Questões de Concurso
Comentadas sobre clínica médica humana em medicina
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Homem, 62 anos, portador de cirrose de etiologia alcoólica, trazido ao pronto atendimento com quadro de sonolência e confusão mental nas últimas 12 horas. Nega história de febre ou ingesta recente de álcool, mas está obstipado há 72 horas. Exame físico: desidratado, PA = 100 × 60 mmHg, FC = 69 bpm, FR: 18 ipm, regular estado geral, ictérico ++/4+; abdome globoso às custas de ascite, sem sinais de irritação peritoneal; exame neurológico com Glasgow = 10, sem sinais de irritação meníngea ou déficits focais. Dextro realizada na admissão = 112 mg%.
Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que apresenta a conduta inicial mais apropriada, após as medidas básicas de suporte de vida.
Homem, 27 anos, previamente hígido, refere dor lombar baixa iniciada há mais de 3 meses, sem resposta à terapia analgésica padrão e sem diagnóstico etiológico até o momento. Relata que a dor teve início insidioso, com piora progressiva, apresentando-se associada à rigidez matinal, sensibilidade óssea e artrite em região dos quadris. No momento, o paciente apresenta perda da mobilidade da coluna. Demais dados do exame físico são normais.
Uma característica laboratorial marcante dessa doença, presente em até 95% dos pacientes, é
Homem, 29 anos, comparece ao pronto atendimento com quadro de náuseas e queda do estado geral há 5 dias. No dia da consulta, notou o surgimento de icterícia. Nega febre, uso de álcool e drogas lícitas ou ilícitas. Refere ter retornado de viagem à Ilha Grande, RJ, há 20 dias. Exame físico: Regular estado geral, corado, ictérico (2+/4+); abdome doloroso à palpação difusa, predominantemente em hipocôndrio direito, com fígado palpável a 2 cm do rebordo costal, com bordos finos e consistência fibroelástica; ausência de sinal de Murphy. Exames laboratoriais: AST = 449 U/mL (normal < 40), ALT = 555 U/mL (normal < 40), bilirrubina total = 3,2 g/dL (normal < 1) com predomínio de bilirrubina direta = 2,9 g/dL, fosfatase alcalina = 55 U/mL (normal < 105), gama GT = 49 U/mL (normal < 56), atividade de protrombina = 55% (normal > 60%), amilase 35 g/dL (normal < 60).
Pensando na principal hipótese diagnóstica, o exame indispensável no momento é:
Mulher, 24 anos, com antecedente de tireoidite de Hashimoto, procura atendimento ambulatorial com queixa de distensão abdominal, flatulência e plenitude gástrica há vários anos. Refere que nota acentuada piora quando ingere massas, frituras e bebidas fermentadas, chegando a apresentar episódios diarreicos. Há 3 meses refere surgimento de lesões bolhosas e pruriginosas em cotovelos, joelhos e dorso.
Assinale a alternativa que apresenta o exame diagnóstico mais apropriado ao caso.
Homem, 72 anos, procura atendimento médico com queixa de edema e lesões faciais há 3 dias. Refere que apresentou quadro de dor na metade inferior da hemiface esquerda, acompanhada de otalgia à esquerda e glossodinia por aproximadamente 3 dias antes do surgimento das lesões. Ao exame físico nota-se presença de rash cutâneo com vesículas, pústulas e crostas ao longo da mandíbula esquerda, além de placas cobrindo os dois terços anteriores da hemilíngua esquerda. Não apresenta déficit neurológico, sinais meníngeos ou adenopatia.
O tratamento correto da fase aguda deve ser feito com
Ao se propor o cuidado integral para Hamilton, inicialmente, deve-se prescrever_________________; posteriormente, para controle do ácido úrico,___________________; para controle dos níveis pressóricos______________________ e, para tratamento da dislipidemia, __________________.
Assinale a alternativa que contém as palavras que completam adequadamente as lacunas acima.
Mulher, 52 anos, tabagista, foi encontrada desacordada por vizinhos e levada ao pronto atendimento. Exame físico na admissão: regular estado geral, descorada +/4, desidratada ++/4, PA = 140 x 80 mmHg, FC = 80 bpm, escala de coma de Glasgow = 10. Exames laboratoriais: gasometria arterial (ar ambiente): pH: 7,25; pO2 : 85 mmHg; pCO2 : 48 mmHg; HCO3 : 13 mEq/L; SpO2 : 88%; sódio sérico: 145 mEq/L; potássio sérico: 4,0 mEq/L; cloro sérico: 96 mmol/L; albumina sérica: 4 g/dL.
A causa mais provavelmente envolvida no rebaixamento do nível de consciência dessa paciente é
Mulher, 64 anos, refere dispneia progressiva e tosse seca matinal há 6 anos. Usou antibióticos duas vezes no último ano por aumento da expectoração e piora de dispneia. É tabagista, há 50 anos, de um maço de cigarro ao dia. Exame físico: bom estado geral, corada, hidratada, cianótica (+/4+), consciente, orientada; ausculta cardíaca e pulmonar normais; SpO2 : 84% (ar ambiente); FC = 84 bpm; PA = 130 x 70 mmHg. Espirometria pós-broncodilatador; VEF1 = 0,66 L (24% do previsto); CVF = 1,94 (56% do previsto); VEF1/CVF: 0,34 (43% do previsto).
Notas:
* VEF1 = volume expiratório forçado no primeiro segundo.
*CVF = capacidade vital forçada
Qual é o benefício do uso crônico de broncodilatador de ação prolongada para essa paciente?
Leia o caso clínico a seguir para responder à questão.
Magno, homem de 28 anos de idade, chega à consulta de rotina com queixa de mialgia difusa intensa, febre de temperatura axilar máxima aferida de 39,3°C iniciados há cerca de 24 horas. Ao exame físico, é verificada PA deitado 123 x 80 mmHg e em ortostase de 100 x 62 mmHg, frequência cardíaca de 84 batimentos por minuto, frequência respiratória de 17 incursões por m inuto. À ectoscopia, se nota exantem a maculopapular de disposição centrífuga, sem prurido, e a inspeção de mucosas demonstra pequenos focos de hemorragia. Os exames cardiovascular e respiratório são normais. Abdome é difusa e intensamente doloroso, porém sem sinais de peritonite, com fígado palpável a 4 cm do rebordo costal direito. É aventado o diagnóstico de dengue.
Médico de plantão na Emergência de um hospital terciário é chamado pela enfermagem para avaliar um paciente de 34 anos de idade, internado porcetoacidose diabética há uma hora, que se tornou irresponsivo há três minutos. Ao chegar à beira do leito, o médico tenta chamar o paciente sem sucesso, não detecta movimentos respiratórios, nem pulsos carotídeos.
A conduta seguinte é:
Amália, mulher de 41 anos de idade, negra, acompanhada em ambulatório de clínica médica por hipertensão arterial sistêmica (HAS). Vem, no momento, em uso de enalapril 40 mg/dia, anlodipino 10 mg/dia, clortalidona 25 mg/dia e espironolactona 75 mg/dia e sua última monitorização ambulatorial de p re s s ã o a rte ria l re ve lo u n ív e is te n s io n a is adequadamente controlados na maior parte das aferições.
Sobre esse caso, NÃO é correto afirmar que:
Fernando, de 61 anos de idade, masculino, portador de cirrose alcoólica graduado como CHILD C 12, dá entrada no pronto-socorro com queixa de aumento do volume abdominal e desorientação há cerca de vinte e quatro horas. Ao exame físico, PA 96 x 64 mmHg, FC 63bpm, Sp02 94% em ar ambiente, n o ta m -s e m u c o s a s h ip o c o ra d a s + + + /4 + , desidratação ++/4+, aumento importante do turgor cutâneo, telangectasias aracneiform es difusas, extremidades quentes, com tempo de perfusão capilar dentro da normalidade e icterícia +/4+. À inspeção abdominal, nota-se circulação colateral em cabeças de Medusa; à palpação demonstra fígado com volum e reduzido, bordos irre g u la re s e endurados, macicez móvel de decúbito com sinal do Piparote positivo, bem como espaço de Traube maciço, com palpação do baço a 8 cm do rebordo costa esquerdo. Vinha em uso ambulatorial de espironolactona 100 mg/dia, propranolol 80 mg/dia e lactulona xarope 80 ml/dia.
Sobre esse caso, NÃO é possível afirmarque: