Questões de Concurso
Sobre as comunicações oficiais em redação oficial
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I. O ofício é o expediente utilizado para comunicação oficial entre autoridades e órgãos públicos ou entre estes e particulares.
II. O requerimento é instrumento pelo qual o interessado formula pedido à autoridade competente.
III. A ata deve ser redigida de forma objetiva e cronológica, admitindo-se, excepcionalmente, rasuras para correção de erros materiais.
IV. O relatório administrativo possui natureza eminentemente narrativa e destina-se, entre outras finalidades, a descrever fatos, atividades e resultados.
Estão CORRETAS
I. A clareza e a precisão são atributos essenciais da Redação Oficial.
II. O emprego de expressões rebuscadas e de construções literárias é recomendado quando se pretende conferir solenidade ao texto administrativo.
III. A impessoalidade constitui característica fundamental das comunicações oficiais.
IV. O pronome de tratamento "Vossa Excelência" exige concordância verbal na terceira pessoa.
Estão CORRETAS
A respeito da comunicação organizacional, da redação oficial e das rotinas administrativas, julgue o item a seguir.
Aviso, ofício e memorando são documentos distintos, diferenciados conforme os signatários e os destinatários.
Julgue o item que se segue, à luz do disposto no MRPR.
O excerto a seguir atende aos requisitos de formas de tratamento a serem adotadas em textos oficiais cujo destinatário seja o ministro da Educação.
Senhor Ministro,
Convido Vossa Excelência a participar da Semana Acadêmica de Pesquisa, a ser realizada entre os dias 10 e 15 de outubro do corrente ano, no Centro de Convenções desta universidade.
Julgue o item que se segue, à luz do disposto no MRPR.
Em comunicação oficial dirigida a autoridade com título de embaixador, as formas de tratamento a serem adotadas no endereçamento, no vocativo e no corpo do texto, respectivamente, são: A Sua Excelência o Senhor ou A Sua Excelência a Senhora; Excelentíssimo Senhor Embaixador ou Excelentíssima Senhora Embaixatriz; e Vossa Excelência Embaixador ou Vossa Excelência Embaixatriz.
Acerca de redação oficial, julgue o item a seguir, com base no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR).
Uma das finalidades dos atos oficiais é estabelecer regras para a conduta dos cidadãos e dos governantes.
Acerca de redação oficial, julgue o item a seguir, com base no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR).
O vocativo a ser empregado em uma comunicação oficial destinada ao presidente da República é Excelentíssimo Senhor Presidente da República, seguido de vírgula.
Acerca de redação oficial, julgue o item a seguir, com base no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR).
O destinatário de uma comunicação oficial pode ser uma instituição privada.
Acerca de redação oficial, julgue o item a seguir, com base no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR).
Na identificação do signatário, pode-se empregar o termo substituto depois do nome do cargo, quando for o caso.
Acerca de redação oficial, julgue o item a seguir, com base no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR).
No corpo do texto, pronomes de tratamento devem ser empregados de forma abreviada.
Ao redigir uma correspondência oficial dirigida à Secretária Municipal de Educação, o Secretário deve atentar para a correta aplicação das regras de concordância com os pronomes de tratamento. Diante disso, analise o trecho abaixo:
Nas comunicações oficiais, os pronomes de tratamento exigem que a concordância verbal e os pronomes possessivos ocorram na _________ pessoa, ao passo que os adjetivos referentes ao interlocutor devem concordar com _________ da pessoa a que se refere, e não com _________ que compõe a locução.
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
Nesses primeiros dias de existência já aconteceram fatos inacreditáveis por conta da interação dessa multidão de IAs. Chame-os de “comportamentos emergentes”. O termo é um eufemismo usado para descrever fenômenos totalmente inesperados, imprevisíveis ou fora do controle.
INFINITA ENQUANTO DURE
Lucília Diniz
Por uma dessas indiscrições que a tecnologia permite, ficamos sabendo de uma conversa inusitada entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o dirigente da China, Xi Jinping. Enquanto caminhavam em Pequim, os líderes falaram sobre a possibilidade de prolongar, ou até eternizar, a existência, por meio de transplantes de órgãos. Os dois septuagenários sentiam-se ainda muito jovens diante do que a tecnologia médica pode-lhes oferecer. Putin sempre divulgou imagens em que aparece praticando exercícios. Xi também é um notório fã de esportes, embora visivelmente mais discreto. Não me lembro de ter visto uma foto sua em que não usasse terno e gravata ou o traje tradicional chinês. Os líderes sabem, portanto, a relevância da atividade física, até porque precisam de muita energia para estar há tanto tempo à frente de duas enormes potências. Mas me espantou que a expectativa deles fosse a de recorrer a cirurgias para viver mais.
Não é uma questão apenas de governantes poderosos. Nos últimos anos, alguns dos maiores investidores do planeta, do Vale do Silício a fundado res de empresas de tecnologia e biotecnologia, têm colocado bilhões de dólares em start-ups que prometem retardar ou reverter o envelhecimento, rejuvenescer células e desenvolver medicamentos capazes de ampliar não só a expectativa, mas a qualidade de vida. Há quem aposte em terapias celulares, quem veja na inteligência artificial a chave para descobrir novas drogas e até quem gaste for tunas em regimes pessoais para ter, aos 50, exames compatíveis com os de alguém de 20.
É claro que a ideia de prolongar indefinidamente a existência não é nova. O fascínio da literatura com o potencial da ciência está em grandes obras da língua inglesa, que se tornaram clássicas justamente porque o tema é, com perdão da ironia, imortal. Temos o Frankenstein, em que o cientista obcecado em gerar vida no laboratório acaba criando um monstro. A busca pela juventude eterna é o mote de O Retrato de Dorian Gray, no qual uma pintura envelhece no lugar de seu dono. Mesmo o vampiro mais famoso de todos, o Drácula, é um ser que se eterniza à custa de sangue novo.
Hoje, porém, o grau de realismo científico já ultrapassa a ficção. Ao mesmo tempo, surgem questões filosóficas: se a imortalidade estivesse ao alcance, qual você escolheria? A do corpo que se mantém jovem indefinida mente? A da mente que não perde memória nem clareza? Se você soubesse que jamais morreria, quais seriam suas prioridades na vida?
Se tento responder, imagino que não gostaria de uma existência infinita sem a companhia das pessoas que amo. A minha escolha talvez recaísse sobre a eternidade da experiência afetiva, a possibilidade de atravessar gerações com os meus. Mas, no fundo, tenho para mim que o mais decisivo é viver bem a vida que se tem, sem jamais descuidar dela. Os cuidados preventivos de saúde, com boa alimentação e, sempre, o exercício, continuam sendo os pilares mais concretos para viver muito e, sobretudo, melhor. Foi graças à cultura de investir nesses cuidados que os avanços médicos nos proporcionaram o maior salto de qualidade de vida das últimas décadas. Que a vida possa, como o amor do poeta Vinicius de Moraes, ser infinita enquanto dure.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/ Acesso em: 06 jun. 2026.