Questões de Concurso
Comentadas sobre gastroenterologia em medicina
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I. A Hérnia de Pantaloon é uma hérnia mista com componente direto e indireto.
II. Mediante a técnica TEP de reparo laparoscópico das hérnias inguinais, a dissecção pré-peritoneal é mais demorada e o risco potencial de lesão visceral aumenta.
III. A classificação Nyhus III C corresponde a uma hérnia recidivada femoral.
IV. Uma hérnia por deslizamento ocorre quando um órgão interno compõe uma porção da parede do saco herniário.
V. A hérnia umbilical infantil, em geral, apresenta fechamento espontâneo antes dos 2 anos de idade. Entretanto, quando persiste além dos 5 anos de idade, é comum que seja indicada cirurgia reparadora, apesar das complicações associadas a essas hérnias em crianças serem raras.
I. Classicamente, os principais determinantes do resultado satisfatório após a portoenterostomia são a idade na operação inicial, a obtenção bem-sucedida do fluxo biliar pós-operatório, a presença de estruturas ductais microscópicas na porta hepática e a extensão da doença do parênquima hepático no momento do diagnóstico.
II. A colangite é a complicação mais comum da portoenterostomia hepática e ocorre em 33% a 60% dos pacientes.
III. Com a melhora do cuidado com pacientes transplantados, a literatura vem mostrando que todos os pacientes portadores de atresia de vias biliares se beneficiam pelo transplante precoce.
Quais estão corretas?
I. A oclusão traqueal fetoscópica (FETO) é uma intervenção pré-natal que tem demonstrado melhorar os resultados em casos de hérnia diafragmática congênita grave.
II. A hérnia diafragmática congênita pode causar uma diminuição significativa da resistência vascular pulmonar devido ao subdesenvolvimento da vasculatura pulmonar.
III. A gravidade da hérnia diafragmática congênita é tipicamente avaliada através do diâmetro pulmonar fetal divido pela circunferência abdominal.
IV. Hérnia diafragmática tem como fator de risco bem demonstrado a idade materna elevada.
Quais estão corretas?
I. Distúrbios gastrointestinais funcionais (FGID) são condições comuns entre crianças e são caracterizados por sintomas gastrointestinais recorrentes que não são atribuíveis a problemas estruturais ou anormalidades bioquímicas ou como comorbidade de doença orgânica.
II. FGID na infância também estão ligados à progressão do distúrbio na idade adulta, de modo que 25% das crianças que apresentam dor abdominal podem subsequentemente desenvolver síndrome do intestino irritável (SII) quando adultas.
III. Segundo os critérios de Roma IV, a síndrome do vômito cíclico e enxaqueca abdominal são consideradas parte da mesma família de distúrbios e, como tal, manifestam-se frequentemente no mesmo paciente.
IV. Crianças que utilizam o banheiro para urinar e evacuar e não usam fraldas podem ser diagnosticadas com constipação funcional se apresentarem pelo menos dois dos seguintes critérios: duas ou menos defecações por semana, história de fezes excessivas, retenção, história de movimentos intestinais dolorosos, história de fezes de grande diâmetro e/ou presença de uma grande massa fecal no reto.
V. A definição de Roma IV traz que a dispepsia funcional não exige que os pacientes descrevam a dor como sintoma predominante. Os pacientes podem apresentar pelo menos um dos seguintes sintomas: plenitude pós-prandial, saciedade precoce, dor epigástrica ou queimação.
Quais estão corretas?
I. A atresia biliar (AB) é uma doença fibroinflamatória da árvore biliar intra e extra-hepática.
II. Se não for tratada, a AB invariavelmente leva à morte por doença hepática terminal nos primeiros dois anos de vida.
III. Mesmo com o tratamento cirúrgico (portoenterostomia – cirurgia de Kasai) até 2 meses de vida, a AB é a principal causa de doença hepática crônica e transplante de fígado em crianças.
IV. Os recém-nascidos com AB, invariavelmente, são prematuros, sendo que a prematuridade já está estabelecida como uma causa potencial da doença.
V. A portoenterostomia (cirurgia de Kasai) pode ser realizada por qualquer equipe cirúrgica, não havendo diferença nos resultados de fluxo biliar quando comparado com cirurgias realizadas em centros de referência de cirurgia pediátrica hepatobiliar.
Quais estão corretas?
I. Sangramento por varizes de esôfago deve ser considerado somente em crianças com hepatopatia crônica.
II. Trombose de veia porta pode ser causa de sangramento digestivo alto por sangramento de varizes de esôfago e de estômago em crianças.
III. O uso de anti-inflamatórios não esteroides pode causar sangramento digestivo alto, mas sem repercussão na hemoglobina.
IV. Crianças com sangramento digestivo alto devem ser submetidas à endoscopia somente após estabilização hemodinâmica.
V. O uso de inibidor de bomba de próton é recomendado no manejo inicial de crianças com sangramento digestivo alto.
Quais estão corretas?