos fetais de 148/min, colo dilatado para 2,0 cm, 50% esvaecido, apresentação cefálica no plano 0 de De Lee, escoamento espontâneo de líquido amniótico claro com grumos grossos pela vagina. Optou-se por indução de parto que teve sucesso, com parto normal, recém-nascido do sexo feminino, peso 3120 g, Apgar 8 e 10 respectivamente no primeiro e no quinto minutos, dequitação espontânea. Teve alta após 3 dias, sem queixas. No sétimo dia de pós-parto apresentou sangramento vaginal importante e retornou ao hospital. Estava com mucosas descoradas, PA de 90X60 mmHg, pulso 100 bpm, útero 3,0 cm abaixo da cicatriz umbilical, colo dilatado para 3,0 cm, sangramento vaginal ativo em moderada quantidade. Qual o mais provável diagnóstico e qual a melhor conduta?
Alternativas
Q3789641 Medicina
Paciente de 21 anos descobre gravidez após procurar PS de ginecologia referindo aumento do volume abdominal e atraso menstrual de aproximadamente 4 meses. Ciclos sempre irregulares, sem método contraceptivo, vida sexual ativa. Nega acompanhamento ginecológico nos últimos 3 anos, desde que teve um abortamento, ocorrido com 9 semanas de gestação e sem necessidade de curetagem. Ao exame apresenta abdome gravídico, compatível com 22 semanas de gravidez, BCF 144bpm. Foram solicitados exames de rotina e encaminhado a paciente para consulta de prénatal. Na consulta ela traz os exames realizados, sorologias negativas, tipagem sanguínea O Rh negativo, Coombs indireto positivo, anti-D com titulação 1:8, demais exames laboratoriais sem alterações significativas. Realiza USG morfológico que confirma gestação de aproximadamente 22 semanas, morfológico normal, cujo doppler fetal mostra aumento da velocidade do pico sistólico da artéria cerebral média (1,7 MoM), sem outras alterações. A principal hipótese diagnóstica e a conduta neste caso seria:
Alternativas
Q3789639 Medicina
A cirurgia fetal antenatal para correção de espinha bífida (meningomielocele fetal) é considerada atualmente o padrão ouro para tratamento da doença. Sabe-se que ela pode não só dobrar as chances do acometido deambular sem auxílio de aparelhos, como também reduzir a necessidade de colocação de válvula de derivação ventrículo peritoneal para tratamento de hidrocefalia em mais de 50% dos casos, assim como melhorar o prognóstico urológico e intestinal, quando comparada ao tratamento pós-natal neurocirúrgico convencional. Sobre a cirurgia fetal pela técnica SAFER (Skin-overbiocellulose for Antenatal FEtoscopic Repair) para correção de meningomielocele, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3789636 Medicina
Paciente de 25 anos, previamente sem queixas ginecológicas, procura o PS de Ginecologia com quadro de dor em baixo-ventre de forte intensidade associada à febre nos últimos 3 dias. Vida sexual ativa, sem método contraceptivo no momento. Na admissão apresentava-se normotensa, temperatura axilar de 38,5 °C, frequência cardíaca de 100 bpm. No exame físico tinha descompressão brusca abdominal dolorosa, dor à mobilização de colo uterino ao toque bimanual e à palpação de fundo de saco de Douglas, além de cervicite mucopurulenta no exame especular. Presença de leucocitose com desvio à esquerda e aumento de 5 vezes o valor de referência laboratorial para PCR. USG transvaginal mostrava imagens anexiais bilaterais, 7 cm à direita e 9 cm à esquerda, com conteúdo heterogêneo e debris no seu interior, sem fluxo vascular ao doppler, com moderada quantidade de líquido livre na cavidade pélvica. Qual a principal hipótese diagnóstica e a melhor conduta nesse caso?
Alternativas
Q3789635 Medicina
Nuligesta, 32 anos com dor pélvica cíclica limitante, associada à dispareunia de profundidade, tentando engravidar há 2 anos sem sucesso. Investigação de infertilidade do parceiro sem alterações. Relata presença de sangue nas fezes no período menstrual nos últimos 6 meses. Procurou o ginecologista que solicitou USG transvaginal com preparo intestinal para pesquisa de endometriose que mostrou sinais de endometriose profunda em compartimento posterior da pelve. Fez colonoscopia evidenciando lesão sugestiva de endometriose intestinal a 12 cm da borda anal, comprometendo ao redor de 20% da luz da alça, com extensão de 2,0 cm no maior diâmetro. Biópsia da lesão confirmou presença de células endometriais na amostra avaliada. Dosagens hormonais dentro da normalidade, sugerindo manutenção da ovulação. A melhor conduta no caso seria:
Alternativas
Q3789633 Medicina
O câncer de colo do útero é o segundo mais frequente em mulheres que vivem em regiões em desenvolvimento. Como prevenção, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a prática sexual segura, incluindo educação para jovens e promoção do uso e fornecimento de preservativos para pessoas que já iniciaram atividade sexual. Contudo, a prevenção mais eficaz e eficiente – indicada pela OMS – é a vacinação contra o HPV. Segundo a recomendação do Programa Nacional de Imunizações, deve-se vacinar os seguintes grupos, EXCETO:
Alternativas
Q3789632 Medicina
Paciente com queixa de corrimento vaginal de odor fétido, que piora durante a menstruação. Ao exame observado corrimento abundante, branco acinzentado e com pequenas bolhas. Após adição de KOH a 10% sobre uma gota do conteúdo vaginal notou-se odor semelhante a peixe cru. Qual o provável agente etiológico?
Alternativas
Q3789631 Medicina
Paciente de 32 anos, nuligesta, procura seu ginecologista com queixa de sangramento uterino anormal, refratário ao tratamento clínico medicamentoso nos últimos 3 anos. Está tentando engravidar nesse período sem sucesso. Investigação de infertilidade do parceiro não identificou alterações. Realizou histeroscopia diagnóstica evidenciando: útero pouco aumentado de volume, com mioma submucoso único, classificação da FIGO tipo 1, medindo 1,5 cm. A base do nódulo ocupa 1/3 da cavidade endometrial e está localizada na parede lateral direita, terço médio da cavidade.

Segundo a classificação proposta por Lasmar, conhecida como STEP - W (Size, Topography, Extension, Penetration - lateral Wall), qual é a melhor conduta para essa paciente? 
Alternativas
Q3789630 Medicina
A portaria conjunta SAES/SECTICS nº 13, de 29 de julho de 2025 aprovou as novas diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer de colo do útero, utilizando testes moleculares para detecção de DNA-HPV oncogênico. Segundo essa atualização, como rastreamento primário, as mulheres consideradas como de risco padrão devem:
Alternativas
Q3789608 Medicina
Uma paciente gestante, com 32 semanas, é admitida na sala de emergência com diagnóstico de pré-eclâmpsia grave, apresentando cefaleia, escotomas visuais e níveis pressóricos elevados. A equipe médica decide iniciar a infusão de sulfato de magnésio 10% para neuroproteção e prevenção de eclâmpsia.

Determine o parâmetro de monitoramento e a via de administração adequados durante a terapia:
Alternativas
Q3786269 Medicina
Novas infecções vêm fazendo parte, de forma endêmica ou epidêmica, do dia a dia das gestantes e das puérperas, dentre elas, a covid‑19. Com relação às gestantes e às puérperas, segundo dados de 2023 do boletim do Observatório Obstétrico Brasileiro covid‑19 (OOBr covid‑19), no Brasil já houve 25.163 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) confirmados por covid‑19 e 2.000 óbitos. Houve redução de 462 óbitos maternos em 2020 para 75 óbitos em 2022. Com base nessas informações, bem como em relação à covid‑19 e à gestação, assinale a opção correta.  
Alternativas
Q3786263 Medicina
Uma paciente de 26 anos de idade, com 28 semanas de gestação, retornou à consulta de pré‑natal. O resultado do teste oral de tolerância à glicose, com 75 gramas de glicose anidra (TOTG), apresentou jejum: 82 mg/dl; 1h: 185 mg/dl; e 2h: 150 mg/dl.

Com base nesse caso clínico hipotético, é correto afirmar que a paciente tem
Alternativas
Q3786239 Medicina
Uma paciente de 24 anos de idade, com PO4 de parto cesárea por sofrimento fetal agudo, procurou o pronto‑socorro obstétrico com queixa de febre e dor pélvica. Ao exame físico, apresentou‑se com temperatura oral de 38,5 °C, PA de 120 × 60 mmHg, FC 98 bpm e FR 14 ipm. O abdome estava flácido, o útero em involução, além de haver uma ferida operatória em bom estado, sem sinais flogísticos e loquiação fisiológica. A paciente foi internada para elucidação diagnóstica e foi prescrito cefazolina endovenosa. Dois dias depois (PO6) a paciente mantinha febre, apesar de ter apresentado hemograma, rotina de urina e ecografia pélvica sem alterações. 

Com base nesse caso clínico hipotético, assinale a opção que apresenta a hipótese diagnóstica e a medicação de escolha.
Alternativas
Q3786238 Medicina
Uma primigesta, com 40 semanas e 1 dia de vida, compareceu ao pronto‑socorro relatando perda de líquido vaginal que vinha ocorrendo há aproximadamente 20 horas, em moderada quantidade. A paciente referiu poucas cólicas irregulares, e desejava parto normal. O pré‑natal apresentava‑se de risco habitual, sem comorbidades.

O exame físico apontou os dados a seguir.

• Altura uterina: 37 cm.
• BCF: 135–150 bpm, sem desacelerações.
• Movimentação fetal presente.
• Dinâmica uterina: 1 contração fraca a cada 10 minutos.
• Toque vaginal: colo posterior; 2 cm; 40% apagado; e apresentação cefálica alta.
• Especular: saída de líquido claro, odor característico.
• Bolsa rota confirmada.

Com base nesse caso clínico hipotético, assinale a opção que apresenta a conduta adequada para esse caso.
Alternativas
Q3786237 Medicina
Uma puérpera imediata, com parto vaginal realizado há 30 minutos, apresentou perda sanguínea estimada em 900 ml, útero amolecido e elevado, além de sangramento em jorros. A placenta estava íntegra, sem lacerações importantes do canal de parto. Outros dados: PA de 90 × 60 mmHg; FC de 120 bpm; e pele fria.

Com base nesse caso clínico hipotético, assinale a opção que apresenta a hipótese etiológica e a conduta inicial a ser tomada. 
Alternativas
Respostas
1581: B
1582: D
1583: A
1584: D
1585: E
1586: C
1587: B
1588: D
1589: A
1590: C
1591: E
1592: C
1593: B
1594: D
1595: B
1596: C
1597: D
1598: E
1599: A
1600: B