Questões de Concurso
Sobre vícios da linguagem em português
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Assinale a alternativa cujo conteúdo apresenta corretamente a figura de linguagem utilizada no texto de Manuel Bandeira abaixo:
“Quando indesejada das gentes chegar
(não sei se dura ou coroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!”
Leia o trecho do texto a seguir e considerando as características da figura de linguagem o qual se desenvolve, assinale a alternativa cuja interpretação está CORRETA:
“E assim, quando mais tarde me procure / Quem sabe a morte, angústia de quem vive / Quem sabe a solidão, fim de quem ama / Eu possa me dizer do amor (que tive): / Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure.” Vinicius de Moraes
Assinale a alternativa em que a ordem dos termos da oração cuja ausência da vírgula ou de outro recurso provoca ambiguidade na percepção da mensagem.
O pensamento a seguir é de autoria do escritor brasileiro Rubem Alves. Analise-o atentamente para responder às próximas questões.
“Somos donos dos nossos atos mas não donos dos nossos sentimentos. Somos culpados pelo que fazemos mas não pelo que sentimos. Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos. Atos são pássaros engaiolados. Sentimentos são pássaros em voo”.
Na parte final do parágrafo, Rubem Alves afirma que “atos são pássaros engaiolados”. Assinale a alternativa que contém o termo que dá origem à palavra “engaiolados”.
O pensamento a seguir é de autoria do escritor brasileiro Rubem Alves. Analise-o atentamente para responder às próximas questões.
“Somos donos dos nossos atos mas não donos dos nossos sentimentos. Somos culpados pelo que fazemos mas não pelo que sentimos. Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos. Atos são pássaros engaiolados. Sentimentos são pássaros em voo”.
Rubem Alves afirma categoricamente que “somos donos dos nossos atos”. Marque a alternativa que NÃO indica um possível sinônimo de “atos”.
Para responder as questões 15,16 e 17 utilize o texto (Anúncio Publicitário)
No texto acima aparece uma figura de pensamento, assinale a alternativa correta:
Para responder as questões 4 e 5 leia a música a seguir:
Certas coisas
(Lulu Santos)
Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim
Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração
Silenciosamente eu te falo com paixão
Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer
Silenciosamente…
No texto acima, fragmento da música de Lulu Santos, prevalece uma figura de linguagem, sendo que a mesma tem a classificação como figura de pensamento.
Assinale a alternativa correspondente a essa figura:
Considere a seguinte reflexão, escrita pelo poeta Mário Quintana, para responder às questões a seguir.
“Pedem-me que eu fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! Sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros? Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese”. (Com adaptações).
No trecho em que afirma “estou com 78 anos, mas sem idade”, Mário Quintana emprega uma figura de linguagem. Essa figura é:
Sobre figuras de linguagem, analise os fragmentos de textos:
I. “Cantigas de portugueses
São como barcos no mar –
Vão de uma alma para outra
Com riscos de naufragar.” (Fernando Pessoa)
II. “Como um tempo de alegria
por trás do terror me acena
e a noite carrega o dia
no seu colo de açucena.” (Ferreira Gullar)
III. “Tinham o rosto aberto a quem passava.
Tinham lendas e mitos
E frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
De mãos dadas com a água.” (Eugênio de Andrade)
IV. “Um beijo fala mais que mil palavras
Um toque é bem mais que poesia
No seu olhar enxergo a sua alma
Sua fala é uma linda melodia”. (Luan Santana)
Na ordem de cima para baixo, a classificação correta das figuras de linguagem relacionadas é a seguinte:
Leia com atenção o texto e responda o que se pede no comando das questões.
O ninho não mais vazio
Há dias, escrevi sobre uma amiga cujos filhos tinham acabado de sair de casa e que estava experimentando o que os psicólogos chamam de “síndrome do ninho vazio”. Aproveitei para contar que eu próprio entre o Natal e o Réveillon, vivera algo parecido, só que ao pé da letra. Uma rolinha — Lola, a rola — fizeram seu ninho no meu terraço e passara uma semana sentada sobre um ovo, do qual saiu Lolita, a Rolita. E, antes que eu tivesse o prazer de ver mãe e filha em ação, voando para lá e para cá, foram embora sem se despedir. Ali entendi a síndrome do ninho vazio.
Outro amigo, cujo conhecimento sobre os pássaros aprendi a admirar, me garantiu que Lola, a Rola não podia estar muito longe. "Ela gostou daqui”, ele disse. "Vai voltar para fazer outro ninho”. E, para que eu não me jactasse de minhas virtudes como anfitrião, explicou-me que isso é instintivo nos pássaros. Se se sentem seguros em algum lugar, elegem-no para se aninhar. Com isso, retomei meu posto de observação — e não é que meu amigo tinha razão?
Lola, a Rola reapareceu e logo começou os trabalhos. Reconheci-a pelo estilo de gravetos que recolhe — secos, fininhos e compridos. Em poucos dias o novo ninho ficou pronto, não muito distante do ninho original, este já em escombros. Só que, agora, com uma importante colaboração: a de seu marido Rollo, o Rola, talvez como mestre de obras. O fato é que, ao contrário da primeira vez, tive várias oportunidades de ver o casal empenhado na construção.
E assim, com duas semanas de intervalo, eis-me avô de mais um ovo. Que, pela lei das probabilidades, deverá produzir um macho. E, sendo filho de Lola, a Rola e Rollo, o Rola, só poderá se chamar — claro — Rolezinho.
Não vou dizer o nome de meu amigo amador de ornitologia. Só as iniciais: Janio de Freitas.
(CASTRO, Ruy. A arte de querer bem. 1, ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p. 21/ 22)
Assinale a alternativa que apresenta uma onomatopeia (palavra que reproduz ruídos ou som):
Leia o cartum para responder às questões de números 12 a 14.
(Bob Thaves. Frank & Ernest. O Estado de S.Paulo. 02.04.2018.
http://cultura.estadao.com.br)
Um dos efeitos de humor do cartum está associado ao uso ambíguo do vocábulo solução, ao qual se atribuem, no contexto, os seguintes sentidos:
Leia o trecho a seguir.
No trecho destacado no texto anterior, o autor Pedro Nava utiliza uma figura de linguagem como recurso estético em sua narrativa. Trata-se de
Numere a coluna B pela coluna A observando as figuras de linguagem.
COLUNA A
I. Catacrese.
II. Hipérbole.
III. Eufemismo.
IV. Metonímia.
COLUNA B
( ) O Brasil elegeu um novo presidente.
( ) Cada família deve ter sua árvore genealógica.
( ) Você faltou à verdade.
( ) Todo mundo gosta de você.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
Observe a oração: “Eu não gosto de maçã, nem de melancia, nem de abacaxi, nem de ameixa”. A figura de linguagem que caracteriza o uso repetitivo de conjunções é conhecida como:
Embora contradiga as regras sintáticas, algumas gramáticas permitem casos especiais de concordância verbal, na qual o verbo concordará com a ideia expressa no sujeito, ou seja, uma concordância semântica. No período “Um grupo invadiu a loja e roubaram todos os produtos”, é possível que o verbo apareça na forma plural devido ao fato de que um grupo representa mais de uma pessoa. Nesse caso, para que a concordância seja possível, ocorre uma figura de linguagem conhecida como ____________ de número.
Planeta água
Água que nasce na fonte serena no mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho e deságua
Na corrente do ribeirão
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias e matam a sede da população
Águas que caem das pedras no véu das cascatas,
Ronco de trovão
E depois dormem tranquilas no leito dos lagos,
No leito dos lagos
Águas dos igarapés, onde Iara, a mãe d´água
É misteriosa canção
Água que evapora, pro céu vai embora,
Virar nuvem de algodão
Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre a plantação
Gotas de água da chuva, tão triste, são lágrimas na inundação
Águas que movem moinhos são as mesmas águas que
Encharcam o chão
E sempre voltam humildes pro fundo da terra,
Pro fundo da terra
Terra, planeta água....
Guilherme Arantes
Assinale a figura de linguagem existente em Ronco de trovão
"Já estou cheio de me sentir vazio." (Renato Russo)
Na frase acima a figura de linguagem é:
"Smac" é uma palavra que imita som de beijo e "hihihihi" imita risada. Como é chamada essa figura de linguagem?
Na frase: O jovem quebrou o braço da cadeira, qual a figura de linguagem está presente
É uma espécie de “metáfora desgastada”, pois apresenta uma palavra que perdeu seu sentido original: