Questões de Concurso Sobre uso dos conectivos em português

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Q4205471 Português
Rayssa Leal é eleita pelo COB a melhor do skate e concorre ao troféu de Melhor Atleta do Ano do Prêmio Brasil Olímpico 2022


    Rayssa Leal foi eleita pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) como a melhor atleta do skate em 2022. A skatista agora está concorrendo ao troféu de Melhor Atleta do Ano do Prêmio Brasil Olímpico 2022 ao lado de Ana Marcela Cunha (águas abertas) e Rebeca Andrade (ginástica artística). O anúncio das finalistas foi realizado no dia 19 de janeiro. O nome da vencedora será divulgado no dia 2 de fevereiro, em evento na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. 

    Os Melhores Atletas do Ano, no feminino e no masculino, serão definidos por um Colégio Eleitoral formado por jornalistas, dirigentes, Comissão de Atletas do COB, patrocinadores, ex-atletas e personalidades do esporte.

    O COB já havia anunciado Rayssa entre as indicadas ao Prêmio Brasil Olímpico (PBO) 2022 na categoria Atleta da Torcida. A votação fica aberta até momentos antes do final da cerimônia de premiação, que acontece no dia 2 de fevereiro.

    Além de Rayssa, ainda estão na disputa Alison dos Santos (atletismo), Ana Marcela Cunha (águas abertas), Arthur Nory (ginástica artística), Hugo Calderano (tênis de mesa), Marcus D´Almeida (tiro com arco), Rafaela Silva (judô) e Rebeca Andrade (ginástica artística).

    Em 2022, a skatista brasileira conquistou o título do STU Open, de todas as etapas da SLS, incluindo o Super Crown, dos X Games Chiba e de duas etapas do STU National.


(Fonte: Confederação Brasileira de Skateboarding — adaptado.)
Sobre conjunções e a colocação delas em relação ao sentido original do trecho em itálico, analisar os itens abaixo:

A skatista está concorrendo ao troféu de Melhor Atleta do Ano do Prêmio Brasil Olímpico 2022 ao lado de Ana Marcela Cunha (águas abertas) e Rebeca Andrade (ginástica artística).

I. Não somente a skatista está concorrendo ao troféu de Melhor Atleta do Ano do Prêmio Brasil Olímpico 2022, como também concorrem Ana Marcela Cunha (águas abertas) e Rebeca Andrade (ginástica artística).
II. Além de a skatista estar concorrendo ao troféu de Melhor Atleta do Ano do Prêmio Brasil Olímpico 2022, Ana Marcela Cunha (águas abertas) e Rebeca Andrade (ginástica artística) também concorrem.
III. A skatista está concorrendo ao troféu de Melhor Atleta do Ano do Prêmio Brasil Olímpico 2022, conquanto Ana Marcela Cunha (águas abertas) e Rebeca Andrade (ginástica artística) concorrem.

Está(ão) CORRETO(S):
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Q4201445 Português
Leia o texto para responder a questão de número.


        Acidentes com transporte terrestre são a principal causa de mortalidade juvenil na América Latina, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, 392 mil pessoas morreram em decorrência de acidentes de trânsito entre 2010 e 2019, um aumento de 13,5% em comparação com a década anterior, segundo o que consta no relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado no começo de agosto.

        Excesso de velocidade, consumo de bebidas alcoólicas e distrações ao volante, especialmente pelo uso de celulares, são alguns dos principais fatores de risco, que têm afetado de forma mais intensa homens e usuários de motocicletas. Para ampliar a segurança viária no país, especialistas defendem que é preciso realizar investimentos combinados tanto em infraestrutura de vias e mecanismos de fiscalização, como também na criação de campanhas para educar a população em relação ao cumprimento de leis e à adoção de comportamentos adequados no trânsito.

         No mundo, um dos principais fatores de risco à insegurança viária é o excesso de velocidade. “Cada aumento de 1% na velocidade média produz um crescimento de 4% no risco de acidente fatal e um avanço de 3% no risco de acidente grave”, afirma Victor Pavarino, oficial de Segurança Viária e Prevenção de Lesões da Organização Pan-americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo ele, o risco de morte para pedestres atingidos frontalmente por automóveis também aumenta, sendo 4,5 vezes mais alto quando a velocidade passa de 50 quilômetros por hora (km/h) para 65 km/h. “Quando pensamos no choque entre carros, o risco de morte para os ocupantes é de 85% quando o veículo está a 65 km/h.”

        Outro elemento complicador é dirigir alcoolizado ou sob o efeito de substâncias psicoativas. “Mesmo baixos níveis de concentração de álcool no sangue do motorista já aumentam o risco de sinistros, enquanto o risco de acidente fatal para quem consumiu anfetaminas é cerca de cinco vezes mais alto se comparado com quem não fez uso desse tipo de substância”, compara o sociólogo.


(Christina Queiroz. Mortes no trânsito crescem 13,5% na última década.
Revista Pesquisa Fapesp, out. 2023. Adaptado).
Em “... segundo o que consta no relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)...” (1o parágrafo), o termo destacado expressa
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Q4201294 Português
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Texto 1


A máquina do tempo que existe em nós

Pesquisadores da Filosofia da Memória mostram que a viagem no tempo é uma realidade vivida por muitos

          A viagem no tempo é um assunto bastante curioso e que já foi tema de diversas produções cinematográficas. Quem lembra de Marty McFly em cima do famoso hoverboard na trilogia “De volta para o futuro”?
          Além da viagem temporal ser bastante presente na ficção, ela também pode ser real e é mais possível do que imaginamos. Isso porque, de acordo com pesquisadores do Departamento de Filosofia da UFSM, nós, seres humanos, somos capazes de realizar a chamada “mental time travel” ou, em português, viagem no tempo subjetiva.
          O termo é uma postulação de pesquisadores que trabalham com a Filosofia da Memória, como é o caso do professor do Departamento de Filosofia César Schirmer dos Santos e do pesquisador Kourken Michaelian, do Centro de Filosofia da Memória da Université Grenoble Alpes (UGA).
          Para César, que também coordena o Laboratório de Filosofia da Memória, a capacidade que temos de projetar cenários desconhecidos, lembrar de acontecimentos antigos e imaginar o futuro é espetacular e, na Filosofia, pode ser considerada um poder. “O nosso cérebro é capaz de nos levar para o passado, mas também para o futuro. Assim, a memória em si pode ser entendida como uma coleção de poderes”, diz.
          O jornalista e estudante de Filosofia Vitor Rodrigues faz parte do projeto “Filosofia da Memória: Orientações Temporais e Sistemas Cognitivos”, coordenado pelo professor César, e começou a se interessar pela tema enquanto produzia o Trabalho de Conclusão de Curso para a graduação em Jornalismo. Nele, Vitor buscou conhecer as memórias de Cacequi, cidade natal, a partir de relatos dos moradores. O objetivo foi escrever um livro reportagem.
          Além disso, Vitor também conversou com o pesquisador canadense Kourken Michaelian sobre o funcionamento da viagem no tempo. “A estrutura mental das viagens no tempo implica, em última análise, que devemos abandonar a visão tradicional de que há uma diferença fundamental entre memória e imaginação”, explica o pesquisador.
          Ou seja, devido à incrível capacidade cerebral dos humanos, somos capazes de lembrar do passado e de imaginar o futuro, de nos projetar em cenários que ainda não conhecemos. Por exemplo, pense nos planos que você realizou para o carnaval e imagine-se no cenário almejado. Esse ato, apesar de simples, fez com que você, de certa forma, viajasse para o futuro.
          Aqui, é importante diferenciarmos a memória da lembrança. Para a Filosofia da Memória, a lembrança é materializável. Existe a possibilidade de você viajar e trazer uma “lembrancinha” para dar de presente a alguém especial. Mas a memória não pode ser materializada, ela está relacionada a nossa capacidade cerebral e também à coleção de poderes, de habilidades.
          Nossa capacidade de lembrar do passado está fortemente ligada a nossa capacidade de imaginar o futuro, enquanto estamos no presente. E isso está diretamente relacionado à sobrevivência. O professor César explica que a memória faz com que não repitamos erros que ameacem a vida, por exemplo. “O passado de uma pessoa faz com que o presente dela seja melhor, no sentido de lembrar aquilo que te ameaça, que pode ser fatal”, afirma. [...]
Além da viagem subjetiva no tempo ser bastante curiosa, estudar a memória é importante também para a nossa compreensão enquanto seres humanos. “O que a memória diz sobre o que somos?” é um dos questionamentos que guiam os estudos sobre Filosofia da Memória.
Mas, para além da memória individual que foi amplamente discutida, os pesquisadores explicam que os estudos e as descobertas sobre a capacidade cerebral de viajar no tempo se aplicam também à memória coletiva e à memória política. Assim, pode-se dizer que o cérebro é uma máquina do tempo, menor que aquelas que vimos em filmes, mas tão potente quanto.

CRUBER, Leandra. Disponível em: <https://www.ufsm.br/midias/arco/a-maquina-do-tempo-que-existe-em-nos/>. Acesso: 07 set. 2022.
No trecho “Assim, pode-se dizer que o cérebro é uma máquina do tempo, menor que aquelas que vimos em filmes, mas tão potente quanto”, as palavras em destaque estabelecem uma relação de: 
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Q4197565 Português

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Auxiliar de transporte


    O Movimento Maio Amarelo está completando dez anos. Uma década de ousadia de convocar toda a sociedade a refletir sobre um tema que quase ninguém, até então, havia parado para pensar. Ousadia de querer mobilizar um País inteiro, que no início do movimento já passava de 200 milhões de habitantes. E de acreditar que uma ONG pudesse ser ouvida e acreditada na proposta de alertar a todos que a dura e cruel realidade de mortes e feridos diariamente no trânsito poderia mudar.


    Nascia, em 2014, o que hoje já é considerada a maior mobilização social em torno da causa segurança no trânsito. A maioria das pessoas se identifica com o propósito do movimento e sua missão de salvar vidas no trânsito. Essa identificação acontece porque a maioria dos brasileiros conhece ou teve algum familiar que sofreu um acidente, mas poucos cidadãos param para pensar em como poderiam ajudar a melhorar os índices, que continuam, como em 2014, estarrecedores: 88 pessoas morrem todo dia no Brasil.


    Alertamos muitos brasileiros que suas atitudes fazem toda a diferença para trazer mais segurança viária para toda a sociedade. Esse propósito foi facilmente incorporado, no início, pelos órgãos gestores, e, em seguida, por outras ONGs que também trabalhavam na conscientização do cidadão comum com o objetivo de que o Brasil saia do ranking dos países mais violentos no trânsito do mundo. Quando o cidadão se depara com os números de acidentes de trânsito no Brasil e entende que nenhuma guerra mata mais do que nosso trânsito, ele compreendeu a mensagem do Maio Amarelo: tenha atenção pela vida.


    Nesta celebração de dez anos, nosso desejo é que cada pessoa faça do mês de maio o ponto de partida para que péssimos hábitos sejam transformados, como se distrair no trânsito com o celular, não usar ou mesmo deixar de cobrar do outro o uso do cinto no banco traseiro e do passageiro, exceder os limites de velocidade, ou, ainda mais grave, beber álcool e dirigir. É urgente que se mudem comportamentos, para sermos exemplos de atenção pela vida!


(Embaixador Paulo Guimarães CEO do Observatório Nacional de Segurança Viária. O Estado de S.Paulo, 26 de abril de 2023. Adaptado)

Leia os trechos:


    … a maioria dos brasileiros conhece ou teve algum familiar que sofreu um acidente, mas poucos cidadãos param para pensar… (2º parágrafo)

    … cada pessoa faça do mês de maio o ponto de partida para que péssimos hábitos sejam transformados… (4º parágrafo)


As palavras/expressões em destaque exprimem, correta e respectivamente, relações de sentido de

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Q4193443 Português
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A caverna conectada

    Sócrates explicava: “Imagine que todos os homens vivam em um mundo escuro, fracamente iluminado pelos seus smartphones. Tudo o que sabem das formas vem pela luz das telas. É uma imensa caverna onde só podem contemplar seus aparelhos”.
    Glauco começava a conceber o ambiente. Pela luz dos aparelhos, passavam imagens refletidas, pequenos vídeos, dancinhas, notícias falsas e trends*. Os moradores da caverna nunca viram o mundo, apenas suas telas iluminadas. Eles foram sendo adestrados a usar o indicador e passar adiante, sem análise. Na caverna, as coisas só existem se postadas. “Que coisa terrível!”, comentava Glauco. “Que vida medonha essas pessoas levariam!” “Sim!”, disse o sábio calvo, “se eles pudessem conversar, não acha que, nomeando as sombras que veem, pensariam nomear seres reais?”. O discípulo consentiu.
    “Agora imagine, caro, se um deles decidisse desligar o aparelho e saísse para o mundo real. Seria um caminho árduo até lá fora. Em um primeiro instante, os olhos doeriam diante da luz real. Enfim, uma pessoa liberta veria o Sol do real e não mais mensagens com imagens (e um texto com emojis).” 
    O filósofo continuava a incentivar que Glauco navegasse na alegoria. “E se a pessoa que viu o mundo real voltasse para a caverna e começasse a dizer dos objetos concretos, mas não mais do critério do real dado por likes e seguidores? ‘Existe um mundo fora do algoritmo’, diria o ser iluminado. É possível comer sem fotografar e ver o mar sem postar. O que vemos são simulacros, representações. Há algo lá fora!”
    O jovem Glauco amou a história. Imaginou com o mestre que o ser “iluminado” pelo Sol real seria desacreditado pelos outros habitantes da funda caverna. Sofreria até violência real. Que aula Sócrates tinha dado! Ao se despedir, o rapaz foi até o orientador e pediu uma selfie. Queria publicar no horário que lhe ensinaram a ter mais visualizações. Saiu da casa feliz. “O post sobre a prisão das redes está bombando!”, comentou Glauco, impactado com a sabedoria filosófica daquela república. Melhorou a luz da foto, colocou uma música e pronto! Agora tinha esperança de viralizar nas redes!

(Leandro Karnal, O Estado de S.Paulo, 8 de julho de 2022.Adaptado)

*Trends: tendências.
Considere as seguintes passagens do texto:

se eles pudessem conversar, não acha que...” (2º parágrafo)
...mas não mais do critério do real dado por likes... (4º parágrafo)
Sofreria até violência real. (5º  parágrafo)

As palavras em destaque estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de:
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Q4193201 Português

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Meu pai


    Sempre que vejo um canário me lembro do meu pai. Cresci cercado por gaiolas, repleto de pássaros coloridos. Eu ajudava a dar alpiste e a encher os bebedouros de água. Acompanhava as fêmeas chocando os ovos. Era fantástico ver os filhostinhos piando. Minha mãe preparava uma papa de ração, que meu pai dava com colherzinha.

    Às vezes, eram tantos os cuidados que eu sentia ciúme. E se gostasse mais dos canários que de mim?

    Meu pai não foi dado a atenção de carinho. Talvez porque tenha sido criado num meio em que o homem não expressava os sentimentos. Talvez porque nunca recebi muito carinho do próprio pai. Saiu de casa aos 13 anos e foi morar com um irmão.

    Queria ter continuado os estudos, mas, casado e com filhos, não poderia seguir adiante.     

   Era ferroviário, telegrafista, uma profissão mal remunerada; porém a pobreza, em minha infância no interior, foi mais digna que a de hoje em dia.

    A duras penas, consegui batalhar por um projeto de vida para os filhos. Seu maior compromisso era nos fazer estudar. Todos os esforços da família eram orientados para nossa educação. Até a fuga dos canários causaria menos dor a meu pai que ver um filho repetir de ano.

    Aos 13 anos, já anunciei meu desejo de ser escritor e ganhei dele minha máquina de escrever: era um modelo primeiro simples, comprado em prestações a perder de vista. Nunca esquecereii a sensação de sentir o cheiro de tinta e a letra surgindo no papel!

    Ao longo da vida, tive a chance de sentir seu apoio várias vezes. Ele sempre força por nós.     

    Meu pai era um homem simples, mas teve grandeza.



(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 2001. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase elaborada com base nas ideias do quinto parágrafo mantém o sentido do texto.
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Q4183834 Português

Se você gritasse,

se você gemesse,

 se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...

Mas você não morre,

Você é duro, José



ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 200.7 p. 107. (Fragmento)


O “se”, utilizado no início dos versos, é visto como 

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Q4169659 Português

Arte Longa, Vida Breve

Por Cláudia Laitano


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2023/06/arte-longa-vida-breveclj20eyoj004r0151yd34rba7.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Assinale a alternativa que indica a correta relação de sentido estabelecida pelo uso da locução conjuntiva “para que” (l. 32). 
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Q4167637 Português
Texto 2


Lágrimas para irmãos siameses


      Eram duas vezes dois irmãos siameses, nascidos um com o braço no braço do outro fundido. Se pareciam como uma folha e a seguinte. De nomes como assim: Osório e Irrisório. Cresceram os dois, um em consequência do outro. Recíprocos, simultâneos e simétricos. Ainda menininhos, o doutor advisou a mãe:

      ― Podemos separá-los agora, este é o momento conveniente.

      Separá-los. Por quê? Se Deus os queria carne com osso? Se davam bem, amiguíssimos, vizinhos, repartindo o tudo e o nada. Os pais, remediados, compraram um único relógio que ambos partilhavam no comum antebraço. Ao apertar a corrente do relógio, a mãe sentenciou:

   ― Assim, o tempo nunca lhes vai dividir.

    O tempo, esse mesmo, foi descaiando espelhos e os siameses começaram a engrossar a vista em saia e peito. Osório, sobretudo, era mais espevitado. Irrisório era mais metido em si, olhos caseiros. Osório, às duas por muitas, se apaixonou por Marineusa. Se adonzelou com ela, esfregando-se nela até gastar o umbigo. Havia, óbvio, o problema do mano que estava ali, mesmo ao braço de semear. Osório lhe pedia que fechasse olho, tapasse ouvido, alheasse sentido. Irrisório tranquilizava:

     ― Sou homem correcto, descanse mano ó.

      Irrisório, por voz de promessa, sossegava o irmão. O pai, sabedor da vida, sugeriu um encontro familiar. E disse assim:

     ― Vão chegar mulheres e amores. Melhor é vocês separarem-se!

      Mas eles negaram. Eram fiéis, como a canção: juntos para sempre. O pai manteve o mandamento. Porém, foi enfraquecendo perante a insistência dos gêmeos:

      ― Mas, pai, nós, assim alicateados, saímos baratos a Deus: precisamos só de um anjo da guarda.

      E o outro ainda reforçava:

     ― Como podemos separar? Se cada um da gente só tem uma mão?   

    ― É. Só os dois é que somos um.

    Todos riram, arrumado o assunto. Antes de se retirar, o pai ainda sacudiu uma resignação:

   ― Vão ver, o amor junta, o amor separa. (...)


In: COUTO, Mia. Contos do nascer da terra. Lisboa: Ed. Caminho, 1997. 
No trecho “O pai manteve o mandamento. Porém, foi enfraquecendo perante a insistência dos gêmeos”, a palavra sublinhada estabelece relação de
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Q4167013 Português
   Fácil falar. Ficar sem encostar no rosto é uma das recomendações mais difíceis de seguir. E problema só entre a população “comum” esse não é um – nem mesmo os especialistas e autoridades conseguem seguir o hábito à risca. Uma pesquisa feita em uma faculdade de medicina da Austrália verificou que os estudantes tocam o rosto, em média, 23 vezes durante uma aula de uma hora, ou uma vez a cada 2,5 minutos.
   Mas por que é tão difícil ficar sem tocar no rosto? A prática parece contraintuitiva. Se o simples fato de tocar o rosto transmite milhares de germes para dentro do corpo, a seleção natural não deveria ter excluído esse hábito? [...]

Disponível em: <https://super.abril.com.br/saude/coronavirus-por-que-e-tao-dificil-ficar-sem-tocar-orosto/>. Acesso em: 04 jan. 2023

Dadas as afirmativas acerca dos elementos coesivos presentes no fragmento textual,

I. Em “E esse não é um problema só entre a população...”, o pronome em destaque trata-se de uma referência anafórica, já que o referente foi mencionado anteriormente.
II. A oração “– nem mesmo os especialistas e autoridades conseguem seguir o hábito à risca” evidencia que há um introdutor de pressuposto, especialmente representado pela expressão denotativa “nem mesmo”, (parte-se de um pressuposto: o que vai ser demonstrado é o óbvio).
II. Em “Mas por que é tão difícil ficar sem tocar no rosto?”, há um conector coesivo que contém noção semântica de conclusão. 

verifica-se que está(ão) correta(s)
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Q4167006 Português
   Tudo indica que a última das preocupações dos brasileiros nas próximas semanas será o trânsito, como efeito das tentativas de contenção da epidemia de coronavírus. Muita gente vai gastar menos tempo nos seus deslocamentos ou nem vai se deslocar. Dá para aproveitar esse ganho de tempo debatendo um aspecto curioso e perverso da mobilidade urbana: a regulamentação do trânsito de táxis e de carros que atendem por aplicativo. Quem sabe, quando a tempestade passar, possamos encontrar solução pelo menos para alguns pequenos problemas que tornam infame a vida nas grandes cidades.
  Diferentemente do que reza o senso comum, táxis não contribuem para a redução do congestionamentos porque seus usuários teoricamente deixam o carro em casa. Pelo contrário, tanto eles quanto os veículos chamados por aplicativos pioram as condições de trânsito [...]. Mas, completando a obra caótica, poluidora, enervante, barulhenta e insalubre que o tráfego de veículos realiza a cada dia na metrópoles, o transporte público individual é também, por natureza, elemento de discriminação econômica e social – drama que se agrava ainda mais nos municípios que têm faixas de uso exclusivo para ônibus e permitem que táxis transitem nesses espaços.

Disponível em: <https://veja.abril.com.br/blog/marcos-emilio-gomes/taxi-e-uber-agravam-injusticas-nomundo-da-mobilidade/>. Acesso em: 04 jan. 2023.

Dentre os fragmentos, o autor vale-se de uma declaração, com um operador argumentativo que significa oposição, restrição, ressalva, ao afirmar que
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Ano: 2023 Banca: FUNDEPES Órgão: Prefeitura de Penedo - AL Provas: FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Assistente Social | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Odontólogo Endodontista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Médico Generalista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Odontólogo Periodontista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Educação Física | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de História | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Língua Inglesa | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Psicólogo | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Terapeuta Ocupacional | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Médico Veterinário | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Turismólogo | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Geografia | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Nutricionista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Engenheiro em Segurança do Trabalho | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Farmacêutico | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Odontólogo | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Fisioterapeuta | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Fonoaudiólogo | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Biomédico | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Jornalista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Odontólogo Bucomaxilo Facial | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Enfermeiro | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Enfermeiro do Trabalho | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Engenheiro Civil | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Engenheiro de Pesca | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Matemática | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Língua Portuguesa | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Séries Iniciais 25h (Polivalente) |
Q4166669 Português
Baleia

    A cachorra Baleia estava para morrer. Tinha emagrecido, o pelo caíra-lhe em vários pontos, as costelas avultavam num fundo róseo, onde manchas escuras supuravam e sangravam, cobertas de moscas. [...]
    Por isso Fabiano imaginara que ela estivesse com um princípio de hidrofobia e amarrara-lhe no pescoço um rosário de sabugos de milho queimados. Mas Baleia, sempre de mal a pior, roçava-se nas estacas do curral ou metia-se no mato, impaciente, enxotava os mosquitos sacudindo as orelhas murchas, agitando a cauda pelada e curta, grossa na base, cheia de roscas, semelhante a uma cauda de cascavel.
    Então Fabiano resolveu matá-la. Foi buscar a espingarda de pederneira, lixou-a, limpou-a com o saca-trapo e fez tenção de carregá-la bem para a cachorra não sofrer muito."

RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record, 2013. р. 85.

Um texto constrói-se a partir da tecitura das ideias nele expostas, estabelecida por elementos coesivos que relacionam os sentidos entre as orações, os períodos ou os parágrafos. Acerca desse excerto, é correto afirmar que 
Alternativas
Q4163580 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão subsequente.

TEXTO

Sem enfeite nenhum – Adaptado (Adélia Prado)

    A mãe era desse jeito: só ia em missa das cinco, por causa de os gatos no escuro serem pardos. Cinema, só uma vez, quando passou os Milagres do padre Antônio em Urucânia. Desde aí, falava sempre, excitada nos olhos, apressada no cacoete dela de enrolar um cacho de cabelo: se eu fosse lá, quem sabe?
    Sofria palpitação e tonteira, lembro dela caindo na beira do tanque, o vulto dobrado em arco, gente afobada em volta, cheiro de alcanfor. Quando comecei a empinar as blusas com o estufadinho dos peitos, o pai chegou pra almoçar, estudando terreno, e anunciou com a voz que fazia nessas ocasiões, meio saliente: companheiro meu tá vendendo um relogim que é uma gracinha, pulseirinha de crom', danado de bom pra do Carmo. Ela foi logo emendando: tristeza, relógio de pulso e vestido de bolér. Nem bolero ela falou direito de tanta antipatia. Foi água na fervura minha e do pai.
    Vivia repetindo que era graça de Deus se a gente fosse tudo pra um convento e várias vezes por dia era isto: meu Jesus, misericórdia! A senhora tá triste, mãe? eu falava. Não, tou só pedindo a Deus pra ter dó de nós.    
     Tinha muito medo da morte repentina e pra se livrar dela, fazia as nove primeiras sextas-feiras, emendadas. De defunto não tinha medo, só de gente viva, conforme dizia. Agora, da perdição eterna, tinha horror, pra ela e pros outros.
    Quando a Ricardina começou a morrer, no Beco atrás da nossa casa, ela me chamou com a voz alterada: vai lá, a Ricardina tá morrendo, coitada, que Deus perdoe ela, corre lá, quem sabe ainda dá tempo de chamar o padre, falava de arranco, querendo chorar, apavorada: que Deus perdoe ela, ficou falando sem coragem de aluir do lugar. 
    [...]
    Era a mulher mais difícil a mãe. Difícil, assim, de ser agradada. Gostava que eu tirasse só dez e primeiro lugar. Pra essas coisas não poupava, era pasta de primeira, caixa com doze lápis e uniforme mandado plissar. Acho mesmo que meia razão ela teve no caso do relógio, luxo bobo, pra quem só tinha um vestido de sair.
    Rodeava a gente estudar e um dia falou abrupto, por causa do esforço de vencer a vergonha: me dá seus lápis de cor. Foi falando e colorindo laranjado, uma rosa geométrica: cê põe muita força no lápis, se eu tivesse seu tempo, ninguém na escola me passava, inteligência não é estudar, por exemplo falar você em vez de cê, é tão mais bonito, é só acostumar. Quando o coração da gente dispara e a gente fala cortado, era desse jeito que tava a voz da mãe.
    Achava estudo a coisa mais fina e inteligente era mesmo, demais até, pensava com a maior rapidez. Gostava de ler de noite, em voz alta, com tia Santa, os livros da Pia Biblioteca, e de um não esqueci, pois ela insistia com gosto no titulo dele, em latim: Máguina pecatrís. Falava era antusiasmo e nunca tive coragem de corrigir, porque toda vez que tava muito alegre, feito naquela hora, desenhando, feito no dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou: coitado, até essa hora no serviço pesado.
    Não estava gostando nem um pouquinho do desenho, mas nem que eu falava. Com tanta satisfação ela passava o lápis, que eu fiquei foi aflita, como sempre que uma coisa boa acontecia.
    [...]
   Dia ruim foi quando o pai entestou de dar um par de sapato pra ela. Foi três vezes na loja e ela botando defeito, achando o modelo jeca, a cor regalada, achando aquilo uma desgraça e que o pai tinha era umas bobagens. Foi até ele enfezar e arrebentar com o trem, de tanta raiva e mágoa.
    Mas sapato é sapato, pior foi com o crucifixo. O pai, voltando de cumprir promessa em Congonhas do Campo, trouxe de presente pra ela um crucifixo torneadinho, o cordão de pendurar, com bambolim nas pontas, a maior gracinha. Ela desembrulhou e falou assim: bonito, mas eu preferia mais se fosse uma cruz simples, sem enfeite nenhum.
   Morreu sem fazer trinta e cinco anos, da morte mais agoniada, encomendando com a maior coragem: a oração dos agonizantes, reza aí pra mim, gente.
    Fiquei hipnotizada, olhando a mãe. Já no caixão, tinha a cara severa de quem sente dor forte, igualzinho no dia que o João Antônio nasceu. Entrei no quarto querendo festejar e falei sem graça: a cara da senhora, parece que tá com raiva, mãe. 

    O Senhor te abençoe e te guarde, Volva a ti o Seu Rosto e se compadeça de ti, O Senhor te dê a Paz.

    Esta é a bênção de São Francisco, que foi abrandando o rosto dela, descansando, descansando, até como ficou, quase entusiasmado.

Era raiva não. Era marca de dor.

(Texto publicado em Prosa Reunida, Editora Siciliano: São Paulo, 1999, incluído por Ítalo Moriconi no livro “Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século”, Editora Objetiva, RJ. Fonte: http://contobrasileiro.com.br/sem-enfeitenenhum-conto-de-adelia-prado-2/)
Leia o trecho a seguir:
Ela desembrulhou e falou assim: bonito, MAS eu preferia MAIS se fosse uma cruz simples, sem enfeite nenhum.
Os marcadores coesivos destacados, no trecho anterior, revelam campo semântico de: 
Alternativas
Q4160603 Português
TEXTO

        Consegue imaginar uma superfície bidimensional com apenas um lado? Esse estranho objeto que desafia o senso comum existe e é a fita de Möbius. Pode parecer absurdo, mas, se uma formiga caminhasse ao longo dessa fita, percorreria tanto a parte interna quanto a externa sem precisar saltar de um lado para outro. Não acredita? Siga o passo a passo em algum tutorial para montar a fita de Möbius, passe o dedo pela superfície dela e vai perceber que seu dedo vai voltar ao lugar de partida sem que seja preciso levantá-lo da fita.
   
        Esse objeto surpreendente foi descrito, de forma independente, porém no mesmo ano de 1858, por dois matemáticos alemães, August Ferdinand Möbius e Johann Benedict Listing. De fato, Listing descreveu a fita alguns meses antes de Möbius, mas sua pesquisa foi publicada apenas em 1861. Além disso, Möbius era um cientista de maior prestígio naquela época, e seu nome prevaleceu na história.
    
        Möbius e Listing foram pioneiros do campo da topologia, uma disciplina que estuda as propriedades dos objetos geométricos e suas características frente a forças que causam deformações, ou seja, como esses objetos podem ser torcidos, esticados, amassados e dobrados. O grande matemático Leonhard Euler foi o fundador da topologia, mas o estudo da fita de Möbius e suas curiosas características promoveu grandes avanços nessa área. As fitas de Möbius recebem uma classificação exclusiva na topologia, elas são objetos não-orientáveis. Explicando de forma simples, isso quer dizer que se desenharmos uma seta sobre ela, não podemos concluir se a seta está apontando para cima ou para baixo.
    
        Möbius era filho de um professor de dança, que faleceu quando o menino tinha apenas 3 anos. Sua mãe era descendente direta de Martinho Lutero e educou o futuro matemático em casa até os 13 anos. A partir daí, Möbius começou a frequentar a escola no famoso monastério de Pforta, na Saxônia. Desde cedo, demonstrou afinidade pela matemática, mas, como sua família o pressionava para que seguisse uma carreira no Direito, iniciou seus estudos nessa área na prestigiosa Universidade de Leipzig. Foi lá que conheceu o matemático e astrônomo Karl Mollweide, e não teve dúvidas: trocou seu curso de estudos para astronomia e matemática. Mollweide era um cientista brilhante e foi grande influência na carreira de Möbius. Após se formar, ainda teve a fortuna de trabalhar na Universidade de Göttingen com ninguém menos que Carl Friedrich Gauss, o “Príncipe da Matemática”.
    
        A carreira acadêmica de Möbius teve altos e baixos, em grande parte devido a sua timidez. Apesar de receber ofertas de instituições menos prestigiosas, ele almejava uma posição de professor titular na Universidade de Leipzig, mas as coisas não aconteceram como planejava. Ele não era visto como um orador talentoso, e suas palestras e cursos não atraíam muitos alunos. Apesar de trabalhar na Universidade de Leipzig desde 1816, ele foi nomeado professor titular apenas em 1844. Möbius também era astrônomo do Observatório de Leipzig, onde fez inúmeras contribuições para a astronomia, no ramo que estuda os movimentos dos corpos celestes. Por isso, o cientista tem seu nome associado a diversas contribuições na matemática, como a Fórmula de Inversão de Möbius e a Função de Möbius, mas sua mais famosa descoberta, a fita de Möbius foi feita enquanto trabalhava em um outro desafio proposto pela “Académie des Sciences” da França: sobre a teoria geométrica dos poliedros.
    
        Apesar de ser um matemático brilhante, a coincidência acerca da descoberta da fita ter sido feita por Möbius e Listing com apenas alguns meses de diferença pode não ter sido fruto do acaso. Os dois cientistas haviam sido alunos de Gauss, que por sua vez tinha o hábito de não publicar ou desenvolver todas as suas ideias. Em relação aos seus resultados, seu lema era Pauca sed matura (Poucos, mas maduros), ou seja, ele só publicava quando estava inteiramente satisfeito. Assim, uma grande parte dos seus trabalhos só foi descoberta após a sua morte. Muitos autores e historiadores atuais acreditam que a ideia original da fita veio de Gauss, e os dois cientistas desenvolveram o conceito.
    
        Hoje em dia as aplicações da fita de Möbius vão muito além do que Möbius e Listing poderiam ter imaginado. Esse conceito pode ser usado não só em esteiras de aeroportos mas também em escadas rolantes de shoppings, para garantir que o desgaste aconteça de maneira uniforme e aumente a vida útil do equipamento; em fitas magnéticas que permitem a gravação e reprodução contínua de áudio; fitas de impressora ou de máquinas de datilografar; em resistores que não geram interferência magnética; na pesquisa de supercondutores; em estruturas de grafeno para componentes de nanoeletrônica, etc. A topologia também já esteve presente em pesquisas agraciadas com o prêmio Nobel, sendo o mais recente o Nobel da Física em 2016, que descreveu novos estados da matéria, com implicações importantes para o desenvolvimento de supercondutores e superfluidos.
    
        Além das aplicações tecnológicas, essa estranha fita tem servido de inspiração para artistas, como o artista gráfico holandês M.C. Escher, com suas obras que desafiam nossa percepção. E para casais apaixonados, que veem a fita de Möbius como um símbolo do amor eterno, um caminho sem fim, que aparenta ter dois lados, mas só tem um.

LOBO, L. Como a fita de Möbius desafia o senso comum. In: Revista Ciência Hoje [CH 395]. Último acesso: 13 de junho de 2023. (Adaptado). Disponível em: .
Apesar de ser um matemático brilhante, a coincidência acerca da descoberta da fita ter sido feita por Möbius e Listing com apenas alguns meses de diferença pode não ter sido fruto do acaso”. 
No fragmento acima, a oração em destaque introduz uma relação de
Alternativas
Q4160601 Português
TEXTO

        Consegue imaginar uma superfície bidimensional com apenas um lado? Esse estranho objeto que desafia o senso comum existe e é a fita de Möbius. Pode parecer absurdo, mas, se uma formiga caminhasse ao longo dessa fita, percorreria tanto a parte interna quanto a externa sem precisar saltar de um lado para outro. Não acredita? Siga o passo a passo em algum tutorial para montar a fita de Möbius, passe o dedo pela superfície dela e vai perceber que seu dedo vai voltar ao lugar de partida sem que seja preciso levantá-lo da fita.
   
        Esse objeto surpreendente foi descrito, de forma independente, porém no mesmo ano de 1858, por dois matemáticos alemães, August Ferdinand Möbius e Johann Benedict Listing. De fato, Listing descreveu a fita alguns meses antes de Möbius, mas sua pesquisa foi publicada apenas em 1861. Além disso, Möbius era um cientista de maior prestígio naquela época, e seu nome prevaleceu na história.
    
        Möbius e Listing foram pioneiros do campo da topologia, uma disciplina que estuda as propriedades dos objetos geométricos e suas características frente a forças que causam deformações, ou seja, como esses objetos podem ser torcidos, esticados, amassados e dobrados. O grande matemático Leonhard Euler foi o fundador da topologia, mas o estudo da fita de Möbius e suas curiosas características promoveu grandes avanços nessa área. As fitas de Möbius recebem uma classificação exclusiva na topologia, elas são objetos não-orientáveis. Explicando de forma simples, isso quer dizer que se desenharmos uma seta sobre ela, não podemos concluir se a seta está apontando para cima ou para baixo.
    
        Möbius era filho de um professor de dança, que faleceu quando o menino tinha apenas 3 anos. Sua mãe era descendente direta de Martinho Lutero e educou o futuro matemático em casa até os 13 anos. A partir daí, Möbius começou a frequentar a escola no famoso monastério de Pforta, na Saxônia. Desde cedo, demonstrou afinidade pela matemática, mas, como sua família o pressionava para que seguisse uma carreira no Direito, iniciou seus estudos nessa área na prestigiosa Universidade de Leipzig. Foi lá que conheceu o matemático e astrônomo Karl Mollweide, e não teve dúvidas: trocou seu curso de estudos para astronomia e matemática. Mollweide era um cientista brilhante e foi grande influência na carreira de Möbius. Após se formar, ainda teve a fortuna de trabalhar na Universidade de Göttingen com ninguém menos que Carl Friedrich Gauss, o “Príncipe da Matemática”.
    
        A carreira acadêmica de Möbius teve altos e baixos, em grande parte devido a sua timidez. Apesar de receber ofertas de instituições menos prestigiosas, ele almejava uma posição de professor titular na Universidade de Leipzig, mas as coisas não aconteceram como planejava. Ele não era visto como um orador talentoso, e suas palestras e cursos não atraíam muitos alunos. Apesar de trabalhar na Universidade de Leipzig desde 1816, ele foi nomeado professor titular apenas em 1844. Möbius também era astrônomo do Observatório de Leipzig, onde fez inúmeras contribuições para a astronomia, no ramo que estuda os movimentos dos corpos celestes. Por isso, o cientista tem seu nome associado a diversas contribuições na matemática, como a Fórmula de Inversão de Möbius e a Função de Möbius, mas sua mais famosa descoberta, a fita de Möbius foi feita enquanto trabalhava em um outro desafio proposto pela “Académie des Sciences” da França: sobre a teoria geométrica dos poliedros.
    
        Apesar de ser um matemático brilhante, a coincidência acerca da descoberta da fita ter sido feita por Möbius e Listing com apenas alguns meses de diferença pode não ter sido fruto do acaso. Os dois cientistas haviam sido alunos de Gauss, que por sua vez tinha o hábito de não publicar ou desenvolver todas as suas ideias. Em relação aos seus resultados, seu lema era Pauca sed matura (Poucos, mas maduros), ou seja, ele só publicava quando estava inteiramente satisfeito. Assim, uma grande parte dos seus trabalhos só foi descoberta após a sua morte. Muitos autores e historiadores atuais acreditam que a ideia original da fita veio de Gauss, e os dois cientistas desenvolveram o conceito.
    
        Hoje em dia as aplicações da fita de Möbius vão muito além do que Möbius e Listing poderiam ter imaginado. Esse conceito pode ser usado não só em esteiras de aeroportos mas também em escadas rolantes de shoppings, para garantir que o desgaste aconteça de maneira uniforme e aumente a vida útil do equipamento; em fitas magnéticas que permitem a gravação e reprodução contínua de áudio; fitas de impressora ou de máquinas de datilografar; em resistores que não geram interferência magnética; na pesquisa de supercondutores; em estruturas de grafeno para componentes de nanoeletrônica, etc. A topologia também já esteve presente em pesquisas agraciadas com o prêmio Nobel, sendo o mais recente o Nobel da Física em 2016, que descreveu novos estados da matéria, com implicações importantes para o desenvolvimento de supercondutores e superfluidos.
    
        Além das aplicações tecnológicas, essa estranha fita tem servido de inspiração para artistas, como o artista gráfico holandês M.C. Escher, com suas obras que desafiam nossa percepção. E para casais apaixonados, que veem a fita de Möbius como um símbolo do amor eterno, um caminho sem fim, que aparenta ter dois lados, mas só tem um.

LOBO, L. Como a fita de Möbius desafia o senso comum. In: Revista Ciência Hoje [CH 395]. Último acesso: 13 de junho de 2023. (Adaptado). Disponível em: .
No fragmento “percorreria tanto a parte interna quanto a externa sem precisar saltar de um lado para outro”, as palavras destacadas exercem a função de uma conjunção aditiva. Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE um fragmento com uma construção correlata aditiva.
Alternativas
Q4160600 Português
TEXTO

        Consegue imaginar uma superfície bidimensional com apenas um lado? Esse estranho objeto que desafia o senso comum existe e é a fita de Möbius. Pode parecer absurdo, mas, se uma formiga caminhasse ao longo dessa fita, percorreria tanto a parte interna quanto a externa sem precisar saltar de um lado para outro. Não acredita? Siga o passo a passo em algum tutorial para montar a fita de Möbius, passe o dedo pela superfície dela e vai perceber que seu dedo vai voltar ao lugar de partida sem que seja preciso levantá-lo da fita.
   
        Esse objeto surpreendente foi descrito, de forma independente, porém no mesmo ano de 1858, por dois matemáticos alemães, August Ferdinand Möbius e Johann Benedict Listing. De fato, Listing descreveu a fita alguns meses antes de Möbius, mas sua pesquisa foi publicada apenas em 1861. Além disso, Möbius era um cientista de maior prestígio naquela época, e seu nome prevaleceu na história.
    
        Möbius e Listing foram pioneiros do campo da topologia, uma disciplina que estuda as propriedades dos objetos geométricos e suas características frente a forças que causam deformações, ou seja, como esses objetos podem ser torcidos, esticados, amassados e dobrados. O grande matemático Leonhard Euler foi o fundador da topologia, mas o estudo da fita de Möbius e suas curiosas características promoveu grandes avanços nessa área. As fitas de Möbius recebem uma classificação exclusiva na topologia, elas são objetos não-orientáveis. Explicando de forma simples, isso quer dizer que se desenharmos uma seta sobre ela, não podemos concluir se a seta está apontando para cima ou para baixo.
    
        Möbius era filho de um professor de dança, que faleceu quando o menino tinha apenas 3 anos. Sua mãe era descendente direta de Martinho Lutero e educou o futuro matemático em casa até os 13 anos. A partir daí, Möbius começou a frequentar a escola no famoso monastério de Pforta, na Saxônia. Desde cedo, demonstrou afinidade pela matemática, mas, como sua família o pressionava para que seguisse uma carreira no Direito, iniciou seus estudos nessa área na prestigiosa Universidade de Leipzig. Foi lá que conheceu o matemático e astrônomo Karl Mollweide, e não teve dúvidas: trocou seu curso de estudos para astronomia e matemática. Mollweide era um cientista brilhante e foi grande influência na carreira de Möbius. Após se formar, ainda teve a fortuna de trabalhar na Universidade de Göttingen com ninguém menos que Carl Friedrich Gauss, o “Príncipe da Matemática”.
    
        A carreira acadêmica de Möbius teve altos e baixos, em grande parte devido a sua timidez. Apesar de receber ofertas de instituições menos prestigiosas, ele almejava uma posição de professor titular na Universidade de Leipzig, mas as coisas não aconteceram como planejava. Ele não era visto como um orador talentoso, e suas palestras e cursos não atraíam muitos alunos. Apesar de trabalhar na Universidade de Leipzig desde 1816, ele foi nomeado professor titular apenas em 1844. Möbius também era astrônomo do Observatório de Leipzig, onde fez inúmeras contribuições para a astronomia, no ramo que estuda os movimentos dos corpos celestes. Por isso, o cientista tem seu nome associado a diversas contribuições na matemática, como a Fórmula de Inversão de Möbius e a Função de Möbius, mas sua mais famosa descoberta, a fita de Möbius foi feita enquanto trabalhava em um outro desafio proposto pela “Académie des Sciences” da França: sobre a teoria geométrica dos poliedros.
    
        Apesar de ser um matemático brilhante, a coincidência acerca da descoberta da fita ter sido feita por Möbius e Listing com apenas alguns meses de diferença pode não ter sido fruto do acaso. Os dois cientistas haviam sido alunos de Gauss, que por sua vez tinha o hábito de não publicar ou desenvolver todas as suas ideias. Em relação aos seus resultados, seu lema era Pauca sed matura (Poucos, mas maduros), ou seja, ele só publicava quando estava inteiramente satisfeito. Assim, uma grande parte dos seus trabalhos só foi descoberta após a sua morte. Muitos autores e historiadores atuais acreditam que a ideia original da fita veio de Gauss, e os dois cientistas desenvolveram o conceito.
    
        Hoje em dia as aplicações da fita de Möbius vão muito além do que Möbius e Listing poderiam ter imaginado. Esse conceito pode ser usado não só em esteiras de aeroportos mas também em escadas rolantes de shoppings, para garantir que o desgaste aconteça de maneira uniforme e aumente a vida útil do equipamento; em fitas magnéticas que permitem a gravação e reprodução contínua de áudio; fitas de impressora ou de máquinas de datilografar; em resistores que não geram interferência magnética; na pesquisa de supercondutores; em estruturas de grafeno para componentes de nanoeletrônica, etc. A topologia também já esteve presente em pesquisas agraciadas com o prêmio Nobel, sendo o mais recente o Nobel da Física em 2016, que descreveu novos estados da matéria, com implicações importantes para o desenvolvimento de supercondutores e superfluidos.
    
        Além das aplicações tecnológicas, essa estranha fita tem servido de inspiração para artistas, como o artista gráfico holandês M.C. Escher, com suas obras que desafiam nossa percepção. E para casais apaixonados, que veem a fita de Möbius como um símbolo do amor eterno, um caminho sem fim, que aparenta ter dois lados, mas só tem um.

LOBO, L. Como a fita de Möbius desafia o senso comum. In: Revista Ciência Hoje [CH 395]. Último acesso: 13 de junho de 2023. (Adaptado). Disponível em: .
Em “A carreira acadêmica de Möbius teve altos e baixos, em grande parte devido a sua timidez”, a expressão destacada introduz o significado de:
Alternativas
Q4157391 Português
Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.

    — Em que circunstâncias alguém se exalta e defende com ardor uma opinião? “Ninguém sustenta fervorosamente que 7 x8= 56, pois se pode mostrar que isto é o caso”, observa Bertrand Russell. O ânimo persuasivo só recrudesce e lança mão das artes e artimanhas da retórica quando se trata de incutir opiniões que são duvidosas ou demonstravelmente falsas. —- O mesmo vale para o ato de prometer alguma coisa. O simples fato de que uma promessa precisou ser feita indica a existência de dúvida quanto à sua concretização. Só prometemos acerca do que exige um esforço extra da vontade. E quanto mais solene ou enfática a promessa — “Te juro. agora é pra valer!" - mais duvidosa ela é: “O proclamar excessivo”, como dizem os ingleses. “Só os deuses podem prometer, porque são imortais”, adverte o poeta.

(GIANNETTI, Eduardo, “O paradoxo da promessa”, Trópicos Utópicos. 2016, edição eletrônica, Adaptado) 

Ninguém sustenta fervorosamente que 7 x 8 = 56, pois se pode mostrar que isto é o caso


Sem prejuízo do sentido e da correção gramatical, o termo sublinhado pode ser substituído por:  

Alternativas
Q4157384 Português
Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.

    — Em que circunstâncias alguém se exalta e defende com ardor uma opinião? “Ninguém sustenta fervorosamente que 7 x8= 56, pois se pode mostrar que isto é o caso”, observa Bertrand Russell. O ânimo persuasivo só recrudesce e lança mão das artes e artimanhas da retórica quando se trata de incutir opiniões que são duvidosas ou demonstravelmente falsas. —- O mesmo vale para o ato de prometer alguma coisa. O simples fato de que uma promessa precisou ser feita indica a existência de dúvida quanto à sua concretização. Só prometemos acerca do que exige um esforço extra da vontade. E quanto mais solene ou enfática a promessa — “Te juro. agora é pra valer!" - mais duvidosa ela é: “O proclamar excessivo”, como dizem os ingleses. “Só os deuses podem prometer, porque são imortais”, adverte o poeta.

(GIANNETTI, Eduardo, “O paradoxo da promessa”, Trópicos Utópicos. 2016, edição eletrônica, Adaptado) 

Só prometemos acerca do que exige um esforço extra da vontade.


Mantendo o sentido e a correção gramatical, o segmento sublinhado pode ser substituído por:  

Alternativas
Q4135086 Português

Leia o texto para responder à questão.


Projeto musical faz shows secretos em SP



    “É muito raro isso aqui”, diz a cantora Marina Melo em frente a um público de cerca de cem pessoas em São Paulo. “Um monte de gente sentada no chão, sem saber exatamente o que vai escutar, disposta a ficar em silêncio e a ouvir”.

    O espaço do palco é delimitado apenas por um tapete e um pedestal de microfone com luzinhas enroladas. A localização é um estúdio na zona oeste da capital, mas poderia ser qualquer outro canto — isso ajuda a resumir o Tranquilo, projeto musical mineiro que desembarcou em São Paulo e acontece nas noites de segunda-feira, mas nunca no mesmo lugar.

    Funciona assim: aos domingos, o perfil no Instagram do Tranquilo publica uma enquete. Quem responde recebe por mensagem a localização e os detalhes dos shows marcados para o dia seguinte. A escalação de artistas – sempre representantes da música independente e autoral – só é liberada na segunda-feira e o lineup1 não se repete.

    O projeto começou no quintal da casa do músico Thales Silva, que se sentia sem horizontes após lançar um álbum e não conseguir fazer o trabalho circular. “O artista independente não consegue furar algumas bolhas porque existem panelas que não se abrem. É como se você tivesse que expandir seu público sem ter oportunidades”, ele afirma. “Então eu criei o evento pensando nesses artistas que têm qualidade, mas que, se não acharem um palco, vão ficar eternamente parados.”

    Durante as apresentações, em formato de pocket show2 e que elegem a diversidade como prioridade, o público recebe a letra de algumas composições. A localização escondida também gera curiosidade. Neste ano, o público chegou a 1200 pessoas em Belo Horizonte.

    Além de estimular a cena musical independente, o projeto se tornou uma espécie de celeiro de novos artistas com o momento “Olho no Olho”, que encerra as noites de shows com pessoas da plateia mostrando canções próprias.



(Laura Lewer. https://guia.folha.uol.com.br/shows/2023/03/ conheca-o-tranquilo-projeto-musical-que-faz-shows-quase-secretosem-sp.shtml. Publicado em 17.03.2023. Adaptado.)



1 lineup: lista, sequência.

2 pocket show: apresentação de curta duração.

Considere o trecho do quarto parágrafo.



    “Então eu criei o evento pensando nesses artistas que têm qualidade, mas que, se não acharem palco, vão ficar eternamente parados.”



A reescrita desse trecho mantém o sentido original do texto na alternativa:

Alternativas
Q4113890 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.



Povo no Peru pintava os crânios de seus ancestrais




(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/ha-mil-anos-povo-no-peru-pintava-os-cranios-de-seusancestrais/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica o sentido conferido ao trecho em que ocorre a palavra “mas também” (l. 10).
Alternativas
Respostas
941: A
942: A
943: C
944: C
945: A
946: D
947: D
948: D
949: B
950: D
951: A
952: A
953: D
954: A
955: D
956: A
957: C
958: A
959: E
960: D