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Questões de Concurso Sobre uso da vírgula em português

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Q4248902 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


CATHARINA MINA: UMA LIBERTA AFRICANA EM SÃO LUÍS NO SÉC. XIX

Iraneide Soares da Silva


Nesta segunda década do século XXI, em que as memórias negras precisam ser (e vem sendo) cada vez mais evidenciadas, fomos buscar nas histórias de mulheres negras que viveram no Brasil dos séculos XVIII e XIX. Mulheres essas que só aparecem de relance na historiografia e que nunca, ou quase nunca, chegaram às salas de aula da Educação Básica ou do Ensino Superior. Nossos achados históricos perpassam seis importantes mulheres negras: Esperança Garcia (1751), Maria Firmina dos Reis (1825), Catharina Rosa Ferreira de Jesus (séc. XIX), Mariana Gonçalves da Luz (1871) e Laura Rosa (1884). Para este artigo, destacamos Catharina Rosa Ferreira de Jesus, ou apenas Catharina Mina.

A cidade de São Luís, entre rios e dentro do mar, forma a ilha de São Luís, território de grande disputa por franceses e portugueses no período colonial, e que se tornou a capital do Maranhão. Como no resto do Brasil, era uma cidade escravista e estava vinculada ao continente africano pelo tráfico atlântico, sobretudo a partir da segunda metade do século XVIII e início do XIX, com a criação e atuação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão (1755). A capital maranhense era um território de estrangeiros, com forte presença de trabalhadores escravizados africanos que chegavam continuamente ao porto, como os do “grupo de procedência” da Costa da Mina, nos atuais Togo, Benim e Nigéria.

Nessas “chegadas” forçadas, conjecturase que Catharina Rosa Pereira de Jesus, a “Catharina Mina”, tenha ancorado no porto de São Luís na primeira metade do século XIX. Sua memória continua presente no centro histórico ludovicense onde há, por exemplo, uma placa que indica o “Beco da Catharina Mina” e, nas proximidades da rua, existe também um empreendimento comercial em sua homenagem, o “Bar da Catharina Mina”, fundado em 1989. Mas quem foi essa mulher? Qual foi sua marca de distinção numa multidão de homens escravizados em província do extremo norte do Império brasileiro?

Representação de Catharina Rosa Ferreira de Jesus. Beco da Catharina Mina, São Luís-MA, 31 de outubro de 2020. Fonte: site da TV Mirante.

No tempo presente, ela é caracterizada como uma africana liberta e quituteira. Ressaltase, ainda, a sua beleza e a capacidade de resistir contra o sistema escravista, pois além de sua liberdade, comprou as alforrias de outros escravizados em razão de seus trabalhos e das relações estabelecidas com indivíduos da elite maranhense. Ela também conseguiu ser uma pessoa de influência naquela sociedade. Entretanto, a sua trajetória de vida tem sido pouco divulgada pela historiografia. Com o acesso a documentos sobre sua vida, depositados no Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Maranhão (APTJMA), ampliaram-se um pouco mais as informações sobre sua experiência e suas redes de sociabilidade. 

Fragmento do Testamento de Catharina Rosa Ferreira de Jesus – Catharina Mina. Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Maranhão – APTJMA, São Luís-MA, documento de 29 de junho de 1886. Fonte: acervo do APTJMA.

Ao analisar as fontes que tratam dessa personagem, encontrou-se a Catharina mulher, não somente a rica ou a boa cozinheira, mas a “Catharina Rosa Pereira de Jesus” que se dizia de “nação Mina”. A escrita do seu testamento, como era comum na época, ficou sob a responsabilidade de alguém da sua confiança. Assim começa a narrativa descrita desse registro: “Eu, Catharina Rosa Ferreira de Jesus achando-me adoentada, mas no meu perfeito juízo e entendimento, tenho resolvido fazer as minhas últimas disposições testamentárias, pelo modo seguinte: Declaro que sou christã e cathólica apostólica romana, da nação Mina”.

Catharina se apresenta como uma mulher africana, de nação Mina, católica, inserida nos padrões da sociedade vigente do final do século XIX, mas com bens, razão pela qual houve a produção do testamento. A narrativa existente é de que ela trabalhou como quituteira desde muito jovem nas ruas de São Luís do Maranhão. Desse comércio urbano, juntou pecúlio para a compra de sua alforria e conseguiu, ao longo do tempo, adquirir alguma riqueza.

Catharina declarou também ser solteira e “sem herdeiro algum necessário, sendo-me, portanto, livre dispor de todos os bens que possuo”. Seguindo a leitura do documento disponível no APTJMA, verifica-se que ela foi mãe e que seu rebento havia falecido. As declarações do testamento, além de revelarem sua vivência na maternidade, estabelecem o desejo de conectarse com seu descendente, pois orientam para que seu corpo fosse enterrado “em catacumba e que findo o prazo de três anos, sejam os meus restos mortais trasladados para o jazido que tenho na igreja de Santo Antônio desta cidade, onde estão os do meu filho Pedro”.

Catharina solicitava um enterro simples e discreto: “[…] quero que o meu enterro e sufrágios se façam a vontade de meus testamenteiros, todavia lhes recomendo que sejam com decência, mas sem pompa, e que no sétimo dia do meu falecimento quero que se diga por minha alma, se distribua a quantia de cinquenta mil reis (50$000) em esmolas e quinhentos reis pelos pobres que comparecerem…”. Catharina não deixou de registrar sua estreita relação com a Igreja Católica e anunciou a distribuição de “esmolas” aos pobres, praticando a caridade, conforme os princípios cristãos. Também conferiu a “plena liberdade a todos os meus escravos sem condição alguma servindo-lhes esta verba de título”.

Com relação aos seus herdeiros e herdeiras, ela disse ter como afilhada “Dona Esmeralda Jaufret, filha do Doutor José Ricardo Jaufret, falecido” e “Meu afilhado Doutor Alfredo Rapozo Barradas, filho do Doutor Desembargador Joaquim da Costa Barradas”. Esses afilhados, pessoas brancas e abastadas, faziam parte das redes de sociabilidade e amizade de Catharina Mina. Ademais, além desses, outros, como amigos e pessoas escravizadas sob sua posse, foram beneficiados com os bens obtidos por seu trabalho como pequena comerciante nas ruas são-luisenses.

Com a análise do testamento de Catharina Mina, compreende-se sua importância na memória da cidade de São Luís, sobretudo por se tratar de uma mulher negra que viveu nos espaços urbanos da capital maranhense em tempos de escravidão, no século XIX, um período marcado por adversidades sociais: pelo racismo, sexismo e discriminações de toda a ordem. Ademais, a história e a memória de Catharina Mina nos faz perceber a dimensão que muitos homens negros e mulheres negras, trabalhadores e trabalhadoras nas mais diversas condições jurídicas, tinham de articulação e, de certa forma, domínio no sentido de conhecimento da dinâmica histórica, cultural e social das cidades escravistas brasileiras.

Enfim, Catharina Mina ultrapassou alguns limites do escravismo, contrariando o pensamento e a cultura da passividade feminina. Nas muitas dinâmicas desses mundos urbanos escravistas nas Américas, mulheres como Catharina Mina abriram brechas e fortaleceram laços a partir de suas vivências socioculturais como trabalhadoras, escravizadas e libertas, nos espaços públicos da cidade, fazendo história e tornando-se referência em uma memória de resistência e luta para as gerações futuras. Nesses espaços, elas fincaram presenças e (re)invenções culturais que atravessaram o tempo. No caso de Catharina Mina, sua trajetória como exescravizada continua sendo relembrada em São Luís, inclusive em decorrência de sua resistência e coragem, fatores que a mantêm viva na memória cotidiana da capital maranhense no século XXI.

Adaptado de: https://www.geledes.org.br/catharina-mina-uma-libertaafricana-em-sao-luis-no-sec-xix/ Acessado em 20/09/2022
"Esses afilhados, pessoas brancas e abastadas, faziam parte das redes de sociabilidade e amizade de Catharina Mina.” Pode-se encontrar o mesmo uso da vírgula do período acima em: 
Alternativas
Q4248867 Português
Texto 2 para a questão.

A Lebre e a Tartaruga

Um dia, uma tartaruga começou a contar vantagem dizendo que corria muito depressa, que a lebre era muito mole e, enquanto falava, a tartaruga ria e ria da lebre. Mas a lebre ficou mesmo impressionada foi quando a tartaruga resolveu apostar uma corrida com ela. “
Deve ser só de brincadeira”, pensou a lebre.
A raposa era o juiz e recebia as apostas. A corrida começou e, na mesma hora, claro, a lebre passou à frente da tartaruga. O dia estava quente, por isso lá pelo meio do caminho, a lebre teve a ideia de brincar um pouco. Depois de brincar, resolveu tirar uma soneca à sombra fresquinha de uma árvore.
“Se por acaso a tartaruga me passar, é só correr um pouco e fico na frente de novo”, pensou.
A lebre achava que não ia perder aquela corrida de jeito nenhum. Enquanto isso, lá vinha a tartaruga com seu jeitão, arrastando os pés, sempre na mesma velocidade, sem descansar nem uma vez, só pensando na chegada, Ora, a lebre dormiu tanto que se esqueceu de prestar atenção na tartaruga. Quando ela acordou, cadê a tartaruga? Bem que a lebre se levantou e saiu zunindo, mas nem adiantava! De longe ela viu a tartaruga esperando por ela na linha de chegada.

ESOPO. Fábulas de Esopo. São Paulo. Companhia das Letrinhas. 1994.
Observe o trecho abaixo:
“Depois de brincar, resolveu tirar uma soneca à sombra fresquinha de uma árvore.”
A vírgula foi utilizada para 
Alternativas
Q4248862 Português
Texto 1 para a questão.


ISSO NÃO ESTÁ ME CHEIRANDO BEM
Imagine uma bolinha de neve no topo de uma montanha e, quando ela chegar lá embaixo, vai ter virado um imenso bolão, não é? Isso é o que acontece com o lixo.
Cada um de nós, brasileiros, produz mais ou menos 500 gramas de lixo todos os dias. Parece pouco, mas é só fazer as contas. Todos os dias, esse lixo vira um bolão de milhões de toneladas!!! Só na cidade de São Paulo, são produzidas 12 mil toneladas por dia.

htttps:armazemdetexto.blogspot.com/2017/11/diversos-tipos-de-textos-curtos-com.html. Acesso em 11.07.2022.
Em “Cada um de nós, brasileiros, produz mais ou menos...”, as vírgulas foram utilizadas para separar
Alternativas
Q4248177 Português

Texto 2 para a questão.


Todos nós passamos por dificuldades na vida. Para alguns falta o pão na mesa; a outros, a alegria da alma. Muitos lutam para sobreviver; outros são ricos, mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade. Não adianta dominar o mundo lá fora e não dominar o mundo interior, o enorme território da sua alma.

(Augusto Cury)


https://www.google.com/search?q=textos+de+augusto+cury&tbm=isch&ved; Acesso em 13.07.2022.

Em “...não dominar o mundo interior, o enorme território da sua alma.”, a vírgula foi utilizada para separar 
Alternativas
Q4242821 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 


4ª Onda de Covid: o que explica alta de casos no Brasil. 


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(Disponível em: https://www.msn.com/pt-br/saude/medicina/4%c2%aa-onda-de-covid-o-que-explica-alta-de-casos-no-brasil/ar-AAXZJdQ?ocid=mailsignout&li=AAggXC1 – texto especialmente adaptado para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a pontuação INCORRETA. 
Alternativas
Q4241472 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 



Mobilidade urbana no Brasil



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(Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/mobilidade-urbana-no-brasil.htm – texto especialmente adaptado para esta prova).  

Analise as orações abaixo:

I. Para ser sustentável; a mobilidade urbana deve passar por um rigoroso planejamento urbano.
II. Para ser sustentável, a mobilidade urbana deve passar por um rigoroso planejamento urbano.
III. A mobilidade urbana, deve passar por um rigoroso planejamento urbano para ser sustentável.

Quais estão com a pontuação correta? 
Alternativas
Q4239379 Português

Leia o texto que segue e responda à questão



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Partindo do trecho “Houve até quem aventasse a hipótese de uma armação para permitir a saída temporária de Lula da prisão em Curitiba” (linhas 17 a 18), marque a opção em que o uso da vírgula está CORRETO: 
Alternativas
Q4239369 Português

Leia o texto que segue e responda à questão


A partir da análise da parte textual da tirinha acima, julgue os itens abaixo:

I. No trecho Filho, é só pra guardar as compras..., a vírgula após a palavra Filho pode ser retirada sem que se altere o sentido do trecho;

II. Se no trecho A “dúzia de ovos” agora tem só dez houvesse a mudança de A “dúzia” para As “dúzias”, não haveria necessidade de qualquer outra mudança no restante da frase;

III. Se no trecho O “quilo” da granola tem só 800 gramas o numeral fosse escrito por extenso, deveria ficar assim: oitocentas gramas.

Marque a opção CORRETA:
Alternativas
Q4236198 Português

Espécies escondidas nas profundezas do Atlântico



(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-55470722 – texto especialmente adaptado para esta prova). 

Analise as orações abaixo:



I. Durante quase cinco anos, um estudo investigou as profundezas do oceano Atlântico.


II. O professor Murray Roberts, que liderou o projeto Atlas, disse que quase cinco anos de exploração e investigação revelaram alguns “lugares especiais” no oceano e “como eles funcionam”.


III. O oceano não é um recurso infinito, disseram os cientistas.



Quais estão com a pontuação correta?

Alternativas
Q4227217 Português

Analise a frase abaixo para responder à questão.


É capaz que a gente já tenha depois desses dados que já foram mostrados nas próximas duas ou três semanas alguma liberação também para esse público.


(msn.com. Adaptado).  

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à pontuação, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4226832 Português

Analise a frase abaixo para responder à questão.


A hipótese da pesquisa é que cada um desses elementos represente um dia do mês totalizando em doze ciclos 360 dias.


(msn.com. Adaptado).

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à pontuação, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4223493 Português

Leia o texto que segue e responda à questão


Precisamos lavar verduras, legumes e frutas antes de comer?



A partir do trecho "Nos últimos anos, uma conscientização maior em relação aos germes deixou muitos de nós cautelosos com a limpeza dos alimentos frescos" - e agora há vários produtos de higienização no mercado para ajudar nesse trabalho‖ (linhas 03 a 05), julgue os itens abaixo:
I. A vírgula após o vocábulo 'anos‘ se justifica porquanto separa uma expressão adverbial de tempo;
II. A troca do vocábulo 'germes‘ pelo vocábulo  'bactérias‘ exigiria o uso do acento grave antes deste;
III. A troca da forma verbal 'há‘ pelo verbo 'existir‘ exigiria a flexão de número plural para este último.
Marque a opção CORRETA: 
Alternativas
Q4217520 Português
Entenda as diferentes nuances do transtorno do espectro autista 









Rocha, Lucas. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/entenda-as-diferentes-nuances-do-transtorno-do-espectroautista/. Acesso em 31 de agosto de 2022 (com supressões).
Levando-se em conta o trecho ''Outra categoria é o autismo de alto desempenho, chamado anteriormente de síndrome de Asperger. Os indivíduos apresentam dificuldades semelhantes às outras formas de autismo, mas numa medida bem reduzida” (linhas 28 a 30), julgue os itens abaixo:


I. A expressão 'autismo de alto desempenho' e 'síndrome de Asperger' estão em uma relação de sinonímia perfeita;
II. O uso do acento grave no trecho se justifica porque o vocábulo 'dificuldades' exige a preposição 'a' e a expressão 'outras formas' aceita a anteposição do artigo feminino 'a';
III. A vírgula antes da conjunção 'mas' pode ser retirada sem prejuízo para a correção gramatical do trecho.



Marque a opção CORRETA:
Alternativas
Q4216779 Português

Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de atenção. (linhas 4 a 6)



Assinale a alternativa em que se tenha construído pontuação igualmente correta para o período acima. 

Alternativas
Q4215868 Português
A partir do trecho “Especialistas em saúde mental e infantil alertam que a identificação de atrasos no desenvolvimento bem como o diagnóstico oportuno permitem a realização de intervenções comportamentais e apoio educacional de maneira precoce, levando a melhorias na qualidade de vida a longo prazo” (linhas 10 a 12), julgue os itens abaixo:

I. A separação da expressão 'bem como o diagnóstico oportuno' por duas vírgulas deve levar a forma verbal 'permitem' ao singular;
II. O uso do acento grave deveria ter ocorrido no trecho 'levando a melhorias', uma vez que o gerúndio exige a preposição „a‟ e o substantivo „melhoria‟ admite o artigo feminino 'a';
III. O uso do acento grave deveria ter ocorrido na expressão 'a longo prazo', uma vez que ela já é tradicionalmente acentuada.

Marque a opção CORRETA: 
Alternativas
Q4215866 Português
A partir do trecho “Há ainda o “distúrbio global do desenvolvimento sem outra especificação”, que inclui indivíduos considerados dentro do espectro do autismo, com dificuldade de comunicação e de interação social, mas com sintomas insuficientes para inclusão em outras categorias do transtorno” (linhas 35 a 37), julgue os itens abaixo:

I. A vírgula após o vocábulo 'especificação' se justifica porquanto inicia uma oração explicativa;
II. A expressão 'dentro do' pode ser permutada, sem prejuízo sintático-semântico, por „como pertencentes ao‟;
III. A troca da forma verbal 'Há' pelo verbo „existir‟ não exigiria a flexão de número plural para este último.

Marque a opção CORRETA: 
Alternativas
Q4204385 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.



Texto 1



A onça e a raposa



Não há melhor momento para se contar história do que no final do dia. Nessa hora, todas as crianças já estão cansadas e a mente, mais tranquila. “Nosso corpo tem que estar bem tranquilo quando ouvimos uma história”, dizia sempre a velha Kaluhá. E ela dizia isso porque sabia que era necessário manter nosso corpo relaxado e a mente atenta para os desafios que a mata nos apresenta.



– E como a gente consegue isso, vovó? – perguntou meio sonolento o pequeno Tarú. A velha mulher olhou para o pequeno e lançou-lhe um olhar muito carinhoso.



– Você ainda é muito pequeno para saber todos os mistérios de nossas vidas, menino. Mas é observando os animais que aprendemos a nos comportar e a sobreviver.



– Como assim? – alguém questionou.



A anciã ajeitou seu corpo na esteira onde estava sentada e passou a narrar em voz alta a história da esperteza da raposa no dia em que queria tomar água e a onça não queria deixar. 




MUNDURUKU, Daniel. Coisas de onça. São Paulo: Mercuryo Novo Tempo, 2011 p. 31 e 32. 

O uso da vírgula em “– E como a gente consegue isso, vovó?” indica que “vovó” é
Alternativas
Q4200440 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.



Texto 2



No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.


Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar exclamava:


— Ai! Que preguiça!...


E não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho e Jiguê na força do homem. O divertimento dele era decepar cabeça de saúva. Vivia deitado mas si punha os olhos em dinheiro, Macunaíma dandava pra ganhar vintém. E também espertava quando a família ia tomar banho no rio, todos juntos e nus. Passava o tempo do banho dando mergulho, e as mulheres soltavam gritos gozados por causa dos guaiamuns diz-que habitando a águadoce por lá. No mocambo si alguma cunhatã se aproximava dele pra fazer festinha, Macunaíma punha a mão nas graças dela, cunhatã se afastava. Nos machos guspia na cara. Porém respeitava os velhos, e frequentava com aplicação a murua a poracê o torê o bacororô a cucuicogue, todas essas danças religiosas da tribo.



ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. São Paulo: Ubu Editora, 2017, p. 13. 

Na oração “e frequentava com aplicação a murua a poracê o torê o bacororô a cucuicogue, todas essas danças religiosas da tribo”, a ausência de vírgulas entre os tipos de dança 
Alternativas
Q4198095 Português

Leia o texto para responder as questões. 


Saudade do que não vivemos


Fomos enganados, acredite em mim.


Esses mal-intencionados donos das grandes redes sociais e de impérios tecnológicos nos convenceram que nossas vidas seriam muito melhores se nós todos nos conectássemos.


Todos nós, amigos, parentes, até você e eu, querido leitor, conectados para sempre.


Nos convenceram de que deveríamos empacotar os nossos relacionamentos profissionais e pessoais, nosso lazer, nossos planos, projetos e sonhos dentro de seus conglomerados.


Disseram que, pela primeira vez na história, o ser humano comum como você e eu, teríamos voz e poderíamos expor nossas opiniões para o mundo inteiro ouvir.


E com isso, seríamos muito mais felizes.


Tá. Vai nessa.


Depois de uns dez ou quinze anos dessa mudança sociocultural, não me sinto muito mais feliz do que no passado.


Primeiro porque, sempre que eu decido falar nas redes sociais, ninguém me escuta.


Depois, “estar conectado” com o mundo não tem se mostrado ser uma grande vantagem já que, a cada dia que passa me convenço que o mundo precisa muito mais de mim, do meu tempo e do meu dinheiro, do que eu dele.


Não está nada equilibrada essa brincadeira.


Antigamente, meu jovem, éramos desconectados, mas a vida era simples.


Você acordava pela manhã e ia trabalhar.


No Metrô, lia o jornal do dia, com as notícias de ontem.


Uma vez no escritório, encontrava o chefe em sua sala, os clientes na sala de reunião, os colegas de trabalho no café.


Voltava para casa olhando a paisagem.


Beijava a mulher e os filhos, jantavam todos juntos e depois assistiam o jornal e a novela, que eram – pasmem – de graça.


Hoje tudo mudou.


Acordo e, ainda na cama, repasso todas as notícias do dia, da noite, da véspera e o que vai acontecer pelo mundo nas próximas horas.


Nem tiro a cabeça do travesseiro e já levo, garganta abaixo, um direto de direita de informações.


A caminho do trabalho, sem jornal para ler, eu poderia, quem sabe, conversar com o cidadão sentado ao meu lado no ônibus.


Isso, claro, se ele levanta os olhos da tela, num jogo que aparentemente tem como objetivo organizar guloseimas coloridas.


Ao chegar ao escritório, o chefe, os clientes e os colegas de trabalhos estão nos mesmos lugares que estão sempre: no WhatsApp.


Curiosamente, nenhum deles parece utilizar o mesmo sistema de horas que eu.


Mensagens apitam num fluxo interminável, que não respeita qualquer pausa que eu tente dar ao meu analógico cérebro.


No caminho de volta para casa, a paisagem é, de novo, as guloseimas na tela do sujeito ao lado.


Num momento de fraqueza, baixo o jogo e me junto ao exército de zumbis que ocupam a mesma condução.


Em casa, mulher e filhos estão cada um no seu canto.


Um deles pergunta no grupo da família, se alguém pediu comida.


É bem provável que quando a pizza chegar, cada um coma no momento e local que melhor lhe convier.


Quem sabe, no próximo sábado, nos encontraremos na sala.


Cansado, ligo a TV para assistir a um filme.


A TV não é mais de graça.


Numa conta assim, por cima, descubro que com o que gasto em assinaturas de serviços de streaming, poderia ter comprado um cinema pequeno no interior.


Não me levem a mal.


Nem imaginem que não admiro os avanços tecnológicos que vivemos hoje.


Mas tenho saudade, ora.


Saudade de um tempo em que você e eu não estávamos conectados.


Mas já que estamos, se tiver umas vidas aí do joguinho das guloseimas, por favor, me mande, ok?



Disponível em: https://istoe.com.br/saudade-do-que-nao-vivemos/

Analise: “Curiosamente, nenhum deles parece utilizar o mesmo sistema de horas que eu” e assinale a alternativa que apresenta a explicação correta para o uso das vírgulas neste trecho. 
Alternativas
Q4170202 Português


(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/autoconhecimento/julia-cameron-arte-da-escuta – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Considerando o emprego correto dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir:

I. Na linha 06, o emprego do duplo travessão deve-se ao isolamento de uma expressão retificadora.
II. Na linha 10, o emprego da vírgula deve-se à separação de uma oração subordinada deslocada.
III. Na linha 22, o emprego da vírgula separa um aposto deslocado.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Respostas
2041: A
2042: D
2043: A
2044: B
2045: D
2046: B
2047: E
2048: E
2049: A
2050: C
2051: B
2052: D
2053: E
2054: C
2055: A
2056: D
2057: C
2058: C
2059: A
2060: C