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Questões de Concurso Comentadas sobre uso dos conectivos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 3.635 questões

Q1867561 Português
Texto para o item. 


Internet: <https://invexo.com.br> (com adaptações).
Acerca da correção gramatical e da coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.

“mesmo com a pandemia” (linha 16) por apesar de a pandemia
Alternativas
Q1867503 Português
Texto para a questão. 


Gregório Duvivier. Ficaste na ronha, javardo: chega de aldrabice que isto
é batota e desenrascanço. In: Folha de S. Paulo,
30/11/2021 (com adaptações).
Mantendo-se os sentidos e as relações coesivas do texto, a expressão “ou melhor” (linha 26) poderia ser substituída pela palavra  
Alternativas
Q1864553 Português
O trecho “Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa” (linhas 6 e 7) poderia ser reescrito da seguinte maneira, mantendo-se sua correção gramatical e a coerência textual: Nunca havia sido nada na vida, tampouco admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. 
Alternativas
Q1862151 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Memória e excesso de estímulos

Atualmente, o que consideramos problemas de memória podem ser, na verdade, reflexo de um mundo moderno e cada vez mais acelerado.


Drauzio Varella – 30/04/21


Uma das queixas mais frequentes que os médicos ouvem atualmente é a falta de memória. Antes, você via pessoas de idade se queixando: “Minha memória não é mais como no passado”. Hoje, você vê jovens, mulheres e homens de 30 e poucos anos se queixando de que a memória anda péssima, que não conseguem se lembrar das coisas, que não conseguem guardar mais o número de nenhum telefone.

[...]


Nós vamos falar sobre esse problema hoje com um neurologista que é membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), escritor, tem quatro livros publicados e um deles é sobre a memória. Nós vamos conversar com o Dr. Leandro Telles.


Drauzio Varella: Leandro, seja bem-vindo! Eu queria que você começasse pelo básico mesmo: como é que funciona a memória?


Dr. Leandro Telles: É um prazer. Esse tema é importante, moderno, palpitante e a gente tem se debruçado na compreensão justamente da interação entre o cérebro e o novo mundo criado, em parte, por esse mesmo cérebro. A gente vive tempos acelerados, onde o grau de expectativa é bastante alto. Existe, como você muito bem colocou, uma terceirização intelectual. A gente está deixando que outras estruturas façam o papel que antigamente era feito pelo cérebro.


A memória é uma das funções mais nobres, mais complexas, mais diferenciadas do cérebro humano. A memória é a cola do tempo. É o que cria a condição de passado, presente e futuro. É o que dá sentido às atividades vigentes. O cérebro reserva um terço da sua massa encefálica para poder criar essa pequena cicatriz neuronal e fazer a gente sentir de novo, na ausência do estímulo que deu origem. A gente é capaz de ter uma biografia. No fundo, é um grande patrimônio de vida.


Eu sempre falo que a memória não é uma função, é uma sequência de funções. Você precisa de uma boa vivência. Essa vivência precisa ser profunda, complexa, com tempo. Você tem que ter uma boa atenção, uma capacidade de perceber aquele estímulo e atribuir um grau de relevância e depois consolidar essa informação para que ela possa ser carregada por anos, por décadas ou por uma vida inteira. É como se fosse uma corrida de obstáculos, onde você tem várias subfunções.


No fundo, todo mundo fala: “Eu esqueço”. Mas cada um tem um problema em uma área desta cadeia. Às vezes, realmente, a vivência está pobre. Às vezes, o cérebro não está saudável, descansado ou emocionalmente estável. Às vezes, é a atenção que foi sobrecarregada ao extremo. E, às vezes, o problema está, sim, no próprio mecanismo da fixação, como a gente vê nas demências e nas doenças cerebrais mais graves. Mas compreendê-la como uma cadeia de eventos ajuda a entender o tipo de disfunção daquele caso.


Adaptado https://drauziovarella.uol.com.br
Mas cada um tem um problema em uma área desta cadeia.” 7º§
A palavra destacada expressa uma ideia de:
Alternativas
Q1860657 Português
Lei o texto a seguir

DO TEMPO

    Faz alguns anos tive, num sonho, um vislumbre de uma escultura interminável de corpos humanos entrelaçados emergindo muito abaixo de mim e perdendo-se no infinito acima de minha cabeça.
    Talvez seja um dos significados da existência nossa: encadeamento e continuação. Como um novelo desenrolando-se incessantemente, todos nascendo uns dos outros, uns por cima dos outros, cada um estendendo as mãos para o alto um milímetro mais e mais e mais: somos novelo e fio ao mesmo tempo.
    Meu gesto repete o de uma de minhas antepassadas; meu riso será o de algum descendente meu, que jamais conhecerei, o fio primeiro de minhas ideias nasce de outro pensamento milênios atrás, e continuará se desenrolando depois que eu tiver deixado de existir há séculos. Em meus filhos e netos, vejo com surpresa a repetição de um jeito de falar, de pensar, de virar o rosto, a figura toda, a mão, de quem me antecedeu. É a noção de um tempo que não flui como o imaginamos, esse tempo medido e calculado.
    Ele é pulsação, surpresa.
     Às vezes suspiramos pelo conforto que, vista de longe, parecia ser a vida quando tudo era mais limitado e certo: menos opções, menos possibilidade de erro. Temos de aprender a conviver com essas novas engrenagens de tanta surpresa e perplexidade, mas tanta maravilha. Temos de estar mais alertas do que décadas atrás, quando a vida era – ou hoje nos parece – tão mais simples: precisamos estar mais preparados, para que ela não nos dilacere.
    Temos de ser múltiplos, e incansáveis.
    Que cansaço.
    Pois a vida não anda pra trás: o preço da liberdade são as escolhas com seu cortejo de esperança, entusiasmo, hesitação e angústia – para que se criem novos contextos e se realizem novas adaptações, que podem não ser estáveis.
     As inovações, a corrida do tempo e as possibilidades aparentemente infinitas já nos puxam pela manga e nos convidam para outra ciranda de mil receitas: vamos ser inventivos, vamos ser produtivos e competentes, felizes a qualquer preço na companhia de todos os deuses e demônios nessa sarabanda.
    Fora dela, nos dizem, restam o tédio, a paralisia ou o desespero. Será mesmo assim?
    Ou ainda existem, e podemos descobrir, lugares ou momentos de tranquilidade onde se realiza a verdadeira criatividade, onde podemos expandir a mente, onde podemos amar as pessoas, onde podemos contemplar a natureza, a arte, e os rostos amados, e construir alguma paz interior? Creio que sim.
    Para que as emoções e inquietações positivas da alma não entrem em coma antes que termine de definhar o corpo.

(Lya Luft - as coisas humanas – 1ª edição – Editora Record – Rio de Janeiro. São Paulo – 2019)
“Temos de aprender a conviver com essas novas engrenagens de tanta surpresa e perplexidade, mas tanta maravilha.” O termo sublinhado pode ser substituído sem perda semântica por
Alternativas
Q1859945 Português

    A tecnologia finalmente está derrubando os muros do tradicionalismo que envolve o mundo do direito. Cercado de costumes e hábitos por todos os lados, o direito e seus operadores têm a fama de serem apegados a formalismos, praxes e arcaísmos resistentes a mudanças mais radicais. São práticas persistentes, passadas adiante por gerações e cultivadas como se necessárias para manter a integridade e a operacionalidade costumeira do sistema.

     Nem mesmo o hermético universo do direito resistiu às mudanças tecnológicas trazidas pela rede mundial de computadores e pela possibilidade do uso de softwares de inteligência artificial para análise de grandes volumes de dados. Novidades cuja aplicação foi impulsionada pelo incessante crescimento de demandas judiciais e pela necessidade de implementar e efetivar o sistema de precedentes qualificados. Todas essas inovações, sem dúvida nenhuma, transformaram o sistema de justiça como o conhecíamos e o cotidiano dos operadores do direito.

     O direito, o processo decisório e os julgamentos são eminentemente de natureza humana e dependem do ser humano para serem bem realizados. Assim, mesmo que os avanços tecnológicos sejam inevitáveis, todas as inovações eletrônicas e virtuais devem sempre ser implementadas com parcimônia e vistas com muito cuidado, não apenas para sempre permitirem o exercício de direitos e garantias, mas também para não restringirem — e, sim, ampliarem — o acesso à justiça e, sobretudo, para manterem a insubstituível humanidade da justiça.

Rafael Muneratti. Justiça virtual e acesso à justiça. In: Revista da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, ano 12, v. 1, n.º 28, 2021 (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item a seguir. 

No final do último parágrafo, a palavra “sobretudo” poderia ser substituída por mormente, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original do texto.

Alternativas
Q1859773 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Para responder à questão, considere o seguinte fragmento do texto:
Quanto mais sistêmica e crítica for nossa visão sobre o que criamos, produzimos e consumimos, mais conscientes serão nossas escolhas, mais sustentáveis os nossos hábitos e consequentemente melhor será o mundo em que vivemos’.
O uso da expressão ‘Quanto mais... mais’ no período acima denota ideia de:
Alternativas
Q1859772 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Observe o seguinte fragmento do texto: ‘Observar a inquietude por esse ângulo de "potência a ser revelada" pode nos levar além, pois revela a direção de para onde nossa alma está apontando para criar e atuar’ (l. 13-15) e as seguintes propostas de reescrita:
I. Observar a inquietude por esse ângulo de "potência a ser revelada" deve levar nos além, visto que revela a direção de para onde nossa alma está apontando para criar e atuar.
II. Revelar a direção de para onde nossa alma está apontando para criar e atuar, nos fará observar a inquietude por esse ângulo de "potência a ser revelada", podendo nos levar aquém.
III. Observar a inquietude por esse ângulo de "potência a ser revelada" pode nos levar além, porque mostra a direção de para onde nossa alma está apontando para que criemos e atuemos.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q1859768 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Em relação à frase: ‘Profissionalmente, é comum buscarmos direcionamento olhando para o que nos apaixona’ (l. 16), afirma-se que:
I. A vírgula é utilizada para separar um adjunto adverbial, entretanto, em virtude da brevidade do termo, poderia ser suprimida.
II. O fragmento é constituído por um período composto por subordinação.
III. A substituição de ‘olhando’ por ‘conquanto olhamos’ mantém a mesma relação de sentido expresso no fragmento original.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q1859482 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Investimento em educação e ciência
Por RUY ALTENFELDER - Curador dos Prêmios Fundação Bunge, presidente do Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) e presidente da Academia de Letras Jurídicas

A contenção do aquecimento global, cujos efeitos já podemos sentir nos dias de hoje, é o grande desafio das próximas gerações. Para frear o desequilíbrio ambiental, precisaremos de combustíveis menos poluentes, de novas técnicas agrícolas, de novas fontes de energia. Teremos que inventar modelos urbanos, econômicos e sociais mais sustentáveis. Estamos na antessala de um rearranjo completo das cadeias produtivas globais e do nosso próprio modo de vida, desafios que só serão superados com base em novos conhecimentos e novas tecnologias.
O investimento em educação e ciência, portanto, nunca foi tão importante. Avanço científico e progresso social sempre foram fenômenos indissociáveis, mas nota-se agora que a própria sobrevivência da espécie humana está em jogo. Sociedades que valorizam a ciência são aquelas com melhores chances de encontrar soluções para os grandes desafios deste século.
A pandemia de covid-19 deu uma amostra disso. Graças à ciência, conseguimos mapear a evolução do vírus e desenvolver vacinas em tempo recorde, as quais vêm reduzindo drasticamente o número de mortes e oferecendo uma rota de saída para a pandemia.
Investir em ciência não é um gasto, mas uma aposta no futuro. No médio e longo prazos, não há aplicação que traga tanto retorno, inclusive financeiro, quanto a valorização do trabalho dos cientistas.
Tecnologias inovadoras podem se tornar negócios bilionários, além de serem decisivas, como vimos, para a construção de um presente sustentável para toda a humanidade.
[...]
Diante de problemas ambientais, sociais e sanitários cada vez mais complexos, infelizmente ainda temos dificuldade para compreender o trabalho do cientista como essencial ao desenvolvimento nacional e até à nossa sobrevivência.
Investir em ciência é garantir que estaremos à altura dos grandes desafios que este século nos reserva.
Quanto antes aprendermos essa lição, mais chances teremos de construir um futuro próspero e sustentável para todos os brasileiros.
postado em 17/11/2021 – texto adaptado
https://www.correiobraziliense.com.br
“Quanto antes aprendermos essa lição, mais chances teremos de construir um futuro próspero e sustentável para todos os brasileiros.” 6º§
Na estruturação desse período, o autor usou um conector discursivo com ideia de: 
Alternativas
Q3224466 Português

Texto para responder a questão.


    Às vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.

    Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass- -media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.

    Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.

    Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.


(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)

Alguns elementos são empregados no texto com o objetivo de estabelecer conexões entre as ideias que são introduzidas, assim como realizar a sua manutenção. A partir de tal consideração, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2668268 Português

Analise as três orações.


1. As suspeitas recaíam sobre um turista, com um forte sotaque germânico.

2. O rapaz apreendido sequer conhecia o bê-a-bá do alemão.

3. Não demonstrava a menor preocupação.


Considerando a necessidade de unir as três orações, criando entre elas apenas relações de coordenação, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2423196 Português

Considerando o contexto do excerto a seguir, assinale a única alternativa que NÃO substitui adequadamente o conectivo em destaque:


“Fica permitido o turismo em terras indígenas, organizado pela própria comunidade, sendo admitida a celebração de contratos para a captação de investimentos de terceiros. Por outro lado, fica vedada a qualquer pessoa estranha às comunidades a prática de caça, pesca, extrativismo ou coleta de frutos, salvo se relacionada ao turismo organizado pelos próprios indígenas.”


Fonte: Agência Câmara de Notícias. Disponível em:

https://www.camara.leg.br/noticias/779075-ccj-

conclui-votacao-de-projeto-sobre-de-

marcacao-deterras-indigenas

Alternativas
Q2423193 Português

Assinale a única alternativa que NÃO substitui a palavra em destaque adequadamente no trecho da música a seguir: “Mas que nada um samba / Como este tão legal / Você não vai querer / Que eu chegue no final [...]”. (“Mas que nada”, por Jorge Ben Jor)

Alternativas
Q2420297 Português

No que tange a Classes das palavras, avalie as seguintes afirmações:


I. Uma mesma palavra, como, por exemplo, o substantivo ‘estudo’, dependendo do contexto, pode pertencer à classe gramatical distinta.

II. As preposições são conectivos subordinativos; antepõem-se a termos dependentes (objetos indiretos, complementos nominais, adjuntos, etc.) e a orações subordinadas; e estabelecem entre os termos as mais diversas relações.

III. Numerais são palavras que exprimem ordem e quantidade, sendo flexionados em gênero e número. Como exemplo, tem-se: último, penúltimo e antepenúltimo.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2412372 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.



A REDENÇÃO DAS MALDITAS.


As usinas nucleares podem ser a solução para um mundo poluído que precisa de energia limpa, mas, se quiserem continuar a existir, elas terão de se reinventar.


Trinta e cinco anos depois do maior acidente nuclear da história, , na cidade de Chemobyl, na Ucrânia, então parte da União Soviética, seus impactos ainda são sentidos. Em abril de 1986, uma sucessão de falhas técnicas e erros humanos resultou na explosão de um reator na usina, que acabou por espalhar radiação pela região, ameaçando toda a Europa. Parcialmente ocultado pelas autoridades soviéticas à época, o vazamento poderia ter sido muito pior se um grupo de trabalhadores locais não tivesse sacrificado a saúde - e em muitos casos a própria vida - para isolar o reator. Apesar disso, uma área de 2600 quilômetros quadrados, mais que o dobro da cidade do Rio de Janeiro, continua inabitável. No entanto, mesmo à sombra deste caso - e de outro desastre igualmente grave ocorrido em Fukushima, no Japão, dez anos atrás -, as usinas nucleares ainda pulsam: respondem atualmente por cerca de 10% da eletricidade do planeta, suprindo lares, escritórios, hospitais e fábricas em diversas partes do mundo. São tidas como uma fonte energética que confere estabilidade à malha elétrica, evitando os chamados apagões.

As usinas nucleares são como grandes chaleiras que produzem vapor de água e, assim, movimentam turbinas para gerar eletricidade. O calor, no entanto, não vem do fogo, mas da fissão controlada de átonos de urânio. Existem hoje 440 reatores em funcionamento em 32 países, incluindo o Brasil. China e Índia pretendem construir novos reatores, assim como Estados Unidos, Reino Unido e Finlândia. A ascensão de fontes alternativas, como as energias eólica e solar, ampliou o leque de opções, mas as usinas nucleares continuam sendo, para muitos países, sinônimo de energia limpa, já que não emitem gases de efeito estufa. Segundo a Agência Internacional de Energia, os reatores atômicos evitaram, nos últimos cinquenta anos, a descarga de 60 gigatoneladas de CO2 na atmosfera, o que talvez justifique o posicionamento da França quanto às usinas nucleares, ora neutro, ora a favor: o país é o segundo maior gerador de eletricidade a partir delas, atrás apenas dos Estados Unidos.

Os detratores das usinas nucleares costumam apontar o risco sempre presente de contaminação tanto por acidente quanto pelo descarte de combustível, capazes de provocar incontáveis mortes. Os números, porém, dizem o contrário: segundo levantamentos recentes, o carvão e o petróleo são responsáveis, respectivamente, por 24,6 e 38,4 mortes por terawatt de energia fornecida, enquanto a energia nuclear teria provocado 0,07 morte por terawatt - incluindo na conta as tragédias de Chernobyl e Fukushima. Já para o lixo atômico, um subproduto inevitável da operação, existem rigorosas regras de estocagem e reciclagem que têm funcionado a contento.

Uma alternativa às grandes usinas, que custam caro, levam tempo para ser construídas e exigem rigorosa manutenção, seriam os small modular reactors, reatores modulares pequenos, quase totalmente automatizados, sem necessidade de armazenamento externo e transporte de lixo atômico. Trata-se de uma opção que tem atraído alguns dos mais prestigiados cérebros do planeta. Hoje, a empresa TerraPower - que tem Bill Gates, fundador da Microsoft, como presidente do conselho - está desenvolvendo um dos pequenos reatores mais avançados, capaz de alimentar a rede de uma cidade de 200000 habitantes.

Por aqui, as usinas de Angra I e Il, no Estado do Rio de Janeiro, geram cerca 3% de energia elétrica consumida no Brasil. A construção de Angra III foi interrompida em 2015 e ainda aguarda investimentos para ser finalizada. Segundo Leonam dos Santos Guimarães, presidente da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, as instalações de Angra Ill estão preservadas, faltando apenas 40% para sua conclusão. “Não dá para pensar em um mundo descarbonizado sem energia nuclear”, disse o executivo a VEJA, corroborando a opinião de outros especialistas. O Brasil ainda demandará muita energia para crescer e, em algum nível, dependerá das usinas nucleares, sejam elas pequenas ou grandes. Implementá-las de forma segura será o enorme desafio.

Fonte: VEJA,14 DE ABRIL,2021.

A função semântica do conectivo está corretamente analisada em:

Alternativas
Q2100036 Português
CCR vence leilão da BR-101 Sul com tarifa básica de pedágio de R$ 1,97

O Grupo CCR, antiga Companhia de Concessões Rodoviárias, foi o vencedor do leilão da concessão do trecho sul da BR-101, em Santa Catarina. Ele vai administrar por 30 anos um trecho de 220 quilômetros da rodovia entre as cidades de Paulo Lopes, próximo a Florianópolis, e São João do Sul, na divisa com o Rio Grande do Sul. O leilão foi realizado na manhã desta sexta-feira (21), na B3 (Bolsa de Valores), em São Paulo.

A proposta vencedora ofereceu a menor tarifa básica de pedágio: R$ 1,97012. A rodovia terá quatro praças de pedágio. O edital previa que a tarifa máxima de pedágio que poderia ser cobrada era de R$ 5,19. O Grupo CCR propôs uma tarifa 62,04% menor do que o teto e, por isso, venceu o leilão. Já a EcoRodovias e o consórcio Way ofereceram uma tarifa de pedágio de R$ 2,51016 e R$ 4,35985, respectivamente, ofertas apenas 51,63% e 16% menores que o teto, e perderam a disputa. […]

A empresa vencedora poderá instalar quatro praças de pedágio ao longo da rodovia: nos quilômetros 298, no município de Laguna; 346, em Tubarão; 408, em Araranguá; e 460, em São João do Sul.

Para esta concessão, haverá regras mais rígidas para alterações contratuais de valores, segundo o Ministério da Infraestrutura. Eventuais alterações serão feitas por meio de revisões quinquenais. Também haverá a introdução de um mecanismo de risco compartilhado entre concessionária e poder concedente para a execução de obras de manutenção de nível de serviço (faixas adicionais), caso gatilhos de tráfego sejam acionados.

A empresa que venceu o leilão ganhou o direito de administrar a rodovia por 30 anos.

Serão R$ 3,376 bilhões para investimentos e melhorias e R$ 3,99 bilhões em conservação, operação e monitoramento do trecho.

Entre as obras obrigatórias a serem executadas estão 70 quilômetros de vias marginais; 98,3 quilômetros de terceira faixa até o 25º ano da concessão; 25 pontos de ônibus; e 18 passarelas. O edital prevê, ainda, que 100% do trecho será monitorado por meio de câmeras, painéis de mensagem e sensores de tráfego. O trecho concedido já é totalmente duplicado.

Também está previsto um centro de controle para apoio das equipes de atendimento médico de emergência, atendimento mecânico e atendimento aos demais incidentes na via. O serviço de atendimento ao usuário contará com quatro ambulâncias, duas UTIs móveis, três guinchos leves, dois guinchos pesados e dois caminhões-pipa. […]

Segundo o Ministério da Infraestrutura, a concessão da BR-101 vai gerar quase 4 mil empregos diretos e indiretos. É esperado, também, um retorno de R$ 645 milhões aos cofres dos 17 municípios que são cortados pela rodovia por meio da arrecadação da alíquota de ISS (Imposto sobre Serviços). […]


Disponível em: < https://agorasul.com.br/ccr-vence-leilao-da-br101-sul-com-tarifa-basica-de-pedagio-de-rdollar-197/>. Acesso em: 24 fev. de 2020. Publicado em 21/02/2020. [Adaptado].
Considerando o que se afirma no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2086129 Português
Assinale a alternativa cuja expressão em destaque pode ser substituída pela expressão entre parênteses, sem gerar alteração na relação semântica entre os segmentos que conecta.
Alternativas
Q2086127 Português
Assinale a alternativa cujo termo em destaque NÃO pode ser substituído pelo termo entre parênteses, por gerar alteração de sentido do enunciado.
Alternativas
Q2086125 Português

INSTRUÇÃO: A questão diz respeito ao TEXTO 1. Leia-o atentamente para respondê-las.


TEXTO 1

China torce por Brasil no vôlei para terminar em 1º no quadro de medalhas


    O vôlei feminino do Brasil pode decidir o vencedor do quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Tóquio. A China chega ao último dia de competição com 38 medalhas de ouro, apenas duas a mais que os Estados Unidos. Por isso, uma vitória brasileira sobre as norte-americanas na decisão do vôlei pode fazer a diferença na contagem final. 
     [...]
    A China tenta ser primeira colocada em uma edição das Olimpíadas pela segunda vez na história. Os asiáticos só ficaram no topo do quadro de medalhas quando organizaram os Jogos, em Pequim-2008. O Brasil ocupa a 12ª colocação, com sete medalhas de ouro, quatro de prata e oito de bronze. Como disputa ainda duas finais (o vôlei e Bia Ferreira, no boxe), o país já garantiu um número recorde de 21 medalhas.

NÓBREGA, Gaspar. China torce por Brasil no vôlei para terminar em 1º no quadro de medalhas. Disponível em: https://www.uol.com.br/esporte/olimpiadas/ultimas-noticias/2021/08/07/china-torcepor-brasil-no-volei-para-terminar-em-1-no-quadro-de-medalhas.htm Acesso em: 07 ago. 2021.
Quanto aos recursos da conexão sintático-semântica, no texto
Alternativas
Respostas
1001: E
1002: D
1003: C
1004: C
1005: B
1006: C
1007: B
1008: C
1009: D
1010: E
1011: B
1012: B
1013: D
1014: A
1015: D
1016: B
1017: D
1018: A
1019: C
1020: B