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Questões de Concurso Comentadas sobre vícios da linguagem em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 474 questões

Q2685621 Português

Após a leitura do Texto abaixo, responda às questões de 1 a 5.


Texto 01 - O nosso e o deles


  1. As expressões da língua portuguesa mais invocadas em uma abertura de ano novo são, sem dúvida, “viva” e “salve”.
  2. Traduzem os desejos de perenidade de quem as pronuncia, em tom exclamativo de felicidade. As amarguras e outros sentimentos de
  3. menor valor são esquecidos ou pelo menos arquivados. Até mesmo as pessoas que se esquivam das festividades, se recolhem em
  4. nome da paz, uma bela sensação. A fuga para o “vou passar dormindo” nada mais significa do que o desejo de transpor as eras na
  5. placidez do sono. Em resumo, uns e outros inauguram o tempo em harmonia, interior ou exterior.
  6. No réveillon, como é cediço aos janeiros, engordam os cordões da alegria, na junção das famílias, quase sempre com o
  7. registro pontual de algumas ausências impossíveis de receber contorno. Música, afagos, brindes, espocar de champanhes e de fogos,
  8. juras de fazer e outras de não repetir equívocos. As lágrimas derramam muito mais felicidades que transbordam das “janelas da
  9. alma” do que expressão de nostalgia. Quando muito um chamado de ausência, sem muita carga de sofrimento. [...]


Fonte: CARVALHO, I. L. de. In: . Brevidades Natal: Caule de Papiro, 2019, p. 78.

No enunciado “As lágrimas derramam muito mais felicidades que transbordam das ‘janelas da alma’ do que expressão de nostalgia”, o uso da linguagem figurada evidencia-se na expressão “as janelas da alma” (linha 8 e 9), observa-se o uso de uma linguagem figurada identificada como:

Alternativas
Q2685590 Português

Leia atentamente a canção Coração selvagem, de Antônio Carlos Belchior, cantor e compositor brasileiro, para responder às questões de 1 a 3.


Coração Selvagem


Meu bem, guarde uma frase pra mim dentro da sua canção

Esconda um beijo pra mim sob as dobras do blusão

Eu quero um gole de cerveja no seu copo, no seu colo e nesse bar


Meu bem, o meu lugar é onde você quer que ele seja

Não quero o que a cabeça pensa eu quero o que a alma deseja

Arco-íris, anjo rebelde, eu quero o corpo, tenho pressa de viver


Mas quando você me amar me abrace e me beije bem devagar

Que é para eu ter tempo,

Tempo de me apaixonar

Tempo para ouvir o rádio no carro

Tempo para a turma do outro bairro ver e saber que eu te amo


Meu bem, o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente

Tome um refrigerante, coma um cachorro-quente

Sim, já é outra viagem e o meu coração selvagem

Tem essa pressa de viver


Meu bem, mas quando a vida nos violentar

Pediremos ao bom Deus que nos ajude

Falaremos para a vida

Vida, pisa devagar, meu coração, cuidado é frágil

Meu coração é como vidro, como um beijo de novela


Meu bem, talvez você possa compreender a minha solidão

O meu som, e a minha fúria e essa pressa de viver

E esse jeito de deixar sempre de lado a certeza

E arriscar tudo de novo com paixão

Andar caminho errado pela simples alegria de ser


Meu bem, vem viver comigo, vem correr perigo

Vem morrer comigo, meu bem, meu bem, meu bem

Talvez eu morra jovem

Alguma curva no caminho, algum punhal de amor traído

Completará o meu destino


Meu bem, vem viver comigo, vem correr perigo

Vem morrer comigo, meu bem, meu bem, meu bem

Meu bem, meu bem, meu bem

Que outros cantores chamam baby

Que outros cantores chamam baby

Que outros cantores chamam baby, meu bem

Todas as estrofes da canção, com exceção da terceira, começam com o vocativo “Meu bem”. A figura de linguagem presente nessa repetição é:

Alternativas
Q2685301 Português

Leia o trecho da música abaixo e responda a questão 07.


Aluga-se

Raul Seixas


A solução pro nosso povo eu vou dar

Negócio bom assim ninguém nunca viu

Tá tudo pronto aqui é só vir pegar

A solução é alugar o Brasil [...]

A figura de linguagem predominante no trecho da música é:

Alternativas
Q1765738 Português
Acerca dos vícios de linguagem, analise:
“Genericamente falando, solecismo é qualquer erro de sintaxe. Tal erro pode ser de concordância, de regência ou de colocação pronominal.” (Fonte adaptada: BEZERRA, R. – Nova Gramática da Língua Portuguesa para Concursos> Acesso em 29 de outubro de 2020)
Com base nisso, assinale a alternativa que representa um claro exemplo de solecismo:
Alternativas
Q1758596 Português

Leia o texto abaixo, de modo a responder à questão.


A invenção do horizonte


Deu-me uma angústia danada a notícia de que, num futuro próximo, muito próximo, teremos toda a literatura do mundo na tela do computador. Angústia duplicada. Primeiro, pela minha intolerância figadal a esta maquinazinha dos infernos. Segundo, pela suspeita de desaparecimento dos livros, esses calhamaços impressos, cheirando a novo ou a mofo, roído pelo uso ou pelas traças, mas que são uma gostosura viajá-los pelas trilhas das letras como quem explora um mundo mágico, tanto mais novo quanto mais andado.

Sem o gozo de um livro nas mãos, fico cego, surdo e mudo, fico aleijado, penso, torto, despovoado. Espiá-los enfileirados nas estantes, gordos e magros, novos e velhos, empaletozados e esfarrapados, cobertos de pó e de teias de aranha, essa visão me transporta para todos os mundos e para todas as idades [...].

As minhas mãos ficariam nuas e inúteis quando não pudessem mais sustentar um livro, que não fosse pela velhice dos dedos. Mesmo assim, eles estariam por ali, nas prateleiras, amontoados na mesa, espalhados pelo chão, sempre comungando com o meu tempo, meu espaço, minha vida. Eles são a expressão digital da minha alma [...].

Um livro não é um simples objeto, um amontoado de folhas impressas. Vai mais longe, intangivelmente longe. É corrimão, é degrau, é escada, é caminho, é horizonte. Por mais que sonhe a tecnologia, jamais será capaz de inventar um horizonte.

(MARACAJÁ, Robério. Cerca de Varas. Campina Grande: Latus, 2014, p. 57. 

Com relação ao enunciado “Sem o gozo de um livro nas mãos, fico cego, surdo e mudo, fico aleijado, penso, torto, despovoado”, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q1746238 Português
Assinale a alternativa que NÃO apresenta um pleonasmo vicioso.
Alternativas
Q1725468 Português

“Fomos na cidade hoje pela manhã.”

Com base nos vícios de linguagem, é correto afirmar que a frase acima é um claro exemplo de:

Alternativas
Q1697145 Português
Qual das expressões abaixo não apresenta redundância:
Alternativas
Q1695163 Português

Com base nos vícios de linguagem, analise:


“Consiste no encontro de palavras que formem outra de sentido torpe, ridículo ou desagradável. Em algumas situações, é resultante da junção da sílaba terminal de um vocábulo com a palavra ou parte da palavra imediata.”

(Fonte adaptada: Rodrigo Bezerra; Nova Gramática da Língua Portuguesa para Concursos)

Alternativas
Q1687403 Português
Com base nos vícios de linguagem, assinale a alternativa que representa corretamente um caso de “solecismo”:
Alternativas
Q1143037 Português

Analise o texto da charge a seguir e assinale a alternativa correta quanto aos aspectos linguísticos:


Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-PI Órgão: IF-PI Prova: IFPI - 2019 - IF-PI - Assistente de Alunos |
Q2857860 Português

Leia os versos que encerram a peça teatral Édipo Rei, de Sófocles.

Contemplai, cidadão da pátria Tebas,

contemplai esse Édipo famoso,

habilidoso em decifrar enigmas,

que tinha em suas mãos força e poder,

rei invejado, próspero e feliz,

mas sobre o qual acaba de abater-se

furiosa tempestade de infortúnios.

Pelo que vedes, a nenhum mortal

que ainda espera o dia derradeiro  considereis feliz,

antes que tenha atingido e transposto,

livre de qualquer desgraça,

o marco final da vida.

SÓFOCLES. Édipo Rei. Rio de Janeiro: BestBolso, 2016. p. 191). O termo "dia derradeiro" expressa

Alternativas
Q2856204 Português

Assinale a alternativa cujo conteúdo apresenta corretamente a figura de linguagem utilizada no texto de Manuel Bandeira abaixo:

“Quando indesejada das gentes chegar

(não sei se dura ou coroável),

Talvez eu tenha medo.

Talvez sorria, ou diga:

- Alô, iniludível!”

Alternativas
Q2855809 Português

Leia o trecho do texto a seguir e considerando as características da figura de linguagem o qual se desenvolve, assinale a alternativa cuja interpretação está CORRETA:

“E assim, quando mais tarde me procure / Quem sabe a morte, angústia de quem vive / Quem sabe a solidão, fim de quem ama / Eu possa me dizer do amor (que tive): / Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure.” Vinicius de Moraes

Alternativas
Q2711023 Português

Assinale a alternativa em que a ordem dos termos da oração cuja ausência da vírgula ou de outro recurso provoca ambiguidade na percepção da mensagem.

Alternativas
Q2701617 Português

Texto para responder às questões de 06 a 15.


Mídias sociais ampliam oportunidades


Pesquisa internacional mostra que plataformas digitais

rompem bolha social ao democratizar experiências,

compartilhar dicas práticas e conteúdo acadêmico.


Nas ruas dos grandes centros urbanos, a cena se repete. No metrô, no ônibus, nos carros, os brasileiros transitam meio zumbis, olhos pregados na tela do celular, sem prestar muita atenção ao que acontece ao redor. Hoje 64,7% da população brasileira acima de 10 anos está conectada à internet, segundo a última Pesquisa por Amostra Nacional de Domicílios Contínua (PNAD). E 62% têm um smartphone, de acordo com estudo do Google Consumer Barometer, de 2017. Houve um boom de conectividade via celular nos últimos seis anos – em 2012, apenas 14% dos brasileiros possuíam telefones desse tipo.

“No passado, só tinham acesso à internet as classes A e B. Nos anos 1990, por exemplo, isso era coisa de jovem, estudante, branco, nerd e geralmente homem”, conta o antropólogo Juliano Spyer, autor de estudo realizado para a University College London (UCL), no Reino Unido, recém-publicado no livro Mídias sociais no Brasil emergente – Como a internet afeta a mobilidade social (Educ/UCL Press). “Foi a partir de meados dos anos 2000, por intermédio do Orkut, que a rede se popularizou.” No caso do Brasil, a estabilidade política e o desenvolvimento econômico experimentados nos últimos 20 anos propiciaram o acesso da população a computadores domésticos e dispositivos móveis, como tablets e smartphones.

Intrigado com a popularização de ferramentas de acesso à internet, Spyer dedicou-se a compreender esse processo. Em abril de 2013, fechou sua casa, em São Paulo, e se mudou para uma vila-dormitório para trabalhadores de baixa renda, com 15 mil habitantes, na Bahia, onde morou até maio de 2014. Para resguardar a identidade dos entrevistados, o pesquisador deu ao local o nome fictício de Balduíno.

Antes de iniciar a pesquisa de campo, Spyer e outros oito antropólogos passaram sete meses se preparando, sob a orientação do antropólogo e arqueólogo Daniel Miller, da UCL. Após revisar a bibliografia correlata ao tema, estabeleceram as principais questões a serem abordadas na investigação: a razão do uso das redes sociais, sua utilidade prática, o grau de interferência na educação, o papel político que desempenham e o quão aproximam – ou distanciam – as pessoas.

“Depois de seis meses em Balduíno, eu já estava integrado ao local”, conta Spyer. A partir daí, o antropólogo passou a acompanhar, via Facebook, WhatsApp e também fora da internet a vida de 250 pessoas, que espontaneamente se tornaram suas “amigas” na rede social. Para aprofundar a pesquisa, 50 delas, de distintos perfis sociais e idades, foram selecionadas de modo a refletir a população local. “Não quisemos uma pesquisa só com adolescentes porque o uso da internet por quem tem menos experiência on-line não é menos relevante”, diz Spyer.

Em Balduíno, as pessoas ganham a vida trabalhando como faxineiras, motoristas, jardineiras e cozinheiras, principalmente em hotéis e em outros negócios do polo turístico ao norte da cidade de Salvador. “Suas aspirações de consumo incluem roupas de grifes internacionais, motocicleta, carro e computador. Aliás, hoje o computador ocupa, na sala, o lugar físico e simbólico ocupado antes pela TV, para ser exibido aos amigos e vizinhos”, diz Spyer. “A pesquisa constatou que, na população de baixa renda, saber usar a internet indica que a pessoa faz parte da modernidade e tem uma capacidade de comunicação mais avançada, característica de alguém que teve alguma formação”, explica. “Mas, paradoxalmente, a comunicação digital também fortalece redes tradicionais de ajuda mútua que estavam se diluindo por causa da urbanização.”

A investigação levou Spyer a descontruir alguns estereótipos sobre o comportamento de usuários da internet que habitam as periferias das cidades brasileiras. Entre eles, o de que viveriam em realidades distintas, uma virtual e outra real. “Em meados dos anos 2000, recebia pacientes no consultório que criavam perfis falsos, completamente diferentes do que eles eram off-line”, recorda a psicanalista Patrícia Ferreira, pós-doutoranda em psicologia clínica na Universidade de São Paulo (USP). “Hoje, as postagens mudaram e surgem como a confirmação do ‘eu’ que se idealiza ser, a selfie perfeita.”

Patrícia pesquisa a apropriação política exteriorizada na retórica das mídias sociais a partir das manifestações de junho de 2013, quando explodiram protestos em todas as capitais do país, inicialmente contra o aumento das tarifas de transporte público. Utilizando ferramentas da psicanálise, ela realiza o que define como “escuta do coletivo” com informações publicadas em perfis e discussões em grupos com posições opostas. Apesar de ainda não estar concluído, o estudo tem evidenciado a função “protetora” da tela, que encoraja os usuários a dizerem o que pensam, quase sempre ignorando a responsabilidade e o efeito das palavras.


(Valéria França, edição 273. Nov. 2018. Comunicação Educação.

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/2018/11/

19/midias-sociais-ampliam-oportunidades.)

O título poderia ser reescrito sem que houvesse alteração de seu sentido básico ou vício de ambiguidade conforme apresentado em:

Alternativas
Q2700391 Português

O pensamento a seguir é de autoria do escritor brasileiro Rubem Alves. Analise-o atentamente para responder às próximas questões.


“Somos donos dos nossos atos mas não donos dos nossos sentimentos. Somos culpados pelo que fazemos mas não pelo que sentimos. Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos. Atos são pássaros engaiolados. Sentimentos são pássaros em voo”.

Na parte final do parágrafo, Rubem Alves afirma que “atos são pássaros engaiolados”. Assinale a alternativa que contém o termo que dá origem à palavra “engaiolados”.

Alternativas
Q2700390 Português

O pensamento a seguir é de autoria do escritor brasileiro Rubem Alves. Analise-o atentamente para responder às próximas questões.


“Somos donos dos nossos atos mas não donos dos nossos sentimentos. Somos culpados pelo que fazemos mas não pelo que sentimos. Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos. Atos são pássaros engaiolados. Sentimentos são pássaros em voo”.

Rubem Alves afirma categoricamente que “somos donos dos nossos atos”. Marque a alternativa que NÃO indica um possível sinônimo de “atos”.

Alternativas
Q2698652 Português

Para responder as questões 4 e 5 leia a música a seguir:


Certas coisas

(Lulu Santos)


Não existiria som

Se não houvesse o silêncio

Não haveria luz

Se não fosse a escuridão

A vida é mesmo assim

Dia e noite, não e sim

Cada voz que canta o amor não diz

Tudo o que quer dizer

Tudo o que cala fala

Mais alto ao coração

Silenciosamente eu te falo com paixão

Eu te amo calado

Como quem ouve uma sinfonia

De silêncios e de luz

Nós somos medo e desejo

Somos feitos de silêncio e som

Tem certas coisas que eu não sei dizer

Silenciosamente…

No texto acima, fragmento da música de Lulu Santos, prevalece uma figura de linguagem, sendo que a mesma tem a classificação como figura de pensamento.


Assinale a alternativa correspondente a essa figura:

Alternativas
Q2698460 Português

Considere a seguinte reflexão, escrita pelo poeta Mário Quintana, para responder às questões a seguir.

“Pedem-me que eu fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! Sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros? Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese”. (Com adaptações).

No trecho em que afirma “estou com 78 anos, mas sem idade”, Mário Quintana emprega uma figura de linguagem. Essa figura é:

Alternativas
Respostas
261: A
262: C
263: A
264: C
265: B
266: E
267: A
268: D
269: A
270: A
271: E
272: C
273: B
274: A
275: B
276: D
277: B
278: D
279: B
280: A