Questões de Concurso
Sobre uso do ponto, do ponto de exclamação e do ponto de interrogação em português
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Texto 01
Nem toda zona de conforto é ruim
Sobre a organização morfossintática do trecho acima, analise as afirmativas a seguir.
I. O pronome demonstrativo “isso” foi usado como um elemento de coesão e remete a uma afirmação que está posposta a ele. II. A conjunção “Porque” poderia ser sido substituída por “entretanto”, sem que houvesse alteração semântica no trecho. III. A posição proclítica do pronome “me” é obrigatória segundo a norma, uma vez que o advérbio “sempre” é uma palavra atrativa. IV. O sinal indicativo de crase usado na palavra “àquele” se justifica pela fusão de a (preposição) com o “a” (artigo feminino). V. O ponto final depois de “demais” poderia ser substituído por vírgula, e a palavra “Porque” teria sua letra inicial minúscula.
Estão CORRETAS as afirmativas
Texto para o item.

Considerando os aspectos linguísticos e as ideias do texto, julgue o item.
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência
do texto caso o ponto final empregado após o termo
“porta” (linha 15) fosse substituído pelo sinal de ponto e
vírgula, feito o devido ajuste de letras maiúsculas e
minúsculas no período.
Texto para o item.

Rubem Braga. O Conde e o passarinho & Morro do isolamento.
Rio de Janeiro: Record, 2002. p.156-7.
Considerando os aspectos linguísticos e as ideias do texto, julgue o item.
Estariam preservados os sentidos e a correção
gramatical do texto caso o sinal de ponto final
empregado à linha 6 fosse substituído por vírgula, feito
o devido ajuste de letras maiúsculas e minúsculas.
( ) O travessão é usado para substituir parênteses, vírgulas e dois-pontos. ( ) O travessão é utilizado para indicar a mudança de interlocutor no diálogo. ( ) O travessão é empregado para realçar uma oração intercalada. ( ) O ponto de exclamação é usado em frases interrogativas (perguntas) diretas. ( ) O ponto de interrogação é usual no final de orações que exprimem espanto, surpresa, admiração. ( ) O ponto de exclamação é utilizado após frases imperativas.
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Em torno da pena de morte
Numa crônica anterior, comentei um crime bárbaro e evoquei figuras de criminosos repugnantes. Alguns leitores observaram que, de qualquer forma, explicações sociológicas ou psicológicas não valem como desculpas para crimes atrozes. E perguntaram: “Você é contra ou a favor da pena de morte?”
Imagine que um deus, um poder absoluto ou um texto sagrado declarem que quem roubar ou assaltar será enforcado, ou terá a mão cortada. Nesse caso, puxar a corda, afiar a faca ou assistir à execução seria simples, pois a responsabilidade moral do veredito não estaria conosco. Nas sociedades tradicionais em que a punição é decidida por uma autoridade superior a todos, as execuções podem ser públicas: a coletividade festeja o soberano que se encarregou da justiça – que alívio!
A coisa é mais complicada na modernidade, em que os cidadãos comuns (como você e eu) são a fonte de toda a autoridade jurídica e moral. Hoje, no mundo ocidental, se alguém é executado, o braço que mata é, em última instância, o dos cidadãos – o nosso. Mesmo que o condenado seja indiscutivelmente culpado, pairam mil dúvidas. Matar um condenado à morte não é mais uma festa, pois é difícil celebrar o triunfo de uma moral tecida de perplexidades. As execuções acontecem em lugares fechados, diante de poucas testemunhas: há uma espécie de vergonha. Essa discrição é apresentada como um progresso: os povos civilizados não executam seus condenados nas praças. Mas o dito progresso é, de fato, um corolário das incertezas éticas da nossa cultura.
São questões a considerar, creio, antes de responder à pergunta inicial, que me fizeram alguns leitores.
(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Terra de ninguém. São Paulo: Publifolha, 2004, p. 94-95)
No que se refere aos aspectos linguísticos e às ideias do texto, julgue o item.
O uso do ponto de exclamação ao longo do texto
expressa uma ideia de admiração.
Nunca esquecerá daquele sorriso, nem de seu egocentrismo. Nunca gastou um centavo sequer de seu bolso para suas despesas no armazém. Me impressiona o fato de que nem o dono da casa nem o hóspede se desentenderam em nada. Ninguém entendeu. Algum de nós falhou nessa impressão? Por outro lado creio, que pelas circunstâncias e características do hóspede, nosso julgamento foi precipitado.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao texto.
( ) Há no texto erro de regência verbal. ( ) Um vício de linguagem foi empregado. ( ) Não há problemas quanto à concordância verbal. ( ) A colocação pronominal obedece à norma padrão da língua. ( ) O uso da pontuação está adequado.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Na linha 27, a expressão “E isso” poderia, sem prejuízo da correção gramatical do texto e da coerência de suas ideias, ser substituída por o que, caso o ponto final empregado na linha fosse substituído por uma vírgula e caso fossem feitos os devidos ajustes de letras maiúsculas e minúsculas.
No quadrinho abaixo, os pontos de exclamação utilizados revelam:

Analise as afirmativas sobre o uso correto da pontuação do excerto apresentado.
I. Para se ter uma pausa maior e poder respirar mais profundamente é que se usa o ponto final. Conclui-se que, para o uso do ponto final, não há necessidade de se ater a regras de uso dessa pontuação.
II. Na separação de sujeito do seu verbo em uma mesma oração é que utilizamos a vírgula, sendo esse o caso mais prototípico (recorrente), ela deve ser ignorada nos demais usos.
III. Para indicar uma breve pausa que antecede a citação, explicação ou enumeração é que se utiliza o sinal de dois-pontos.
Estão corretas as afirmativas:
