Questões de Concurso
Sobre vocativo e termos acessórios da oração: adjunto adnominal, diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal, adjunto adverbial e aposto em português
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No trecho acima, o segmento após os dois-pontos, em relação à afirmação anterior, a
“Muitas vezes menos mortais do que as epidemias, porém mais frequentes, as sedições de toda natureza marcavam com súbita violência os tempos fortes de uma inquietude coletiva que, entre as explosões, permanecia silenciosa, até mesmo subterrânea. (...) Pode-se então falar, na civilização da Europa pré-industrial, com a condição de não tomar a expressão ao pé da letra, de uma ‘cotidianidade da revolta’”.
(DELUMEAU, Jean. História do Medo no Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 2009)
Leia a anedota.
— Mamãe, o que você quer de presente de aniversário?
— Eu queria… uma menina muito bem-comportada.
— Xi, vou ganhar uma irmãzinha …
Fabrice Lelarge
Analise as afirmativas abaixo:
1. Na última fala da menina, a autora quis trazer a carga humorística da piada.
2. Pela fala da mãe, infere-se que a menina era circunspecta e, por isso, a mãe quis dar a ela um recado para continuar assim.
3. Pela resposta da filha infere-se que ela não pretende mudar seu comportamento.
4. O termo “mamãe” exerce a função sintática de vocativo. 5. Se a mãe, em sua resposta, tivesse usado o pretérito mais-que-perfeito sua resposta teria mais assertividade.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Leia o texto.
Eu era muito pequeno e só de olhar para cima perdia o fôlego. Eu disse isso ao homem, mas ele riu e respondeu que eu não estava com medo nenhum, eu estava era imitando os outros. E antes que eu falasse qualquer coisa ele pegou um balde cheio de pedrinhas e jogou para mim.
José J. Veiga
Assinale a alternativa correta.
Leia a charge.

Assinale a alternativa correta.
Recordo ainda…
Recordo ainda… E nada mais me importa
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta…
Mas veio um vento de desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança…
Estrada afora após segui… Mas ai,
Embora idade e senso que aparente,
Não vos iluda o velho que aqui vai:
Eu quero meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino… acreditai…
Que envelheceu, um dia, de repente!…
QUINTANA, Mário. Poesias. Porto Alegre: Globo, 1962.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ).
( ) No texto há uma interjeição que denota um sentimento de pesar.
( ) O receptor (leitor) do poema é tratado com a segunda pessoa do plural.
( ) A palavra sublinhada do último verso retoma a expressão “um velho menino”.
( ) O quarto verso (4ª linha) constitui-se, sintaticamente, de um objeto indireto e um adjunto adverbial.
( ) A expressão “um dia” entre vírgulas tem função explicativa; é, pois, um aposto.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Para a questão você usará o fragmento do poema de Carlos D. de Andrade, a seguir.
Os Ombros Suportam o Mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Fonte: https://www.culturagenial.com/poema-os-ombros-suportamo-mundo-de-carlos-drummond-de-andrade/ acesso em 14/01/2020
TERNURA
Rio de Janeiro, 1938
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.
(Vinícius de Moraes)
Quanto aos termos acessórios da oração considere as nomenclaturas abaixo:
1. Adjunto Adverbial de Tempo
2. Adjunto Adverbial de lugar
3. Adjuntos Adverbiais.
4. Adjuntos Adnominais.
Atente-se às expressões em destaque:
– Têm a mesma função sintática: “dos sorrisos”, “das lágrimas”, “das promessas”, “da noite” e “da aurora”.
– “Eu te peço perdão por te amar de repente”.
– “Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo / Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente”.
– “Das horas que passei à sombra dos teus gestos”.
A correlação com as nomenclaturas deve ser, respectivamente:
INSTRUÇÃO: Leia o texto III a seguir para responder à questão .

A respeito desse texto, analise as seguintes afirmativas.
I. “Superbactéria” está grafada de forma incorreta, uma vez que o prefixo “super” deve estar separado da palavra “bactéria”.
II. A locução “vai ser” pode ser substituída por “será” sem prejuízo de sentido ao texto e sem infringir a norma-padrão.
III. “Rapaz” deve ser isolado por vírgula, uma vez que se trata de vocativo.
Estão corretas as afirmativas

Texto II
Fake News: as mentiras que viram notícias
Será que todos os que se manifestam sobre qualquer assunto
estão devidamente preparados para utilizar devidamente os
modernos canais de comunicação?
Danillo Saes
A realidade do mundo de hoje é ligada à velocidade, à digitalização e, consequentemente, à exposição em redes. Com a inserção da tecnologia no dia a dia das pessoas, é possível presenciar diversas mudanças, como o fato de um indivíduo com um perfil em uma plataforma social ser propagador de informações e não mais apenas receptor.
Este cenário de disseminação de ideias – boas ou ruins, certas ou erradas, do mesmo ponto de vista que o seu ou não – faz parte de um mundo moderno e democrático. Neste contexto, a tecnologia tem sido utilizada como ferramenta de propagação destes posicionamentos. Ao ter o poder do clique em mãos, as pessoas passam a ser mais ativas diante das informações que recebem. Os meios de comunicação mudaram as formas de divulgar suas notícias diante deste comportamento que os indivíduos passaram a adquirir com o passar do tempo. Há alguns anos, pesquisadores divulgaram artigos sobre a influência da “segunda tela”: o notebook ou o smartphone começavam a se infiltrar como coadjuvantes da tela da televisão. Telespectadores comentavam suas novelas, criticavam o técnico do seu time de futebol e faziam outros tipos de comentários. Hoje, os dispositivos móveis não são mais uma segunda tela, mas uma extensão real – e, muitas vezes, protagonista – para receber, digerir e disseminar as informações recebidas.
De meros mortais que até então era como éramos tratados pela grande mídia, como depósitos de informações – certas ou erradas, boas ou ruins, favoráveis ou contrárias –, passamos a ser também protagonistas através do “poder” que a tela de um dispositivo móvel nos dá. É incrível e, ao mesmo tempo, muito preocupante. Será que todos os que se manifestam sobre qualquer tipo de assunto estão devidamente preparados para isso? Será que têm bagagem suficiente para criticar? Os ditos “influenciadores” realmente têm o espírito crítico necessário unido à sua responsabilidade de “influenciar” ao publicar seus posicionamentos? São provocações, indagações, não afirmações.
Quando nos deparamos com as famosas fake news, por sermos ativos através das plataformas sociais, assumimos uma parcela (grande) de responsabilidade ao disseminá-las. Ao receber aquela notícia através do WhatsApp, ou aquele áudio que afirmam ser de uma determinada figura pública e, com nosso “dedinho ansioso”, compartilhamos o conteúdo em grupos com o intuito de dar “furos de reportagem” que até então eram coisa apenas de jornalistas, damos nosso aval àquela informação.
As pessoas que criam as fake news não estão isentas de responsabilidades – pelo contrário. O que desejo é provocar o leitor a desenvolver seu senso crítico diante da informação que se consome e, com isso, não tomar como verdade tudo aquilo que o impacta. O mesmo “poder” que a tecnologia nos dá para disseminar informações também nos proporciona a possibilidade de investigá-las, contestá-las, analisá-las. No entanto, investigar, contestar e analisar é trabalhoso, exige esforço de pensamento e queima de fosfato.
A diferença entre as fake news serem desmascaradas ou se transformarem em “verdade” está no pequeno intervalo de tempo entre o momento em que as consumimos e o momento em que clicamos em “encaminhar”.
Danillo Saes é coordenador de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da EAD Unicesumar .
Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/. Acesso em: 08 dez. 2019.
Observe o período abaixo.
“João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número”. Pode-se afirmar que:
I – há um período simples.
II – há um período composto por coordenação.
III – “Gostoso” é um aposto enumerativo.
IV – há, na segunda oração, adjunto adverbial de lugar.
V – “de feira livre” tem a função de adjunto adnominal.
Estão corretos apenas os itens:
Texto I
O texto I é o trecho de uma entrevista concedida pelo psicólogo Nelson Pedro da Silva ao repórter Adalberto Piotto, no programa CBN Total da rádio CBN. Leia-o com atenção e responda a questão..
Chave da transcrição:
Barra oblíqua simples (/) – pausa breve
Barra oblíqua dupla (//) – pausa longa
Barra vertical (|) – assalto ou troca de turno
... – hesitação
? – interrogação
! – exclamação
Letra inicial maiúscula – usada com substantivos próprios
Trecho transcrito – 3 minutos e 48 segundos

I - Por conta do horário, o formulário foi preenchido com muita pressa.
II - A palestra sobre economia solidária lotou o auditório.
III - Nas licenciaturas, os estudantes são preparados para a docência.
IV - O formulário de inscrição em disciplinas deve ser preenchido a caneta.
Leia o texto III e responda à questão
TEXTO III
Luz, câmera, dissuasão!


Adaptado de LIRA, Pablo. Luz, câmera, dissuasão! Gazeta online, 08 julho 2018. Disponível em: <https://www.gazetaonline.com.br/opiniao/colunas/um_tema_duas_visoes/2018/07/cameras-de-monitoramento-seguranca-ou-invasao-1014138841.html>
Anedota
Na feira, uma senhora vê um agricultor vendendo morangos e diz:
- Seus morangos são maravilhosos. Bonitos mesmo! O que é que você põe neles?
- Ah! – responde o agricultor. – Coloco esterco de cavalo misturado com esterco de vaca. -
Curioso! – diz a senhora. – Os morangos devem ficar com um gosto estranho. Eu prefiro colocar chantilly.
Todos os anos, durante a primavera, gente de todo o mundo procura um pequeno parque colorido e perfumado, cheio de lagos e flores, na Holanda.
Ali se encontra a famosa tulipa, a flor nacional do país. A floricultura é uma fonte de renda na Holanda e a cultura dessa flor constitui a base dessa renda.
O valor das tulipas está no tamanho das flores e na sua coloração. Suas cores são variadas, mas a Rainha da Noite é a mais apreciada pela sua raridade. É também conhecida como tulipa negra, embora sua cor seja azul-roxo bem escuro.
DIAS, Ieda; CARVALHO, Aciléia. Tulipas da Holanda. In: Bolhas de sabão. Belo Horizonte: Vigília, 1987. Fragmento
Observe o trecho: “Ali se encontra a famosa tulipa, a flor nacional do país”. A virgula foi utilizada para isolar o termo em destaque que pode ser classificado como:

