Questões de Concurso
Comentadas sobre cardiologia e alterações vasculares em medicina
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I – Hemoculturas coletadas após início de antibiótico aumentam rendimento microbiológico, pois a bacteremia torna-se mais seletiva para patógenos valvares.
II – O ecocardiograma transesofágico amplia a detecção de vegetações, abscessos e complicações em próteses ou exames transtorácicos inconclusivos.
III – Insuficiência cardíaca por disfunção valvar, infecção persistente e complicações perivalvares influenciam decisão cirúrgica em centros experientes.
IV – Fenômenos embólicos, microrganismo agressivo e vegetação móvel podem elevar gravidade e modificar vigilância, tempo de imagem e plano terapêutico.
V – Hemoculturas negativas encerram a hipótese de endocardite, pois critérios clínicos e imagem têm valor secundário diante da microbiologia.
Estão CORRETAS as afirmativas:
I – Na miocardiopatia hipertrófica obstrutiva, redução de pré-carga ou pós-carga pode acentuar gradiente dinâmico da via de saída do ventrículo esquerdo.
II – Na miocardiopatia restritiva, câmaras ventriculares podem manter dimensões próximas do normal, com disfunção diastólica e aumento atrial importante.
III – Na miocardiopatia dilatada, remodelamento ventricular e disfunção sistólica elevam risco de insuficiência cardíaca, arritmias e fenômenos tromboembólicos.
IV – Na cardiomiopatia arritmogênica, o achado dominante é hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo, com sopro e obstrução dinâmica típicos.
V – Na síndrome de Takotsubo, a alteração regional segue território coronariano fixo e decorre de placa aterosclerótica instável documentada.
Estão CORRETAS as afirmativas:
I – Na comunicação interatrial, cianose precoce costuma surgir pelo desvio direito-esquerdo desde a fase inicial, antes de remodelamento vascular pulmonar.
II – Na transposição das grandes artérias, o fechamento ductal amplia a mistura circulatória e melhora saturação sistêmica durante a transição neonatal.
III – Na tetralogia de Fallot, maior obstrução da via de saída do ventrículo direito favorece desvio direito-esquerdo e crises hipercianóticas.
IV – Na coarctação da aorta, pulsos femorais amplos e pressão mais alta em membros inferiores sustentam a suspeita clínica em crianças.
V – No canal arterial persistente, desvio esquerdo-direito relevante pode causar sopro contínuo, hiperfluxo pulmonar e hipertensão pulmonar progressiva.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Pulso carotídeo - baixa amplitude e ascensão lenta (parvus et tardus);
Ausculta cardíaca - sopro sistólico ejetivo em crescendo-decrescendo, de maior intensidade no segundo espaço intercostal direito (foco aórtico), com irradiação para as artérias carótidas;
Segunda bulha cardíaca (B2) - componente aórtico (A2) inaudível;
Ictus cordis - sustentado e deslocado inferiormente (compatível com hipertrofia ventricular esquerda).
O ecocardiograma transtorácico revela válvula aórtica tricúspide com calcificação acentuada dos folhetos, abertura valvar restrita, área valvar aórtica de 0,7 cm² (estenose aórtica grave), gradiente transvalvar médio de 52 mmHg e hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo.
Qual é a etiologia subjacente mais provável da estenose aórtica deste paciente?
I. Os principais fatores que predispuseram o paciente ao desenvolvimento de Torsades de Pointes foram a hipocalemia grave (potássio sérico de 2,7 miliequivalentes/litro) induzida pela furosemida, o prolongamento do intervalo QT (mecanismo fundamental para torsades), e o uso concomitante de digoxina, que pode precipitar arritmias potencialmente fatais em contexto de distúrbios eletrolíticos graves.
PORQUE
II. Na acidose metabólica, o potássio sérico sempre reflete com precisão os estoques corporais totais de potássio, não havendo discrepância entre os valores séricos e o potássio corporal total.
I. Na abordagem inicial de um paciente com suspeita de Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST), a terapia de reperfusão (angioplastia ou trombolítico) deve ser instituída o mais rápido possível.
PORQUE
II. A oclusão arterial coronariana aguda resulta em isquemia e necrose progressiva do músculo cardíaco, de modo que a restauração precoce do fluxo sanguíneo (tempo é músculo) reduz o tamanho do infarto e a mortalidade.