Questões de Concurso Sobre uso da vírgula em português

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Q1676116 Português

       Desde fim dos anos 80 do século passado, o efeito estufa como ameaça ecológica número um não é mais contestado. Embora não se possa provar, irrefutavelmente, que o aumento até agora medido das temperaturas anuais médias (em torno de um grau nos últimos cem anos) se refere ao desenvolvimento humano, essa suposição tem, no entanto, muita probabilidade de ser correta — de tal forma que seria irresponsabilidade deixar as coisas seguirem seu curso. Um primeiro sinal de que o clima mundial já começou a mudar é o aumento de anomalias meteorológicas — ciclones, períodos de seca e trombas-d’água diluvianas — desde os anos 90 do século passado.

    

     Os limites do crescimento marcam uma espécie de escassez, embora no mercado não se tornem imediatamente notados como tais. A atmosfera, por exemplo, não funciona como um reservatório, que um dia esvaziará e outro dia será novamente enchido por bombeamento (a isso, o mercado poderia ao menos reagir em curto prazo), mas como um mecanismo que, lenta mas inexoravelmente, terá efeito retroativo em nossas condições de vida, comparável a um parafuso de rosca que se aperta sempre mais.

     

       O limite do demasiado é invisível e também não pode ser determinado diretamente por experimentos. Assim como, ao se escalarem montanhas, o ar cada vez mais rarefeito nas alturas desafia os alpinistas diferenciadamente — uns mais, outros menos —, a fauna e a flora, em regiões diferenciadas, reagem diferentemente ao aquecimento da atmosfera. Uma das preocupações mais sérias é provocada pela velocidade com que já está ocorrendo a mudança climática. Se ela não for eficazmente freada, poderá exigir demasiado da capacidade adaptativa de muitas espécies.


Thomas Kesselring. Depois de nós, o dilúvio. A dimensão do meio ambiente. In: Ética, política e desenvolvimento humano: a justiça na era da globalização. Benno Dischinger (Trad.). Caxias do Sul, RS: Educs, 2007, p. 222 (com adaptações).

Em relação aos aspectos linguísticos e às ideias do texto apresentado, julgue o item a seguir.


A correção gramatical e a coerência do texto seriam preservadas caso fosse suprimida a vírgula empregada logo após o vocábulo “como”, no segundo período do último parágrafo.

Alternativas
Q1675720 Português
Marque a alternativa que está CORRETA, considerando o uso adequado de vírgula e de ponto e vírgula.
Alternativas
Q1674465 Português
Assinale a alternativa em que há erro de pontuação:
Alternativas
Q4432275 Português

Proclamado em 2019 pela UNESCO (1) 5 de maio é o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Uma data que reverencia a nossa língua comum (2) falada por mais de 260 milhões de pessoas (3) nos 5 continentes. Em seu segundo ano de celebração (4) o Instituto Camões coordenou uma programação de atividades em 44 países. Conferências (5) concursos literários e iniciativas acadêmicas (6) irão transbordar de sotaques e saberes (7) essa língua (8) que é tão nossa e tão de todos.



Assinale a alternativa na qual todos números entre parênteses representam a colocação correta da vírgula:

Alternativas
Q4372486 Português
Assinale a alternativa em que a vírgula foi empregada inadequadamente: 
Alternativas
Q4371311 Português

Dadas as sentenças:



I. À noite, faço aulas de natação.


II. Foi à janela, olhou, retornou assustada.


III. Ela só pensava uma coisa, que não retornaria.



Sobre o emprego da vírgula: 

Alternativas
Q4356579 Português

TEXTO 02

O texto abaixo servirá de base para responder à questão.


https://tirasarmandinho.tumblr.com/

Assinale a alternativa que justifica corretamente o emprego da vírgula na frase "Então solta, pai". 
Alternativas
Q4356578 Português

TEXTO 02

O texto abaixo servirá de base para responder à questão.


https://tirasarmandinho.tumblr.com/

Sobre a pontuação utilizada nas falas das personagens, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4343085 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.



Sobre sinais de pontuação do texto, analise as assertivas abaixo:



I. Na linha 01, a vírgula em destaque deve ser retirada, pois está separando o sujeito do verbo.


II. Os travessões das linhas 30 e 31 podem ser substituídos por parênteses, mantendo a correção do período.


III. Os dois-pontos da linha 37 foram usados para anunciar uma fala.



Quais estão INCORRETAS?

Alternativas
Q4343084 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.



Na frase “O formato da Terra, por exemplo, deixou muita gente em dúvida milhares de anos atrás”, as vírgulas foram empregadas para separar:
Alternativas
Q4336267 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


Captura_de tela 2026-09-28 112821.png (482×617)

(Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/um-pais-que-taxa-livros-impede-que-o-conhecimentocircule-e-sai-no-prejuizo/ – Texto especialmente adaptado para esta prova.)
Sobre os sinais de pontuação destacados no texto, analise as seguintes assertivas:

I. A vírgula da linha 06 justifica-se por separar termos de mesma função sintática.
II. A vírgula da linha 16 justifica-se por introduzir um aposto.
III. A virgula da linha 28 justifica-se por introduzir uma oração adjetiva explicativa.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4269970 Português

Leia atentamente o seguinte período:


"O presidente e o vice de finanças do clube, jamais negaram a prioridade em pagar as dívidas da agremiação".


No período lido, a vírgula está mal colocada por separar:

Alternativas
Q4166867 Português

Leia o trecho abaixo e, em seguida, responda ao que se pede.


Manchas de óleo chegaram à Praia dos Carneiros________ uma das principais e mais visitadas do Estado________em Tamandaré________no Litoral Sul de Pernambuco________na manhã desta sexta-feira (18) ________A informação foi confirmada pela Secretaria de Meio Ambiente de Pernambuco________


(Disponível em <https://folhape.com.br/noticias/noticias/meio-ambiente/2019/10/18/NWS,120217,70,645,NOTICIAS,2190-MANCHAS-OLEO-CHEGAMPRAIA-DOS-CARNEIROS-TAMANDARE.aspx> Acesso em 18/10/19).


Em sequência, as pontuações que completam CORRETAMENTE essas lacunas são:

Alternativas
Q2687662 Português

Nas frases:


Carolina, pode telefonar agora.

Carolina pode telefonar agora.


Considerando “a pontuação”, a diferença de sentido entre as frases é:

Alternativas
Q2685469 Português

Na fala do aluno “Sim, professora...”, a vírgula está justificada por:

Alternativas
Q2094172 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

O que faz um bom orientador educacional
(Disponível em: https://escolasexponenciais.com.br/inovacao-e-gestao/o-que-faz-o-orientadoreducacional/ - texto especialmente adaptado para esta prova.)
Sobre o uso de pontuação no texto, analise as assertivas abaixo:
I. A vírgula da linha 08 separa uma oração reduzida de gerúndio.
II. As duas vírgulas da linha 19 separam um aposto explicativo.
III. As duas vírgulas da linha 28 separam um adjunto adverbial deslocado.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q2027764 Português
Assinale a alternativa que apresenta o sinal de pontuação que substitui corretamente a figura da linha 12.
Alternativas
Q1817656 Português
   Em maio, encerrei uma palestra sobre a Amazônia e a criação de futuro, na universidade de Harvard, nos Estados Unidos, afirmando que a esperança, assim como o desespero, é um luxo que não temos. Com um planeta superaquecendo, não há tempo para lamentações e para melancolias. Precisamos nos mover, mesmo sem esperança. Assim que terminei, um grande empresário brasileiro fez uma manifestação em defesa da esperança e foi aplaudido entusiasticamente por parte da plateia. A esperança, e não a destruição acelerada da Amazônia ou a emergência climática global, foi o assunto do debate que veio a seguir. Alguns entenderam que eu era uma espécie de inimiga da esperança e, portanto, uma inimiga do futuro (deles). A reação é reveladora de um momento em que a novíssima geração, a das crianças e adolescentes, tem enfiado o dedo na cara dos adultos e mandado eles crescerem.
   A esperança tem uma longa história, e espero que algum dia alguém a escreva. Das religiões à filosofia, do marketing político ao mundo das mercadorias do capitalismo. Num planeta com chão cada vez mais movediço, em que os estados-nação se desmontam, a esperança tem progressivamente ocupado o lugar da felicidade como um ativo de mercado. Lembram que até bem pouco tempo atrás todo mundo era obrigado a ser feliz? E quem afirmava não ser tinha uma deformação de alma ou estava doente de depressão?
   A “felicidade” como mercadoria já foi bem dissecada por diferentes áreas do conhecimento e pela experiência cotidiana de cada um. Convertida em produto do capitalismo, no qual era objeto de consumo que supostamente se garantia por mais consumo, hoje perdeu valor de mercado, ainda que continue eventualmente a abarrotar as prateleiras de livros de autoajuda. A esperança vai ocupando o seu lugar num momento em que o futuro se desenha sombriamente como um futuro num planeta pior.
   O que levei para a parte final da minha palestra foi o que me parece o mais fascinante desta época: aquela que talvez seja a primeira geração sem esperança. Ao mesmo tempo, é também a geração que rompeu o torpor desse momento histórico marcado por adultos infantilizados, que alternam paralisia e automatismo, também no ato de consumir. Ao romper o torpor, essa geração deu esperança à geração de seus pais. O impasse em torno da esperança é revelador do impasse entre a geração que levou ao paroxismo o consumo do planeta, a dos pais, e a geração que vai viver no planeta esgotado por seus pais.
   A geração sem esperança tem a imagem de Greta Thunberg, a garota sueca que, em agosto do ano passado, com apenas 15 anos, iniciou uma greve escolar solitária em frente ao parlamento em Estocolmo. E, de lá para cá, já inspirou duas greves globais de estudantes pelo clima, levando  para as ruas do mundo centenas de milhares de crianças e adolescentes em cada uma delas. Greta, que se tornou uma das pessoas mais influentes do planeta em menos de um ano, comparando-se com as virtudes geralmente atestadas por autoridades internacionais, é reconhecida por declarações tão brilhantes quanto afiadas. Em uma delas, responde aos adultos que olham extasiados para seu rosto de boneca de souvenir e confessam de olhos úmidos que ela e sua geração os enche de esperança. A adolescente, hoje com 16 anos, diz: “Nossa casa está em chamas. Eu não quero a sua esperança, não quero que vocês sejam esperançosos. Eu quero que vocês entrem em pânico, quero que vocês sintam o medo que eu sinto todos os dias. Eu quero que vocês ajam, que ajam como se a casa estivesse em chamas, porque ela está”.
   Em vez de recusar o que ela diz, os adultos deveriam escutá-la com toda a atenção. O que testemunhamos é talvez a primeira geração a perceber que não tem tempo para esperar os pais resolverem o problema que até hoje só agravaram – e muito. Penso que, diante do impossível, precisamos criar um ser novo, fazer algo que nunca fizemos, nos arriscar a ser o que não sabemos. O futuro precisa também se desinventar como conceito de futuro para voltar a ser imaginado. Ou o futuro precisa se descolar dos conceitos hegemônicos de futuro para se abrir a outras possibilidades de ser pensado como futuro. Talvez não tenha nem mesmo o nome de futuro, mas outros. Esse futuro desinventado de futuro está sendo tecido por experiências de minorias vindas de outros territórios cosmopolíticos. Entre tantas más notícias, há uma ótima: por caminhos surpreendentes, a nova geração de suecas está vindo como índio.
(Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em: https:// brasil.elpais.com/brasil/2019/06/05/politica/1559743351_956676.html. Acesso em: 12/12/2019.)
No fragmento “Alguns entenderam que eu era uma espécie de inimiga da esperança e, portanto, uma inimiga do futuro (deles).” (1º§), as vírgulas foram usadas para separar uma:
Alternativas
Q1814622 Português

A Amazônia é o centro do mundo

 

    Eu quero começar lembrando onde nós estamos. E quero lembrar que nós estamos no centro do mundo. Essa não é uma frase retórica. Também não é uma tentativa de construir uma frase de efeito. No momento em que o planeta vive o colapso climático, a floresta Amazônica é efetivamente o centro do mundo. Ou, pelo menos, é um dos principais centros do mundo. Se não compreendermos isso, não há como enfrentar o desafio do clima.

    Esta é justamente a razão de colocarmos o nosso corpo aqui, nesta cidade, Manaus, capital do Amazonas, estado do Brasil, país que abriga cerca de 60% da Amazônia. Manaus é tanto uma floresta em ruínas como as ruínas de uma ideia de país. Manaus pode ser vista como a escultura viva de um conflito iniciado em 1500, com a invasão europeia que causou a morte de centenas de milhares de homens e mulheres indígenas e a extinção de dezenas de povos. Neste momento, em 2019, testemunhamos o início de um novo e desastroso capítulo.

    O Brasil é um grande construtor de ruínas. O Brasil constrói ruínas em dimensões continentais desde que começou a ser inventado pelos europeus no século 16. Para sermos capazes de resistir nós precisamos nos tornar floresta — e resistir como floresta. Como floresta que sabe que carrega consigo as ruínas, que carrega consigo tanto o que é quanto o que deixou de ser. Parece-me que é a esse sentimento afetivo que precisamos dar forma para dar sentido à nossa ação. Para isso temos que deslocar algumas placas tectônicas de nosso próprio pensamento. Temos que descolonizar a nós mesmos.

    O fato de a Amazônia ainda ser vista como um longe e também — ou principalmente — como uma periferia dá a dimensão da estupidez da cultura ocidental branca, de matriz primeiro europeia e depois norte-americana, essa estupidez que molda e dá forma às elites políticas e econômicas do mundo e também do Brasil. E, em parte, também às elites intelectuais do Brasil e do planeta. Acreditar que a Amazônia é longe e que a Amazônia é periferia, quando qualquer possibilidade de controle do aquecimento global só é possível com a floresta viva, é uma ignorância de proporções continentais. A floresta é o perto mais perto que todos nós aqui temos. E o fato de muitos de nós nos sentirmos longe quando aqui estamos só mostra o quanto o nosso olhar está contaminado, formatado e distorcido. Colonizado.

    Dias atrás eu conversava com procuradores e defensores públicos que chegaram há pouco em cidades do interior amazônico. Era o primeiro posto deles. Porque essa é a lógica. A Amazônia é o epicentro dos conflitos, mas, para fiscalizar o Estado e defender os direitos dos maisdesamparados, as instituições mandam os sem nenhuma experiência. Alguns deles — não todos — interpretam que estão sendo enviados a uma região amazônica como um teste ou mesmo um castigo, um calvário que precisam passar antes de ter um posto “decente”. Parte deles — não todos — não vê a hora de ter o que é chamado de “remoção” e deixar essa bad trip para trás. E não é culpa deles, ou não é só culpa deles, porque essa é a lógica das instituições, este é o olhar para a Amazônia. Felizmente alguns deles percebem à importância do seu papel, aprendem, compreendem, permanecem e se tornam servidores públicos essenciais para a luta pelos direitos em regiões onde os direitos pouco ou nada valem.

    Lembrei a eles que, como eu, eram privilegiados. Eles estavam justamente no centro do mundo. Eles estavam no melhor lugar para se estar para quem tinha escolhido aquela profissão. Mas teriam que se esforçar muito para superar a sua ignorância, como eu me esforço todos os dias para superar a minha. Era a população local, eram os povos da floresta que teriam de ter enorme paciência para explicar a eles o que precisam saber, já que pouco ou nada sabem quando aqui chegam. O mesmo princípio vale para jornalistas e também para cientistas.

    Somos nós que precisamos da ajuda dos povos da floresta. É deles o conhecimento sobre como viver apesar das ruínas. São eles os que têm experiência sobre como resistir às grandes forças de destruição. Para que tenhamos alguma chance de produzir movimento de resistência precisamos compreender que, nesta luta, nós não somos os protagonistas.

 

(Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/09/opinion/1565386635_3112 70.html. Acesso em: 12/12/2019.)

Quanto ao excerto “E o fato de muitos de nós nos sentirmos longe quando aqui estamos só mostra o quanto o nosso olhar está contaminado, formatado e distorcido. Colonizado.” (4º§), assinale a alternativa que, ao ser modificada a sua pontuação, distorce o sentido original da mensagem.
Alternativas
Q1814320 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.

Caravelas-portuguesas são flagradas em praias
do litoral de SP e assustam banhistas
Animais foram flagrados nas praias de Praia Grande e Guarujá neste sábado (28)

Disponível em https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2019/12/28/caravelas-portuguesas-sao-flagradas-empraias-do-litoral-de-sp-e-assustam-banhistas.ghtml
Acessado em 28 de dezembro de 2019
Uma vírgula deveria ter sido empregada em
Alternativas
Respostas
3381: E
3382: A
3383: C
3384: A
3385: B
3386: B
3387: E
3388: C
3389: D
3390: D
3391: D
3392: C
3393: E
3394: B
3395: B
3396: A
3397: B
3398: B
3399: C
3400: D