Questões de Concurso Sobre vocativo e termos acessórios da oração: adjunto adnominal, diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal, adjunto adverbial e aposto em português

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Q4404606 Português

Leia a tirinha com atenção e analise a pontuação utilizada. 



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Analise as afirmações referentes à pontuação da tirinha e assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q4378992 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão



Nem surgisse um olhar de piedade ou de amor


Nem houvesse uma branca mão que apaziguasse minha fronte palpitante...


Eu estaria sempre como um círio queimando para o céu a minha fatalidade


Sobre o cadáver ainda morno desse passado adolescente.


Talvez no espaço perfeito aparecesse a visão nua


Ou talvez a porta do oratório se fosse abrindo misteriosamente...


Eu estaria esquecido, tateando suavemente a face do filho morto


Partido de dor, chorando sobre o seu corpo insepultável.


Talvez da carne do homem prostrado se visse sair uma sombra igual à minha


Que amasse as andorinhas, os seios virgens, os perfumes e os lírios da terra


Talvez... mas todas as visões estariam também em minhas lágrimas boiando


E elas seriam como óleo santo e como pétalas se derramando sobre o nada.


Alguém gritaria longe: - "Quantas rosas nos deu a primavera!..."


Eu olharia vagamente o jardim cheio de sol e de cores noivas se enlaçando


Talvez mesmo meu olhar seguisse da flor o voo rápido de um pássaro


Mas sob meus dedos vivos estaria a sua boca fria e os seus cabelos luminosos.


Rumores chegariam a mim, distintos como passos na madrugada


Uma voz cantou, foi a irmã, foi a irmã vestida de branco! - a sua voz é fresca como o orvalho...


Beijam-me a face - irmã vestida de azul, por que estás triste?


Deu-te a vida a velar um passado também?


Voltaria o silêncio - seria uma quietude de nave em Senhor Morto


Numa onda de dor eu tomaria a pobre face em minhas mãos angustiadas


Auscultaria o sopro, diria à toa - Escuta, acorda


Por que me deixaste assim sem me dizeres quem eu sou?


E o olhar estaria ansioso esperando


E a cabeça ao sabor da mágoa balançando 


E o coração fugindo e o coração voltando


E os minutos passando e os minutos passando...


No entanto, dentro do sol a minha sombra se projeta


Sobre as casas avança o seu vago perfil tristonho


Anda, dilui-se, dobra-se nos degraus das altas escadas silenciosas


E morre quando o prazer pede a treva para a consumação da sua miséria.


É que ela vai sofrer o instante que me falta


Esse instante de amor, de sonho, de esquecimento


E quando chega, a horas mortas, deixa em meu ser uma braçada de lembranças


Que eu desfolho saudoso sobre o corpo embalsamado do eterno ausente.


Nem surgisse em minhas mãos a rósea ferida


Nem porejasse em minha pele o sangue da agonia...


Eu diria - Senhor, por que me escolheste a mim que sou escravo


Por que me chagaste a mim cheio de chagas?


Nem do meu vazio te criasses, anjo que eu sonhei de brancos seios


De branco ventre e de brancas pernas acordadas


Nem vibrasses no espaço em que te moldei perfeita...


Eu te diria - Por que vieste te dar ao já vendido?


Oh, estranho húmus deste ser inerme e que eu sinto latente


Escorre sobre mim como o luar nas fontes pobres


Embriaga o meu peito do teu bafo que é como o sândalo


Enche o meu espírito do teu sangue que é a própria vida!


Fora, um riso de criança - longínqua infância da hóstia consagrada


Aqui estou ardendo a minha eternidade junto ao teu corpo frágil!


Eu sei que a morte abrirá no meu deserto fontes maravilhosas


E vozes que eu não sabia em mim lutarão contra a Voz.


Agora porém estou vivendo da tua chama como a cera


O infinito nada poderá contra mim porque de mim quer tudo


Ele ama no teu sereno cadáver o terrível cadáver que eu seria


O belo cadáver nu cheio de cicatriz e de úlceras. Quem chamou por mim, tu, mãe? Teu filho sonha...


Lembras-te, mãe, a juventude, a grande praia enluarada...


Pensaste em mim, mãe? Oh, tudo é tão triste 


 A casa, o jardim, o teu olhar, o meu olhar, o olhar de Deus...


E sob a minha mão tenho a impressão da boca fria murmurando


Sinto-me cego e olho o céu e leio nos dedos a mágica lembrança


Passastes, estrelas... Voltais de novo arrastando brancos véus


Passastes, luas... Voltais de novo arrastando negros véus... ?



Vinicius de Moraes?. em: Moraes, V. de. Poesia completa e prosa. 4a ed., rio de Janeiro, nova aguilar, 2004. 

"Alguém gritaria longe: - "Quantas rosas nos deu a primavera!..."
Eu olharia vagamente o jardim cheio de sol e de cores noivas se enlaçando
Talvez mesmo meu olhar seguisse da flor o voo rápido de um pássaro
Mas sob meus dedos vivos estaria a sua boca fria e os seus cabelos luminosos."

Acerca deste trecho extraído do poema, pode-se concluir que:
Alternativas
Q4377994 Português
Assinale a alternativa em que a frase abaixo está pontuada corretamente: 
Alternativas
Q4375950 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Perdão, meu Deus, se a túnica da vida...


Insano profanei-a nos amores!


Se da c'roa dos sonhos perfumados


Eu próprio desfolhei as róseas flores! No vaso impuro corrompeu-se o néctar,


A argila da existência desbotou-me...


O sol de tua gloria abriu-me as pálpebras,


Da nódoa das paixões purificou-me!


E quantos sonhos na ilusão da vida!


Quanta esperança no futuro ainda!


Tudo calou-se pela noite eterna...


E eu vago errante e só na treva infinda...


Alma em fogo, sedenta de infinito,


Num mundo de visões o véo abrindo,


Como o vento do mar no céu noturno


Entre as nuvens de Deus passei dormindo!


A vida é noite! o sol tem véu de sangue...


Tateia a sombra a geração descridal...


Acorda-te, mortal! é no sepulcro


Que a larva humana se desperta a vida!


Quando as harpas do peito a morte estala,


Um treno de pavor soluga e voa...


E a nota divinal que rompe as fibras


Nas dulias angélicas ecoa!



AZEVEDO, Alvares de. "Lira dos Vinte Anos”. São Paulo: Martins Fontes, 1996. (ColegaoPoetas do Brasil) 

No trecho "Entre as nuvens de Deus passei dormindo!" o sujeito é desinencial uma vez que é possível identifica-lo pela desinência do verbo na frase, apesar de não estar presente de forma explicita. Sabendo disto, aponte a alternativa que define o termo "dormindo". 
Alternativas
Q4373508 Português
Fóssil gaúcho mostra ‘saco aéreo’ que empoderou dinos


    Quando surgiram, há quase 300 milhões de anos, os dinossauros tinham tamanhos que variavam entre alguns centímetros e poucos metros. Uma inovação nas suas evoluções foi o segredo para que gerações seguintes alcançassem até 40 metros de altura, enquanto outros conseguiam voar: o “saco aéreo”, estrutura que permitia a entrada de mais oxigênio nos ossos.
     Um grupo de paleontólogos brasileiros descobriu no Rio Grande do Sul o fóssil mais antigo de dinossauro beneficiado por esse recurso. O Macrocollum itaquii, descrito em um artigo na revista Anatomical Record, viveu no período Triássico, há cerca de 225 milhões de anos. Ele possuía 3 metros de comprimento e era o maior do seu tempo. A descoberta foi feita no sítio paleontológico de Agudo (RS).
    Primeiro autor do artigo, tema de sua tese de doutorado, Tito Aureliano explicou que a ciência já sabia da existência dos sacos aéreos. Mas essa foi a primeira vez que se localizou a origem dessa estrutura. “Foi uma inovação da evolução, que permitiu os dois caminhos: o gigantismo de alguns grupos, e o voo, no caso dos pterossauros” explicou o paleontólogo da Unicamp. “Era uma vantagem evolutiva. Em algum momento, surgiram os sacos aéreos, que serviram para ampliar a quantidade de oxigênio dentro dos bichos. O dinossauro tinha maiores condições para ser mais explosivo, caçar e correr.”
      O Macrocollum itaquii surgiu cerca de 8 milhões de anos após o início da existência dos dinossauros. Aureliano explica que, por muito tempo, havia um grande enigma sobre se havia um ancestral comum com saco aéreo para as três linhagens destes animais (dinossauros carnívoros, pescoçudos e pterossauros), ou esse traço evolutivo ocorreu independentemente em cada linhagem. Com essa descoberta, confirmouse a hipótese de que as evoluções aconteceram de forma independente. O Macrocollum está na origem evolutiva dos dinossauros dos tipos pescoçudos, que englobam os titanossauros, herbívoros que chegaram a ter até 40 metros de altura nos períodos Jurássico e Cretáceo, e viveram principalmente, no Hemisfério Sul, como no Sudeste brasileiro. Segundo Aureliano, as próximas pesquisas devem ser sobre as origens das outras duas linhagens. “Falta descobrir as linhagens dos carnívoros e dos pterossauros” diz , lembrando de outra lacuna: “Algo aconteceu que os dinossauros gigantes foram se dando melhor nessas regiões tropicais e subtropicais do Hemisfério Sul”.



Fonte: Jornal O Globo, edição de 20 de abril de 2023.  
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelos termos em destaque no período: Um grupo de paleontólogos brasileiros descobriu no Rio Grande do Sul o fóssil mais antigo de dinossauro beneficiado por esse recurso.
Alternativas
Q4373506 Português
Fóssil gaúcho mostra ‘saco aéreo’ que empoderou dinos


    Quando surgiram, há quase 300 milhões de anos, os dinossauros tinham tamanhos que variavam entre alguns centímetros e poucos metros. Uma inovação nas suas evoluções foi o segredo para que gerações seguintes alcançassem até 40 metros de altura, enquanto outros conseguiam voar: o “saco aéreo”, estrutura que permitia a entrada de mais oxigênio nos ossos.
     Um grupo de paleontólogos brasileiros descobriu no Rio Grande do Sul o fóssil mais antigo de dinossauro beneficiado por esse recurso. O Macrocollum itaquii, descrito em um artigo na revista Anatomical Record, viveu no período Triássico, há cerca de 225 milhões de anos. Ele possuía 3 metros de comprimento e era o maior do seu tempo. A descoberta foi feita no sítio paleontológico de Agudo (RS).
    Primeiro autor do artigo, tema de sua tese de doutorado, Tito Aureliano explicou que a ciência já sabia da existência dos sacos aéreos. Mas essa foi a primeira vez que se localizou a origem dessa estrutura. “Foi uma inovação da evolução, que permitiu os dois caminhos: o gigantismo de alguns grupos, e o voo, no caso dos pterossauros” explicou o paleontólogo da Unicamp. “Era uma vantagem evolutiva. Em algum momento, surgiram os sacos aéreos, que serviram para ampliar a quantidade de oxigênio dentro dos bichos. O dinossauro tinha maiores condições para ser mais explosivo, caçar e correr.”
      O Macrocollum itaquii surgiu cerca de 8 milhões de anos após o início da existência dos dinossauros. Aureliano explica que, por muito tempo, havia um grande enigma sobre se havia um ancestral comum com saco aéreo para as três linhagens destes animais (dinossauros carnívoros, pescoçudos e pterossauros), ou esse traço evolutivo ocorreu independentemente em cada linhagem. Com essa descoberta, confirmouse a hipótese de que as evoluções aconteceram de forma independente. O Macrocollum está na origem evolutiva dos dinossauros dos tipos pescoçudos, que englobam os titanossauros, herbívoros que chegaram a ter até 40 metros de altura nos períodos Jurássico e Cretáceo, e viveram principalmente, no Hemisfério Sul, como no Sudeste brasileiro. Segundo Aureliano, as próximas pesquisas devem ser sobre as origens das outras duas linhagens. “Falta descobrir as linhagens dos carnívoros e dos pterossauros” diz , lembrando de outra lacuna: “Algo aconteceu que os dinossauros gigantes foram se dando melhor nessas regiões tropicais e subtropicais do Hemisfério Sul”.



Fonte: Jornal O Globo, edição de 20 de abril de 2023.  
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecia pelo termo em destaque no período: Quando surgiram, há quase 300 milhões de anos, os dinossauros tinham tamanhos que variavam entre alguns centímetros e poucos metros.
Alternativas
Q4364996 Português
“O sol talvez continue brilhando mais um tempo.” O advérbio exprime a circunstância de:
Alternativas
Q4359039 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que é a Doença de Chagas


A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, transmitido a partir da picada e do contato com as fezes de um inseto conhecido popularmente como barbeiro. O patógeno pode permanecer no corpo por anos, ou até décadas, e gera problemas no coração e em outros órgãos, como o intestino.

Em 2006, o Brasil até recebeu um certificado de eliminação da transmissão do Trypanosoma cruzi. Mas a doença reapareceu em meados de 2018, quando foram detectados casos no Pará devido ao consumo de açaí contaminado por fezes do barbeiro. O contato com o patógeno se dá pelas mucosas, quando a pessoa ingere o açaí contaminado, por exemplo, mas também, quando as fezes do inseto são depositadas sobre a pele de uma pessoa após uma picada do barbeiro. A picada provoca coceira, facilitando a entrada do parasita no organismo humano. O contágio também ocorre por meio da transfusão de sangue de um doador portador do protozoário. Uma última forma de transmissão ocorre durante a gravidez, de mãe para filho, via placenta.

Os sintomas mais comuns da infecção são febre, aparecimento de gânglios e crescimento do baço, do fígado e do coração. Na fase aguda da doença, os sintomas duram de três a oito semanas. Ainda não existe vacina contra a doença de Chagas e sua incidência está diretamente relacionada às condições das moradias como casas de pau-a-pique, sapê e madeira, muito comuns nas regiões mais pobres da América do Sul. O barbeiro mora em frestas desses tipos de casas e até em folhas de árvores. É por isso que cuidados com a conservação das casas, o uso regular de inseticidas e a instalação de telas nas portas e nas janelas são algumas das medidas preventivas a ser adotadas, principalmente em ambientes rurais.

Segundo o Ministério da Saúde, atualmente, morrem no Brasil mais de quatro mil pessoas por ano por causa da doença de Chagas, principalmente em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Bahia.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4n99wpgd7lo. Adaptado.
Segundo o Ministério da Saúde, 'atualmente', morrem 'no Brasil' mais de quatro mil pessoas por ano por causa da doença de Chagas.

Sintaticamente, os vocábulos destacados na frase são, respectivamente:
Alternativas
Q4357251 Português
Assinale a alternativa abaixo que o complemento nominal esteja em destaque:
Alternativas
Q4340056 Português
Qual é a função sintática da expressão "sem dúvida" na frase: "Sem dúvida, ela é a melhor aluna da turma."?
Alternativas
Q4335205 Português
Na oração "Após a tempestade, vem a bonança", qual é a função sintática da expressão "após a tempestade"? 
Alternativas
Q4332616 Português
Pedaço de Mim.

Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor,
Adeus.

Chico Buarque

O texto acima servirá de base para a questão.
"Oh, metade adorada de mim, lava os olhos meus” quanto ao termo destacado nesse trecho podemos afirmar que é: 
Alternativas
Q4300913 Português
Observe as frases:

I - O que eu pensava sobre o programa há uns anos.
II - Esperar pela eliminação de Fulano e Fulana...

As palavras destacadas apresentam o valor semântico de:  
Alternativas
Q4272903 Português

Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres 






Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.

"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.

Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.

"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.

"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.

"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.

De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.

"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.

Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.

"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".

Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.

Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.

De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.

Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.

Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".

Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.

Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".

"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.

Sabino teve sete filhos: 'Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina'.
Sintaticamente, o termo destacado trata-se de:
Alternativas
Q4269554 Português
Leia com atenção as colunas abaixo:
Coluna 01
(__)Ele executou a tarefa cuidadosamente, garantindo precisão nos detalhes. (__)Ontem assistimos ao pôr do sol na praia. (__)O time jogou muito no campeonato. (__)O esconderijo estava localizado no topo da montanha. (__)Talvez ela venha à festa.
Coluna 02
I.Advérbio de Dúvida. II.Advérbio de Intensidade. III.Advérbio de Lugar. IV.Advérbio de Modo. V.Advérbio de Tempo.


Correlacione as colunas de acordo com o tipo de advérbio presente em cada uma das afirmativas. Em seguida, assinale a alternativa com a ordem correta:
Alternativas
Q4264610 Português

Leia o texto para responder a questão.



Entenda as questões por trás da quantidade de água recomendada por dia

Beber água é importante, mas dois litros por dia não é regra, dizem especialistas



    A água é uma grande parte da composição do corpo humano, cerca de 60 a 70%

    Que beber água é imprescindível para a manutenção da saúde não há dúvidas – isso é um consenso. No entanto, a quantidade diária a ser ingerida ainda é alvo de divergências entre as comunidades médica e científica.

    “Por ser tão crítica para a vida, há processos fisiológicos que controlam de forma estrita o balanço de sal e água no organismo. De forma simplificada, para manter a quantidade de água do nosso corpo, é preciso repor as perdas”, afirma o professor Eduardo Barbosa Coelho, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

    Um estudo da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, publicado em novembro de 2022, colocou mais lenha na fogueira da discussão sobre a quantidade ideal de água por dia.

    A pesquisa aponta que a ingestão recomendada de água de oito copos, cerca de dois litros, por dia raramente corresponde às necessidades reais e, muitas vezes, pode ser alta. Segundo a pesquisa, a quantidade necessária para ser bebida varia entre 1,3 a 1,8 litros por dia, a depender da idade, clima e onde a pessoa vive.

    Um estudo publicado na revista Science indica que o volume para consumo diário é determinado por diversos fatores como sexo, idade, aspectos físicos, umidade do ar, temperatura e até mesmo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

    Nesse sentido, pode não existir uma quantidade ideal de água ー como os famosos dois litros ー, já que a influência de múltiplos pontos modifica a necessidade de cada indivíduo.

    “Não há um valor ‘normal’ ou recomendável para se ingerir ao dia. Geralmente, para um adulto numa dieta normoproteica padrão, cerca de um a um e meio litros de água serão suficientes para manter o balanço hídrico. Porém, esse valor dependerá do metabolismo individual, da idade, da distribuição de gordura corporal, das condições ambientais, da atividade física e de outros fatores que afetam a perda de água. Há uma ideia generalizada de que consumir água faz bem à saúde. Como descrito acima, há mecanismos fisiológicos para a manutenção de um equilíbrio hídrico e caso haja falta de água a sede aparecerá”, afirma Coelho.

    [...]


Adaptado de https://www.cnnbrasil.com.br/saude/entenda-as-questoes-por-tras-daquantidade-de-agua-recomendada-por-dia/

Analise: “Um estudo da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, publicado em novembro de 2022, colocou mais lenha na fogueira da discussão sobre a quantidade ideal de água por dia.” E assinale a alternativa que explica o uso das vírgulas neste trecho. 
Alternativas
Q4264016 Português
Leia o texto para responder a questão.

Pelé, impossível esquecer

por José Cruz

     Em menos de um mês, o Brasil ganhou destacado espaço na imprensa esportiva internacional. Ironicamente, para registrar duas tristezas. A eliminação da Seleção Brasileira do Mundial do Catar e, a mais recente, a morte do Atleta do Século, Pelé. Entre pódios e alegrias, no futebol e fora dele, o Brasil esportivo também passa por traumas que entristecem a todos. Como a morte de Ayrton Senna, por exemplo, em 1994. O cortejo fúnebre de ontem, em Santos, na despedida de Pelé, lembrou o choro nacional de quando Senna foi sepultado. Nunca mais tivemos um piloto com as características do tricampeão mundial, que nos deixou prematuramente. No futebol, vibramos com outros craques que nos enchem de orgulho. Mas nenhum como Pelé. Nem aqui nem em outro lugar do mundo.
    Sobre Pelé já se escreveu tudo, principalmente os que tiveram o privilégio de com ele conviver, como os cronistas da velha guarda, por exemplo. Pelé foi o tal! Como era craque e famoso, podia ousar. E foi assim que arriscou no cinema e na música. Mas o seu chão, mesmo, era a grama dos estádios onde ele desfilou com classe e jogadas criativas que hoje ainda nos deixam babando diante da TV. Porém, Pelé nunca colocou o seu valorizadíssimo prestígio internacional para combater a discriminação dos negros no esporte, aqui e mundo afora. Chegou a ser criticado por essa omissão. Mesmo assim, raramente falava sobre essa agressão no mais popular dos esportes.
    Quem sintetiza esse tema é a jornalista Angélica Basthi. Em seu livro Pelé: uma estrela negra em campos verdes ela escreveu: "Em 2014, ao comentar o racismo sofrido pelo goleiro Aranha, durante um jogo pelo Santos (time que Pelé também defendeu), disse que, se tivesse parado toda partida em que alguém o chamasse de 'macaco' ou 'crioulo', todos os jogos dos quais participou teriam que ser interrompidos — admitindo, pela primeira vez, que sofria discriminação racial".
    Essa abordagem me lembra de uma entrevista com Pelé, ao lado do também bicampeão mundial, Nilton Santos. Os dois moravam em Brasília. Pelé era ministro extraordinário do Esporte, governo de Fernando Henrique Cardoso. Nilton tinha uma escolinha de futebol no estádio Mané Garrincha. Por sugestão do jornalista André Gustavo Stumpf, a editoria de Esportes do Correio Braziliense reuniu os dois astros numa conversa de quatro horas. Em volta da mesa estavam craques da reportagem, como Ricardo Noblat, José Antônio Alves, Roberto Naves, Ricardo Mendes... A gravação durou quatro horas e o resultado daquele riquíssimo encontro foi publicado numa edição de 16 páginas do Correio, em 1994, se não me engano.
    Quando Pelé chegou para a entrevista, Nilton contava histórias maravilhosas da Seleção Brasileira na Suécia, em 1958, ano da primeira conquista do título mundial. Nilton tratava Pelé de "Negrão". E lembrou que as loirinhas escandinavas "nunca tinham visto um crioulo, jovem (tinha 17 anos), pernas de atleta completo, e por ele logo se apaixonavam". O "Negrão" riu com vontade e confirmou aquela confidência do amigo. E foi assim durante todo o papo, sem que ninguém se ofendesse por usar tais expressões que, hoje, motivam processos e longas reportagens.
    Enfim, Pelé o "Atleta do Século" mereceu todas as homenagens que recebeu "em vida", como sempre desejou.
   Lamentavelmente, Brasília não pôde participar dessa despedida com lembranças que honrem o passado de Pelé por aqui. Num legítimo trambique que envolveu construtoras, a Federação Brasiliense de Futebol e a Câmara Legislativa do Distrito Federal, o Estádio Pelezão, inaugurado em 1966, no Setor de Oficinas Sul, ao lado do Carrefour, foi demolido. O ato criminoso para o esporte em geral ocorreu em 2009, sem qualquer protesto. No lugar estádio, surgiram imponentes edifícios. E o dinheiro dessa transação perdeu-se em distribuições suspeitas entre cartolas de então. Enfim, "vida que segue", como diria João Saldanha, craque do jornalismo esportivo e que, como treinador, de Pelé, inclusive, classificou a Seleção Brasileira para a campanha do tricampeonato mundial, em 1970, no México.
    Pelé não foi só o craque que encantou o mundo. Ele foi mais... Não deixava repórter sem resposta e valorizava o trabalho da imprensa. Era gentil nas relações, fora de campo, claro. Como ministro chegou, certa vez, para uma solenidade no Hotel Nacional, por volta da 19h. A multidão o cercou, abraços e autógrafos. Ao ver os repórteres num "cercadinho" (perdão, leitores...) ele levantou os dois braços e, com sua voz forte e rouca, pediu um pouco de silêncio e lascou: "Vou atender os repórteres, primeiro. Eles têm hora para fechar os jornais e nós temos a noite toda para ficar aqui". E assim foi. Como esquecer de um cara desses?

Disponível em https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2023/01/5063638- artigo-pele-impossivel-esquecer.html
Analise: “Lamentavelmente, Brasília não pôde participar dessa despedida com lembranças que honrem o passado de Pelé por aqui” e assinale a alternativa que classifica corretamente os termos em destaque, respectivamente.
Alternativas
Respostas
941: B
942: D
943: B
944: A
945: A
946: C
947: E
948: C
949: B
950: A
951: E
952: C
953: C
954: C
955: A
956: A
957: C
958: A
959: D
960: C