Questões de Concurso
Comentadas sobre clínica médica humana em medicina
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A respeito da dor torácica, queixa comum nos serviços de urgência e emergência, julgue o item a seguir.
A costocondrite, caracterizada por dor de início súbito e fugaz e reproduzida pela rotação do pescoço, inclui-se entre os diagnósticos diferenciais da dor torácica.
A respeito da dor torácica, queixa comum nos serviços de urgência e emergência, julgue o item a seguir.
O eletrocardiograma de 12 derivações, além de V3R, V4R, V7
e V8, deve ser realizado, o mais breve possível, em paciente
com dor torácica. Se, na interpretação do eletrocardiograma de
um paciente, forem encontrados complexos QRS maiores ou
iguais a 120 milissegundos com morfologia Qs ou rS em V1
com ausência de Q em D1, V5 ou V6, o diagnóstico sugerido
deverá ser o de bloqueio de ramo esquerdo.
A respeito da dor torácica, queixa comum nos serviços de urgência e emergência, julgue o item a seguir.
Dado útil no direcionamento da conduta médica, a
classificação do tipo de dor torácica divide-se em A, B, C e D,
sendo que a do tipo A é dor definitivamente não anginosa e a
do tipo D é uma dor cuja característica indica ao avaliador a
certeza do diagnóstico de síndrome coronariana,
independentemente do resultado dos exames complementares.
A respeito da dor torácica, queixa comum nos serviços de urgência e emergência, julgue o item a seguir.
Em caso de confirmação do diagnóstico de infarto agudo domiocárdio com elevação do segmento ST (IAMCSST), arealização da angioplastia percutânea primária deve respeitaro tempo porta-balão ≤ 90 minutos, técnica que, comparada àfibrinólise, é mais eficaz na redução de mortalidade, re-infartonão fatal e acidente vascular encefálico.
Uma mulher de sessenta e quatro anos de idade, diabética (diabetes do tipo 2) e hipertensa, compareceu ao ambulatório relatando dispneia aos grandes esforços, iniciada havia trinta dias, com evolução nas últimas duas semanas para dispneia aos médios e pequenos esforços. No exame físico, a paciente apresentou-se com as extremidades quentes, estava normocorada, com frequência cardíaca de 112 bpm, pressão arterial de 126 mmHg × 74 mmHg, turgência jugular a 30º e ausculta pulmonar normal. O ictus cordis era propulsivo no 6.º EICE linha axilar anterior, ritmo cardíaco em galope (presença de terceira bulha) e sem sopros. Adicionalmente, notou-se refluxo hepatojugular e ausência de edema de membros inferiores. O ecocardiograma revelou fração de ejeção de 36%, e todos os exames laboratoriais de rotina não mostraram anormalidades significativas.
A respeito desse caso clínico, julgue o item subsequente.
Deve-se investigar a existência de doença arterial coronária como possível etiologia para o quadro clínico em tela.
Uma mulher de sessenta e quatro anos de idade, diabética (diabetes do tipo 2) e hipertensa, compareceu ao ambulatório relatando dispneia aos grandes esforços, iniciada havia trinta dias, com evolução nas últimas duas semanas para dispneia aos médios e pequenos esforços. No exame físico, a paciente apresentou-se com as extremidades quentes, estava normocorada, com frequência cardíaca de 112 bpm, pressão arterial de 126 mmHg × 74 mmHg, turgência jugular a 30º e ausculta pulmonar normal. O ictus cordis era propulsivo no 6.º EICE linha axilar anterior, ritmo cardíaco em galope (presença de terceira bulha) e sem sopros. Adicionalmente, notou-se refluxo hepatojugular e ausência de edema de membros inferiores. O ecocardiograma revelou fração de ejeção de 36%, e todos os exames laboratoriais de rotina não mostraram anormalidades significativas.
A respeito desse caso clínico, julgue o item subsequente.
Com vistas a reduzir a chance de óbito, promover a melhora dos sintomas e a redução de reinternação por insuficiência cardíaca, deve-se indicar a essa paciente o uso do fármaco succinato de metoprolol associado a um inibidor de enzima de conversão da angiotensina.
Uma mulher de sessenta e quatro anos de idade, diabética (diabetes do tipo 2) e hipertensa, compareceu ao ambulatório relatando dispneia aos grandes esforços, iniciada havia trinta dias, com evolução nas últimas duas semanas para dispneia aos médios e pequenos esforços. No exame físico, a paciente apresentou-se com as extremidades quentes, estava normocorada, com frequência cardíaca de 112 bpm, pressão arterial de 126 mmHg × 74 mmHg, turgência jugular a 30º e ausculta pulmonar normal. O ictus cordis era propulsivo no 6.º EICE linha axilar anterior, ritmo cardíaco em galope (presença de terceira bulha) e sem sopros. Adicionalmente, notou-se refluxo hepatojugular e ausência de edema de membros inferiores. O ecocardiograma revelou fração de ejeção de 36%, e todos os exames laboratoriais de rotina não mostraram anormalidades significativas.
A respeito desse caso clínico, julgue o item subsequente.
Nesse caso, deve-se recomendar à paciente uma dieta com
redução do consumo de sódio, em que a ingestão seja menor
que 2 g ao dia, e restrição hídrica, em um volume menor que
um litro por dia.
Indivíduo previamente hígido, de vinte e oito anos de idade, iniciou, havia dois dias, quadro de adinamia, anorexia e picos febris (> 38,5 ºC) acompanhados de tosse produtiva com escarro purulento e dispneia. Ao exame físico encontrava-se febril, com 38,8 ºC, acianótico, com frequência cardíaca de 104 bpm, frequência respiratória de 26 irpm, saturação de oxigênio em ar ambiente de 91% e pressão arterial de 116 mmHg × 68 mmHg. A ausculta pulmonar revelou estertores crepitantes em terço inferior do pulmão esquerdo. O restante do exame físico não revelou alterações significativas. A radiografia do tórax revelou consolidação no lobo inferior do parênquima pulmonar esquerdo.
Com referência a esse caso clínico, julgue o item seguinte.
Nesse caso, deve-se recomendar ao paciente internação hospitalar por, no mínimo, setenta e duas horas.
Indivíduo previamente hígido, de vinte e oito anos de idade, iniciou, havia dois dias, quadro de adinamia, anorexia e picos febris (> 38,5 ºC) acompanhados de tosse produtiva com escarro purulento e dispneia. Ao exame físico encontrava-se febril, com 38,8 ºC, acianótico, com frequência cardíaca de 104 bpm, frequência respiratória de 26 irpm, saturação de oxigênio em ar ambiente de 91% e pressão arterial de 116 mmHg × 68 mmHg. A ausculta pulmonar revelou estertores crepitantes em terço inferior do pulmão esquerdo. O restante do exame físico não revelou alterações significativas. A radiografia do tórax revelou consolidação no lobo inferior do parênquima pulmonar esquerdo.
Com referência a esse caso clínico, julgue o item seguinte.
Esse paciente deve ser submetido à terapia antibiótica
combinada, utilizando-se um betalactâmico, associado a uma
quinolona.
Uma paciente de cinquenta e cinco anos de idade, com antecedentes de dislipidemia e hipertensão arterial, deu entrada em um hospital. De acordo com o relato da paciente, o médico ficou informado de que ela sentia dor epigástrica forte, com início há seis horas e irradiação para região dorsal esquerda, acompanhada de náuseas e vômitos. No exame físico, apresentou-se normocorada, anictérica, com temperatura de 36,4 ºC, frequência cardíaca de 112 bpm, pressão arterial de 100 mmHg × 60 mmHg, com murmúrio vesicular diminuído em base pulmonar esquerda e com sibilos discretos. O abdome estava globoso e em avental, doloroso à palpação no andar superior, principalmente no epigástrio, com ruídos hidroaéreos presentes. Os exames laboratoriais revelaram hemoglobina de 13 g/dL; leucócitos de 18×109 /L (sem desvio à esquerda); glicemia de 218 mg/dL; tempo de protrombina de 14 segundos; bilirrubina total de 1,1 mg/dL; DHL de 206 U/L; creatinina de 0,7 mg/dL; amilase de 2500 U/L; aspartato aminotranferase (AST) de 90 U/L e alanina aminotranferase (ALT) de 60 U/L. O exame de raios X de tórax revelou discreto velamento nas bases. O eletrocardiograma e as enzimas cardíacas apresentaram-se normais.
No que diz respeito a esse caso clínico, julgue o item que se segue.
Nesse caso, como primeira medida terapêutica, deve-se indicar hidratação parenteral agressiva, utilizando-se uma solução cristaloide isotônica, no volume de 5 – 10 mL/kg por hora ou de 250 – 500 mL por hora, nas primeiras doze horas até as vinte e quatro horas, com reavaliações a cada seis horas.
Uma paciente de cinquenta e cinco anos de idade, com antecedentes de dislipidemia e hipertensão arterial, deu entrada em um hospital. De acordo com o relato da paciente, o médico ficou informado de que ela sentia dor epigástrica forte, com início há seis horas e irradiação para região dorsal esquerda, acompanhada de náuseas e vômitos. No exame físico, apresentou-se normocorada, anictérica, com temperatura de 36,4 ºC, frequência cardíaca de 112 bpm, pressão arterial de 100 mmHg × 60 mmHg, com murmúrio vesicular diminuído em base pulmonar esquerda e com sibilos discretos. O abdome estava globoso e em avental, doloroso à palpação no andar superior, principalmente no epigástrio, com ruídos hidroaéreos presentes. Os exames laboratoriais revelaram hemoglobina de 13 g/dL; leucócitos de 18×109 /L (sem desvio à esquerda); glicemia de 218 mg/dL; tempo de protrombina de 14 segundos; bilirrubina total de 1,1 mg/dL; DHL de 206 U/L; creatinina de 0,7 mg/dL; amilase de 2500 U/L; aspartato aminotranferase (AST) de 90 U/L e alanina aminotranferase (ALT) de 60 U/L. O exame de raios X de tórax revelou discreto velamento nas bases. O eletrocardiograma e as enzimas cardíacas apresentaram-se normais.
No que diz respeito a esse caso clínico, julgue o item que se segue.
O diagnóstico dessa paciente pode ser confirmado pela
realização de tomografia computadorizada de abdome com
contraste.
Acerca do tromboembolismo pulmonar (TEP), julgue o item subsecutivo.
A rivaroxabana, um inibidor direto do fator Xa da coagulação,
tem eficácia semelhante ao tratamento padrão com enoxaparina
e antagonistas da vitamina K no controle do tromboembolismo
pulmonar.
Acerca do tromboembolismo pulmonar (TEP), julgue o item subsecutivo.
A angiotomografia de tórax, realizada nos aparelhos
multidetectores, é o exame de escolha para o diagnóstico do
TEP, devido à sua alta especificidade e sensibilidade.
O resultado negativo nesse exame exclui definitivamente o
diagnóstico, mesmo em pacientes com alta probabilidade de
TEP.
Uma mulher de setenta e sete anos de idade, hipertensa e diabética, em uso dos compostos losartana e metformina, apresentou episódios de taquicardia havia mais de seis meses, com aumento na frequência cardíaca e intensidade das palpitações nas últimas duas semanas. Na consulta médica, a paciente negou outros sintomas correlatos e, no exame físico, apresentou-se eupneica, normocorada, hidratada, com frequência respiratória de 23 irpm, pressão arterial de 138 mmHg × 72 mmHg, frequência cardíaca de 150 bpm, sem turgência jugular a 30º, ictus cordis normal, ritmo cardíaco irregular em dois tempos e sem sopros. Os demais sistemas não apresentavam alterações significativas no exame clínico. Os exames laboratoriais não revelaram anormalidades. A paciente realizou um eletrocardiograma que revelou ritmo de fibrilação atrial.
No que se refere a esse caso clínico, julgue o item que se segue.
Deve-se recomendar para a referida paciente o procedimento de cardioversão elétrica.
Uma mulher de setenta e sete anos de idade, hipertensa e diabética, em uso dos compostos losartana e metformina, apresentou episódios de taquicardia havia mais de seis meses, com aumento na frequência cardíaca e intensidade das palpitações nas últimas duas semanas. Na consulta médica, a paciente negou outros sintomas correlatos e, no exame físico, apresentou-se eupneica, normocorada, hidratada, com frequência respiratória de 23 irpm, pressão arterial de 138 mmHg × 72 mmHg, frequência cardíaca de 150 bpm, sem turgência jugular a 30º, ictus cordis normal, ritmo cardíaco irregular em dois tempos e sem sopros. Os demais sistemas não apresentavam alterações significativas no exame clínico. Os exames laboratoriais não revelaram anormalidades. A paciente realizou um eletrocardiograma que revelou ritmo de fibrilação atrial.
No que se refere a esse caso clínico, julgue o item que se segue.
Deve-se recomendar a essa paciente o uso do composto digital, visando à manutenção do ritmo sinusal após a reversão da arritmia.
Uma mulher de setenta e sete anos de idade, hipertensa e diabética, em uso dos compostos losartana e metformina, apresentou episódios de taquicardia havia mais de seis meses, com aumento na frequência cardíaca e intensidade das palpitações nas últimas duas semanas. Na consulta médica, a paciente negou outros sintomas correlatos e, no exame físico, apresentou-se eupneica, normocorada, hidratada, com frequência respiratória de 23 irpm, pressão arterial de 138 mmHg × 72 mmHg, frequência cardíaca de 150 bpm, sem turgência jugular a 30º, ictus cordis normal, ritmo cardíaco irregular em dois tempos e sem sopros. Os demais sistemas não apresentavam alterações significativas no exame clínico. Os exames laboratoriais não revelaram anormalidades. A paciente realizou um eletrocardiograma que revelou ritmo de fibrilação atrial.
No que se refere a esse caso clínico, julgue o item que se segue.
Essa paciente deve ser tratada com ácido
acetilsalicílico (AAS), para prevenir futuros eventos
tromboembólicos.
Um indivíduo aparentemente saudável, de trinta e seis anos de idade, procurou o serviço de triagem de câncer colorretal de um ambulatório hospitalar, relatando que sua tia materna havia falecido de câncer de mama aos trinta e oito anos de idade, e que sua mãe foi diagnosticada como portadora de câncer colorretal, aos quarenta anos de idade, e de câncer de endométrio aos quarenta e cinco anos de idade.
Com relação a essa situação hipotética, julgue o seguinte item.
Deve-se submeter esse indivíduo à realização do teste da
o-tolidina ou guaiaco, para monitoramento de sangue oculto
nas fezes, devido à alta sensibilidade e especificidade do teste
no diagnóstico de câncer colorretal.
Foi atendida, em uma consulta médica, uma jovem de dezoito anos de idade. De acordo com a anamnese da paciente, o médico tomou conhecimento de que, nos últimos dois meses, ela vinha apresentando episódios diários de dispneia com sibilos durante esforço, além de quadros semanais de dispneia e tosse improdutiva no período noturno. A paciente negou outras doenças ou tabagismo e, no exame físico, não foram constatadas anormalidades significativas. O exame de espirometria realizado revelou uma redução do volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) de 69%.
No que diz respeito a esse caso clínico e a controle e prevenção de doenças respiratórias, julgue o próximo item.
Essa paciente deve ser submetida a tratamento com
medicamento beta-agonista de ação rápida, em associação com
um corticoide sistêmico.
No pronto atendimento de um centro clínico, um médico atendeu uma jovem de dezenove anos de idade com dor abdominal intensa e contínua, seguida de um episódio de vômito, quadro de mialgia com início havia uma semana, prostração intensa, febre não mensurada, cefaleia e náuseas. No hospital, ao levantar-se para ser examinada, a paciente apresentou lipotimia. No exame físico, a jovem apresentou-se corada, com exantemas nos membros superiores, desidratada e anictérica, mas com regular estado geral. A temperatura axilar aferida foi de 38,8 ºC, pressão arterial (em repouso) de 94 mmHg × 58 mmHg e frequência cardíaca de 116 bpm. Apresentou ainda dor à palpação profunda do abdome, principalmente em hipocôndrio direito com ruídos hidroaéreos presentes. Não foram detectadas visceromegalias nem dor à descompressão brusca, mas percebeu-se submacicez à percussão de flanco direito. Nos demais sistemas não foram encontradas alterações.
Com relação a esse caso clínico, julgue o item que se segue.
Deve-se recomendar para essa paciente terapia de reposição
oral hídrica vigorosa, em um volume total de 80 mL/kg/dia,
sendo um terço da reposição realizada com solução salina e os
dois terços restantes com ingestão de líquidos caseiros como
água, suco de frutas, soro caseiro e chás.
A respeito do consumo de ácidos graxos e da sua influência na prevenção do desenvolvimento de doenças cardiovasculares, julgue o item a seguir.
O consumo de peixe, especialmente de espécies ricas em
ácidos graxos do tipo eicosapentaenoico (EPA) e ácido
docosaexaenoico (DHA), reduz o risco de morte coronária e de
mortalidade total. Para isso, recomenda-se a ingestão de peixe
no mínimo duas vezes por semana como parte de uma dieta
saudável.