Questões de Concurso Comentadas sobre geriatria em medicina

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Q3858306 Medicina
As demências, especialmente a Doença de Alzheimer (DA), representam um significativo desafio para a saúde pública no envelhecimento populacional. Sua incidência e prevalência aumentam exponencialmente com a idade, dobrando aproximadamente a cada 5 anos a partir dos 60 anos, fenômeno que fez com que fossem descritas como uma "epidemia silenciosa". O diagnóstico preciso é a base para um manejo adequado. Com base nos princípios e recursos diagnósticos consagrados na prática clínica, assinale a alternativa correta: 
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Q3858305 Medicina
Um senhor de 78 anos, hipertenso e diabético, é levado pela família devido a uma mudança significativa no comportamento nas últimas 8 semanas. Relatam que ele está apático, perdeu o interesse por atividades que antes gostava (como encontrar os amigos no clube), apresenta lentidão para realizar tarefas domésticas e queixas de cansaço constante. A família nota também que ele está mais esquecido para eventos recentes e tem dificuldade para tomar decisões simples. Não há história prévia de transtornos psiquiátricos. Ao exame, observa-se humor deprimido, retardo psicomotor discreto e déficit em testes de fluência verbal. Considerando a epidemiologia, as particularidades clínicas e a abordagem diagnóstica da depressão no idoso, assinale a alternativa correta:
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Q3858304 Medicina
A insuficiência cardíaca (IC) no idoso frequentemente se apresenta de forma atípica, o que pode retardar ou confundir o diagnóstico. Em relação às manifestações clínicas da IC nessa população, especialmente em indivíduos muito idosos ou fragilizados, assinale a alternativa correta: 
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Q3858303 Medicina
O envelhecimento humano é caracterizado por alterações fisiológicas progressivas que influenciam a resposta do organismo a doenças, medicamentos e a capacidade funcional. Considerando essas mudanças, assinale a alternativa correta:
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Q3858302 Medicina
Uma mulher de 82 anos, residente em uma instituição de longa permanência (ILP), é levada à consulta devido a uma piora progressiva do seu estado geral nas últimas 48 horas. Seus registros mostram quadro de demência moderada, incontinência urinária de longa data e dependência para mobilidade. A equipe relata que ela está mais sonolenta, recusando alimentação e apresentando episódios de agitação. Não há queixa específica de disúria, urgência miccional ou dor lombar. Ao exame, está afebril (37,8°C axilar), taquicárdica, confusa e desidratada. A palpação abdominal é inespecífica. Um exame de urina tipo I, solicitado de rotina, mostra piúria e bacteriúria significativa. Considerando as particularidades da infecção do trato urinário (ITU) na população geriátrica fragilizada, assinale a alternativa que descreve a conduta mais adequada e embasada nas diretrizes atuais:
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Q3858301 Medicina

 A sarcopenia é uma síndrome geriátrica de grande impacto na funcionalidade e qualidade de vida do idoso. Sua definição abrange a perda progressiva e generalizada de massa e função muscular, associada a maior risco de eventos adversos. Considerando sua etiologia multifatorial, prevenção e manejo, assinale a afirmativa correta:
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Q3858300 Medicina
O delirium é uma síndrome cerebral orgânica frequente em idosos, especialmente em contextos de hospitalização ou comorbidades. Sua identificação precoce é crucial para o manejo adequado. Com base nas características clínicas e no diagnóstico do delirium, assinale a alternativa correta.
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Q3858299 Medicina
Um homem de 88 anos, residente em instituição de longa permanência (ILP), é avaliado devido a uma piora aguda de seu estado geral nos últimos dois dias. Seu histórico inclui demência vascular moderada, diabetes mellitus tipo 2, insuficiência cardíaca classe III (NYHA) e dependência parcial para atividades básicas da vida diária (AVDs). A equipe de enfermagem relata que ele está "diferente": letárgico, recusando-se a comer e apresentando episódios de confusão e agitação noturna. Não há queixa de tosse produtiva ou febre objetiva. Ao exame, encontra-se taquipneico (24 irpm), afebril (temperatura axilar 37,1°C), com ausculta pulmonar revelando apenas alguns estertores crepitantes basais. O exame neurológico é inespecífico, com um nível de consciência flutuante. Diante deste quadro, e considerando as particularidades das infecções respiratórias na população geriátrica fragilizada, assinale a alternativa que melhor fundamenta a conduta diagnóstica inicial mais apropriada e o raciocínio clínico correto: 
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Q3858298 Medicina
A osteoporose (OP) é uma condição de grande relevância na saúde pública, especialmente na população idosa, frequentemente associada à sarcopenia, o que amplifica o risco de quedas e fraturas. No Brasil, estatísticas oficiais mostram que, após os 50 anos, 1 em cada 3 mulheres e 1 em cada 5 homens sofrerão uma fratura osteoporótica. Por ser uma doença inicialmente assintomática, seu diagnóstico muitas vezes é feito tardiamente, a partir de suas complicações. A incidência de fraturas varia com a idade e o local: punho (por volta da 5ª década), vértebras (após os 60 anos) e fêmur (a partir da 7ª década). Uma fratura vertebral prévia é um potente marcador de risco para novas fraturas. Considerando a abordagem integrada para prevenção e tratamento, qual das seguintes afirmativas está corretamente fundamentada nas diretrizes atuais? 
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Q3858297 Medicina
Um paciente de 84 anos, com histórico de demência mista (Alzheimer e vascular) avançada, insuficiência cardíaca congestiva classe III-IV (NYHA), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave e insuficiência renal crônica estágio 4, é trazido ao serviço de emergência por piora importante do estado geral. Ele está acamado, com comunicação verbal muito limitada, e apresenta os seguintes sintomas: dispneia em repouso, dor facial à deglutição (suspeita de neuralgia do trigêmeo), agitação psicomotora noturna, anorexia com perda ponderal acentuada e constipação intestinal refratária. A família relata que, em diretivas antecipadas de vontade, o paciente manifestou desejo de evitar internações em UTI e procedimentos invasivos, mas não há documento formalizado. Diante desse quadro complexo e considerando os princípios dos cuidados paliativos aplicados à prática geriátrica, assinale a alternativa que descreve a abordagem mais adequada e alinhada com a filosofia paliativista:
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Q3857394 Medicina
Mulher de 86 anos é levada pela filha à consulta no ambulatório de clínica médica, com queixa de quedas frequentes. A paciente tem diagnóstico prévio de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, depressão, déficit cognitivo leve e constipação intestinal. Está em uso de losartana, hidroclorotiazida, atenolol, metformina, gliclazida, rosuvastatina, escitalopram, donepezila e lactulose. Segundo a filha da paciente, as quedas ocorrem em diversos horários do dia, mais frequentemente na madrugada, ao se levantar para ir ao banheiro. Ao exame físico, a idosa apresenta leve bradipsiquismo e sinais de sarcopenia; pressão arterial do membro superior direito de 138 x 92 mmHg, quando deitada, e 110 x 70 mmHg, quando sentada.
O plano terapêutico apropriado ao contexto desse caso deve incluir
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Q3822263 Medicina
Paciente de 83 anos, moradora de uma casa de repouso, é atendida por uma abrasão na córnea. Ela é tratada com pomada oftálmica antibiótica e um curativo ocular, com planos de reexaminá-la em 48 horas. Mais tarde naquela noite, a equipe de cuidados da casa de repouso telefona para informar ao médico que ela estava muito confusa.
Em relação à principal hipótese diagnóstica para a evolução descrita, nesse momento, a medida de maior relevância a ser indicada é
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Q3822252 Medicina
Considere um paciente de 85 anos, sexo masculino, que procura atendimento médico com queixa de cansaço, perda de peso não quantificada, diminuição das atividades e de caminhar com mais vagarosidade. Seus exames mostram uma glicemia de 225 mg/dL e uma hemoglobina glicada de 8,2%. Seu índice de massa corpórea é de 19 Kg/m2.
Assinale a alternativa correta de acordo com as recomendações da última diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes, publicada em 2025, em parceria com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
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Q3820406 Medicina
Homem, 82 anos, residente na comunidade, procura avaliação em consulta de rotina. Relata duas quedas no último ano e fadiga para atividades habituais. Mora com a esposa, consegue realizar atividades básicas, mas vem percebendo que o caminhar está mais lento do que a companheira nos últimos meses.
Antecedentes pessoais: hipertensão arterial controlada com losartana, dislipidemia previamente tratada com estatina (suspensa há 1 ano, por mialgia), sem história prévia de infarto ou AVC. Nega tabagismo.
Ao Exame físico: pressão arterial = 128 x 70 mmHg; IMC = 22 kg/m2 ; peso = 72 kg (peso da consulta há 6 meses: 77 kg). Quanto aos demais aparelhos, nada foi digno de nota. Exame laboratorial: colesterol total = 205 mg/dL; LDL = 118 mg/dL; HbA1c = 6,0%.

Com relação à prevenção de risco cardiovascular, qual é a conduta correta?
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Q3820396 Medicina
Mulher de 74 anos, IMC 29 kg/m2 , com hipertensão controlada, doença coronariana estável e taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) de 52 mL/min/1,73m2 . Apresenta HbA1c de 7,3% em uso de metformina.
Levando-se em conta o cenário clínico e as evidências atuais sobre o uso de análogos de GLP-1 em idosos, qual das condutas a seguir é a mais adequada?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: HIAE Prova: VUNESP - 2025 - HIAE - Acesso Direto |
Q3820191 Medicina
Lúcia, 74 anos, viúva, aposentada, vive sozinha e apresenta hipertensão controlada com losartana, além de insuficiência renal leve (TFG estimada em 55 mL/min). Há catorze meses, queixa-se de dor difusa, fadiga intensa e insônia. Apresenta diagnóstico de fibromialgia realizado por reumatologista há oito meses. Refere que o uso regular de paracetamol não trouxe benefício relevante. Relata tristeza, isolamento social e redução importante das atividades que antes realizava, como encontros no grupo da igreja. Na consulta da APS, pede “um remédio mais forte” e diz que não acredita em “exercícios que nunca funcionaram”.
Qual deve ser a conduta prioritária nesse caso?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: HIAE Prova: VUNESP - 2025 - HIAE - Acesso Direto |
Q3820185 Medicina
Durante uma visita domiciliar, o médico atende Carolina, de 76 anos, com história de duas quedas nos últimos seis meses (uma ao levantar-se à noite e outra no banheiro). Refere tontura ao levantar, medo de cair e sente que está diminuindo sua capacidade de fazer as atividades do dia a dia. Atualmente está em uso de hidroclorotiazida 25 mg/d, metoprolol 50 mg 2x/d e clonazepam 0,5 mg à noite, sem modificação recente nas medicações.
No domicílio, notam-se tapetes soltos na sala e iluminação fraca no corredor para o banheiro. Carolina usa chinelos moles e, às vezes, caminha de meias. Ao exame físico, nota-se marcha lenta, sem sinais neurológicos focais. PA sentada: 140 x 85 mmHg; PA ortostática: 130 x 80 mmHg.
Qual é a conduta com maior impacto imediato na redução do risco de novas quedas nesse caso?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: HIAE Prova: VUNESP - 2025 - HIAE - Acesso Direto |
Q3820183 Medicina
Uma mulher de 84 anos é levada à UBS por alteração do comportamento há 36 horas, com momentos de apatia alternando com agitação noturna. Nega febre, tosse ou dor torácica. Sem queixas urinárias. Refere constipação há cinco dias. Medicações atuais: enalapril 10 mg/d; amitriptilina 25 mg à noite (iniciada há dez dias para dor neuropática); oxibutinina 5 mg 2x/d para bexiga hiperativa; difenidramina 50 mg à noite “para dormir” nas últimas cinco noites; ciclobenzaprina ocasional. Ao exame físico, apresenta: PA: 138 x 82 mmHg; FR: 18 rpm; SatO2 : 96% em ar ambiente; afebril; mucosas ressecadas; abdome timpânico com fecaloma palpável; sem sinais neurológicos focais. Teste 4AT: 6 (alteração de alerta, inatenção e curso flutuante).

Qual é a conduta mais apropriada para o manejo inicial do caso?
Alternativas
Q3820016 Medicina
Homem de 78 anos, viúvo há 2 anos, reside sozinho, tem hipertensão, diabetes, osteoartrite sintomática em ambos os joelhos e hiperplasia prostática benigna. Na consulta de retorno, relata episódio de queda em casa há um mês. A queda ocorreu sem perda de consciência, ao se levantar rapidamente do sofá, resultando em contusões leves, sem fraturas. Queixa-se também de “tontura” ocasional, principalmente ao mudar de postura, e dor nos joelhos que limita sua capacidade de realizar caminhadas mais longas, impactando suas atividades sociais. Medicações em uso: losartana (50 mg/dia); clortalidona (25 mg/dia); glibenclamida (10 mg/dia); metformina (2.550 mg/dia); doxazosina (4 mg à noite); diclofenaco (50 mg, 1 cp/dia, utilizado de forma intermitente “quando a dor aperta”). Ao exame físico: pressão arterial: 132 x 78 mmHg (sentado), 110 x 68 mmHg (em pé, após 1 minuto); frequência cardíaca: 72 bpm; IMC: 28 kg/m2 ; teste Timed Up and Go: realizado em 15 segundos, com alguma dificuldade para se levantar da cadeira. Exames séricos atuais: HbA1c: 7,0%; creatinina: 1,3 mg/dL (clearance: 55 mL/min/1.73m2 ). Caderneta de vacinação: registros da infância e algumas doses de reforço da vacina dupla adulto (dT), porém desatualizada.

Considerando o cenário clínico apresentado e as diretrizes mais recentes para a promoção do envelhecimento saudável e prevenção de complicações na atenção primária à saúde, a melhor conduta é 
Alternativas
Q3819813 Medicina
Qual fator de risco tem maior correlação com delirium em pacientes idosos hospitalizados na UTI?
Alternativas
Respostas
241: E
242: A
243: B
244: E
245: B
246: E
247: B
248: A
249: C
250: A
251: C
252: B
253: D
254: C
255: C
256: C
257: C
258: C
259: D
260: D