Questões de Concurso Comentadas sobre vícios da linguagem em português

Foram encontradas 515 questões

Q2725096 Português

“Chorou rios de lágrimas após perder o jogo.” A figura de linguagem presente na frase anterior é denominada:

Alternativas
Q2725033 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Instagram é a rede social mais nociva à saúde mental

Por Pâmela Carbonari

01 Sabe aquele baixo astral que dá quando você fica muito tempo nas redes sociais? Não é só

02 com você. Além do tempo perdido, as horas que passamos conectados também afetam nossa

03 saúde mental. A coisa funciona como uma droga, afinal: quanto mais tempo você passa diante

04 do celular ou do computador, mais tempo você quer ficar.

05 A metáfora não é em vão. Redes sociais são mais viciantes que álcool e cigarro – é o que diz

06 a pesquisa realizada pela instituição de saúde pública do Reino Unido, Royal Society for Public

07 Health, em parceria com o Movimento de Saúde Jovem. E, dentre elas, o Instagram foi avaliado

08 como a mais prejudicial à mente dos jovens.

09 Os resultados mostram que 90% das pessoas entre 14 e 24 anos usam redes sociais mais do

10 que qualquer outro grupo etário, o que os torna ainda mais vulneráveis a seus efeitos colaterais.

11 Ao mesmo tempo, as taxas de ansiedade e depressão nessa parcela da população aumentaram

12 70% nos últimos 25 anos. Os jovens avaliados estão ansiosos, deprimidos, com a autoestima

13 baixa, sem sono, e a razão disso tudo pode estar na palma das mãos deles: nas redes sociais,

14 justamente.

15Ao longo da pesquisa, 1.479 indivíduos entre 14 e 24 anos tiveram que ranquear o quanto as

16 principais redes (Youtube, Instagram, Twitter e Snapchat) influenciavam seu sentimento de

17 comunidade, _________, ansiedade e solidão.

18 O estudo mostrou que o compartilhamento de fotos pelo Instagram impacta negativamente o

19 sono, a autoimagem e aumenta o medo dos jovens de ficar por fora dos acontecimentos e das

20 tendências. Segundo a pesquisa, o site menos nocivo é o YouTube, seguido do Twitter. Facebook

21 e Snapchat ficaram em terceira e quarta posição, respectivamente.

22 Apesar do Youtube ser um dos sites que mais deixam os jovens acordados até altas horas, o

23 site foi avaliado como o que menos prejudicou a comodidade dos participantes. Instagram, em

24 contrapartida, recebeu mais da metade das avaliações negativas. Sete em cada 10 voluntários

25 disseram que o app fez com que eles se sentissem pior em relação à própria autoimagem. Entre

26 as meninas, o efeito Instagram foi ainda mais devastador: nove em cada 10 se sentem infelizes

27 com seus corpos e pensam em mudar a própria aparência, cogitando, inclusive, procedimentos

28 cirúrgicos.

29A “vida perfeita” compartilhada nas redes sociais faz com que os jovens desenvolvam irreais

30 ______________ sobre suas próprias vivências. Não à toa, esse perfeccionismo atrelado à baixa

31 estima pode desencadear sérios problemas de ansiedade. Os pesquisadores advertem: os

32 usuários que passam mais do que duas horas diárias conectados em mídias sociais são mais

33 propensos a desenvolverem distúrbios de saúde mental, como estresse ___________. “As

34 plataformas que supostamente ajudam os jovens a se conectarem podem estar alimentando uma

35 crise de saúde mental”, afirmou a Royal Society for Public Heath, na divulgação dos resultados

36 da pesquisa.

Texto adaptado para essa prova - http://super.abril.com.br/sociedade/instagram-e-a-redesocial-mais-prejudicial-a-saude-mental/

Figuras de linguagem são recursos especiais de que se vale quem fala ou escreve, para comunicar à expressão mais força e colorido, intensidade e beleza (CEGALLA, 2007). Na linha 05, o autor do texto faz menção à figura de linguagem denominada metáfora. Assinale a alternativa que exemplifica esse tipo de recurso.

Alternativas
Q2720043 Português

TEXTO 02


Os infinitos arredores


Não pergunte quem eu sou, que não sou uno. Sou várias respostas, primo e par, sou múltiplo e infinito, sou átomo. O universo interior e o cosmo lá fora. Útero e esperma, concepção e abortos. Natividade e morte, plasma de todas as geratrizes. O divino e o satânico, o anjo e o demônio, a flor e o espinho, a semente e a terra, a perdição e o louvor. Aminha resposta é múltipla porque não me sei. E a sua indagação se perde no meu vário, ovário.

Se eu me defino, castro-me, pois identifico-me parte. A gradação de uma escala não executa a escala. É uma sugestão de grandeza que se pode diluir na profundeza de uma síncope ou no abissal de uma explosão. Na verdade, às vezes, me busco lá fora, na multidão das gentes e das coisas. Então me disperso em passos e voos, cada vez menos identificáveis. Às vezes, me busco por dentro e maior a multidão e mais me espalho, pulverizo na refração do ser.

Sem dúvida, sou a procura do todo, a agonia do homem. O primeiro passo, como a primeira palavra e o primeiro gesto, é a perdição do eu, a danação do indivíduo, cosmopolita de sensações. Nem o rastro, nem o eco respondem mais pela unidade do passo e da palavra [...].


MARACAJÁ, Robério. Cerca de Varas. Campina Grande: Latus, 2014, p. 223.

O primeiro parágrafo do texto é, prioritariamente, marcado por uma construção

Alternativas
Q2718211 Português

Texto para as questões de 1 a 3:

A vida e as estações

Eu queria que a vida fosse dividida em quatro estágios, mas que não acabasse nunca.

A infância é como a primavera. É pura novidade e um calor que não sufoca nem faz pensar bobagens. Tem uma inocência quase cafona, uma singeleza clássica, e traz no íntimo a certeza de que pela frente vem coisa boa. A gente quer que passe logo, mas sabe que nunca mais será tão protegido, a mordomia não será eterna. É quando as coisas acontecem pela primeira vez, é quando num arbusto verde vemos surgir alguns vermelhos, é surpresa, a primeira de uma série.

A adolescência é como o verão. Quente, petulante, libidinosa.

Parece que não vai haver tempo para fazer tudo o que se quer e o que se teme. É musical e fotogênica. Dúvidas, dúvidas, dúvidas em frente ao mar. Mergulha-se no profundo e no raso. Pouca roupa, pouca bagagem. Curiosidade. Vontade que dure para sempre, certeza de que passa.

Noção do corpo. Festas e religião. Amor e fé.

A maturidade é como o outono. Um longo e instável outono,

que alterna dias quentes e frios, que nos emociona e nos gripa. Há mais beleza e o ar é mais seco, porém é quando se colhem os melhores abraços. Ficar sozinho passa a não ser tão aterrorizante. Fugimos para a praia, fugimos para a serra, as ideias aprendem a se movimentar, a fazer a mala rápido, a trocar de rota se o desejo se impuser, e não é preciso consultar o pai e a mãe antes de errar. É o outono que tentamos conservar.

O inverno é como a velhice. Tem sua beleza igualmente, exige lã, bolsa de água quente, termômetro e uma janela bem vedada. O que não queremos que entre? Maus presságios. O inverno é frio como despedida de um grande amor, mas sabemos que tudo voltará a ser ameno. Queremos que passe, temos medo que termine. Ficar sozinho volta a ser aterrorizante. O inverno é branco, é cinza, é prata. É grisalho. E, de repente, também passa.

Eu queria que tudo fosse verdade, que a vida fosse assim dividida em quatro estágios que mais parecem estações do ano, mas que não acabasse, que depois do inverno viesse outra primavera, e outro verão, e outro outono, que nunca são iguais, mas sempre se repetem, sempre voltam, são tão certos quanto o sol e a lua, todo dia, toda noite.

Eu queria.

Martha Medeiros

No parágrafo em que fala sobre a velhice, Martha Medeiros declara: “O inverno é como a velhice. (...) é frio como despedida de um grande amor (...). O inverno é branco, é cinza, é prata. É grisalho. E, de repente, também passa”.

Considerando esse contexto, é possível perceber que a autora suaviza as características da velhice no tom poético do inverno. Isso confirma que o parágrafo em questão é marcado por uma figura de linguagem, denominada:

Alternativas
Q2718200 Português

Texto para as questões de 1 a 3:

A vida e as estações

Eu queria que a vida fosse dividida em quatro estágios, mas que não acabasse nunca.

A infância é como a primavera. É pura novidade e um calor que não sufoca nem faz pensar bobagens. Tem uma inocência quase cafona, uma singeleza clássica, e traz no íntimo a certeza de que pela frente vem coisa boa. A gente quer que passe logo, mas sabe que nunca mais será tão protegido, a mordomia não será eterna. É quando as coisas acontecem pela primeira vez, é quando num arbusto verde vemos surgir alguns vermelhos, é surpresa, a primeira de uma série.

A adolescência é como o verão. Quente, petulante, libidinosa.

Parece que não vai haver tempo para fazer tudo o que se quer e o que se teme. É musical e fotogênica. Dúvidas, dúvidas, dúvidas em frente ao mar. Mergulha-se no profundo e no raso. Pouca roupa, pouca bagagem. Curiosidade. Vontade que dure para sempre, certeza de que passa.

Noção do corpo. Festas e religião. Amor e fé.

A maturidade é como o outono. Um longo e instável outono,

que alterna dias quentes e frios, que nos emociona e nos gripa. Há mais beleza e o ar é mais seco, porém é quando se colhem os melhores abraços. Ficar sozinho passa a não ser tão aterrorizante. Fugimos para a praia, fugimos para a serra, as ideias aprendem a se movimentar, a fazer a mala rápido, a trocar de rota se o desejo se impuser, e não é preciso consultar o pai e a mãe antes de errar. É o outono que tentamos conservar.

O inverno é como a velhice. Tem sua beleza igualmente, exige lã, bolsa de água quente, termômetro e uma janela bem vedada. O que não queremos que entre? Maus presságios. O inverno é frio como despedida de um grande amor, mas sabemos que tudo voltará a ser ameno. Queremos que passe, temos medo que termine. Ficar sozinho volta a ser aterrorizante. O inverno é branco, é cinza, é prata. É grisalho. E, de repente, também passa.

Eu queria que tudo fosse verdade, que a vida fosse assim dividida em quatro estágios que mais parecem estações do ano, mas que não acabasse, que depois do inverno viesse outra primavera, e outro verão, e outro outono, que nunca são iguais, mas sempre se repetem, sempre voltam, são tão certos quanto o sol e a lua, todo dia, toda noite.

Eu queria.

Martha Medeiros

Em: “A maturidade é como o outono”, registra-se a presença de uma figura de linguagem que também se repete em outras passagens do texto. O nome dessa figura de linguagem é:

Alternativas
Q2717080 Português

Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 4.


A seca


De repente, uma variante trágica.

Aproxima-se a seca.

O sertanejo adivinha-a e graças ao ritmo singular com que se desencadeia o flagelo.

Entretanto não foge logo, abandonando a terra a pouco e pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.

Buckle, em página notável, assinala a anomalia de se não afeiçoar nunca, o homem, às calamidades naturais que o rodeiam. Nenhum povo tem mais pavor aos terremotos que o peruano; e no Peru as crianças ao nascerem têm o berço embalado pelas vibrações da terra.

Mas o nosso sertanejo faz exceção à regra. A seca não o apavora. É um complemento à sua vida tormentosa, emoldurando-a em cenários tremendos. Enfrenta-a, estoico. Apesar das dolorosas tradições que conhece através de um sem número de terríveis episódios, alimenta a todo o transe esperanças de uma resistência impossível.

Com os escassos recursos das próprias observações e das dos seus maiores, em que ensinamentos práticos se misturam a extravagantes crendices, tem procurado estudar o mal, para o conhecer, suportar e suplantar. Aparelha-se com singular serenidade para a luta. Dois ou três meses antes do solstício de verão, especa e fortalece os muros dos açudes, ou limpa as cacimbas. Faz os roçados e arregoa as estreitas faixas de solo arável à orla dos ribeirões. Está preparado para as plantações ligeiras à vinda das primeiras chuvas.

[ ... ]

É o prelúdio da sua desgraça.

Vê-o acentuar-se num crescendo, até dezembro.


CUNHA, Euclides da. Os Sertões. São Paulo: Três, 1984.


Assinale a alternativa em cuja sentença retirada do texto ocorre elipse.

Alternativas
Q2715504 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. O zeugma é uma forma de elipse.

II. Na frase “eu gosto de sorvete”, o verbo é transitivo direto e indireto.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2715502 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. Na frase “meu pensamento é um rio subterrâneo” ocorre uma metáfora.

II. Na frase “dei o lápis ao colega”, o verbo "dar" é intransitivo.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2003579 Português

Texto 2


Princípios da Ética Médica


   Ética é o conjunto de valores morais e conhecimentos racionais, a respeito do comportamento humano, princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. Já a Moral, estabelece regras, e cada pessoa tem o dever de assumi-las para viver bem consigo mesmo e com os outros. O próprio nome distingue as duas, Ética vem do grego “ethos”, que significa modo de ser, e Moral vem do latim “mores”, significando costumes.

    A moral já existe há muito mais tempo, pois todos possuem a consciência Moral que leva a distinguir o bem do mal no contexto que vivemos. A Ética investiga e explica normas morais, pois nos leva a agir não só por tradição, educação ou hábito, mas mais ainda por convicção e inteligência. 

   Ela faz uma reflexão filosófica sobre a moral, procura justificá-la e seu objetivo é guiar e orientar racionalmente a vida humana. A ética e a moral são os maiores valores do homem que possui liberdade; elas se formam numa mesma realidade e ambas significam “respeitar e venerar a vida”.

    É necessário ter uma ética aplicada, que deve ser específica, dividida em ramos, para que determinadas situações sejam melhores analisadas, entrando o papel da ética em diversas profissões, que tem como um dos objetivos fazer as pessoas entenderem que suas ações possuem consequências não só para si, mas também para os outros e isso não pode ser encarado apenas de um ponto de vista.


N ã o -m a l e f i c ê n c i a :


O princípio da não maleficência estabelece que o médico deve qualificar-se para o atendimento e habilitar-se para a comunicação. [...] O médico deve tomar decisões que causem o menor dano ao seu paciente.


A u t o n o m i a


A autonomia é o direito que o paciente tem de emitir sua opinião, rejeitar ou aceitar o que o médico lhe propõe, podendo agir de forma livre, voluntária e esclarecida. Mas essa autonomia serve também para os médicos, pois possuem o direito de emitir sua opinião sobre o que o paciente lhe propõe, podendo rejeitar solicitações que sejam contrárias a sua consciência e ao seu conhecimento. O médico deve se resguardar de danos profissionais com os atos médicos sendo autorizados pelos pacientes.  


B e n e f i c ê n c i a


É praticar o bem para o outro; portanto, as ações profissionais da saúde devem ser de acordo com o melhor interesse do paciente. Ou seja, aumentar os benefícios e reduzir o prejuízo. O médico deve assegurar de que as técnicas aplicadas sejam sempre para o bem do paciente.


J u s t i ç a


A Justiça estabelece o princípio da equidade como condição essencial da Medicina, ou seja, disposição para reconhecer imparcialmente o direito de cada um e atender os pacientes na maneira correta. A imparcialidade de nortear os atos médicos, impede que aspectos discriminatórios interfiram na relação entre médico e paciente. [...] 


S e g r e d o m é d i c o


O sigilo médico é uma das mais tradicionais características da profissão médica. É um segredo profissional, que pertence ao paciente e o médico é quem o guarda. A única possibilidade de revelá-lo é com a autorização expressa do paciente e situações de dever legal e justa causa. Se o segredo for revelado fora dessas possibilidades, é considerado antiético e até crime.


Disponível em: http://etica-medica.info/principios-da-etica-medica.html. Acesso em: 03 out. 2017. 

Atente para o fragmento:
S e g r e d o    m é d i c o
O sigilo médico é uma das mais tradicionais características da profissão médica. É um segredo profissional, que pertence ao paciente e o médico é quem o guarda. A única possibilidade de revelá-lo é com a autorização expressa do paciente e situações de dever legal e justa causa. Se o segredo for revelado fora dessas possibilidades, é considerado antiético e até crime.
Assinale a afirmativa INCORRETA sobre ele:
Alternativas
Q1716584 Português
É um caso de cacófato: Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: CETRO Órgão: FAPESP Prova: CETRO - 2017 - FAPESP - Analista Administrativo |
Q1631162 Português
De acordo com a gramática normativa e tradicional, quanto às figuras de linguagem e aos vícios de linguagem, marque F para a oração que apresentar uma figura de linguagem ou V para a oração que apresentar um vício de linguagem e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) Leio Chiavenato desde a época da faculdade. ( ) Ana disse à colega que G chefe havia chegado. ( ) A chefe ainda não foi embora, pois a bolsa dela ainda está no braço da cadeira. ( ) Os pesquisadores encontrarão outra alternativa para solucionar este problema. ( ) O financiamento da pesquisa não trará prejuízos ao erário público.
Alternativas
Q1386654 Português
Assinale a alternativa em que a escrita difere da empregada pela norma padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q1381840 Português
Analise as frases abaixo e considere a afirmação feita sobre elas.
1. Precisando de um empréstimo procurou, Carlão, seu amigo de todas as horas. (uso correto da vírgula para isolar vocativo) 2. Empresa promissora precisa de profissionais com prática comprovada. (presença de vício de linguagem) 3. Custa a ele entender de certos mecanismos legais, uma pena! (regência verbal adequada) 4. A sessão daquela seção do Departamento de Obras foi finalizada às 18h. (uso adequado dos homônimos: sessão e seção) 5. Nunca afaste-se da verdade, ela e somente ela poderá trazer justiça. (colocação pronominal adequada: ênclise)
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q1110121 Português

Silêncio e barulho

    Pode parecer paradoxal querer falar sobre silêncio em se tratando de educação ou reeducação para o exercício da cidadania. Para sermos humanamente plenos, é indispensável que tenhamos sido treinados para lidar tanto com o barulho quanto com o silêncio.

    Se o excesso de ruído embrutece, o silêncio absoluto nos enfraquece. Ambos nos impedem de notar nuances do mundo, absolutamente necessárias para que possamos antever o momento seguinte. Morreremos rápido se não formos capazes de antecipar a chegada de um carro, o estouro de uma boiada ou a queda de uma pedra.

    Por outro lado, o silêncio é importante para nos humanizar. O aprendiz precisa ser capaz de focar no que vai aprender, e focar sem silêncio é difícil. Mas o aprendiz precisa não ter medo de se isolar do meio, e isso exige treino intensivo. Não se pode ter medo dos fantasmas do nosso mundo interno, que sempre surgem quando o mundo exterior se esvai.

    O silêncio não é condição natural para os homens e muito menos para outros seres da escala animal. A escuta é um sinalizador da aproximação tanto do bem quanto do mal. É o ouvido que nos alerta de que é bom “dar no pé” depois de nos certificarmos também pelo olhar. O que escutamos é o que nos avisa para dar uma olhada. Mergulhar em um grande silêncio, profundo e longo, nos leva frequentemente ao medo. (...)

    Quando imposto, vira castigo – recurso, aliás, muito usado em sistemas correcionais em que frequentemente se apela para o isolamento (a solitária nas prisões, o quarto escuro para as crianças). Por outro lado, esse mesmo silêncio é indispensável para adquirir ou fixar novos conhecimentos. Instaurar silêncio em local de estudo não deve ser punição, mas condição para que a aprendizagem ocorra. O silêncio é, pois, um fato ambíguo. Ele é necessário para que se percebam com clareza os ruídos que vêm para ameaçar nossa integridade, mas, sem eles, não podemos nos desenvolver nem emocional nem intelectualmente. (...)

(MAUTNER, Anna Verônica. Folha de S. Paulo, Equilíbrio, 11/01/2007.)


A autora afirma que “o silêncio é um fato ambíguo” (5º§). Tal ambiguidade pode ser constatada a partir da exposição das ideias da autora que antecedem à oração transcrita. Assinale, a seguir, um exemplo em que tal vício de linguagem pode ser constatado
Alternativas
Q1013166 Português

Nas orações abaixo, há presença de vício de linguagem, conforme podemos constatar na alternativa:


I- Fica a seu critério pessoal a escolha das pastilhas decorativas para a cozinha.

II- Não encontramos nenhum elo de ligação entre os suspeitos.

III- Após o grave acidente, sofreu uma forte hemorragia.

Alternativas
Ano: 2017 Banca: FEPESE Órgão: CIDASC Prova: FEPESE - 2017 - CIDASC - Médico Veterinário |
Q865777 Português
Assinale a alternativa que apresenta correta análise do vício de linguagem presente.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: COSEAC Órgão: UFF Prova: COSEAC - 2017 - UFF - Secretário Executivo |
Q805337 Português

Muitos textos apresentam informações simples escritas de modo rebuscado, dando a impressão de uma pretensa ostentação da linguagem culta. O parágrafo a seguir é um exemplo típico do estilo floreado. 


                    Imagem associada para resolução da questão


A alternativa que explica a verbosidade impressa no parágrafo é: 

Alternativas
Q778076 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


Discussão – o que é isso?


    A palavra discussão tem sentido bastante controverso: tanto pode indicar a hostilidade de um confronto insanável (“a discussão entre vizinhos acabou na delegacia”) como a operação necessária para se esclarecer um assunto ou chegar a um acordo (“discutiram, discutiram e acabaram concordando”). Mas o que toda discussão supõe, sempre, é a presença de um outro diante de nós, para quem somos o outro. A dificuldade geral está nesse reconhecimento a um tempo simples e difícil: o outro existe, e pode estar certo, sua posição pode ser mais justa do que a minha.  

    Entre dois antagonistas há as palavras e, com elas, os argumentos. Uma discussão proveitosa deverá ocorrer entre os argumentos, não entre as pessoas dos contendores. Se eu trago para uma discussão meu juízo já estabelecido sobre o caráter, a índole, a personalidade do meu interlocutor, a discussão apenas servirá para a exposição desses valores já incorporados em mim: quero destruir a pessoa, não quero avaliar seu pensamento. Nesses casos, a discussão é inútil, porque já desistiu de qualquer racionalização

    As formas de discussão têm muito a ver, não há dúvida, com a cultura de um povo. Numa sociedade em que as emoções mais fortes têm livre curso, a discussão pode adotar com naturalidade uma veemência que em sociedades mais “frias” não teria lugar. Estão na cultura de cada povo os ingredientes básicos que temperam uma discussão. Seja como for, sem o compromisso com o exame atento das razões do outro, já não haverá o que discutir: estaremos simplesmente fincando pé na necessidade de proclamar a verdade absoluta, que seria a nossa. Em casos assim, falar ao outro é o mesmo que falar sozinho, diante de um espelho complacente, que refletirá sempre a arrogância da nossa vaidade.


(COSTA, Teobaldo, inédito)

No caso de uma discussão, é preciso que os contendores reconheçam essa discussão como uma forma de diálogo, que não vejam nessa discussão uma oportunidade para suas vaidades, mas que se aproveitem dessa discussão para pôr à prova a força de seus argumentos. Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:
Alternativas
Q2869868 Português
Publicada no site de Globo.com, em 17 de março de 2016, a manchete da notícia é: “Confusão diplomática prolonga queda de braço entre Brasil e Israel”. O termo “queda de braço” remete ao uso de uma figura de linguagem que se baseia na relação de similaridade e no uso corrente, estendendo o sentido do termo para fora do âmbito estrito e habitual, sem nenhum vestígio de inovação, de criação individual e pitoresca, tornada hábito linguístico, mas fora do âmbito estilístico. Qual figura de linguagem o uso do termo “queda de braço” caracteriza?
Alternativas
Q2825248 Português

“Professores sem autoridade e desmotivados com o quadro de abandono da carreira, pais que repassam para a escola a tarefa de educar, alunos inquietos uma sala de aula que parece ter parado no tempo e governos omissos formam a bomba-relógio da violência.


No trecho sublinhado, podemos dizer que se trata de qual figura de linguagem?

Alternativas
Respostas
341: D
342: E
343: B
344: B
345: C
346: A
347: B
348: B
349: B
350: B
351: C
352: B
353: E
354: B
355: E
356: B
357: B
358: B
359: D
360: B